Lista de Poemas

Viver do próprio a pão e água é a maior penitência: viver do alheio, ainda que seja a pão e água, é grande regalo. Tão saboroso bocado é o alheio!

 

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É tão grande o sabor do alheio, é tal a doçura e suavidade do que se furta, que até pão e água, se é furtado, é manjar muito saboroso.

 

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O luzir nas auroras da idade é ter propriedade de Sol, e brilhar na declinação dos anos é tão comum realce que não pede já atenção aos olhos.

 

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As coisas não começam do princípio, como se cuida, senão do fim. O fim porque as empreendemos, começamos e prosseguimos, esse é o seu primeiro princípio, por isso, ainda que sejam indiferentes, o fim, segundo é bom ou mau, as faz boas ou más.

 

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Não se deve nunca favorecer por empenho, que é mais enriquecer ao sujeito que premiar ao benemérito, porque pela razão natural, como a experiência mostra, a nenhum se há-de fazer homem por afeição, mas há-de-se empregar a afeição a quem nas acções se mostra homem.

 

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Não consiste a destreza do cavaleiro só em saber correr, senão em saber parar.

 

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Os acidentes melhor se podem julgar onde se vêem e apalpam que instruírem-se de longe, só por informações e conjecturas.

 

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As acções generosas, e não os pais ilustres, são as que fazem fidalgos.

 

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As acções de cada um são a sua essência.

 

O Sol pode fazer dias longos: dias grandes só os fazem e podem fazer as acções.

 

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