Escritas

Lista de Poemas

Explore os poemas da nossa coleção

joice berth

joice berth

Os verdadeiros segredos


O pescador não sabe:

Não é Boto

O nome do menino-peixe é Liberdade

Ele morre no fundo do mar

Emocionado com a melodia-poema das ondas

Assim que descobre que onde é o berço dos sonhos

E acorda, brilhando, com o beijo da sereia

A mãe que rege o mistério das águas azuis

Essas, que se parecem com o céu

988
joao euzebio

joao euzebio

VOCÊ





















VOCÊ ME FEZ CHORAR

EM MOMENTOS TÃO DOCES

QUANDO SAUDADE ME TROUXE

E DEPOIS FOI EMBORA

SÃO LEMBRANÇAS QUE AGORA

EU SINTO NO PEITO

DOÍ EU SEI

POIS AGORA MESMO CHOREI

POIS NÃO CHORAR NÃO TEM JEITO

É MUITA TRISTEZA

NESTA INCERTEZA

DE AINDA SER FELIZ

FOI POR UM TRIZ

SENTI TODOS ESTE AMOR

FOI COMO SE A FLOR

FOSSE VIVER NA ETERNIDADE

MAS O QUE RESTOU

DENTRO DO PEITO

FICOU

E SE CHAMA SAUDADE

E A VIDA PASSA

MEU VIVER

NÃO TEM GRAÇA

NEM COR

NÃO SEI MAIS SORRIR

SÓ SEI QUE SÃO

COISAS DO AMOR

E NA MADRUGADA

QUANDO A SOLIDÃO

ME ABRAÇA

OLHO PELA VIDRAÇA

E VEJO A LUA

E AS LEMBRANÇAS TUAS

ME FAZEM TRISTE ASSIM

POIS DENTRO DE MIM

SÓ EXISTE UM DESEJO

MORRER SOZINHO

E DESPERTAR... COM SEUS BEIJOS.





B����

809
ricardo de sá

ricardo de sá

Efêmero



A beleza
que de tão bela
não resiste ao tempo.
A face se desmancha
da forma divina
aprisionada na memória.
Os deuses zombam
da existência na terra
doa-nos a adaga
que põe fim a tudo que és...
Eis a profecia
no balbuciar das palavras
do ancião.
O fogo, o vento faz alastrar-se,
leva com ele sonhos
repletos de suspiros e lamentos
no doce brilho dos lábios
o olhar embebido de êxtase
aprisionado na bruma ao luar.
189
José_Carlos_de_Souza

José_Carlos_de_Souza

(Smetak)

contas de conchas
cortinas de cores
notas em flores

cabeças
cabaças
pedras & cordas

marulhos
arrulhos
acordes

o 'nada'
excele
vozes
soam na pele

um continente numa ilha.
338
lcarlos coelho

lcarlos coelho

Nostalgia



A sensação e de nostalgia
Uma saudade sem razão
Sem ponto ou desencontro
Sem sol ou luar.

O pensamento está num vai e vem
Sem direção, com rumo algum
Buscando no tempo
A perda do sentido.

Uma imagem se perde no labirinto
Do momento d'agora!
Sinto a inquietude da nostalgia
Que teima em ficar.

Licroceh Usalsolo
12 / 2013
312
Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

PECADO SANTO

Não enxergas as pegadas de sangue
Nem sentes o ardor d'entre as artérias
Clamores e vozes soluçadas
[minha reza]
Choros minguados ao pé da cama
[é o meu pranto]

Não vês o amor sacrossanto
Que trago como quimera
Imaculado pecado santo
Enlevo de primavera
Arfado no teu encanto
534
joao euzebio

joao euzebio

ACHO QUE TE PERDI

















FICOU UM VAZIO

ENTRE O FRIO

DA MADRUGADA

E O AMANHECER

FORAM LONGAS NOITES

DE SAUDADE

E EU NÃO CONSEGUI TE

ESQUECER

NEM UMA PALAVRA SIQUER

SOMENTE O SILÊNCIO

COISAS DE MOMENTOS

MINHAS E TUA

MISTURADA

COM OS ENCANTOS DA

LUA

NOS ENVOLVENDO POR

INTEIRO

LÁGRIMAS SOBRE O TRAVESSEIRO

SOLUÇOS E SUSSURROS

ENTRE OS MURMURIOS

DO SOL VINDO PELA ESTRADA

PASSOU DESPERCEBIDO

NÃO TEM SENTINDO

FOI QUASE NADA

E A DOR FICOU

SE IMPREGUINOU

DENTRO DA ALMA

DESEJEI ABSOLUTAMENTE

TUDO

MAS OS SEGUNDOS NADA ME DERAM

NA VITROLA UM BOLERO

NO COPO O GELO DERRETENDO

ACABEI BEBENDO

MINHA DOR

A FLOR MORREU

O PERFUME SE FOI

APENAS DESAPARECEU

ACHO QUE PERDI VOCÊ

E NÃO SEI O QUE FAZER

PARA TE RECONQUISTAR

SÓ ME RESTA CHORAR

NADA MAIS

SÓ QUERO VIVER EM PAZ

E SEGUIR ENFRENTE

QUEM SABE DERREPENTE

A GENTE SE CRUZA POR AI

EM UMA ESQUINA QUALQUER

PERFUMANDO MINHA ALMA

COM TEU CORPO... DE MULHER.





�?�v�F&
909
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Não me peçam pra escrever .





Não me peçam os mesmos discursos maduros
Se tudo o que mais quero são silêncios
Translúcidos e puros, todavia mais duros
Que insultos e tão suaves, tão sóbrios...
Tão líquidos, quanto sublime e belo
Há, no nascimento excessivo de um dia.
Não trago novidades ao colo, nem arquivos nos olhos,
(porque razão as traria?) nem choro, de lasciva alegria,
Descontente dos sonhos, que em mim s'impregnam
Sem os conseguir ver...
Não me peçam, não me peçam
O sol se o que quero é... só chover.
Jorge Santos (Julho 2013)

http://joel-matos.blogspot.com
2 541
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Embriaguem-se porra.

Embriaguem-se, de orgulho puro, da quilha à proa, de estandartes retalhados
Embriaguem-se de verbos duros , como se fossem mortalhas de curtumes,
Embriaguem-se lá fora, no beco, na rua, embriaguem-se... "porra",
Embriaguem-se com a alegria, das crianças, mesmo sem côdea e sem tecto,

Embriaguem-se e, se porventura pensarem perder-se da razão
Embriaguem-se repetidamente até que de novo se encontrem , nos olhos chãos,
Dos inocentes, nos bairros pobres ou dos lunáticos e utópicos.
Embriaguem-se da vergonha vesga e da solidão, dos nossos subúrbios cercos,

Nos Ghettos da gentalha, nas mantas dos sem-abrigo, aos milhões,
Embriaguem-se, em noites de estrelas roxas e ideais barbudos.
Incendiai, segai pavios, dai às mãos dos gentios, a metralha,
Embriagai-vos de liberdade e que as vossas mães derrotadas jamais sejam violadas,

Nos trabalhos mal pagos, nos degraus dos parlamentos e das opressões,
Nas arcadas dos ministérios, das esquadras, dos grilhões
E das algemas, encerrem as masmorras com as pedras arrancadas na calçada.
Embriaguem-se, contra as governações, testas de ferro

Dos saqueadores e da corrupção, da escuridão e do medo,
Contra os ferozes e os algozes de serviço, dos gordos coronéis,
Destes reinos beras de genocidas a soldo, bem mais que os cruéis,
D'outrora, embriaguem-se e cantem, excluídos e esfolados,

D'agora, cantem sem descanso, até caírem pro lado,
Enquanto bebem, o vício de serem livres, em lugar de acossados,
Por crime d'ajuntamento, até caírem os ferrolhos e as paredes dos cruéis,
Dos bancos, com capitéis d'ouro e caixas fortes, dele acumulado,

Quando acordarem, por fim, os perros dos arrecadadores, será tarde
A bebedeira será global e... transmissível,...soará a corneta
Dum tempo novo, fundado plos bêbedos, deste mundo esguelha.

Pois que vertam, sangue e vinho, na sarjeta e no soalho nobre, do rico...
Embriaguem-se Porra...EMBRIAGUEM-SE ...

Jorge Santos (12/2013)

http://joel-matos.blogspot.com
970
Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

Quando houver uma fada em meu rosto e uma fantasma em minh alma

Ah... Quando a minha vida se amputar
E no corar a clorofila da partida vier sem luvas...
O adeus de cavar areias e fazer castelos será eterno...
Ah... Quando o canário cantar
O amarelo desespero de suas penas o deixará calvo
E o céu cairá sobre o mundo...
Ah... Quando minhas mãos se entrelaçarem
E os meus olhos fecharem...
Um corvo voará sobre o féretro
E gritará uma dor embutida
Sobre os relâmpagos que restarem...
Uma roda de anjos que me rodearem
Lutarão com os gigantes escritores
Que vencerão - e colocarão meu coração em moldura
Ah... Quando o perfume das flores
Invadirem a lua cheia de soluços
Luzes multicoloridas dançarão em tudo
E as ondas dos mares causarão dilúvios...
Ah... Quando o tule branco cobrir o meu corpo
Se alguém tocar com sublimidade o meu rosto
Uma lágrima deslizará sobre a minha face
Ah... Quando o portal do além se abrir entre fumaças
Tom Jobim tocará uma bela canção no piano
E uma poeta anônima de cabelos longos e vestido vermelho
Desfilará no coquetel das celebridades, entre anjos, santos e diabos...
Ah... Quando este dia chegar...
Haverá uma fada em meu rosto
E um fantasma em minháalma.
591
Larissa Rocha

Larissa Rocha

Meu coração


Meu coração é como um quarto abafado
Onde há muito tempo ninguém entra
O mesmo velho perfume impregnado
Onde a dor sempre se concentra 

Mas de repente alguém abre uma janela
Deixa a brisa fresca renovar o ar
Deixa entrar a luz de uma manhã bela
Então pude novamente respirar

Alguém que trouxe de volta a esperança
Levou embora o a triste lembrança
Esse alguém talvez seja Ele...

Alguém que trouxe de volta a poesia
E me mostrou como aproveitar o dia 
Esse alguém só pode ser Ele!


873
Larissa Rocha

Larissa Rocha

Nos meus olhos


Todo vez que meus olhos encontram tua face
Num breve instante, a tua no meio da multidão,
Vem uma dor, não sei de onde, no meu encalce
E sinto um aperto forte no coração

Esse aperto eu conheço bem, é a saudade
De um romance rápido como um trovão
Que deixou só a vontade
De um amor que foi só minha ilusão

Nos meus olhos eu tento te falar
Aquilo que me falta coragem pra dizer
A paixão que não posso mais esconder

A vontade que eu tenho de te amar...
A dor nos meus olhos, qualquer um pode ver
Apenas tu não podes e me deixas assim a sofrer!

809
António Portela

António Portela

COMPANHEIRA

















""COMPANHEIRA""

Quantos
pequenos nomes

Eu
te chamei

Pequenas
ternuras

Pequeninas
loucuras

De
um Ser apaixonado

E
te chamava

Borboleta minha

Minha pequenina

Regina nome de Rainha

Feiticeira

Que
me largaste um feitiço

Não
usas varinha mágica

Não
tens sangue azul

Mas
não és menos por isso



Passeio
no teu Mundo

Levando
comigo o meu

Que
Amor tão profundo

Que
junta assim dois Mundos

Debaixo
de um mesmo Céu


Bem
junto de ti eu estou

Colado
até às tuas lágrimas

Quero
secar teus olhos

Acompanhar-te
nos sonhos

E
até as minhas escritas

Conseguem
sair bonitas

Por
seres a musa

Das
minhas páginas


Quero
ser teu companheiro

Podes-me
chamar de amigo

Teu
Amor a tempo inteiro

Até
ao minuto derradeiro

Em
que a morte

Não
me deixe mais

Estar
contigo

E
surgirá um novo Mundo

Tenho
disso a certeza

Amor
assim não morre

Como
assim não morre a beleza

E
então este que foi o primeiro

De
ti guardará sempre o cheiro

De
suaves perfumes

De
uma bonita Princesa

Que
se tornou então Rainha

Cigana
da minha sina


Pequeninos
nomes que te chamo

Todos
os dias com ternura

Meu
Deus como eu te Amo

Neste verso
apenas te chamo



Companheira







؊�w�<
294
Alma  e Gort

Alma e Gort

Um idoso amor


Um idoso amor

Que dorme em seu momento
sossega alheio nu e inocente
repousa tranquilo e dormente
hoje já nem chora em lamento.

Assim já em sua lembrança jaz
a vida de desejo inconsequente
confuso em paixões diferentes
já findas nas cinzas do jamais.

Esqueceu o que ficou atrás
dos anseios nem se lembra mais
repousa adormecido e incapaz.

E andou tão feliz no passado
e se riu e fêz amor amor virado...
hoje simplesmente esta em paz.

Alma Gort

1 241
Enide Santos

Enide Santos

Um beijo

E nem percebo

minha vida se esvair

Em um beijo

recebo você



E de repente tudo fica vago

passa a ter muito espaço

entre mim e você



Quando seus lábios buscam os meus

sinto-me como uma presa

que há muito foi perseguida

só agora encontra guarida



Visto, m'alma com tua boca

Sinto-te murmurar

palavras que só o infinito

poderá desvendar.



Cativa-me em teus braços

Pois nossa aventura

já não tem data
pra terminar.



Enide Santos 05/10/13








557
celso forni

celso forni

Poema

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
332
Cléia Mutti Fialho

Cléia Mutti Fialho

TRIBUTO AO SEU DESEJO (sensual)


Huuumm...
não é por acaso
nem é casual
inspirar-te ao sensual
sim amor
com ardor
tocarei meus seios
tocarei em todo meu corpo
nas minhas intimidades
como tributo ao seu desejo
saciarei suas vontades.

Cléia Mutti Fialho
1 027
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

E o sonho ter-me-á sonhado.

  Com a noite, tudo fica calmo, (e frio)
Foge a consciência, do sítio
Definido, p’lo dia pleno.

Soubesse eu, trancar o encanto
Em mim, por de dentro
E suspender o fio

Que divide a noite e o dia,
Em termo,
E mito…

Com a noite, tudo fica calmo e fixo,
Indefinido o real,
E o que posso não explicar,

Nem ver.
Soubesse eu, soltar o encanto
De verdade e sentir,

De mil maneiras,
O ar espesso,
De vales arestes e íngremes ladeiras,

Nas manhãs lavadas,
Renunciaria ao feitiço,
Das trevas,

Feiticeiras ou fadas…
Soubesse eu, d’mil maneiras,
Sentir tudo, sem sentir nada,

Sonharia de dia,
Pois sendo noite cerrada,
-O sonho ter-me-á sonhado-

(Com a noite tudo fica calmo)

Jorge Santos (12/2013

http://joel-matos.blogspot.com
988
Alma  e Gort

Alma e Gort

Horas perdidas



Horas perdidas

Tudo mergulha no vazio infindo

Nada entendível estou alheio

Um labirinto de meros anseios

E eu sei que estou fugindo.

Sei do tudo aquilo que fascina

Na busca do amor e sua sina

Aquela que inebria e desatina

ânsias sutis num todo amar

Aqui ouvindo a voz do vento

Onde será que findará o tempo

Procuro o caminho de voltar.

Um relógio cheio de momentos

Corre corre sem me dá um tempo

Oportuno e certo de recomeçar.

Alma Gort

4360286_0_aa50c_82a02893_XS (100x75, 34Kb)

4360286_1367265823nsZrm4K6Q_009037PELEiEtEizEiEjEaP300 (101x36, 4Kb)

1 314
Fernando Cartago

Fernando Cartago

FORÇA














Imaginar e sentir este mar de emoções baterem como um soco,

ondas emanam uma
potência avassaladora, um apetite violento,

uma fome cega por
fantasia transforma, desperta os sentidos.

Cresce a sensibilidade, traz desejos libertinos... Um gemido
ecoa



no espírito atônito para se embalar, suado, molhado, apertado
no corpo nu.

Impulso que acelera a corrente sanguínea, sussurro da palavra
não dita,

sufoco da solidão, um jeito de querer loucamente a insana e
prazerosa

libido, momento do sexo, uma entrega completa.



Embriagada de movimentos picantes e toques eletrizantes,

ar que fica pouco, tonto de imaginar esta força que

movimenta e alimenta o meu ser querer você.



Fernando Cartago




559
Patrícia Correia

Patrícia Correia

Sós

Já nem o Sol me aquece mais
Nestes dias quentes de verão
Pudesse eu ter, ao menos, a certeza de que o meu coração

Não vai perguntar por ti, vendavais
De revolta, amor, tristeza
Não vás tu ter pena de mim, que a ti nada te pesa

O meu coração está na lápide, pela segunda vez
Tiros que o despedaçam, palavras que lhe atiras
Mas nem isso; tu não vês

Que tudo isto não teria sido em vão, nada do que fiz aparenta
Que te quisesse como quero
Que te venerasse como venero
Que mudasses meu mundo, de cinzento para magenta

Cor do amor, cor de sangue, cor de paixão
Paixão que dizias haver, até que tudo o que fizeste me fez sofrer

Não sei, nem estava escrito, pois não acredito
Que a vida nos marque antes de sermos nós a marcá-la
Profunda, serena, traiçoeira...
Como uma bala que nos passa da mais brilhante maneira
Que nos raspa de raspão, que nos arde com emoção
Que sentimos e está lá, mais profundo do que parece.
Porque a dor só nós sentimos.

Sós. Abandonados.
292
Cléia Mutti Fialho

Cléia Mutti Fialho

AFA...! SÓ PENSO NELE...! (erótico)


Afa...! Que delícia
ficar aqui pensando
no seu falo hirto
entre pensamentos de malicias
vou me masturbando...
Penso nele cerdoso
com os dedos vou me tocando
num vai e vem muito gostoso...

Afa...! Penso nele ereto
e meus dedos já molhados
adentram meu rabinho direto
aproveitando-os encharcados...

Afa...! Penso nele rijo em minha boca
lambuzado em minha língua
tão profundo que fico rouca
desfalecendo estou à míngua...

Afa...! Penso nele retesado
tão duro que chega doer
e em meus toques apertados
grito e gozo de prazer!!

Afa...! Só penso nele...!


CléiaFialho



BLOG
SENSUALIDADE À FLOR DA POESIA:
http://poetisasensualeerotica.blogspot.com.br/
1 053
Danilo  de Jesus

Danilo de Jesus

Tédio abafado


A falta de sentir o que não houve é tão vazia, como o saber que tudo que se quis não passou de não passar de nada, tão apática quando a ausência da falta de sentir falta de coisa alguma que fosse! Em momentos assim, a alma cai sobre a vida, como se fosse um doce de uma criança ao chão e que a realidade em seguida pisasse nele!

Dói saber que saio para a vida sem realmente sair, mas que parado fico onde estou esperando que a vida que não tenho me tenha;

A angústia deixou de ser luxo físico da alma, para coisas físicas do mundo, como ao os livros que eu insisto em comprar sabendo que em nunca os lerei; e que só os vejo na estante e os sinto, não como livros, mas sim como angústia!

O tédio abafado da vida que sabe que morre a cada dia, cai sobre mim como se fosse o calor do dia já abafado, então tiro a camisa, como se tirasse todas as pétalas da flor do meu existe, mas de frio volto atrás como os suicidas que teve medo da morte;

Mas olho para uma flor morta ao chão, sobe o calor do abafado dia, e sei que nem ela ou o dia se deram um pelo o outro. Depois me vejo me sigo e me penso...
- que a beleza da vida não tem nada como o meu triste existir!
536
Rodrigo_A_Cardoso

Rodrigo_A_Cardoso

Permito

Permito anjo
Permito que me tome um beijo
Que me tire o sossego
E me leve à paz
Permito anjo
Que me traga o seu calor
Pegando-me em seus braços me leve ao alto
Para o céu da sua boca
Que retire minha carência com seu beijo
Provocando-me com o seu toque
Permito anjo
Que deixe vestígios de sua mordida em meu pescoço
Marcando minha pele com suas unhas
Cobrindo-me com seu perfume mais intimo
Fazendo com que esqueça de todo o resto
Mas me permita anjo
Permita que te chame pelo nome que escolhi
Para que possa gritá-lo quando sua falta for sentida
E sua boca junto a minha desejada
Para nos amarmos mais uma noite
Olhando para o céu
Deslumbrando a lua
Este céu tão grandioso
Visto por nós de cima da minha cama
388