Senhor, ouve a minha petição!
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PAULO A C VASCONCELOS
Raquel Mesquita
joao euzebio
Marc Santini
Leovardo Ricardo
Danilo de Jesus
cristina
Danilo de Jesus
Manito O Nato
Emílio
jose de jesus curado
Andréia Teixeira
Lua Barreto
Raquel Mesquita
Luan Vinícius
Fernando Cartago
Luan Vinícius
Luis Rodrigues
No outro dia uma educadora de infância parou o carro no meio da ponte,
saiu, chegou-se à amurada e saltou. Segundo parece causou
engarrafamentos monstros. Não é preciso muito para atrapalhar o
trânsito. Basta um carro parado.
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Morri quinta-feira ao fim da tarde
a autópsia foi clara
causa da morte: saudades tuas
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Renasci junto a um oceano branco
levado por dois braços de mar salgado
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Não, não quero ser livre
quero ser cativo de amores
preso a paixões e tormentas tamanhas
Não, não quero ter ideias
só a paz de ver o mar
e as coisas mudas a sorrir para mim
Não, não quero ser contente
quero a raiva de todo o mal
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A vida é uma coisa engraçada que rola na minha mão.
Das vezes que a consigo ver de fora é giro olhar para as coisas. E tudo
parece estranhamente igual. O que é que eu tenho a ver com tudo isto? As
pessoas movem-se de um lado para outro, fazem coisas, mexem-se como se
movidas por uma necessidade necessária. Para que o mundo não pare e
continue a girar como antes. Quando a única finalidade que faz sentido é
sermos felizes. Quantas destas necessidades necessárias nos fazem felizes?
Fecho os olhos. Devo representar a farsa de uma máquina,
não porque acredite no que faz a máquina, mas porque a rosca não pode
viver sem um parafuso.
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Era interessante saber a largura dos dias
e sabermos com antecedência se cabemos neles
para não ficarmos com os pés de fora
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Preciso de uma droga que me reduza a pena. A vida é-me demasiado grande. E os meus pés tão pequenos. Os olhos vazios.
Ou eu me levantei ou o mundo encolheu. Estou a bater com a cabeça no tecto do mundo.
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Sou normal,
na maioria que sou em mim
estou perfeitamente na média
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Pássaros surdos loucos
De amor encantados
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Alguém escreveu sobre a mágica tarefa de viver, a mim ocorre a vã tarefa de viver
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O corpo estava acompanhado. Mas ninguém se sente só com o corpo.
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Alguém me perguntava com admiração. A beleza agride-te.
Sim. A beleza deve ser violenta.
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Pensamentos dum ouvido ao redor duma laranjeira
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Hóstia babada de ranho
Cona ungida de pano
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Aos céus sobe a espada que nos mata
e ficamos a vê-la subir ao alto
tão do chão
tão lentamente
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O erasmo era feio e tinha mau gosto para chapéus.
Sergio de Sersank
Gi
Só, somente só,
Só eu, sempre só,
Sem amor, nem mesmo dó,
No escuro, é o pior,
Sem nem um surdo,
Sem um cretino,
Sozinha eu,
Soltando o nó,
Que não me larga,
Que persegue,
Que me destrói,
Que me corrói,
Só vejo eu,
E nunca nós,
Só ouço um som,
Só minha voz.
Gizelle Amorim
Carlos_Gildemar_Pontes
Renata Rimet
Não havia planejado ter seu nome em meu corpo tatuado
Foi impulso, inconsequência, brincadeira adolescente
que apaguei com muita água corrente,
era tinta descartável, lavável
escorreu sem deixar vestígio
Pensei não ter perigo
mas não havia percebido a contaminação
Tive a alma tatuada
nossa história registrada
lá permanece incrustada as lembranças de tanta emoção...
afonso rocha
J L Silva