Escritas

VULGÍVAGA

Sheila Gomes de Assis
Quão ares e cárceres de vida amputada
Do corpo humano de alma enterrada
Se asas enfermas tão cheias de nada
Já implumes rastreiam a nevada

Quão semi nua no frio das noitadas
Enquanto as mademoiselles já deitadas
Temem pela perfídia; lasciva chegada
De o cônjuge reclamar a labuta cansada

Sonhas fosses tu, donzela encantada
Conflitando masmorra a alma alada
Consideras enriquecer e romper empreitada
Quiçá um salvador da vida bastarda...

Por onde cessarás tua empáfia jornada
Despejada indigente na gélida calçada
Morta em submundo em qualquer madrugada
Sem ninguém para chorar o teu fútil nada.

(Trabalho escolar do Ensino Médio - Redação ou Poesia.
Tema "Prostituição", após leitura de Lucíola de José de Alencar
Autora: Sheila Gomes de Assis - 1998.)
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