Lista de Poemas
Até logo, até logo, companheiro,
Até logo, até logo, companheiro,
guardo-te no meu peito e te asseguro:
o nosso afastamento passageiro
é sinal de um encontro no futuro.
Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.
(traduções de Augusto de Campos)
guardo-te no meu peito e te asseguro:
o nosso afastamento passageiro
é sinal de um encontro no futuro.
Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.
(traduções de Augusto de Campos)
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Pobre escrevinhador, é tua
Pobre escrevinhador, é tua
A sina de cantar a lua?
Há muito o meu olhar definho
No amor, nas cartas e no vinho.
Ah, a lua entra pelas grades,
A luz tão forte corta os olhos.
Eu joguei na dama de espadas
E só me veio o ás de ouros.
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1.Balalaica – Alceu Valença
7.Ela – Leo Jaime
4.Me Abraçaram – João Bosco
5.Paraíso Da Terra – Eliete Negreiros Part.Paulo Moura
6.Quadro Completo Da Primavera – Jards Macalé
11.O presente – Joelho de Porco
2.Pomba do Jordão – Moraes Moreira
Ate logo, companheiro
3.Palavras E Números – Leila Pinheiro Part.Wagner Tiso
10.A flauta vértebra – Renato Teixeira
Sierguéi Iessiênin foi um poeta russo, nascido em Konstantinovo, então Império Russo, em 1895. Foi um dos autores da chamada Idade de Prata da poesia russa, que deu ao país e ao mundo Alexander Blok, algo como o patriarca da era, e autores mais jovens que formam o panteão do modernismo poético russo, todos tão diversos entre si, como Anna Akhmátova, Óssip Mandelshtam, Vladimir Maiakóvski, Vélimir Khlébnikov, Boris Pasternak, Nikolai Gumilev e Marina Tsvetáieva, entre vários outros.
O suicídio de Iessiênin a 28 de dezembro de 1925 juntou-o às grandes perdas da poesia russa naquela década, com a morte dolorosa de Blok em 1921 (doente, a permissão para deixar o país para um tratamento chegaria uma semana depois do poeta morrer), a execução de Gumilev algumas semanas depois e a trágica morte por inanição de Khlébnikov em 1922. Não tardariam o suicídio de Maiakóvski em 1930; a morte, no Gulag, de Mandelshtam em 1938; e por fim o suicídio de Tsvetáieva em 1941.
Restariam Akhmátova e Pasternak, proibidos de publicar, constantemente acossados por Stálin e seus capangas. Não há maior elegia e invectiva, contra estas perdas, do que o grande texto de Roman Jakobson, A geração que desperdiçou seus poetas (1930), escrito após a morte de seu amigo Maiakóvski. Os poemas de Iessiênin, proibidos por décadas, só voltariam a ser editados na Rússia em 1966.
--- Ricardo Domeneck
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