SABE-SE LÁ DO AMANHÃ
ERIMAR LOPES
Sabe-se lá do amanhã
Sabe-se lá em um abrir e fechar de olhos
Não saberei de mim
Não saberá de mim
E eu não saberei de ti
Sabe-se lá da alegria dos pássaros
Que voam em altas altitudes
Dos animais que habitam
As cavidades escuras da terra
Sabe-se lá dos corações
Das mentes
Como o amanhã
Sabe-se lá como ouvir e entender
Como perceber o que convêm
Sabe-se lá da morte quando ela vem
Sabe-se lá quando os olhos
Derramam lágrimas tristes
Quando é tempo de chorar
Sabe-se lá o que é a alegria
Um estado de conforto na alma
Passageiro sabe-se lá
De janeiro a janeiro
Sabe-se lá quantos dos nossos amanhãs...
Erimar Lopes.
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