Lista de Poemas

Os corpos dos ricos, cheios e anafados, são o banquete dos bichos; os dos pobres, secos e postos nos ossos, são o seu jejum.

 

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A água que recebe a terra é salgada; a que torna ao mar é doce. O que recebe em ondas amarguradas restitui-o em doces tributos.

 

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Considere, pois, o rico e o pobre para onde vai: Quo vadis? Para que o rico modere a sua abundância, e o pobre se componha com a sua moderação. E porque o pobre e o rico (e o rico mais apressadamente que o pobre) todos irmos parar ali, lamentem-se os ricos da sua riqueza e das suas galas e regalos: sejam os pobres os contentes e eles os tristes. E paguem com a tristeza a fraqueza dos seus corações.

 

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Não dar nada a ninguém e premiar a todos.

 

Uma velhice enganada é a maior sem-razão do tempo: uma mocidade desenganada é a maior vitória da razão.

 

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Se se premeia ao incapaz, é força que estranhe o lugar que lhe não convém, e se se ofende ao benemérito, é ocasião que se queixe da justiça.

 

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Deixarem-se vencer da razão os muitos anos não é muito, mas deixarem-se vencer e convencer os poucos, grande poder da razão!

 

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Igual cegueira é o fazerem-se honras aos incapazes que tirarem-se aos beneméritos.

 

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Quem tem asas para voar e se contenta com andar, e quando muito com correr, pode mais do que quer e quer menos do que pode; e só quem quer, e se contenta com menos do que pode, passa a carreira desta vida sem cansar, nem desfalecer.

 

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É mais fácil o desejar que o fazer, e menos difícil o resolver que o executar.

 

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