Lista de Poemas
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Helen Costa
Paciência
Enide Santos
A primeira vez
A primeira vez que soube de você
Meu coração eriçou
No canto da boca um riso ficou
A primeira vez que quis você
Meu corpo todo alucinou
Este desejo jamais findou
A primeira vez que ouvi você
A eternidade descerrou
Seu eco, minha vida eternizou
A primeira vez que chorei por você
Meu mundo inteiro se rompeu
Por medo de não ter mais o teu.
Cléia Mutti Fialho
LUXÚRIA COM TANTO IMPUDOR (sensual)
Bruna Santos
Cansei de ser minuscula!
Eu cansei de ser minúscula. Eu quero ser Grande,
grande filha, grande amiga, namorada, irmã.
Mas não é grande fisicamente, é grande no coração e na mente.
E que a minha grandeza atinja o céu, e brilhe com as estrelas.
Não um brilho
extravagante, mas um brilho humilde
,
algo que ilumine aqueles que querem uma luz para iluminar o caminho.
Que eu possa voar, assim como os pássaros.
Mas não voar para longe, e sim para perto
daqueles que precisam de alguma companhia.
Que eu tenha sempre as palavras certas para aqueles
que precisam ouvir algo.
Larissa Rocha
Eu te tenho
Eu conheço teus segredos
Enxergo o mais íntimo de ti
Tuas histórias eu já li
Sei todos os teus medos
Pensas que te conheço pouco?
Eu vejo teu coração partido
Sei qual teu livro preferido
Sei mil formas de te deixar louco
Eu decifro tuas poesias…
Agora que conheço teu passado
Posso ver teu outro lado,
Eu te tenho… E tu nem sabias.
Paulo Jorge LG
Sonhei Contigo
Sonhei contigo esta noite,
Estavas tão tranquila e serena,
Inspirado fiquei todo o dia,
Ao recordar-me de ti,
Minha doce sereia,
O beijo que te roubei,
Pela despedida,
Ainda me perfuma,
Os lábios carecidos,
O que imaginei eu,
Connosco juntos,
Perdidos no mundo,
Só com as tuas caricias,
Como abrigo,
Vagueias no meu âmago,
Passeias incólume,
Nos jardins que criei,
No meu pensamento,
Só para tu desfrutares,
Deambulas na mente,
De quem te criou,
cantarolas baixinho,
Só para mim,
Encarnaste um anjo,
Caído do céu,
Transladado etéreo,
No meu ser,
Faminto do teu calor,
Do teu sim.
Lx, 4-5-2013
Rogério Martins Simões
MAR DE PRANTO (poema dedicado aos jovens que morreram no Meco)
MAR DE PRANTO
Rogério Martins Simões
Toda a noite este mar tanto bateu.
Toda a noite a falésia lá chorava.
Parecia que ali perto alguém rezava,
Ao destino que só a morte atendeu.
Rapina e tão cruel onda acometeu.
Feia noite que a falésia chocalhava.
E o mar que desde sempre salteava…
Voltou para levar quem escolheu.
Ah desprezível onda que assassina.
Ave agoirenta tu és, e na triste sina,
Pela manhã retine um cais de espanto…
Espalhas e recolhes tantas dores.
Flores! E tantas flores. Deitem flores:
Lágrimas e jasmins ao mar de pranto.
Meco, Praia das Bicas 15/12/2013 23:24:32
(Aos jovens que hoje morreram ou desapareceram na Praia do Meco)
SEA Pranto
Rogerio Martins Simões
Cada noche, este mar tanto golpeó.
Durante toda la noche el acantilado allí llorando.
Parecía que alguien estaba rezando cerca,
El destino que se ha reunido sólo la muerte.
Ola Presa y tan cruel abrochado.
Noche feo que hizo temblar el acantilado.
Y el mar que siempre ha salteava ...
Volvió a tomar el que escogió.
Ah ola insignificante que asesina.
Ominoso pájaro eres, y difícil situación,
Mañana sonido metálico de un muelle en el asombro ...
Espalhas y la recopilación de tanto dolor.
Flores! Tantas flores. Colóquelos flores:
Las lágrimas y el jazmín de la mar de lamentos.
Meco Beach Bicas 15/12/2013 23:24:32
(Para los jóvenes de hoy que han muerto o desaparecido en Praia do Meco) Me
encanto disculpe usted Maestro mi mama traduccion
POEMA, imagens e vídeo de Rogério Martins Simões
Parte deste soneto foi escrito na manhã da tragédia e na Praia das Bicas
As minhas sentidas condolências às famílias enlutadas.
Heloisa Melo
Me esqueci
Jorge Santos (namastibet)
Imprevisível
Que nem sei se algum dia
Me tornarei previsível...
Jorge santos (01/2014)
Jorge Santos (namastibet)
Estátuas de cal-viva
Estátuas de cal-viva
A
palidez excessiva
É o que
torna perpétuas
As
estátuas de cal-viva
E
tristes as madrugadas,
O que
posso dizer,
Dos
donos das heras,
Devorados
p’la larva pária,
Da
honra de não morrer.
-Como
querendo não querer-
Assim
escrevo…
Por
impulso,
duvidoso
Do
paradigma que sou,
Assumo
o meu ser
Inacabado,
Celebro
o que falta
Dizer
sem dizer,
Oxalá o
dia
Acabasse
manhã cedo,
Para
que pare o querer
Libertar-me
Do
tributo
Que
presto ao pensar,
Acordar
de novo,
Não
sendo servo do que escrevo,
Aonde
não houvesse chão,
Num
colchão de ar,
(Se de
poesia fosse feito)
Mas só
estou triste
Numa
face,
A outra
não resiste
À cal e
perece,
Consciente,
esquecida.
Jorge
Santos (01/2013)
http://joel-matos.blogspot.com
Cléia Mutti Fialho
SOB O JUGO DE VOCÊ (sensual)
antaco
Prematuro verso
Dou voltas e mais voltas sem saber
O que fazer com mal nascido verso
Não paro de pensar e de reescrever
E nas simples palavras dou-lhe berço
No silêncio da noite nasceu vivo
Prematuro e informe a reclamar
Em seu corpo franzino quão altivo
Urgência em viver e respirar
Agora entre mãos tenho este menino
A quem lhe devo dar amor paterno
E cuidar de traçar o seu destino
O corpo já tem ele, mas o ser
A minh`alma o dá para ser eterno
O dá, para que o mundo o possa ler
Cléia Mutti Fialho
DE PONTA-CABEÇA (sensual)
Rui Medina
Abraço
Enide Santos
Só penso em você
Como calo a minha alma?
Como a impeço de gritar?
Oh, é tão mais forte que
eu!
O sonho de ver-te meu
Como paro minha alma?
Como a proíbo de te
procurar?
Ela não entende distância
Apenas quer te buscar.
Enide Santos 04/02/14
Heloisa Melo
Amar
Larissa Rocha
Abandono
A sensação é de ter acordado de um longo sono
O corpo todo dormente, alma dolorida,
Os olhos inchados... Marcas do abandono
Na boca ainda o forte sabor da despedida!
Levanto trôpega e tateio ao meu redor
Tento em vão me acostumar com tua ausência,
Com a ideia de que poderia ser pior,
E com o fato de que estou à beira da demência.
Talvez tudo isso tenha sido um sonho confuso
Daqueles que se acorda pedindo socorro
Com um sentimento impreciso e obtuso.
Mas o sonho acabou, e minha vida foi-se também
Junto com nosso sonho antigo eu morro
Levando esse amor, desta vida para além.
Alma e Gort
Meu silêncio
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C.
Musica preferida
ritmo calmo, embalando o meu olhar,
ritmo regular, adocicando o meu estar,
ritmo presente, orientando o meu caminhar,
é este o meu ritmo preferido,
o ritmo das batidas do teu coração.
Enide Santos
Eu usei você
Hoje eu usei você
E não me
arrependo.
Fechei os olhos
E te busquei
Usei seu cheiro
Que eu mesma
inventei
De você me
embriaguei
Eu usei você
Me vesti de teus
braços
Vivi
Durei
Existi
Porém a
consciência
Não me deixa
esquecer
Que você é
apenas um desejo
Que só em sonhos
posso te ter.
Mesmo entre
lágrimas
Eu gostei e te
usei.
Cléia Mutti Fialho
PERVERSÃO COPULATIVA (erótico)
Paulo Jorge LG
Comoções
Comovo-me com música inspirada,
No meu mais intimo recanto,
Adoça-me a alma exaltada,
Perdida em profundo espanto.
Comovo-me com rostos sorridentes,
Abençoados de áureos espíritos,
De bondade inapta eloquentes,
Exorcizando males prescritos.
Comovo-me com as gotas da chuva,
A chapinharem na poça do beiral,
Assentam como uma luva,
A cuidar-me do roseiral.
Comovo-me com o fantástico,
Das histórias vãs do cinema,
Senti-las no meu âmago acromático,
Desfazendo o meu maior dilema.
Comovo-me com a realidade,
Por ser apenas minha,
Para toda a posteridade,
Como me convinha.
Comovo-me hoje com o anteontem,
Estéril e senil inconsequente,
Prostrados todos pressentem,
O vil futuro incongruente.
Comovo-me com o sentido da vida,
Por não conseguir achar nenhum,
Sem qualquer relevância tida,
Sem almejar sentimento algum.
Comovo-me com a partida alheia,
E os beijos de despedida,
Esquecido luto preso na teia,
Da minha alma apátrida.
Comovo-me quando durmo,
Fingindo estar morto,
Quieto e aprumado,
Sem porto.
Lx, 25-2-2013
Francisco Sonhador
Poesia
A Poesia
A poesia é como a vida
Alegre e Feliz como o petiz
Na história do João e o balão
Um balão que paira sobre os céus
E
que a certa altura desaparece
E
seus bocados caem
Caem sobre a terra
E
sobre o mar
Onde os bocados caem não sei
Mas de uma coisa tenho a certeza
Cada um dos bocados está em lugares diferentes
E
Em cada um desses lugares passa uma criança
Uma criança que em cada minuto que passe cresce
E
Crescendo aprende-se aprendendo
Imagina-se
E
Imaginando faz-se coisas que parecem
Mas não são impossíveis
E...
antaco
O operário
O pião
Rodopia
Todo o dia
Pelo chão
De repente
Pensativo
Como gente
Diz que não
O cordel
Do Manel
Sempre pronto
Pra dar voltas
Não permite
Tais afrontas
Tais revoltas
E insiste
O pião resoluto
Diz que não!
O Manel,
Tanta espera
Exaspera
E perde a calma
E a razão
Com o pé
No duro chão
Esmaga
O pião
No lajedo
Da rua em movimento
Os fragmentos
Evocam um segredo
Que ninguém
Conta por medo
Triste sorte
A do pião
Cuja paga
De uma vida
De trabalho
Sem parar
Foi a dor
Foi a morte
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