Escritas

Presente

Manito O Nato
Sou... Estou... Estás... São...
Preciosidade soberana, segura,
Lente diáfana da realidade em ação!
Perene morada de glória e loucura.

Não fujas do É, nem divagues.
Assim, que ao imponderável será,
Remorsos e quimeras não pagues.
Preserva a flama que só aquele te dá!

Porque contemplar em frincha estreita,
Se encontrarás ossada desértica e adeus?
Registro ou é história ou é colheita.
Em memória os cultue, vá lá, eram teus!

Acende teus refletores e teus gravetos
Luz no presente, não no que vem ou foi embora.
Nele teus tesouros, ramalhetes e sonetos.
Vive intensamente a eternidade do agora!