Lista de Poemas
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Helen Costa
Vivendo
E se eu partir sentirei saudades,
Mas vou com a certeza de que minha passagem não foi em vão.
Dei e recebi.
Não como troca de favores, mas como interação verdadeira de quem ama e foi amado.
Tantas coisas cabem nestas entrelinhas
Que prefiro guardar as palavras e dizer com o silêncio.
Reguei a vida com lágrimas.
A alimentei com sorrisos.
Os frutos que colhi?
Foram bons...
Houve épocas em que foram robustos e de sabor agradável.
Noutras épocas foram pútridos;
Dessabor maior não conheci,
Mas ainda assim, saciaram minha fome.
Alimentaram a minha vontade
De querer sempre algo melhor;
O inalcançável, talvez.
E assim vou vivendo: na controvérsia.
Esperando sempre por dias melhores.
Enquanto isso, me abarroto da certeza de que estes dias virão.
752
Jorge Santos (namastibet)
Sonho de lugar nenhum
Enquanto na atenção o respirar ponho,
Houvesse um bater de coração mais genuíno
Que o vento a soprar no cortinado,
Como um diapasão enquanto o respirar sonho:
Houvesse um bater de coração mais genuíno
Que o vento a soprar no cortinado,
Como um diapasão enquanto o respirar sonho:
-Lado nenhum.
Preciso dele cercano, apontando
Pra mim, como quem diz vai…acredita
Como precisa todo o poeta finado
Qual cerca de extremos sus fraquezas
Preciso dele cercano, apontando
Pra mim, como quem diz vai…acredita
Como precisa todo o poeta finado
Qual cerca de extremos sus fraquezas
Não trago uma lua vera porque me chamo,
Lugar-comum
Não trago uma lua de cera
no bolso,
Nem das penas d’além coberto sou,
Quero almoçar o sol suposto, cru e em jejum,
Sem pressa e acordar desnuado ou nu,
De corpo descalço e em viva chama.
Em pensamento eu penso que serei o resto,
Senão dos pródigos sonhos que semeei.
Sonhei um prado em extensão entre o brilho do céu
E o ermo do meu peito terreno e no suão vento-
Houvesse um bater de coração mais genuíno.
E suposto seria ter um pouco do meu…
Joel Matos (01/2014)
929
Cléia Mutti Fialho
FENÔMENO RÍGIDO (erótico)
O seu corpo é o altar dos meus desejos
neste trono de adoração
eu o consagro com beijos
quero sentir o aroma da sua excitação
subindo como queima de incenso
resina aromática extraída dos seus poros
inalando olência de querer intenso
fenômeno rígido... ascenso...
que vai subindo...
que vai crescendo...
meus lábios vou salivando
provando de você
lambendo de cima para baixo
dessa forma eu encaixo
minha língua em seus sulcos
que escorre da minha boca pelos cantos
seus doces recônditos que são tantos
como manga madura
mordo suavemente seu fruto suculento
apreciando a frescura à altura
do seu manjar sumarento
já não mais me aguento
sem controlar minha loucura
me perco nessa fissura
e sento ofegante em seu colo
conectados num só prazer
assim... eu te consolo
assim... me dou por vencer!
CléiaFialho
779
Filipe Marinheiro
sem título 52
ainda quebras o cheiro
das plantas apaixonantes
desdobrei-as no martírio
como envenenamento da minha triste escrita
olhei-me sob o deserto silêncio azul-esmalte
à procura, resoluto, da selva espalhada no desprezo
em que meus olhos vergastados navegaram...
633
ricardo de sá
Komba
Caminhando por Serra Leoa
meus passos transmitiam
a todo o resto do meu corpo
uma certeza absoluta.
Caminhei, caminhando resoluto
com pernas autênticas,
do meu sangue percorrendo minhas veias
certo de ir e não voltar.
Mas, a dança dos sete dias
estava próxima, ouvia ecoar o canto
e logo à frente, tombei;
olhei para traz um rastro
que não era o meu caminhar
e, vi um vazio nos olhos do homem.
Não demorou - continuei
meus passos sombrios
caminhando sobre o frio metal
que agora me conduz
nas cerimônias das cicatrizes
que me acompanham
nas noites incertas.
174
Filipe Marinheiro
sem título 45
Uma vez
atei lençóis ferrugentos
aos membros lisos
da claridade daquele céu tatuado,
como deslizava lasso ao longo
da corrente sanguínea
de um qualquer envenenamento.
Após sobrepostas vibrações
retalharem a sombra da minha fechadura.
São terríveis os afectos.
552
Patrícia Correia
Sós
Já nem o Sol me aquece mais
Nestes dias quentes de verão
Pudesse eu ter, ao menos, a certeza de que o meu coração
Não vai perguntar por ti, vendavais
De revolta, amor, tristeza
Não vás tu ter pena de mim, que a ti nada te pesa
O meu coração está na lápide, pela segunda vez
Tiros que o despedaçam, palavras que lhe atiras
Mas nem isso; tu não vês
Que tudo isto não teria sido em vão, nada do que fiz aparenta
Que te quisesse como quero
Que te venerasse como venero
Que mudasses meu mundo, de cinzento para magenta
Cor do amor, cor de sangue, cor de paixão
Paixão que dizias haver, até que tudo o que fizeste me fez sofrer
Não sei, nem estava escrito, pois não acredito
Que a vida nos marque antes de sermos nós a marcá-la
Profunda, serena, traiçoeira...
Como uma bala que nos passa da mais brilhante maneira
Que nos raspa de raspão, que nos arde com emoção
Que sentimos e está lá, mais profundo do que parece.
Porque a dor só nós sentimos.
Sós. Abandonados.
Nestes dias quentes de verão
Pudesse eu ter, ao menos, a certeza de que o meu coração
Não vai perguntar por ti, vendavais
De revolta, amor, tristeza
Não vás tu ter pena de mim, que a ti nada te pesa
O meu coração está na lápide, pela segunda vez
Tiros que o despedaçam, palavras que lhe atiras
Mas nem isso; tu não vês
Que tudo isto não teria sido em vão, nada do que fiz aparenta
Que te quisesse como quero
Que te venerasse como venero
Que mudasses meu mundo, de cinzento para magenta
Cor do amor, cor de sangue, cor de paixão
Paixão que dizias haver, até que tudo o que fizeste me fez sofrer
Não sei, nem estava escrito, pois não acredito
Que a vida nos marque antes de sermos nós a marcá-la
Profunda, serena, traiçoeira...
Como uma bala que nos passa da mais brilhante maneira
Que nos raspa de raspão, que nos arde com emoção
Que sentimos e está lá, mais profundo do que parece.
Porque a dor só nós sentimos.
Sós. Abandonados.
292
joao euzebio
VOCÊ
VOCÊ ME FEZ CHORAR
EM MOMENTOS TÃO DOCES
QUANDO SAUDADE ME TROUXE
E DEPOIS FOI EMBORA
SÃO LEMBRANÇAS QUE AGORA
EU SINTO NO PEITO
DOÍ EU SEI
POIS AGORA MESMO CHOREI
POIS NÃO CHORAR NÃO TEM JEITO
É MUITA TRISTEZA
NESTA INCERTEZA
DE AINDA SER FELIZ
FOI POR UM TRIZ
SENTI TODOS ESTE AMOR
FOI COMO SE A FLOR
FOSSE VIVER NA ETERNIDADE
MAS O QUE RESTOU
DENTRO DO PEITO
FICOU
E SE CHAMA SAUDADE
E A VIDA PASSA
MEU VIVER
NÃO TEM GRAÇA
NEM COR
NÃO SEI MAIS SORRIR
SÓ SEI QUE SÃO
COISAS DO AMOR
E NA MADRUGADA
QUANDO A SOLIDÃO
ME ABRAÇA
OLHO PELA VIDRAÇA
E VEJO A LUA
E AS LEMBRANÇAS TUAS
ME FAZEM TRISTE ASSIM
POIS DENTRO DE MIM
SÓ EXISTE UM DESEJO
MORRER SOZINHO
E DESPERTAR... COM SEUS BEIJOS.
B����
808
Filipe Marinheiro
sem título 43
Olho a linha
que espia a retina do mar
espero, espero, espero
e de tanto esperar em vão
um dia tarde demais
descobri que na escrituras
dos rebentos das ondas
estava escrito
que à nascença tinha sido
condenado pois
alma alguma me irá amar
493
Filipe Marinheiro
sem título 51
Dá-me os teus pés
dancemos abertos ao meio
no dorso da incrível lua estelar
até nos imaginarmos
ofegantes projécteis a derreter
de lábios entupidos
doidos e doidos de preguiçoso amor.
499
Filipe Marinheiro
sem título 8
Danças.
E as palavras do corpo
movimentam-se
na extensão doutro corpo
suspenso pela música
junto aos corações a crescerem-se
indefinidos e lentos.
A luz a retocar
a força por fora
dos olhos cúmplices.
Os corpos
a estremecerem-se
um no outro adentro
porque têm muito
que falar subtilmente
entre apaixonado toque
e tremores puro
dos dedos sem ver
todos os passos às voltas
das palavras à superfície funda
terão sempre o que dizer.
O compasso das mãos
a fluírem dentro
das pernas musicais.
Tanto para dar
tanto para receber
infinitamente
num acaso ordenado.
Danças
com a profundeza
dos braços
em espaço desenhado
ante a desordem aérea
e nos mútuos braços
se imobiliza
a perfeição
do tempo a ecoar
nos peitos entre
a cantiga dos pés
e os outros pés
a florirem
das danças exprimíveis
como para respirar
a alegria química
da energia num vácuo oculto.
Esvoaça toda a arquitectura
pelo silêncio na cintura
mesmo flexível
e as energias soltam-se
entrelaçadas
com os rostos
desprendidos contra
si próprios.
Então ninguém se fala
mas os corpos poderosos
sobre cada
palavra actuam
e as bocas inundam
todos esses corações.
Danças.
551
Filipe Marinheiro
sem título 49
No pranto uma gota me faça
assombrado poeta para noutra
me tornar selvagem eremita
sorrindo proscrito.
523
Jorge Santos (namastibet)
E o sonho ter-me-á sonhado.
Com a noite, tudo fica calmo, (e frio)
Foge a consciência, do sítio
Definido, p’lo dia pleno.
Soubesse eu, trancar o encanto
Em mim, por de dentro
E suspender o fio
Que divide a noite e o dia,
Em termo,
E mito…
Com a noite, tudo fica calmo e fixo,
Indefinido o real,
E o que posso não explicar,
Nem ver.
Soubesse eu, soltar o encanto
De verdade e sentir,
De mil maneiras,
O ar espesso,
De vales arestes e íngremes ladeiras,
Nas manhãs lavadas,
Renunciaria ao feitiço,
Das trevas,
Feiticeiras ou fadas…
Soubesse eu, d’mil maneiras,
Sentir tudo, sem sentir nada,
Sonharia de dia,
Pois sendo noite cerrada,
-O sonho ter-me-á sonhado-
(Com a noite tudo fica calmo)
Jorge Santos (12/2013
988
Fernando Cartago
FORÇA
Imaginar e sentir este mar de emoções baterem como um soco,
ondas emanam uma
potência avassaladora, um apetite violento,
uma fome cega por
fantasia transforma, desperta os sentidos.
Cresce a sensibilidade, traz desejos libertinos... Um gemido
ecoa
no espírito atônito para se embalar, suado, molhado, apertado
no corpo nu.
Impulso que acelera a corrente sanguínea, sussurro da palavra
não dita,
sufoco da solidão, um jeito de querer loucamente a insana e
prazerosa
libido, momento do sexo, uma entrega completa.
Embriagada de movimentos picantes e toques eletrizantes,
ar que fica pouco, tonto de imaginar esta força que
movimenta e alimenta o meu ser querer você.
Fernando Cartago
559
Filipe Marinheiro
sem título 54
Após chutar a dita estética frágil
descreio na cega literatura violentíssima
para mim inexistente
– destrutiva, desfigurada, falecida, mas precisa!
Nem tampouco me comovem as contradições
d’arte emaranhada em muitos contornos decalcados
– um recalcamento absurdo, improdutivo, um salto num
vazio absorto…
renego-me profundamente… renego-me, renego-me!
aller à Rimbaud… … …
825
Cléia Mutti Fialho
TRIBUTO AO SEU DESEJO (sensual)
Huuumm...
não é por acaso
nem é casual
inspirar-te ao sensual
sim amor
com ardor
tocarei meus seios
tocarei em todo meu corpo
nas minhas intimidades
como tributo ao seu desejo
saciarei suas vontades.
Cléia Mutti Fialho
1 027
Cléia Mutti Fialho
ESTIMULANDO O SEU SENTIDO (sensual)
Seu olhar me deslumbra
e me fascina
sua voz leve e suave
me atordoa
sua boca me enche de desejo
desejo de provar seu beijo
seu jeito de ser especial
horas meigo e sensual
horas fera enlouquecida
atiça meu desejo
estimula minha libido.
Seu carinho me vem encantar
sua cobiça me vem persuadir
e o seu desejo está a provocar
a curiosidade de te sentir...
nem sou especial assim
apenas me vê desta forma
extraindo o melhor mim
a minha poesia se transforma
numa maneira de atrair você
estimulando o seu sentido
dando razão ao seu prazer
de um antigo amor perdido.
Carlos & CléiaFialho
794
joao euzebio
ACHO QUE TE PERDI
FICOU UM VAZIO
ENTRE O FRIO
DA MADRUGADA
E O AMANHECER
FORAM LONGAS NOITES
DE SAUDADE
E EU NÃO CONSEGUI TE
ESQUECER
NEM UMA PALAVRA SIQUER
SOMENTE O SILÊNCIO
COISAS DE MOMENTOS
MINHAS E TUA
MISTURADA
COM OS ENCANTOS DA
LUA
NOS ENVOLVENDO POR
INTEIRO
LÁGRIMAS SOBRE O TRAVESSEIRO
SOLUÇOS E SUSSURROS
ENTRE OS MURMURIOS
DO SOL VINDO PELA ESTRADA
PASSOU DESPERCEBIDO
NÃO TEM SENTINDO
FOI QUASE NADA
E A DOR FICOU
SE IMPREGUINOU
DENTRO DA ALMA
DESEJEI ABSOLUTAMENTE
TUDO
MAS OS SEGUNDOS NADA ME DERAM
NA VITROLA UM BOLERO
NO COPO O GELO DERRETENDO
ACABEI BEBENDO
MINHA DOR
A FLOR MORREU
O PERFUME SE FOI
APENAS DESAPARECEU
ACHO QUE PERDI VOCÊ
E NÃO SEI O QUE FAZER
PARA TE RECONQUISTAR
SÓ ME RESTA CHORAR
NADA MAIS
SÓ QUERO VIVER EM PAZ
E SEGUIR ENFRENTE
QUEM SABE DERREPENTE
A GENTE SE CRUZA POR AI
EM UMA ESQUINA QUALQUER
PERFUMANDO MINHA ALMA
COM TEU CORPO... DE MULHER.
�?�v�F&
909
Larissa Rocha
Infinito
"Alguns infinitos são maiores que outros". (Green)
Se teu olhar é suficiente para me deixar extasiada,
Vem amor, não façamos promessa alguma
Olhe bem fundo nos meus olhos... não diga nada
Deixe apenas eu unir minha boca a tua.
Os infinitos são sempre tão ambiciosos...
Não caia nessa tentação, nessa vaidade,
Só me ofereça esses lábios fervorosos,
Que um beijo apaixonado dura uma eternidade!
Façamos do hoje, o nosso sempre, querido
E ao menos por hoje eu posso te amar,
Desestruturando o conceito do infinito
Posso ser tua pelo instante que isso durar...
946
Larissa Rocha
Querer e precisar
O que quero e o que preciso
Quase nunca coincidem
Às vezes o coração fica indeciso
E duas vontades colidem
Preciso do que me faz bem,
É assim que tudo acontece
Mas estou sempre a querer algo além
Daquilo que a vida me oferece.
845
Lua Barreto
Cuidado, Frágil!
Se quer entrar
Pise em ovos
E venha inteiro
Meu coração é espelho
Se quer, tomo
Se der, devolvo
Venha, sim
Mas venha cantando
Se dançar, é porta
Se pisar, é parede
Não venha espada
Nem venha paus
Sem pressa, espero
Espero circulares
Quero redondos
Se o querer é meu, fique aí.
Se vier, seja por si.
Bem vindo!
Medos? Tenho todos
E divido
Tenho, também, os seus.
E não nego
É bobagem
Meu coração é perdido
É partido
E os desejos vazam
Pelas rachaduras
Portanto, venha ninho
Venha manso
Que se vier pedra
Meu coração passarinho
Voa.
Pise em ovos
E venha inteiro
Meu coração é espelho
Se quer, tomo
Se der, devolvo
Venha, sim
Mas venha cantando
Se dançar, é porta
Se pisar, é parede
Não venha espada
Nem venha paus
Sem pressa, espero
Espero circulares
Quero redondos
Se o querer é meu, fique aí.
Se vier, seja por si.
Bem vindo!
Medos? Tenho todos
E divido
Tenho, também, os seus.
E não nego
É bobagem
Meu coração é perdido
É partido
E os desejos vazam
Pelas rachaduras
Portanto, venha ninho
Venha manso
Que se vier pedra
Meu coração passarinho
Voa.
823
Jorge Santos (namastibet)
Não me peçam pra escrever .

Não me peçam os mesmos discursos maduros
Se tudo o que mais quero são silêncios
Translúcidos e puros, todavia mais duros
Que insultos e tão suaves, tão sóbrios...
Tão líquidos, quanto sublime e belo
Há, no nascimento excessivo de um dia.
Não trago novidades ao colo, nem arquivos nos olhos,
(porque razão as traria?) nem choro, de lasciva alegria,
Descontente dos sonhos, que em mim s'impregnam
Sem os conseguir ver...
Não me peçam, não me peçam
O sol se o que quero é... só chover.
Jorge Santos (Julho 2013)
http://joel-matos.blogspot.com
2 541
Cléia Mutti Fialho
SEUS PONTOS CARDEAIS (sensual)
Percorrerei os pontos cardeais
concernentes astrais
do seu belo corpo.
Ao norte
direcionarei sua estrela polar
brilhante e ofegante a amar
localizarei a direção do seu eixo
e assim então me deixo
seduzir-me por sua rotação corporal
de maneira que o seu astral
faça as estrelas se deslocarem
no sentido inverso
do seu ponteiro
viagem louca em seu universo
descobrindo o cruzeiro
do seu globo terrestre
onde farei minha adestre.
Ao sul
passearei em seu continente
ouvirei o uivar dos seus ventos
de forma muito ardente
refrescarei-me em seus alentos.
Ao leste
além do seu horizonte
contemplarei seu pôr de sol
beberei da sua fonte
cantarei seu sabiá o rouxinol
emergirei em sua nascente
onde emana calor fluente.
E por fim ao oeste
nessa sublime região
me deleitarei em seu poente
com fúria e paixão
me farei o seu ocidente
o lugar onde se esconde
local interno
ali você se decomponde.
CléiaFialh
o
703
Rodrigo_A_Cardoso
Sorrir bastará
Sorria sempre que o dia for chuvoso
Um sorriso pode mudar o mundo
Trazendo vida de volta a terra morta
Rejuvenescendo quem achou que estaria velho demais
Sorria sempre que a mão te for negada
O destino cuida dos que não cuidam de mais ninguém
Aos egoístas o tempo tratará de mostrar o pecado
A terra receberá todos como iguais no final
Sorria sempre que não tiver ninguém para compartilhar
Nem sempre terá alguém para perguntar sobre seu dia
Às vezes as vozes que ouvirá estarão em sua cabeça
Só não pense que estar só deva te bastar
Sorria sempre que a vontade for chorar
Escolha sempre alegria ao invés de tristeza
Não podemos sorrir o tempo todo
Mas podemos escolher o que demonstrar
Sorria mesmo que a palavra ouvida não te agradar
Dar o que querem a quem não se importa não irá ajudar
Deixe que fiquem com a decepção da reação inesperada
Não deixe lágrimas para quem quiser tira-las de você
Sorria sempre que sentir vontade
De matar boas vontades se faz lembranças
Lembrar é bom para a vida
Quem lembra pode aprender
E quem aprende passa pela vida preenchendo a alma
Levando junto mais do que tinha ao chegar
Um sorriso pode mudar o mundo
Trazendo vida de volta a terra morta
Rejuvenescendo quem achou que estaria velho demais
Sorria sempre que a mão te for negada
O destino cuida dos que não cuidam de mais ninguém
Aos egoístas o tempo tratará de mostrar o pecado
A terra receberá todos como iguais no final
Sorria sempre que não tiver ninguém para compartilhar
Nem sempre terá alguém para perguntar sobre seu dia
Às vezes as vozes que ouvirá estarão em sua cabeça
Só não pense que estar só deva te bastar
Sorria sempre que a vontade for chorar
Escolha sempre alegria ao invés de tristeza
Não podemos sorrir o tempo todo
Mas podemos escolher o que demonstrar
Sorria mesmo que a palavra ouvida não te agradar
Dar o que querem a quem não se importa não irá ajudar
Deixe que fiquem com a decepção da reação inesperada
Não deixe lágrimas para quem quiser tira-las de você
Sorria sempre que sentir vontade
De matar boas vontades se faz lembranças
Lembrar é bom para a vida
Quem lembra pode aprender
E quem aprende passa pela vida preenchendo a alma
Levando junto mais do que tinha ao chegar
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