Lista de Poemas
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RITA FLOR
RECADO ESSENTE PRE-EMINENYTE!....
( UM RECADO A TODOS OS NOSSOS IRMÃOS VITIMADOS POR INADEQUAÇÕES (EUFEMISMO ) DAS ESSÊNCIAS GENUINAMENTE HUMANAS ) :BOMBAS, SEQUESTROS, EXPLORAÇÕES... E IN-ETCS ...lamentáveis !...(sempre !...) Rita
natalia nuno
os serões da minha memória...memórias
Eram duas mulheres mais velhas, e uma jovem casadoira sentadas ao fresco nas noites de verão nas escadas da sua casa simples, feitas de adobos reforçadas de lages também elas frescas, ali ficava eu ouvindo com atenção as queixas e os ais do peso dos dias, do tempo que não corria de feição para o joeirar do trigo, dos seus homens que andavam fartos de cavar a terra, e o quanto era difícil dar conta da vida! A moça, ouvia e não dizia uma palavra, não esmorecia e não pensava noutra coisa que não fosse o dia do casório quase, quase a chegar... ía aprontando o enxoval com os parcos haveres, fazendo um picô, uma bainha, caseando uma almofada, para que tudo desse certo nos tempos que se aproximavam e que pensava ela seriam de eterna felicidade. Que teria sido feito dela? Chamava-se Cesária , o namoro só era permitido ao domingo sob o olhar da mãe que não arredava pé, por sinal descalço, creio que nunca a vi calçada, descia e subia vezes sem conta a ladeira que a levava ao rio ou à horta para colocar a burra à nora ou colher vegetais, seu nome Rosa cuja vida foi de espinhos tal como as vidas das restantes mulheres da aldeia. Tempos difíceis aqueles, ali passei muitos serões era ainda criança ouvindo muitas histórias, no céu um luar bonançoso e lá em baixo no rio o cantar das rãs que nos vinha aos ouvidos como uma música longínqua soando como se fosse uma harmónica incansável. Os vaga-lumes também nos faziam companhia ziguezagueando dum lado para o outro, enquanto a noiva suspirava pela noite de núpcias...eu, não arredava pé ouvindo as inquietações das mais velhas, até que a mãe da janela da cozinha erguia a voz chamando por mim e eu lá ía com meu perfume delicado e doce, flor pura sem inquietações e nenhum desejo em mim a não ser o conforto possível da casa onde nasci.Todo este aroma da infância o sinto nestas memórias neste recordar neste invocar o passado com todo o meu frenesim, passado longínquo mas não morto que recordo nestes dias que se apagam em si mesmo , tudo é visão presente, nada morre, continua pulsando o coração e o pensamento, e o sonho torna visível o invisível... cega de ternura me agarro a esse eco da infância, como um recém nascido se agarra ao peito da mãe.
natalia nuno
rosafogo
Gi
Fadinha Mulata
Em um mundo encantado,
Cheio de seres mágicos,
Um deles vivia uma crise.
Em todas as histórias fantásticas,
Nunca mencionaram sua existência.
Até mesmo na imaginação,
O preconceito é velado,
O conceito é formado.
Mas com a certeza de sua importância,
Nossa amiga lutou contra as regras...
Apareceu de surpresa em um Conto!
Todos se espantaram com a sua audácia!
E ouviram seu relato.
Na ilusão a mente desata,
E hoje, entre as encantadas,
Também está a fadinha mulata!
Gi Amor
Fernando Cartago
ESTA BOSTA DE GOSTAR
Por mil vezes, por que surda a razão está e lágrimas rolam
E logo o soluço vem perturbar, um nó imenso na garganta
Faz por ti chorar. Não sei o quanto é ódio ou se me regalo,
Conforto-me no ópio, mas entre ranger de dentes grito.
Detesto!!! E a fala na boca se cala, a dor no peito e do peito
Quero arrancar, mas é quase uma loucura te desejar, te amar.
E lá dentro teima e nem quer se calar.
Coloco minha melhor roupa, o meu perfume mais gostoso e saio
Para o mundo ao vento e neste momento sinto aquela voz martelar
Respiro fundo e sigo... Assim morrendo aos poucos estou aqui.
E agora?! É simples assim... Foda-se!!!!!
Fernando Cartago
Fernando Oliveira Granja
O espelho que não sou
Jorge Santos (namastibet)
Tudo acaba aonde começou...
Tudo acaba aonde começou,
Uma brisa, uma frase, um caminho,
Uma tarde, uma esperança, um voo…
Só não lembro de onde venho
Talvez do mundo do fim de tudo,
Com seus azuis palácios e o que reste
Da canção com que certa mãe embalou…
Tudo acaba onde começou,
Meu coração pairando mudo,
Sem lembrar quem eu sou,
Se das terras do fim do mundo,
Onde tudo começa e aonde ele acabou.
Será que, também surdo eu sou,
Já que da voz de minha mãe,
Nem percebo sequer o recado,
Nem na brisa rosada da tarde,
Que dizem ter a voz que de “Deus vem”.
Se tudo acaba onde começou,
Que se me acabe desde logo a razão
Pois meu absurdo coração, nem caminho,
Nem país tem, é parte sal e fel,
Parte castanho mel como qualquer nação
Onde se misture a dor dos que cá estavam
Com a dos que nem de lá são.
Tudo acaba aonde começou
Jorge Santos (08/2014)
Jânio Lima
Agenda poética
Tomar café as sete para começar a tecer o dia.
As oito de bicicleta até a biblioteca municipal multiplicar saberes
Dez e meia ainda na biblioteca lendo Thoreau e imaginando Pessoa
As onze e meia fazer o almoço enquanto Pink Floyd toca a meia altura
Uma hora depois de almoçar apreciar um delicioso vinho, o mais barato
Como de costume aqueles com gosto de simplicidade.
14h tentar escrever um poema vulgar e melancólico ou
um poema solidão depois de chorar meia dúzia de palavras enxutas
As 16h 30min estender no varal o poema pronto para quarar
18h comprar o pão quentinho
19h 30min esquentar a água para o mate de Saché, não sou do sul mas gostaria de o ser.
21h ler o poema do livro de cabeceira dos versos que me enobrecem 'meu amanhecer vai ser de noite'
22h continuar a ler o mesmo livro 'no fim de tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal: Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro'
23h Saborear outro delicioso vinho enquanto todos dormem tranquilhamente
00h assistir algum programa na TV ate o tédio começar a nascer e se estabelecer
2h fechar os olhos para sonhar com o tempo em que a vida seja tão mais
Intensa quanto os versos de Ilíada.
beneditocglimadonquixotepant
SÁBADO TERNURA
porque neste dia
a Poesia
invade a saudade
e troca de lugar
nos corações das pessoas.
Sábado é o dia da ternura.
Wagner Andriote
Exortação
Haverá sempre um louco a exortar o poder da palavra e toda
indiferença será rompida pela força de um poema...
joao euzebio
QUANDO TE DESEJO
QUANDO TE DESEJO
O VENTO BATE NA JANELA
AS FOLHAS VOAM PELO AR
A FLORES LANÇAM SEUS PERFUMES
PELOS CAMINHOS
OS PASSARINHOS VOAM
SEM PARAR
A CHUVA FINA CAI
O PENSAMENTO VEM E VAI
LEVANDO EM SEUS BRAÇOS
A SAUDADE QUE FICOU
QUANDO TE DESEJO
O DIA AMANHECE ENSOLARADO
NENHUM AMOR EXISTE O PECADO
E TUDO SE FAZ EM COR
DEIXANDO RASTROS PELO CHÃO
E O CORAÇÃO QUE DESCOMPASSA
EM RITMOS ELOQUENTES
SÃO SEMENTES QUE GERMINA
LUZES PELAS ESQUINAS
ILUMINANDO OS OLHOS TEUS
QUANDO TE DESEJO
A NOITE CAI
A MADRUGADA VEM
AS ESTRELAS BRILHAM
LA NO CÉU TAMBÉM
O COMETA PASSA
VOA PELO ESPAÇO
MEUS PEDAÇOS
SE JUNTAM AOS TEUS
E NOS COMPLETA POR INTEIRO
AS LÁGRIMAS FICAM NO TRAVESSEIRO
JUNTO AO SUOR... ELAS VÃO SE ESPALHAR.
teka barreto
Paraíso, Nagasaki e Hiroshima
Paraíso, Nagasaki e Hiroshima
Pensamento original
e
Pensar mental
Ogivas
Sem
Proporção gerando caos
que não agrega
forçado
esforço
Desintegra
Pensar mental ao saber distingue
Quando não sabe, cria
o
Ponto original
Que chamamos inovação
Os que sabem o últra-velho não aceitam,
Rejeitam e riem
Do pensar novo... Incomparável
Neste mundo de mudança
Revela-se então...
A dança em plena evolução
Deixe estar que hora há de chegar pois,
Toda graça
Ao fim harmoniza
Desintegrando
A desgraçada maldição
Que é pensar velho, tradicional prisão
Que
Extingue ao final
Com razão
Devido à desproporção
Possessiva e
Inoportuna
É
Prudente quem avalia
Comparando o bem com o mal
Que nos guia a ação
Neste mundo material
Criado
a partir da luz
Pois, houve luz original!
Artefato do dinâmico movimento
Arte de fato único, gerando inovadas
ideias
Partículas dos fatos, Pensados originais
Recém-nascidos espontâneos
de
Fótons ideais
Quem não emite luz ao ter
Uma idéia
A pulsar... A vibrar
O quero bem
Desintegra-se
Pois o mal
Arquitetado
Explode
Em
SI
~~~~ (...e...) ~~~~
( )
(((BUM)))
(( ))
()
((((((((((((()))))))))))))
recomeçar
outra
vez
Teka Barreto
Rosa F.
Michael Kohlhaas
teka barreto
meditar versus coceira
Meditação e coceiras
Não sabemos por onde começar
Quem sabe se eu e você olharmos para o mundo?
Então o que é afinal o mundo?
Uma bola no espaço a vagar?
Como eu e você cada qual em seu mundo?
Tendo do mundo vagas idéias
Impensados comunicados às pressas
Vagamos e enchemos
Pulsamos num tempo des com passado
Que musica estamos tocando?
Onde ouço a nota LA?
Eu, você e o outro, tocamos sem nos escutar.
Que faço para ouvir a vibração que harmoniza?
Que diapasão que nos alinhará?
Quem sabe... Onde vibra LA?
Meditar?
Me ditar me faz coçar
Coça cabeça, pé e nariz
Falta-me paciência e ciência
Ciência de mim, não é crença.
Ciente de mim, percebo melhor o mundo do outro
Consciência, me alinha o sentir
Posso melhor transitar pelos mundos
Perceber-me ao compartilhar minhas realidades
Tanta coisa faz coçar nossa mente
Consciência tumultuada
Clicamos freneticamente os likes compartilhados
Likes de nossas coceiras involuntárias
E dessa forma tudo se deforma
Sem que percebamos vivemos só
Numa ilha abandonada
Bloqueados aos acessos do meu e do teu mundo
Em plena era da comunicação
Vagamos cheios de nada
Postamos, papagaiamos
As frases dos que um dia pensaram
E pensar é em si
Meditar
E que coceira que dá
Se liga, se like mais, se perceba em SI
Tem outro mundo LÁ
Co-criador da sinfonia do a... b... Surdo
Eu, você e milhares de músicos
Por falta de ouvir o som que vem de LÁ
Despejamos likes ao vento Virtual
Sem consistente virtude
Ouvimos um ponto a nos soprar as falas
Ponto com ponto bê érre
Érre...
Érre agora é o padrão, sem padrão
Pode sair da linha e curtir isso
Podes ver ouvir e
Alinhar ao meditar claramente
Chocar uma boa idéias!
Que floresça a consciência
Do bem que é pensar...
Por si mesmo!
Por conta própria!
Se curtiu a idéia? O coração vibrou LÁ
Namastê
teka barreto
Samuel da Mata
SONHO EM SEIS SEXTOS
Em mais dois sextos cresceu
No quarto sexto, enfadado morreu
Por todo o quinto sexto o dono sofreu
Mas no ultimo sexto esqueceu

teka barreto
Sem dúvida
DÚVIDA
Cerne em qualquer pergunta
“CERTEZA ABSOLUTA É... A DÚVIDA”
Viver é manter-se vivo...
Ao final de cada ato executado.
VIVER é superação...
Apesar da dúvida e da EXECUÇÃO FINAL!
Morrer é manter-se FINDO...
Afinal.
MORRER é sucumbir...
Sem dúvida!
Alguma dúvida ?
SIM!
Bem AVENTURANÇA...
Isto é VIVER, apesar da duvida !!!
Teka Barreto
teka barreto
Intérprete do meu olhar entre parenteses
Sou interprete, sim.
Da vida que ouso criar...
Aventar... Aventurar.
Sou tão imensa ao
Expandir meu olhar
Mundo grande este alcançado
Cheio de closes e de ZOONS
feito de micros macros
em
UM
Olho que sabe sem ver
finitos... Infindos
preenchidos do
mistérioso
ser
ou
não ser
E O QUE?
simples
fácil
comUM
Macro Olhar
Ao ver o infindo nano segundo
passar
com tempo
de sobra
que já vai longe
atrelei-me as réguas
as regras
as horas
que
voam
e escoam
entre os espaços milimetrados
Que ciência é esta, a tentar me intimidar?
Esfregando-me na cara...
Que pequeno é imenso e grande!
Que a via láctea é micro, dentro do infinito espacial
Provas não convincentes...
De um nada, entre parenteses
DEUS meu!
DEUS, que meu olhar não revela.
Há Deus inicio?
Meio ou
Final?
Meu olhar sabe que sim.
Abro um parentese.
Este Deus é
Criado por mim,
Velho e de longas barbas brancas.
Este sim meus olhos veem
Nas obras de um certo, Da Vince.
Fora dos limites do meu olhar ocular,
Lá... BEM mais e mais longe...
ELE,
Não eu,
Repousa.
Consciente do abismo que nos cega,
E no impreciso tempo, sem lugar de fato.
Um vago intuído olhar...
Há que se ter
A nos inspirar a imaginação fugaz.
Um terceiro olho a olhar,
Onde? Ver o quê?
Se não há movimento...
Nem eu... Nem nada!
Como é difícil ser DEUS...
Imagino.
Como é possível a um homem atômico,
Repousar NáELE...
Conscientemente
Com olhar de terceira dimensão?
Fecho parenteses
Teka Barreto
Rassul Candulo Janato
UIVAM AS KIZUMBAS DA MINHA TERRA
Convida-me a explorar aos divinos corpos de ÁfricaAs curvas escultuosas das eternas mães do alémMadres das profecias esquecidas na históriaA dança vai começarO xigubo do Zé Cravo está a rebentarEm passos largamente lentos e envolventesBailam os vetres que aos filhos reflectemUivam as kizumbas da minha terraNuma e simples frescura das noites da ÁfricaLivres corpos, doces rostos, maternos bailaresLivram-se dos xipocos sofridosOs filhos que espelham o futuro do MakhalaOh! Mulheres da minha terra, negras do além
joao euzebio
MINHAS IMAGINAÇÕES
EU QUERIA IMAGINAR
O DIA AMANHECENDO
A LUA SE ESCONDENDO
O SOL SURGINDO
VINDO PELAS ESQUINAS FLORESTAS E LAGOS
ENQUANTO SEUS CABELOS EU AFAGO
MURMURANDO QUE TE AMO
EU QUERIA IMAGINAR
TEUS OLHOS NOS MEUS
AGRADECER A DEUS
POR ESTE INSTANTE MAGICO
ASSIM QUE O PERFUME DAS FLORES
ENTRA PELO NOSSO QUARTO
E VOCÊ ME BEIJA DOCEMENTE
E DEPOIS SORRI CONTENTE
DEIXANDO AS HORAS PASSAR
EU QUERIA IMAGINAR
VOCÊ NO CHUVEIRO
SENTIR O SEU CHEIRO
NESTA TOALHA MOLHADA
VOCÊ DESCENDO AS ESCADAS
COM SEU JEITO DE MULHER
VOCÊ SENTANDO AO MEU LADO
PARA TOMAR CAFÉ
VOCÊ TODA FEMININA
DESAPARECENDO PELAS ESQUINAS
DESTA NOSSA CIDADE
EU QUERIA IMAGINAR
VOCÊ VOLTANDO TODAS AS TARDES
ENQUANTO EU AQUI
NESTE FIM DE MINHAS IMAGINAÇÕES
VOU SENTINDO A EMOÇÃO... DESTA DOCE SAUDADE.
EU QUERIA IMAGINAR
TANTAS COISAS NOSSAS
QUE EU PASSARIA A VIDA ASSIM
TRAZENDO VOCÊ PARA DENTRO DE MIM
EM TODOS OS AMANHECER
POIS EU TE AMO
TANTO QUE NEM SEI
SE COM PALAVRAS EU POSSA DESCREVER
E EU QUERIA IMAGINAR
MAS NÃO IMAGINEI
SÃO APENAS VAGAS LEMBRANÇAS
DOCES LEMBRANÇAS,,, QUE DE VOCÊ EU GUARDEI.
SÓ NÃO ESQUEÇA
ASSIM QUE AMANHEÇA... VOLTE PARA MIM
QUERO VOCÊ AO MEU LADO PARA SEMPRE
POIS VOCÊ É UMA PEQUENA SEMENTE
QUE DE REPENTE FLORESCEU
É A BRISA SUAVE QUE NA JANELA BATEU
É A GOTA DO SERENO QUE POR ELA ESCORREU
É O SOL, VINDO DE MANSINHO
ABRINDO CAMINHO ABRAÇANDO A CORTINA
É A MINHA MENINA
A MOÇA QUE EU BOTO FÉ
É O MEU AMOR
O MAIS LINDO
É A LÁGRIMA QUE VAI SUMINDO... NA FACE DE UMA MULHER.
teka barreto
Revisão
Revisão
Bem onde o homem se enrosca
A vida segue tranquila
E ele, a olhar prô umbigo
Vesga os olhos para aquém...
Quer ver seu nariz também
Este amplia o seu zoom
Vendo mais e mais de menos
E assim vai se curvando
Criando em si, redondo mundo pequeno
Este tolo só critica
Quando diante do outro
Pois o outro não é nada
Além de uma soma de defeitos
Neste jogo de palavras
Provoco em você efeitos
Se você franziu o cenho
Estás diante de um espelho
Se é poesia o que faço?
Não sei te dizer ao certo
Só sei que malhando o ferro
Aqueço, instigo o seu brilho
Este calor global e poético
Dosado à certas medidas
Revive qualquer defunto
Que se fechou para a vida
És tola... Muitos dirão!
E a resposta não tarda
Se tola é minha poesia
Estás mesmo ensimesmado!
E assim me curvo a ti
Para que olhar nos olhos?
Olho prô meu umbigo
Duas bolas então se fecham... Sem brilho
Tolos também tem função
Nos mostram de antemão
Quem olha só para o umbigo
Tromba,com toda razão... Nas massas!
Criamos assim universos
Que se chocam sem ter ideia
Rolando por sobre mesas
Tal qual jogo de bilhar
Num mundo sem poesia
As massas trocam o belo
Pelo armamento bélico
Nem há razão para parar
E a razão fica escassa
Tal e qual a educação
Papagaios também falam
Sem a menor compreensão
Repetindo, desde inicio...
É que se faz a revisão!
Bem onde o homem se enrosca e embaraça
A vida segue escrevendo... Com ou sem compreensão!
teka barreto
teka barreto
Antropofagia moderna
Antropofagia Moderna
Que bárbara teoria a que
Exclui todos os outros
É fácil ser tolerante
Com quem pensa tal qual todos
Ninguém é igual alguém
Só mesmo na inconsciência
Alguém pode imitar alguém
Nas vestes, na fala e num palco
Só um insano é capaz
De atirar na personagem
Seu pavor... Generaliza
Sem saber que desatina
Se auto-imputa cegueira
E arrota nos olhos dos outros
Cultuam o deus BBB
Espiando selecionados, aprisionados
Alguém irá para o túnel
Tal qual gado prô abate
Mutilam e incineram
Churrascos antropofágicos
Pedaços servidos aos famintos
Sangrando de mal passado
Gosto de almoço e jantares
regados à boas ideias
Não gosto das refeições
Quando o cardápio... Sou eu
teka barreto
Alma e Gort
Revelações

Revelações
Deixa-me revelar sombras do amor
São alinhadas em laço e forte apego
Nu e moldado de certo ao nosso ego
Sujeito aos delirios da tormenta e dor
Sabes do amor e seu dito desatino
Quando cega a visão e raciocínio?
Sem regras é livre escolhe o caminho
É um enigma no insondável destino
Não tem idade se faz eterno adentro
Em desespero foge ou volta com o tempo
Faz em si mesmo o jeito e o momento
Aqui mora no peito este tormento
Sem esperança sem caça ou intento
É que sinto em mim tal sentimento.
natalia nuno
lenço da saudade...trovas
destas minhas mãos vazias
caem pétalas uma a uma
são cansaços de meus dias
s/ esperança de coisa alguma
trago na memória antiga
pássaro que m'estende a asa
trinando a mesma cantiga
q' trinava no telhado da casa
pra q' eu saiba donde venho
não me larga o pensamento
passado é tudo o que tenho
como estes versos que invento
outro modo de voar eu não sei
a vida só a sonhar faz sentido
morrendo já... nada aqui direi
já meu coração... é de vidro!
deixo-me ir antes que alguém,
sempre encontro uma saída
vou de jornada, e de ninguém
quero fazer minha despedida
aceno de longe um lenço
todo enfeitado de saudade
então percebo que pertenço
ali, onde busco minha verdade.
já q' o tempo me vai fugindo
a toda a hora... mingando...
fecho os olhos, vou fingindo
que sou eu... quem comando
a saudade é-me tão familiar
prende-me a coisas pequenas
leva-me no tempo e ao voltar
fica em meu coração a morar
pra que esqueça minhas penas.
natalia nuno
rosafogo
2011/6
Madalena_Daltro
Deus
...É pelo som da lágrima
que Deus me ouve...
Paulo Jorge LG
Não Queria Acreditar
Não queria acreditar no que me tinha acontecido,
Naquele dia singelo em que sofria entristecido,
Vi-te surgir no horizonte ofuscando tudo e todos,
À tua passagem soltaram-se belas flores de lótus.
Não queria acreditar nesta diva encantada luzidia,
Onde agora nos seus lábios bebia o néctar da vida,
Enfeitiçado fiquei receando a tua derradeira caricia,
Nos teus doces braços me embalas de paixão servida.
Não queria acreditar no que os teus olhos me diziam,
Que a paz e a felicidade em sonhos de amor venceriam,
Olhar enigmático terno e meigo que me alimenta o desejo,
De conseguir um beijo teu minha donzela num lampejo.
Não queria acreditar na pureza emanada do teu corpo,
Objecto do meu louco desejo por tocar-te em devaneio,
O delírio que dele transparece em formusura tão fina,
Ai como queria perder-me e só ter como farol tua pele.
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