Lista de Poemas
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Cláudia Silva
Fado
Rasgo a folha.
Deito fora o papel.
Mas ficam as emoções,
e as saudades.
Fica o Fado,
e ficas tu e fico eu,
e um pouco de tudo.
Porque o que sinto não quero,
porque o que quero não consigo sentir;
o que faço nem sempre é como quero fazer
Os sentidos refazem-se e constroem-se;
Construo um castelo na areia e desfaço-o.
Sheila Gomes de Assis
LÁBIOS DE FIGUEIRA
Cyber Poeta Silas Correa Leite
O livro O TAO DA POESIA de Silas Correa Leite
O TAO DA POESIA DE SILAS CORREA LEITE
Poemas
confeitos, como jujubas; guloseimas com sal e açúcar de elevar o espírito. O
Tao da Poesia traz reflexões lítero-poéticas do autor, escritas ao longo de
quase cinquenta anos lendo, pensando, sentindo, contemplando e criando. A vida,
os paradoxos dela. O céu e o inferno aqui mesmo. Viver é lutar mas também é
elevação, e a arte pode ser uma escada para o céu, assim como a poesia é um
canal até filosófico de conceitos, líricas e pertencimentos. Feito um
'Silasbashô' tropical, feito um livre pensador que trabalha a poesia como
fermento, inspiração e técnica de aproximação consigo mesmo, o autor assenta
poemas que fazem pensar, que tocam, evocam e fundamentam releituras desde o que
somos, de onde viemos, para onde vamos, o que é uma alma, um espírito, um ser
em floração, um coração, tudo ornando a filosófica arte poética com sintaxe
toda própria, mais a elevação espiritual que se espera de uma leitura de
primeira grandeza. O TAO DA POESIA é um mosaico de poemas, um sachê de versos
esplendentes, para dar sustentação ao ser enquanto humano e enquanto buscador.
Na casa do Pai há muitas moradas? Tao é o caminho, e, aqui, poeticamente, uma
videira, uma trilha, entre o sal e o açúcar, entre crisântemos e a própria busca
do arco-íris dentro de nós mesmos.
Fernando Cartago
COMO ENXERGO O MUNDO?
Moleque maroto, criança sapeca, pequeno humano.
Estamos a todo momento vivendo de tudo com o pouco que temos e algumas vezes o muito nos é dado, mas pouquissimo absorvido, seguimos então a esmo, sem eira e nem beira por caminhos quase sem volta e sem revolta procuramos enxergar melhor o nosso mundo, mas como crianças nao enxergamos mais o mundo e mudos vivemos.
Fernando Cartago
José_Carlos_de_Souza
(Cordas e aço)
no azul.
asas desinibidas riscam o ar.
pétalas libertas
imitam garças
empinadas pelo vento.
há fome
nos lençóis.
cada fibra do seu corpo
trama tessituras
em meu corpo de cordas e aço.
há um concerto a ser escrito
tocando em nós.
susete evaristo
Desespero
Dei de mim tudo o que tinha
Vida, Amor,
Paixão e Sorte,
Carrego a vida vazia,
A minha esperança é na
MORTE!
Cyber Poeta Silas Correa Leite
O Tal da Poesia Silas Correa Leite e seu livro O TAO DA POESIA
TAL DA POESIA, O POETA SILAS CORREA LEITE
Silas
Correa Leite de bóia-fria a cyber poeta premiado em verso e prosa; o guri que
vendia pipoca, banana, garapa e dolé de groselha preta, de origem humilde,
tornou-se professor e doutor. O rapaz que amava os Beatles e Tonico e Tinoco, acabou
promovendo Itararé que adora tanto e que foi seu berçário e ninhal, onde teve a
infância como o seu melhor tesouro. Ganhou prêmios de renome como poeta e
ficcionista, até no exterior, lançando livros, até um ebook de sucesso -
primeiro livro interativo da internet
que virou tese de mestrado em Semiótica e doutorado em ciência da
linguagem (linguagem virtual) como hipertexto - estando em mais de 800 sites,
em todas as redes sociais, tachado pelo site Capitu de O Rei da Internet,
aparecendo na chamada grande mídia, jornais, revistas, suplementos culturais e
mesmo entrevistado e reportagem na televisão nos programas Metrópolis e Provocações,
TV Cultura de SP. O piá foi longe, ou longe é um lugar que não existe? Escrevendo
sempre, em folhas de papel de pão, em papelões de caixas de sapatos e chapéus
do pai maestro, em retalhos de compensado e de eucatex, hoje com mais de mil
cadernos de rascunhos poéticos, vem dando testemunho de seu tempo. Poeta
zenboêmico credita na arte como libertação, na poesia como respiração da alma,
e o TAO DA POESIA uma ins/Piração que é luz, amor, natureza; tudo é TAO. O
autor procurou na arte, principalmente na literatura, sendo também ensaísta,
resenhista, trovador e contador de causos, ser o Tal da Poesia. Seu verso
identidade é: Ser Poeta é a minha maneira/De chorar escondido/Nessa existência
estrangeira/Que me tenho havido". Suas frases lapidares estão na web, em
cadernos de alunos, álbuns de formatura, convites de casamentos ou bodas, e em
tudo dá testemunho da arte de sobreviver muito além do Eu de si e suas
circunstancias. O Livro TAO DA POESIA é escrito ao longo de quase cinquenta
anos com sangue, suor e lágrimas. A poesia na escuridão é luz, a palavra é remo
no ar, e assim o autor, feito um Rimbaud pós-moderno, dá testemunho de seu
tempo. Se o poeta é o ladrão do fogo, Silas Correa Leite Leite faz plantação de
fogo no canteiro da espécie.O TAO DA POESIA é exatamente isso.
, senti1�o
�d��h outra coisa; todas as coisas, no entanto, são parte do Tao e as formas
do TAO se expressar. Pois o diferenciado Escritor premiado em verso e prosa
Silas Correa Leite bolou assim de literariamente como cyber poeta também se
expressar na linha de TAO, tomar esse partido, essa filosofia-conceito-busca
(caminhança), até porque sempre foi mesmo zenboêmico, contraditório, paradoxal,
ou como ele mesmo prega com seus 'surtos circuitos', de microcopoemas a
haicais, de twittercontos a pensagens (pensamentos mensagens) de pensadilhos
(pensamentos trocadilhos) e haicais tropicais, para não dizer da ironia em seus
links chamados de Silas e suas "siladas", em que filosofa, cintila, provoca,
toca, clarifica, salma, evoca e destila em pensaversos e outras criações entre
seu lado socrático e mesmo ético-humanista, sonhando assim, depois do chamado
fim das utopias por um humanismo de resultados.
O
Tao é o caminho perfeito, palavra, projeção, logos, razão. A Poesia somente uma
luz. Poesia como Poesilha tem a ilha como uma espécie de esconderijo do ser-se
de si. O Tao da Poesia é o caminho do poeta para um lugar que só existe no seu
fazer poético, talvez, muito além do sol, na busca do arco-íris, quem sabe
escondido numa curva de uma estrada de tijolos amarelos, uma Shangri-lá, uma
Pasárgada, uma Neverland, Uma Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes,
Letras e Músicas, Imagens e Palavras. Mas não há explicações para a busca. Há
um caminho e o caminhar, o caminhante, a peregrinação, a caminhadura, a
caminhação. A poesia é somente uma fuga do sensível, tocando um Deus quando se
cria o confeito imagético da lírica alma humana, a arte como
libertação/levitação. O Tal da Poesia é o peregrino buscador que semeia o que
escreve. O livro é isso. Poemas feito em cima dos ditames de TAO e sua
iluminação. Os poemas do TAO DA POESIA também tem iluminura toda própria, e o
autor novamente surpreende com seus poemas-iluminuras em solo e luz de TAO.
Compre
o livro no site:
https://clubedeautores.com.br/book/151229--O_TAO
Entrevista
com o autor:
http://fm.fafit.com.br/podcast/entrevista-com-silas-correa-leite/
Cléia Mutti Fialho
DEVORE-ME! (erótico)
Alma e Gort
Teus olhos e minhas mãos
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susete evaristo
Alentejo
Meu coração, acalma o alvoroço
Vê se sossegas um pouco no meu peito
Voltar ao Alentejo é doce encantamento
E o caminho como um mar imenso
Passado o Tejo ficamos bem mais perto
Desce já a paz dos campos sobre mim
E alegra-se o olhar quando depara
O rubro das papoilas... um jardim
Estar longe de ti um sofrimento
Que a vida me impôs, pecados meus
Saudade que me traz em desalento
Esta ânsia de rever-te terra minha
Faz-me acreditar que existe Deus
E regressar é sonho que acalento
susete evaristo
Sonho
Sonho-te amor na madrugada:
O meu nome murmuras com doçura
A tua boca em minha boca desesperada
Teu corpo em meu corpo uma loucura
Segredas-me o amor do tempo antigo
Em silêncio guardo os meus desejos
E peço à vida apenas não me negue
O calor da tua boca teus doces beijos
Sonhei como quem sonha um poema
Sonhei como quem sonha a primavera
Desfaleço ao acordar sem teu sorriso
Choro a dor que o meu peito encerra.
Braços vazios e coração despedaçado
Tendo por companhia a pouca sorte
Sou a tristeza, a nostalgia, a saudade
E sinto em mim o gélido frio da morte
Pablo Danielli
Ilusões
Não existem fantasias,
Falsas esperanças.
Apenas a realidade
Corrompida, suja e politica,
Não existe punição
Apenas acordos ,
Mensalão.
Mãos amigas
Inimigas e que sufocam
A nação.
Cláudia Silva
Alma Minha
por ti...e por mim...
tenho saudades daquilo que não dizes...
tenho saudades daquilo que és.
Tenho saudades de nós.
Fumamos ao cair da noite, olhamos o céu.
Lembramos os dias bons, com saudade;
e com vontade de ter mais.
Fumamos ao final do dia, olhamos o sol.
Pensamos nos dias maus, sem saudade;
nem vontade de ter mais.
susete evaristo
Épitáfio
Nesta vida fui mulher e fui amante
De ninguém
Pois ninguém
Me amou bastante
Sheila Gomes de Assis
VULGÍVAGA
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Ave sem canto (soneto)
Lavas fumegando em meu coração
Jorram cinzas, ainda deste vulcão
Rasgando o peito que sangra ferido
D’acre saudade de haver-te perdido
A procela não dá alento à dor
Nem meu queixume reverte o amor
É como a ave, sem canto, perdida
Folha da árvore, pelo vento batida
No chão se arrasta já seca, sem vida
Nos espasmos da morte intenso *palor
No pranto fugaz de um sonho de amor
Porém, meus lábios, jamais beijarás
Qual luz que fenece, então, tu dirás:
Do amor que perdi, eu fui consentida !
*palidez
São Paulo, 10/09/2013 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Larissa Rocha
Minha crença
“Eu sou teu deus”, ele me disse certa vez,
Com um ar mais arrogante que bendito
E a verdade é que eu o adoro,
Ele é meu deus e é o único no qual acredito.
E foi assim que passei a crer nesse deus
Forte e onipotente, cálido e sensual,
Rogo-lhe para levar-me ao paraíso
Divino com gosto de pecado original
Sagrada seja a luz daqueles olhos!
Ele é meu maior pecado, e única salvação
Minha perdição é em seus beijos e abraços
E amá-lo tanto é minha vocação.
João António Palma Ramos
Jardins de Outono
Jardins de Outono
1.
Nos teus jardins há sempre flores
Flores que renascem incessantemente
Flores de pétalas suaves e odores únicos
Flores de felicidade, alegria e encantamento
2.
Nos teus jardins há sempre música
Música que transforma a vida
Música que nasce da paz dos silêncio
Música que embala até à realidade do sonho
3.
Nos teus jardins é sempre Outono
Porque há sempre flores e música, vida e silêncio
Porque nasce sempre uma flor
que perpetua a beleza....
4.
Acabou de nascer uma flor nos teus jardins
Ao som da música dos silêncios
João Palma Ramos
Cláudia Silva
Tu
Não entendia se a tua beleza me ofuscava,
Ou, se pelo contrário, me contaminava.
Do teu olhar saiam sorrisos;
Dos teus lábios saiam carinhos;
Do teu corpo saiam alegrias;
Das tuas mãos bondade.
Nunca tinha encontrado tal beleza...
Tudo em harmonia, tudo em sintonia.
Corpo com alma;
Peito cheio de amor;
Olhos vazios de dor;
Lágrimas cheias de dádiva!
Confundes-me os sentidos.
Não aguento, é muito para mim.
È desonesto, amar em solidão.
Porque és muito para mim.
Não há compromisso.
Mas existe um coração.
Que bate, como um turbilhão.
Cheio de alma.
Cheio de amor.
Vazio de realidade.
Rodrigo_A_Cardoso
Era uma vez
Que cansado de bater resolveu parar
Afinal não avia motivo para continuar a bater
Até aquele dia em que eu te vi
Ali para, tímida, sozinha, linda.
Era o motivo que o meu coração estava esperando para continuar a bater
E como ele bateu
bateu como nunca tinha batido antes
Por um motivo
Pelo motivo
Você
Enide Santos
Eu e meu amor
um cantinho do mundo
Onde eu possa
falar sozinha
Falar para eu
mesma ouvir
Então digo seu
nome...
E sorrio...
Sozinha sentindo
prazer em pronunciar
Sentindo prazer
em me ouvir falar
Chamo seu nome
sabendo que você não esta
Repito várias
vezes que te amo
Suspiro...
Sozinha em um
canto do mundo
Onde estamos
apenas eu e meu amor
Desfrutando da
saudade que você nos deixou.
Rodrigo_A_Cardoso
Entre nadas
É tão difícil seguir seu caminho sabendo o que deixou para traz
Mas parar a vida não para o relógio
O tempo não espera você se sentir melhor
E a escolha óbvia e dar-lhe a mão e seguir em frente
Deixando para traz o que o tempo não deixou
Mas de obviedade não se faz a vida
São as incertezas que nos tomam os pensamentos
E de incerto, o certo sempre irá fracassar
Não busque coerência de quem vive pelo coração
Não espere menos que loucura de quem dela vive
E de loucuras viverei a vida
Deixando o óbvio pra quem dele se contenta
São das loucuras que retiro os sorrisos no meio da tarde
E louco como sou, vivo entre loucuras
Às vezes buscando o óbvio só para descansar
Pois da vida eu busco o contrário
Quero o oposto
Amarei sempre como se tudo fosse pelo amor
E por ele que faço loucuras
É tudo o que me faz sorrir entre nadas
susete evaristo
Ser Poeta
Sou poeta...
Se poeta é sentir no coração da gente
Um sentimento profundo
E cantar o que se sente.
Sou poeta
Se poeta é saber cantar a vida
O amor, a luz do sol
Saber ouvir um lamento de gaivota
Ou a alegre voz do rouxinol
Sou poeta
Se poeta é olhar
Vendo o mundo de outro modo
Saber sonhar, acreditar
Num amanhã
Num Mundo Novo
susete evaristo
Saudade II
Chegou num abraço a madrugada
Envolta em languidez tamanha
Trazendo, vinda não sei de onde
A cadência de uma sinfonia estranha
O brilho das estrelas reluzindo
Desce do céu em doce companhia
Sendo os teus olhos, a luz que alumia
Que aquece e incendeia, a minha poesia
Esta amizade que entre nós flutua
Cúmplices, vivendo de um amor antigo
Eternamente presos a uma só verdade
Embora longe sinto, estás comigo
Quero-te tanto mesmo não sendo tua
Meu terno amor, minha infeliz saudade
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