Lista de Poemas
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Sheila Gomes de Assis
SUBLIMINAR
Nas entrelinhas da minha boca
Escorrem framboesas e poemas
O que não digo... beijo.
Filipe Marinheiro
sem título 8
Lua Barreto
Um beijo que levou anos
Um beijo roubado
Escondido
De que fugi
E que amadureceu e quando veio
Veio longo
Intenso
Arrebatado
Um beijo que se tornou mar
Que se tornou onda
E que chegou tomando conta de tudo.
Um beijo que cresceu
E virou muitos
E virou tudo
E virou sexo
Um beijo que ainda não terminou
E que deixou no ar o cheiro
No corpo um visgo
E no peito, uma saudade.
Larissa Rocha
Infinito
"Alguns infinitos são maiores que outros". (Green)
Se teu olhar é suficiente para me deixar extasiada,
Vem amor, não façamos promessa alguma
Olhe bem fundo nos meus olhos... não diga nada
Deixe apenas eu unir minha boca a tua.
Os infinitos são sempre tão ambiciosos...
Não caia nessa tentação, nessa vaidade,
Só me ofereça esses lábios fervorosos,
Que um beijo apaixonado dura uma eternidade!
Façamos do hoje, o nosso sempre, querido
E ao menos por hoje eu posso te amar,
Desestruturando o conceito do infinito
Posso ser tua pelo instante que isso durar...
Tchoroco Záfenat
IGUAL SEM SER
Quando um e outro
Quando o outro e um
Respeita sem destacar diferença.
O apertar de mãos
Reconhecendo a força da suavidade
Não importando a contramão.
Não se discute diferença
Cada um sabe o que sabe
E faz sabendo o que fazer
Nesta profissão,
Gênero não é curricular.
Saliência cria raiz no coração adulto
A inocência tem dias contados pela
saliência.
Como uma flor
Uma flor de nome rosa
Na raridade de uma orquídea
Com a simplicidade de uma margarida
E a harmonia de um girassol.
De igual como uma flor
De mesmo nome rosa
Mesma raridade e simplicidade
E harmoniosamente em conjunto.
É ser sem igual
É também igual sem ser
Não há melhor.
Melhor não há.
Tchoroco Záfenat
Campina
Grande/PB 07/07/2013
Rodrigo_A_Cardoso
Junto a alma
Fechando os olhos os sonhos ela vão buscar
Achava que já avia passado por isto
Adormecer sem ela a me esperar
Mas a vida não quis assim
Quando adormeço ela voltou a estar lá
Acordar não alivia o sentimento
E torço para que as horas do dia a levem
A amada que na vida não está
Quando a noite vem o sono não me acolhera
O medo do que escondo do dia o sono trará
E por isso não quero mais os olhos fechar
As horas passam e o dia vem
Os sonhos não vieram, pois acordar não precisei
Mas a vida não se faz sem acordar
E ninguém passa a noite sem sonhar
Fugir não encontrara lugar para chegar
O que resta é dizer a si que
Nos sonhos que fique ela
A amore que a vida não mais esta
Que os sonhos só trouxeram de volta
Quem nunca da alma deixara
PedroBernardo
Instinto de Amar
Preciso de insegurança
Chega de premeditações
Estou farto de seu amor pré concebido
Quero um beijo inesperado
Um abraço insano
Um grito espontâneo de amor
Quero a paixão não planejada
Preciso que não digas que me amas daquele jeito tão clichê
Necessito de momentos inoportunos das mais variadas loucuras
Não quero ouvir da tua boca obrigações de amar
Cansei da palavra amor, estou farto do "Eu te amo"
"Eu te quero", "Eu preciso de ti"
Careço de sentimentos instintivos, livres de signos e conceitos
Desejo o amor em sua pureza de amar.
Cléia Mutti Fialho
FENÔMENO RÍGIDO (erótico)
Cléia Mutti Fialho
PSICÓTICA TENTAÇÃO (sensual)
Jorge Santos (namastibet)
Nunca darei notícias
Joel Matos (12/2013)
ricardo de sá
Komba
Caminhando por Serra Leoa
meus passos transmitiam
a todo o resto do meu corpo
uma certeza absoluta.
Caminhei, caminhando resoluto
com pernas autênticas,
do meu sangue percorrendo minhas veias
certo de ir e não voltar.
Mas, a dança dos sete dias
estava próxima, ouvia ecoar o canto
e logo à frente, tombei;
olhei para traz um rastro
que não era o meu caminhar
e, vi um vazio nos olhos do homem.
Não demorou - continuei
meus passos sombrios
caminhando sobre o frio metal
que agora me conduz
nas cerimônias das cicatrizes
que me acompanham
nas noites incertas.
Fernando Cartago
FURACÃO
Noite cheia de delírios
Por sentir o carinho
De pequenas palavras
Que vêm e vão
Mensagens cheia de tesão
Safadas palavras criam imagens
Cobertas de chamas, um fogaréu
De desejos transformados em
Estímulos levados aos olhos,
Ouvidos e corpo.
Que reagem ao calor despertando
Uma satisfação jamais vivida, porém
Sentida com euforia, apertando
No peito a curiosidade do momento
Presente que na mente acontece
Sem limites e nesta efervescência
Alimenta as almas para se encontrar
No instante do primeiro contato,
Bocas unidas, razão que não se manifesta
Por sorte, do medo vencido
Tudo vira festa, esta maneira
De amar é certamente regada
A satisfação destes corpos desejando
A entrega alucinada de sentir tudo
E permitir-se ao gozo magistral das
Almas pegando fogo...
E no breve repouso, entrelaçam-se
Em um furacão de excitações sem
Deixar nada para depois.
Fernando Cartago
Wemerson Santos
Meu Vício
O teu beijo O teu sabor
Me fizeram viciar;
Hoje vivo em sonhos
Desejos que quero realizar
Um desejo de poder de novo
Te encontrar;
O teu corpo no meu
Só prazer e imaginar
Momentos fascinantes
Por sentir o teu calor me apaixonei
E cada vez mais quero me apaixonar
Porque os teus beijos
Facilmente conseguiram me conquistar;
Lua Barreto
Cuidado, Frágil!
Pise em ovos
E venha inteiro
Meu coração é espelho
Se quer, tomo
Se der, devolvo
Venha, sim
Mas venha cantando
Se dançar, é porta
Se pisar, é parede
Não venha espada
Nem venha paus
Sem pressa, espero
Espero circulares
Quero redondos
Se o querer é meu, fique aí.
Se vier, seja por si.
Bem vindo!
Medos? Tenho todos
E divido
Tenho, também, os seus.
E não nego
É bobagem
Meu coração é perdido
É partido
E os desejos vazam
Pelas rachaduras
Portanto, venha ninho
Venha manso
Que se vier pedra
Meu coração passarinho
Voa.
Alma e Gort
O amor aos pedaços
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Cláudia Silva
Cansaço
que me invade e me incomoda.
Se não fosse este cansaço,
que me atormenta e me adormece.
Se não fosse este cansaço,
que me mata e me sufoca.
Ficaria para sempre,
nos teus braços...
Sem medo e sem dor
Alma e Gort
O amanhã virá
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Pablo Danielli
Necrose
Certa vez
Eu vi um homem,
E ele estava só.
Assim como a noite
Tão escura,
Quanto suas ideias.
Não havia vida
Em seus olhos.
Não havia cultura
Em sua boca.
Tão vazio
Quanto o espaço
Que habitava.
Sobravam-lhe passos
Quando suas palavras
Findavam.
Suas vestes simples
Apenas refletiam,
A exclusão em que vivia.
Seus ouvidos cansados
Confundiam palavras,
Embriagados com tanta mentira.
Mesmo assim,
Este homem sobrevivia!
O cheiro que exalava
Facilmente se confundia,
Com sarjetas, esgotos, agonia.
Seus movimentos, lentos,
Não eram calculados,
Tal homem, não conseguiria.
Era fraqueza, luta!
Pelas sobras do meio dia,
Restos de uma sociedade
Rompida pela hipocrisia.
Não se via os traços de sua mão
Esfolada, os calos não permitiam.
Ao longe
Impossível saber,
Se era ele branco, preto ou amarelo.
Havia tantas vidas mortas
Naquele corpo, que dificilmente,
Algum sonho, sobreviveria.
Sim,
Eu vi este homem só!
Despido de toda carne podre ao seu redor.
Livre de pré-conceitos
Humilhado o suficiente,
Para não julgar.
Sem dinheiro, sem limites,
Sem crimes, para se condenar.
Este homem
Não tinha permissão da vida,
Para a morte lhe causar.
Não seria esta noite
Fria e só...
Que poderia repousar!
A sociedade uma vez mais
Teria que lhe usar,
Como exemplo!
Como lamento, como espelho.
De como um homem só
Embora livre!
Não lhe seja permitido
Chorar.
Pablo Danielli
Peças lascadas
Apenas mais uma sombra
Invisível á tantas outras
Que dormem.
Uma peça lascada
De uma cidade despedaçada.
Quadros vivos
De uma paisagem petrificada,
Pouco admirada
Lembrada ou amada.
Quem sabe ao amanhecer
Mais uma mancha de sangue
Se destaque na calçada.
Revestida por corpos
Pequenas diferenças
Que por hora não são nada.
João António Palma Ramos
Noite de Luar (Agosto)
Noite de Luar (Agosto)
As sombras dançam connosco
ao som dos silêncios da natureza adormecida
Meditamos nas palavras que segredamos
nas penumbras dos sonhos
Há tantos contrastesnesta noite de Luar ....
Olhamos, os dois, os reflexos únicos
da luz que nos chega
Há tantos mistérios com esta luz ....
Inventamos mil luzes que nos invadem a alma
......
E aquele momento único que nos devora para sempre
com o simples feitiço desta Lua cheia
João Palma Ramos
José_Carlos_de_Souza
(Paisagem sem flores)
assando palavras bêbadas.
os dedos crispados...
os dentes cerrados...
o sono navega
nas águas do pesadelo.
(rasgaram as veias do infinito
tingiu-se de sangue o crepúsculo
cérebro de plástico na rotina consumista
abutres posam de águia no funeral da humanidade).
paisagem sem flores.
a vida é uma farsa!
Samuel da Mata
MARCOS DA ESTRADA
Ou então foi o tempo se perdeu na historia
Mas não importa o que nos serviu de alento
Vivemos cada momento, fazendo dele a glória
E analisando hoje o que realmente somos
Vemos ainda muito do que sempre fomos
E na nossa trilha vamos deixando os marcos
De tudo aquilo que sempre fomos de fato
Há uma nostalgia no viver da gente
Em achar que tudo podia ser diferente
Se lá no passado assim não tivesse sido
Todavia, lá eu já era quem eu hoje sou
E fiz tudo conforme o meu ser desejou
Assumo meu delito : Fí-lo porque qui-lo
Samuel da Mata
CIO DA TERRA
Que com lágrimas de pranto orvalha a noite
Que dos ventos zombeteiros agüenta açoites
Pelo vai-e-vem do Sol que não se encerra
Jaze encantada por este garboso leviano
Que toda manha abre sorrisos de promessas
E de seu ventre aberta a madre atravessa
Sua pureza sem pudor desvirginando
Mas já a tarde foge o Sol pra além dos montes
E o seu calor vai dissipar em outras paragens
E a sua amante entrega ao frio e ao abandono
Mas de madrugada quando ele volta no horizonte
Ela deixa o luto e de cetim põe a roupagem
E por todo o dia faz amor em rito insano
susete evaristo
Pregão
Quem quer?
Quem quer comprar um coração
Que já não cabe no meu peito
Que está cansado de sofrer?
Quem quer?
Quem quer comprar desilusão
Que se alojou num coração
Que já está farto de viver
Quem quer?
Quem quer comprar a saudade
D'um coração já sem vontade
E que está prestes a morrer
Quem quer? Quem quer?
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