Lista de Poemas
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joao euzebio
ESPALHAR
NÃO SE ESPALHE POR AI
FEITO AREIAS NO DESERTO
FEITO CHUVAS NO VENTO
FEITO SAUDADES NO PENSAMENTO
FEITO LÁGRIMAS QUE CAI
FEITO CONTAS DE UM ROSARIO QUE SE
ARREBENTA
FEITO ESTES SENTIMENTOS QUE NÃO
SE SUSTENTA E SE VÃO SEM EXPLICAÇÃO
POR ESTE MUNDO AFORA COMO AGORA ELE
SE FOI.
NÃO SE ESPALHE POR AI
FEITO FOLHAS DE UM CADERNO QUE FOI
RASGADO
FEITO POEMAS QUE FOI DEIXADO NA AREIA
DA PRAIA
FEITO FOLHAS QUE O VENTO LEVA
FEITO O TEMPO QUE PASSA E NOS DEIXA
LEMBRANÇAS
FEITO CRIANÇA QUE CRESCEU E ESQUECEU
O QUE É O AMOR
FEITO FLOR QUE PERDE AS PÉTALAS
FEITO FLECHA QUE SE PERDE NO VAZIO
FEITO FRIO QUE CAUSA ARREPIOS E SE
VÃO DEIXANDO NO CORAÇÃO A ANSIEDADE
NÃO SE ESPALHE POR AI
COMO ESTRELAS QUE DESAPARECEM DURANTE
UMA EXPLOSÃO ESTRELAR
COMO UM NAVIO QUE SEGUE POR SOBRE AS
ONDAS DESTE MAR
POIS QUERO O TEU OLHAR NO MEU
QUE A MUITO SE PERDEU
NO VAZIO DE MINHA ALMA.
NÃO SE ESPALHE POR AI
SE ANTES SURGIR NESTE AMANHECER
POIS QUERO TE DIZER PARA QUE FIQUE
APENAS NÃO SE EXPLIQUE... MAS NÃO SE
ESPALHE POR AI.
Francisco Maldonado Simões
O Teu Sorriso
O perfume que te dá alma,
Quero saber quem és,
Desenhar o teu gesto,
A tua palavra,
O teu silêncio
Procuro no teu sorriso
A paz do meu sono,
Quero apenas adormecer
E dizer-te quem sou
Jacy Morais
VESTIGI
Come restano
I fantasmi
Nella notte
Restò
Come restano
I vestigi
Delle tempeste
Restò
Come restano
Le tracce
Di un delitto
Imperffeto
Restò
Come resta
Tutto quello che
Non è leggero
Nè breve
Restò
Il tuo odore
Che intorpidisce
E una parte
Del tuo cervello
Dove si ospitano
Angeli
&
Demoni...
by*Jacy Morais
Cristina Miranda
Voo
leva-me num simulacro de rapto.
leva-me que volto a ter asas
que te acompanho num voo planado.
sentes a vontade
de arrepiar cada um dos poros do corpo?
deitada na noite
soletro os teus gestos.
finge que dormes
finge
para que invente o tempo capaz de parar.
quando abrires os olhos
serei desejo rubro.
Agora vem
para te degustar o corpo
e reter na boca o sabor dúctil do poema.
Jacy Morais
RESSÔNANCIA
Com frenesi
A geografia
Sensual
Do teu
Corpo
Encontrei
Míssel nuclear
Projéteis
Explosivos
Mesmo assim
Fiz meu abrigo
No alvo negro
Dos olhos teus
Eu que fui
Fera mal
Domada
Agora
Encurralada
Só resta
Me entregar!
by*Jacy Morais
Emílio
ilusão
na palma gravado
curvas lidas
por sinasde incompreensão
sulcos de solidão
trago no meu rosto
rugas de cansaço
que inundam meus olhos
buscando no seu traço
leitos de rios navegados
cúmplices de prazeres
na memória do tempo
trago na minha boca
o sabor amargo doce
dos teus lábios
feridos de solidão
marcados de ilusão
em ilusão
Emílio Casanova, in "Coisas do Coração"
Fernando Almeida dos Santos
E por falar em AmOr
Esta busca incessante que se solidificou ganhando massa, peso, importância, valor e e até nome:
AMOR!!!!
Amor este que inspira o cantor, o ator , o pintor , o poeta.
Amor este que dá forças, coragem ,vigor.
Mas afinal de contas como encontrar o Amor?!? A resposta é simples, Amor é como o vento , não se prende se sente!!
Está em todo lugar e em lugar algum ao mesmo tempo.
O encontramos no sorriso do irmão, num olhar de satisfação , no carinho da mãe, no abraço do pai.
Em uma canção , um cachorro , em um detalhe, em um choro.
Então o amor é encontrado em tudo
Sim! Podemos encontrá-lo em toda criação de nosso PAI Celestial. Mas Amor, aquele especial, sentido; vivido; esperado; voce não encontra.
Você é encontrado!!!!
E só sabe a delícia de Amar aquele que Ama e é Amado!!!!
Fernando A. S.
Leide Fuzeto
Teu chao
onde haviam pedras
e teus espinhos me sangraram
flutuo sobre você
e vejo como é pequeno daqui
teu mundo nao é o mundo
é só um esconderijo
onde sonhei um dia
em me esconder de mim
você me empurrou para fora
perdi o fôlego e o chao
pensei que morreria
já estava morta e nao sabia
tirei os pés do teu chao
e agora estou viva
respirando o meu ar
voando com as asas que criei
Adamastora
Não te encontro
olharomar
quero
Quero o teu corpo aberto sobre o meu
Quero rosas no teu rosto
Ao teu roseiral retiradas
Teus beijos ardentes de mosto
Com cheiro de uvas maduras
E neles me embebedo
Sabor de espinhos de sangue
Em lábios vermelhos apertados
Caminhos novos desbravados
Sabendo a rosas desfloradas
Ao teu roseiral retiradas
http://rosadesangue.blogspot.com
Alex Simões
A meio da noite
No meio da noite meia alegria
No meio do escuro meia tristeza
No meio da vida tanta incerteza
Nessa noite eu vi essa meia alegria
Do amigo que há tanto tempo não via
Ofertei o meu incenso, doei a minha mirra
Dividi o meu ouro por aquele que chegou
Suspeitei da lágrima, segurei o sorriso
Contemplei o meu sonho como um perfeito narciso
E as palmas e os aplausos e os abraços
Os sorrisos, as mãos apertadas…
Essa meia alegria foi tanta que encheu
O meio escuro dessa vida que sou eu.
No meio da noite, brilharam fortes
Os olhos acesos do luar que não apareceu.
Carla Furtado Ribeiro
FOSSES UMA DESERTA PRAIA
ou um lago esquecido, uma face da lua
a menos iluminada, a mais crua
ainda assim, ainda assim...
fosses um fogo apagado, uma noite fria
uma pedra disforme, um abismo
uma lança, uma espada ou uma arma disparada
ao vazio do céu, à máscara da vida
ainda assim, ainda assim...
te tomaria ao nevoeiro da noite, à bruma do dia
e num esgar do tempo ou num recanto
ainda que imperfeito de harmonia
eu te amaria, eu te amaria, eu te amaria...
Fátima Encarnado
- (Des)alento -
move-se o tempo
e a vida move-se com ele
acompanho-os
[ao longe]
contemplando-me no dueto
neste meu jeito de estar
[sempre]
oscilante
entre a magia do coração
e a aleivosia da razão
todo o tempo
é tempo de [enamorar] sonhos
Leide Fuzeto
Panelas e poesia
receitas em versos
escrevo, alimento
a alma
cozinho, inspiro
a vida
descasco palavras
combino ingredientes
com a caneta
cozinho sentimentos
até o ponto de versos
firo os dedos com faca
e o coraçao com paixao
sangue temperando poesia
panelas rimando aromas
coraçao na cozinha
paladar no papel
amargo e doce
no mesmo prato
na mesma folha
http://amorebolhasdesabao.blogspot.com/
Regina Maria de Souza Moraes
Fazer sessenta anos
Fiz sessenta anos...
Como pode?!
Ainda ontem estava nos
braços de minha mãe!!!
Marc Santini
Escrever por Enigmas
pois escrever o óbvio não cabe.
Desconcerta.
Não é certo.
Acerto em dizer o não dito,
escamoteando verdades, sinceras,
sem ceras às claras.
E os enigmas vão e vem,
dizem o não dito,
o mal dito e o bem dito.
O que se quer dizer,
O que se espera ouvir.
Adilson Adão
Monstro do mar (ao Capitão Gibrail) (Abel, Hans e Zuno)
É um monstro do mar dentro do nosso navio!
Ele é o grande... Capitão Gibrail
Sua presença é de amedrontar,
Ele é o mais bravo guerreiro do mar.
Sua espada puxou da bainha
E uma serpente marinha derrotou sem pensar
Homem poderoso como nunca se viu.
É um monstro do mar dentro do nosso navio!
Ele é o grande... Capitão Gibrail
Um homem valente e com determinação,
Não é à-toa que leva o nome de capitão,
Toma atitudes com extrema frieza
O que traz a riqueza de sua tripulação
Homem poderoso como nunca se viu.
É um monstro do mar dentro do nosso navio!
Ele é o grande... Capitão Gibrail.
Jacy Morais
Pecado
Contemplarlo
Me siento próxima
Al precipicio
No sé si debo
Retroceder
O correr
El riesgo
Será pasión
O capricho?
Cuando miro
La calle
Y no lo veo
Llegar
La siento
Negra
Y desnuda
Mas aunque
Tarde
La luna
Viene
A vestirse
De ti...
Sin embargo,hoy
En un ascenario
Sensual
La lluvia
Te mojó
El cuerpo
Y en un ímpetu
De deseo loco
Clamó por mí...
by*Jacy Morais
Fátima Encarnado
- Tu Mesmo -
Nas tuas mãos
Aquilo que procuras
Para além de ti
Que um dia descubras
No silêncio da alma
O que esperas de ti mesmo
Porque metade é querer
E outra parte é recusar
Que um dia
As metades do Amor
De que és feito
Se unam e não mais se separem
Porque metade de ti é querer
E outra parte é recusar
Que um dia alcances
A plenitude e a Paz que mereces
Porque metade de ti é alegria
E a outra parte é tristeza
Uma metade de ti
É a vida que te abre os braços
E a outra parte de ti...
És tu mesmo...!
(Poema escrito e dedicado a José N. em 05/03/2006)
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"Entrego-te a minha mão,
Faz-me sonhar,
Não me deixes cair em tentação...
Quero percorrer caminhos de sonho,
Metade a dormir,
Metade a sonhar...
Beijo uma metade,
A outra beija-me a mim
E assim se sonha...
Metade acordado,
Metade em pesadelo!"
José N.
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Raimundo Candido
LENITIVO
Já viu... a sede no mar
e na fartura a fome?
Já viu... no claro dia um olhar
tateando sem luz?
Já viu... um sangue pulsar
fermentando saudade?
Já viu... uma alma gritar
implorando por ti?
Se não, olhe aqui:
– a minha fome...
– a minha sede...
– o meu vago dia
diluído em lágrimas
em desespero
suplicando lenitivo
a tua lembrança...
vanessa
Vida
Mais as vezes não somos nós que complicamos ainda mais
Reclamamos de tudo, e tudo não esta certo
Nós humanos somos muito idealistas.....
Colocamos muitos motivos p/ não superar os nossos Desejos,,., Temos que parar com isso e mudar nossos pensamentos !!! :)
Cristina Miranda
Não te digo que te amo
Ponho entre lábios essa vontade
serpenteio aromas de hortelã
a curva das nossas bocas.
Chovo em bagos rubros no nimbo
onde cabe o pensamento
que tal como um olhar
desagua
ansioso
pelo desejo.
Mostro-te como nos respiramos
afastando os dias mornos
enquanto percorro as ruas
que desembocam na clareira da nossa pele.
Biso em nós toda a chuva
tomo forma de ventos
voando pela malha das ruas que teci
sobre lençóis que amanhecem em vagas de espuma alva.
Vou dar voz às mãos
ouvir cada gesto
sob véus que dançam
formando nuvens róseas
onde o sol se deleita num céu
leito de deuses.
Quando voltarmos a amanhecer
nos nossos corpos adormecidos
sem nos darmos conta que o tempo acordou
conta-me o segredo de um beijo
desvenda-te num abraço
e repetir-te-ei
eternamente
num sussurro
que não vou dizer que te amo.
Carolina Caetano
Há séculos, quando eu nascia
interrogavam-me sobre as partilhas
se eram de boas idas
Há séculos, quando eu nascia.
Tratava-se do meu corpo
quando me alertaram das dores
as tristezas tenras, as estribeiras
se eram de boas vindas.
A estas recebi, educada,
à sala da minha cabeça
encorajada e indômita.
Pois quando principiei na alegria
de pouca idade eu teria inventado
esta novidade que havia
esta invasão em meu corpo
esta fé, esta heresia.
Tratava-se do meu corpo
Não me interrogaram a tempo
os arredores de minha alma
se comportariam meus ossos
esta alegria, esta vida
Há séculos, quando eu nascia.
Se era de boas idas
este alimento que não se exonera
pelos tubos, pelas artérias,
uma figura caudalosa entornou-me:
pois esta alegria em meu cálcio
pois esta liberdade
essa manhã arredia.
Ainda hoje, quando eu nascia.
Marc Santini
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