Na Fragilidade Verde

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1987 No calcanhar do vento
Na fragilidade verde de um intraduzível enclave
a obliquidade do sangue silencioso,
a dispersão das árvores claras e ardentes.
Minúsculas vozes atravessam o silêncio.
Uns joelhos da folhagem sob as lâmpadas
tremem num movimento de pacífica violência.
A pele está liberta na fresca identidade.
O tecto é uma rosácea de voláteis linhas.
A violência do fogo é ligeira e florida.
Um único segredo diz na brisa o seu sangue claro.
1 064 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.