1954
Orlando Neves
Este rosto de hoje,
assim triste, assim magro,
é a memória.
Estas mãos de hoje,
assim vãs, asssssim frias,
são o silêncio.
Esta boca de hoje,
assim branca, assim breve,
é a ausência.
Este olhar de hoje,
assim ágil, assim mudo,
é o cansaço.
Este corpo de hoje,
assim remoto, assim seco,
é apenas um grito
de socorro.
assim triste, assim magro,
é a memória.
Estas mãos de hoje,
assim vãs, asssssim frias,
são o silêncio.
Esta boca de hoje,
assim branca, assim breve,
é a ausência.
Este olhar de hoje,
assim ágil, assim mudo,
é o cansaço.
Este corpo de hoje,
assim remoto, assim seco,
é apenas um grito
de socorro.
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