Mikhail Yurevitch Lermontov

Mikhail Yurevitch Lermontov

Mikhail Lermontov foi um poeta, dramaturgo e romancista russo, considerado uma das figuras mais importantes do Romantismo russo. A sua obra é marcada por uma profunda melancolia, rebeldia e um forte sentimento de desilusão, refletindo as inquietações da sua época e a sua própria vida turbulenta. Lermontov explorou temas como o amor, a liberdade, o destino e a condição humana, com uma linguagem rica em imagens e musicalidade. Embora a sua vida tenha sido curta e marcada por tragédias e exílio, o legado literário de Lermontov é imenso. As suas poesias, poemas narrativos e o romance "Um Herói do Nosso Tempo" continuam a ser estudados e admirados, influenciando gerações de escritores e consolidando o seu lugar como um mestre da literatura russa.

n. , Moscou, Império Russo · m. , Piatigorsk, Império Russo

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NUVENS

Ó nuvens pelos céus que eternamente andais!
Longo colar de pérolas na estepe azul,
exiladas como eu, correndo rumo ao sul,
longe do caro norte que, como eu, deixais!

Que vos impele assim? Uma ordem do Destino?
Oculto mal secreto? Ou mal que se conhece?
Acaso carregais o crime que envilece?
Ou só de amigos vis o torpe desatino?

Ali não: fugis cansadas da maninha terra,
e estranhas a paixões e ao sofrimento estranhas
eternas pervagais as frígidas entranhas.
E não sabeis, sem pátria, a dor que o exílio encerra.

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Poemas

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NUVENS

Ó nuvens pelos céus que eternamente andais!
Longo colar de pérolas na estepe azul,
exiladas como eu, correndo rumo ao sul,
longe do caro norte que, como eu, deixais!

Que vos impele assim? Uma ordem do Destino?
Oculto mal secreto? Ou mal que se conhece?
Acaso carregais o crime que envilece?
Ou só de amigos vis o torpe desatino?

Ali não: fugis cansadas da maninha terra,
e estranhas a paixões e ao sofrimento estranhas
eternas pervagais as frígidas entranhas.
E não sabeis, sem pátria, a dor que o exílio encerra.

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A UMA BELA QUE LHE NÃO CORRESPONDIA

O amor pediu-me um dia
que de seu vinho provasse.
E eu foi só por cortesia
que a taça inteira emborcasse.

Agora tudo eu daria
pra refrescar minha boca.
E a taça está tão vazia
como a cabeça tens oca.

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ADEUS, Ó RÚSSIA MAL LAVADA!

Adeus pra sempre, ó Rússia mal lavada!
Terra de escravos e cruéis senhores!
E vós, azuis gendarmes opressores,
e vós, dócil nação de carneirada!

Além do Cáucaso e seus altos montes
livre estarei dos vossos grão-pachás,
dos olhos com que espiam tão bifrontes,
e de quantos ouvidos deixo atrás.

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