

Celso Ciampi
Mineiro de Juiz de Fora. Poeta, autor do livro "Minhas Faces", escrevo sobre o amor, a vida e de tudo um pouco. Membro convidado da Academia de Letras da Manchester Mineira. Participo do projeto "POESIA NA ESCOLA", fui selecionado para compor a antologia "POESIA BR!", em um concurso nacional.
O FIM DA LINHA
Era o fim da linha,
Mas ela nunca acabava,
Toda vez um novo nó
A esticava.
E eu andando por ali,
Por vezes desanimava,
Era o fim, eu sabia,
E ele não chegava.
Nada mais havia lá,
Nem um outro caminho,
Eu apenas caminhava,
Procurando meu cantinho.
E o fim da linha não aparecia,
Ela apenas esticava,
Eu não compreendia,
Era o fim e não acabava.
Nenhuma luz havia na frente
E atrás tudo apagado,
Minha história acabou,
Eu estava detonado.
E a linha esticava,
Quanto mais eu caminhava,
Ela me conduzia sempre à frente,
E agora eu até gostava.
Então um dia, assim do nada,
Me veio uma ideia louca,
Como o fim não chegava,
Resolvi desembolar a linha toda.
E nesse trabalho árduo
Percebi que ainda tinha um longo trecho,
Que eu devia ir em frente,
Buscar o recomeço.
Recomecei sem saber aonde ir,
Procurei traçar um mapa,
De repente fez-se a luz,
E meus olhos enxergaram,
Agora vejo o futuro,
E várias portas se escancararam.
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