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RITA FLOR

RITA FLOR

RECADO ESSENTE PRE-EMINENYTE!....

( UM RECADO A TODOS OS NOSSOS IRMÃOS VITIMADOS POR INADEQUAÇÕES (EUFEMISMO ) DAS ESSÊNCIAS GENUINAMENTE HUMANAS ) :BOMBAS, SEQUESTROS, EXPLORAÇÕES... E IN-ETCS ...lamentáveis !...(sempre !...) Rita




ATÉ A 'PERDIçÂO' HUMANA TEM LIMITES
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natalia nuno

natalia nuno

os serões da minha memória...memórias

os serões da minha memória...memórias

Eram duas mulheres mais velhas, e uma jovem casadoira sentadas ao fresco nas noites de verão nas escadas da sua casa simples, feitas de adobos reforçadas de lages também elas frescas, ali ficava eu ouvindo com atenção as queixas e os ais do peso dos dias, do tempo que não corria de feição para o joeirar do trigo, dos seus homens que andavam fartos de cavar a terra, e o quanto era difícil dar conta da vida! A moça, ouvia e não dizia uma palavra, não esmorecia e não pensava noutra coisa que não fosse o dia do casório quase, quase a chegar... ía aprontando o enxoval com os parcos haveres, fazendo um picô, uma bainha, caseando uma almofada, para que tudo desse certo nos tempos que se aproximavam e que pensava ela seriam de eterna felicidade. Que teria sido feito dela? Chamava-se Cesária , o namoro só era permitido ao domingo sob o olhar da mãe que não arredava pé, por sinal descalço, creio que nunca a vi calçada, descia e subia vezes sem conta a ladeira que a levava ao rio ou à horta para colocar a burra à nora ou colher vegetais, seu nome Rosa cuja vida foi de espinhos tal como as vidas das restantes mulheres da aldeia. Tempos difíceis aqueles, ali passei muitos serões era ainda criança ouvindo muitas histórias, no céu um luar bonançoso e lá em baixo no rio o cantar das rãs que nos vinha aos ouvidos como uma música longínqua soando como se fosse uma harmónica incansável. Os vaga-lumes também nos faziam companhia ziguezagueando dum lado para o outro, enquanto a noiva suspirava pela noite de núpcias...eu, não arredava pé ouvindo as inquietações das mais velhas, até que a mãe da janela da cozinha erguia a voz chamando por mim e eu lá ía com meu perfume delicado e doce, flor pura sem inquietações e nenhum desejo em mim a não ser o conforto possível da casa onde nasci.Todo este aroma da infância o sinto nestas memórias neste recordar neste invocar o passado com todo o meu frenesim, passado longínquo mas não morto que recordo nestes dias que se apagam em si mesmo , tudo é visão presente, nada morre, continua pulsando o coração e o pensamento, e o sonho torna visível o invisível... cega de ternura me agarro a esse eco da infância, como um recém nascido se agarra ao peito da mãe.

natalia nuno
rosafogo
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Gi

Gi

Fadinha Mulata


Em um mundo encantado,
Cheio de seres mágicos,
Um deles vivia uma crise.
Em todas as histórias fantásticas,
Nunca mencionaram sua existência.
Até mesmo na imaginação,
O preconceito é velado,
O conceito é formado.
Mas com a certeza de sua importância,
Nossa amiga lutou contra as regras...
Apareceu de surpresa em um Conto!
Todos se espantaram com a sua audácia!
E ouviram seu relato.
Na ilusão a mente desata,
E hoje, entre as encantadas,
Também está a fadinha mulata!

Gi Amor

985
Fernando Cartago

Fernando Cartago

ESTA BOSTA DE GOSTAR

Aquela voz que martela e quase como uma chancela repete
Por mil vezes, por que surda a razão está e lágrimas rolam
E logo o soluço vem perturbar, um nó imenso na garganta
Faz por ti chorar. Não sei o quanto é ódio ou se me regalo,

Conforto-me no ópio, mas entre ranger de dentes grito.
Detesto!!! E a fala na boca se cala, a dor no peito e do peito
Quero arrancar, mas é quase uma loucura te desejar, te amar.
E lá dentro teima e nem quer se calar.

Coloco minha melhor roupa, o meu perfume mais gostoso e saio
Para o mundo ao vento e neste momento sinto aquela voz martelar
Respiro fundo e sigo... Assim morrendo aos poucos estou aqui.
E agora?! É simples assim... Foda-se!!!!!

Fernando Cartago
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Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

O espelho que não sou

Olhar minha imagem na água é como se quizésse compreender o que vai dentro de mim, mas em vez disso topo o meu natural à vista, o espelho que nunca saberei quem sou.
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Tudo acaba aonde começou...

Tudo acaba aonde começou,

Uma brisa, uma frase, um caminho,

Uma tarde, uma esperança, um voo…

Só não lembro de onde venho


Talvez do mundo do fim de tudo,

Com seus azuis palácios e o que reste

Da canção com que certa mãe embalou…

Tudo acaba onde começou,


Meu coração pairando mudo,

Sem lembrar quem eu sou,

Se das terras do fim do mundo,

Onde tudo começa e aonde ele acabou.


Será que, também surdo eu sou,

Já que da voz de minha mãe,

Nem percebo sequer o recado,

Nem na brisa rosada da tarde,


Que dizem ter a voz que de “Deus vem”.

Se tudo acaba onde começou,

Que se me acabe desde logo a razão

Pois meu absurdo coração, nem caminho,


Nem país tem, é parte sal e fel,

Parte castanho mel como qualquer nação

Onde se misture a dor dos que cá estavam

Com a dos que nem de lá são.


Tudo acaba aonde começou




Jorge Santos (08/2014)

947
Jânio Lima

Jânio Lima

Agenda poética

Tomar café as sete para começar a tecer o dia.

As oito de bicicleta até a biblioteca municipal multiplicar saberes

Dez e meia ainda na biblioteca lendo Thoreau e imaginando Pessoa

As onze e meia fazer o almoço enquanto Pink Floyd toca a meia altura

Uma hora depois de almoçar apreciar um delicioso vinho, o mais barato

Como de costume aqueles com gosto de simplicidade.

14h tentar escrever um poema vulgar e melancólico ou

um poema solidão depois de chorar meia dúzia de palavras enxutas

As 16h 30min estender no varal o poema pronto para quarar

18h comprar o pão quentinho

19h 30min esquentar a água para o mate de Saché, não sou do sul mas gostaria de o ser.

21h ler o poema do livro de cabeceira dos versos que me enobrecem 'meu amanhecer vai ser de noite'

22h continuar a ler o mesmo livro 'no fim de tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal: Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro'

23h Saborear outro delicioso vinho enquanto todos dormem tranquilhamente

00h assistir algum programa na TV ate o tédio começar a nascer e se estabelecer

2h fechar os olhos para sonhar com o tempo em que a vida seja tão mais

Intensa quanto os versos de Ilíada.

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beneditocglimadonquixotepant

beneditocglimadonquixotepant

SÁBADO TERNURA

Eu gosto do sábado

porque neste dia

a Poesia

invade a saudade

e troca de lugar

nos corações das pessoas.

Sábado é o dia da ternura.

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Wagner Andriote

Wagner Andriote

Exortação

Haverá sempre um louco a exortar o poder da palavra e toda

indiferença será rompida pela força de um poema...

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joao euzebio

joao euzebio

QUANDO TE DESEJO

QUANDO TE DESEJO

O VENTO BATE NA JANELA

AS FOLHAS VOAM PELO AR

A FLORES LANÇAM SEUS PERFUMES

PELOS CAMINHOS

OS PASSARINHOS VOAM

SEM PARAR

A CHUVA FINA CAI

O PENSAMENTO VEM E VAI

LEVANDO EM SEUS BRAÇOS

A SAUDADE QUE FICOU

QUANDO TE DESEJO

O DIA AMANHECE ENSOLARADO

NENHUM AMOR EXISTE O PECADO

E TUDO SE FAZ EM COR

DEIXANDO RASTROS PELO CHÃO

E O CORAÇÃO QUE DESCOMPASSA

EM RITMOS ELOQUENTES

SÃO SEMENTES QUE GERMINA

LUZES PELAS ESQUINAS

ILUMINANDO OS OLHOS TEUS

QUANDO TE DESEJO

A NOITE CAI

A MADRUGADA VEM

AS ESTRELAS BRILHAM

LA NO CÉU TAMBÉM

O COMETA PASSA

VOA PELO ESPAÇO

MEUS PEDAÇOS

SE JUNTAM AOS TEUS

E NOS COMPLETA POR INTEIRO

AS LÁGRIMAS FICAM NO TRAVESSEIRO

JUNTO AO SUOR... ELAS VÃO SE ESPALHAR.

612
teka barreto

teka barreto

Paraíso, Nagasaki e Hiroshima

Paraíso, Nagasaki e Hiroshima

Pensamento original

e

Pensar mental

Ogivas

Sem

Proporção gerando caos

que não agrega

forçado

esforço

Desintegra

Pensar mental ao saber distingue

Quando não sabe, cria

o

Ponto original

Que chamamos inovação

Os que sabem o últra-velho não aceitam,

Rejeitam e riem

Do pensar novo... Incomparável

Neste mundo de mudança

Revela-se então...

A dança em plena evolução

Deixe estar que hora há de chegar pois,

Toda graça

Ao fim harmoniza

Desintegrando

A desgraçada maldição

Que é pensar velho, tradicional prisão

Que

Extingue ao final

Com razão

Devido à desproporção

Possessiva e

Inoportuna

É

Prudente quem avalia

Comparando o bem com o mal

Que nos guia a ação

Neste mundo material

Criado

a partir da luz

Pois, houve luz original!

Artefato do dinâmico movimento

Arte de fato único, gerando inovadas

ideias

Partículas dos fatos, Pensados originais

Recém-nascidos espontâneos

de

Fótons ideais

Quem não emite luz ao ter

Uma idéia

A pulsar... A vibrar

O quero bem

Desintegra-se

Pois o mal

Arquitetado

Explode

Em

SI

~~~~ (...e...) ~~~~

( )

(((BUM)))

(( ))

()

((((((((((((()))))))))))))

recomeçar

outra

vez

Teka Barreto

992
Rosa F.

Rosa F.

Michael Kohlhaas

Despede-te da vida, depressa, que ela vem aí, despede-te das árvores, do céu, das nuvens, rápido, despede-te do ar que respiras, respira fundo. Não tremas agora, concentra-te. Despede-te dos que amas, não consigo pensar em todos, é muito rápido. Respira, o céu, sim o céu, despede-te. A relva, é verde, tão bonita. Tenho frio, oh o frio, despede-te, tenho frio mas suo, o meu coração bate depressa. Sinto-me só, está quase, o céu… Porquê eu? Despede-te da vida, é muito rápido, não consigo. Não chores, vá, sente mais uma vez, ainda estás vivo, respira fundo, olha o horizonte, lembra-te dos que amas, lembra-te da vida a pulsar. É agora, tremo, tenho medo, mãe… Respira, é agora, a morte veio-te buscar.
742
teka barreto

teka barreto

meditar versus coceira

Meditação e coceiras


Já sabemos que podemos mudar o mundo
Não sabemos por onde começar
Quem sabe se eu e você olharmos para o mundo?
Então o que é afinal o mundo?
Uma bola no espaço a vagar?
Como eu e você cada qual em seu mundo?
Tendo do mundo vagas idéias
Impensados comunicados às pressas
Vagamos e enchemos
Pulsamos num tempo des com passado
Que musica estamos tocando?
Onde ouço a nota LA?
Eu, você e o outro, tocamos sem nos escutar.
Que faço para ouvir a vibração que harmoniza?
Que diapasão que nos alinhará?
Quem sabe... Onde vibra LA?
Meditar?
Me ditar me faz coçar
Coça cabeça, pé e nariz
Falta-me paciência e ciência
Ciência de mim, não é crença.
Ciente de mim, percebo melhor o mundo do outro
Consciência, me alinha o sentir
Posso melhor transitar pelos mundos
Perceber-me ao compartilhar minhas realidades
Tanta coisa faz coçar nossa mente
Consciência tumultuada
Clicamos freneticamente os likes compartilhados
Likes de nossas coceiras involuntárias
E dessa forma tudo se deforma
Sem que percebamos vivemos só
Numa ilha abandonada
Bloqueados aos acessos do meu e do teu mundo
Em plena era da comunicação
Vagamos cheios de nada
Postamos, papagaiamos
As frases dos que um dia pensaram
E pensar é em si
Meditar
E que coceira que dá
Se liga, se like mais, se perceba em SI
Tem outro mundo LÁ
Co-criador da sinfonia do a... b... Surdo
Eu, você e milhares de músicos insandescidos
Por falta de ouvir o som que vem de LÁ

Despejamos likes ao vento Virtual

Sem consistente virtude

Ouvimos um ponto a nos soprar as falas

Ponto com ponto bê érre

Érre...

Érre agora é o padrão, sem padrão

Pode sair da linha e curtir isso

Podes ver ouvir e

Alinhar ao meditar claramente

Chocar uma boa idéias!

Que floresça a consciência

Do bem que é pensar...

Por si mesmo!

Por conta própria!

Se curtiu a idéia? O coração vibrou LÁ


Namastê


teka barreto

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Samuel da Mata

Samuel da Mata

SONHO EM SEIS SEXTOS

No primeiro sexto o sonho nasceu
Em mais dois sextos cresceu
No quarto sexto, enfadado morreu
Por todo o quinto sexto o dono sofreu
Mas no ultimo sexto esqueceu

Foto: SONHO EM SEIS SEXTOS(Samuel da Mata)No primeiro sexto nasceuEm mais dois sextos cresceuNo quarto sexto, enfadado morreuPor todo o quinto sexto sofreuMas no ultimo sexto esqueceu

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teka barreto

teka barreto

Sem dúvida

DÚVIDA

Cerne em qualquer pergunta

“CERTEZA ABSOLUTA É... A DÚVIDA”


Viver é manter-se vivo...

Ao final de cada ato executado.

VIVER é superação...

Apesar da dúvida e da EXECUÇÃO FINAL!

Morrer é manter-se FINDO...

Afinal.

MORRER é sucumbir...

Sem dúvida!

Alguma dúvida ?

SIM!


Bem AVENTURANÇA...

Isto é VIVER, apesar da duvida !!!

Teka Barreto

890
teka barreto

teka barreto

Intérprete do meu olhar entre parenteses

Sou interprete, sim.

Da vida que ouso criar...

Aventar... Aventurar.

Sou tão imensa ao

Expandir meu olhar

Mundo grande este alcançado

Cheio de closes e de ZOONS

feito de micros macros
em
UM

Olho que sabe sem ver

finitos... Infindos
preenchidos do
mistérioso
ser
ou
não ser

E O QUE?

simples
fácil
comUM

Macro Olhar

Ao ver o infindo nano segundo
passar
com tempo
de sobra
que já vai longe

atrelei-me as réguas
as regras
as horas
que
voam
e escoam
entre os espaços
milimetrados

Que ciência é esta, a tentar me intimidar?

Esfregando-me na cara...

Que pequeno é imenso e grande!

Que a via láctea é micro, dentro do infinito espacial

Provas não convincentes...

De um nada, entre parenteses

DEUS meu!

DEUS, que meu olhar não revela.

Há Deus inicio?

Meio ou

Final?

Meu olhar sabe que sim.

Abro um parentese.

Este Deus é

Criado por mim,

Velho e de longas barbas brancas.

Este sim meus olhos veem

Nas obras de um certo, Da Vince.

Fora dos limites do meu olhar ocular,

Lá... BEM mais e mais longe...

ELE,

Não eu,

Repousa.

Consciente do abismo que nos cega,

E no impreciso tempo, sem lugar de fato.

Um vago intuído olhar...

Há que se ter

A nos inspirar a imaginação fugaz.

Um terceiro olho a olhar,

Onde? Ver o quê?

Se não há movimento...

Nem eu... Nem nada!

Como é difícil ser DEUS...

Imagino.

Como é possível a um homem atômico,

Repousar NáELE...

Conscientemente

Com olhar de terceira dimensão?

Fecho parenteses

Teka Barreto

580
Rassul Candulo Janato

Rassul Candulo Janato

UIVAM AS KIZUMBAS DA MINHA TERRA

Convida-me a explorar aos divinos corpos de África
As curvas escultuosas das eternas mães do além
Madres das profecias esquecidas na história
A dança vai começar
O xigubo do Zé Cravo está a rebentar
Em passos largamente lentos e envolventes
Bailam os vetres que aos  filhos reflectem
Uivam as kizumbas da minha terra
Numa e simples frescura das noites da África
Livres corpos, doces rostos, maternos bailares
Livram-se dos xipocos sofridos
Os filhos que espelham o futuro do Makhala
Oh! Mulheres da minha terra, negras do além

145
joao euzebio

joao euzebio

MINHAS IMAGINAÇÕES

EU QUERIA IMAGINAR

O DIA AMANHECENDO

A LUA SE ESCONDENDO

O SOL SURGINDO

VINDO PELAS ESQUINAS FLORESTAS E LAGOS

ENQUANTO SEUS CABELOS EU AFAGO

MURMURANDO QUE TE AMO

EU QUERIA IMAGINAR

TEUS OLHOS NOS MEUS

AGRADECER A DEUS

POR ESTE INSTANTE MAGICO

ASSIM QUE O PERFUME DAS FLORES

ENTRA PELO NOSSO QUARTO

E VOCÊ ME BEIJA DOCEMENTE

E DEPOIS SORRI CONTENTE

DEIXANDO AS HORAS PASSAR

EU QUERIA IMAGINAR

VOCÊ NO CHUVEIRO

SENTIR O SEU CHEIRO

NESTA TOALHA MOLHADA

VOCÊ DESCENDO AS ESCADAS

COM SEU JEITO DE MULHER

VOCÊ SENTANDO AO MEU LADO

PARA TOMAR CAFÉ

VOCÊ TODA FEMININA

DESAPARECENDO PELAS ESQUINAS

DESTA NOSSA CIDADE

EU QUERIA IMAGINAR

VOCÊ VOLTANDO TODAS AS TARDES

ENQUANTO EU AQUI

NESTE FIM DE MINHAS IMAGINAÇÕES

VOU SENTINDO A EMOÇÃO... DESTA DOCE SAUDADE.

EU QUERIA IMAGINAR

TANTAS COISAS NOSSAS

QUE EU PASSARIA A VIDA ASSIM

TRAZENDO VOCÊ PARA DENTRO DE MIM

EM TODOS OS AMANHECER

POIS EU TE AMO

TANTO QUE NEM SEI

SE COM PALAVRAS EU POSSA DESCREVER

E EU QUERIA IMAGINAR

MAS NÃO IMAGINEI

SÃO APENAS VAGAS LEMBRANÇAS

DOCES LEMBRANÇAS,,, QUE DE VOCÊ EU GUARDEI.

SÓ NÃO ESQUEÇA

ASSIM QUE AMANHEÇA... VOLTE PARA MIM

QUERO VOCÊ AO MEU LADO PARA SEMPRE

POIS VOCÊ É UMA PEQUENA SEMENTE

QUE DE REPENTE FLORESCEU

É A BRISA SUAVE QUE NA JANELA BATEU

É A GOTA DO SERENO QUE POR ELA ESCORREU

É O SOL, VINDO DE MANSINHO

ABRINDO CAMINHO ABRAÇANDO A CORTINA

É A MINHA MENINA

A MOÇA QUE EU BOTO FÉ

É O MEU AMOR

O MAIS LINDO

É A LÁGRIMA QUE VAI SUMINDO... NA FACE DE UMA MULHER.

542
teka barreto

teka barreto

Revisão

Revisão

Bem onde o homem se enrosca

A vida segue tranquila

E ele, a olhar prô umbigo

Vesga os olhos para aquém...

Quer ver seu nariz também

Este amplia o seu zoom

Vendo mais e mais de menos

E assim vai se curvando

Criando em si, redondo mundo pequeno

Este tolo só critica

Quando diante do outro

Pois o outro não é nada

Além de uma soma de defeitos

Neste jogo de palavras

Provoco em você efeitos

Se você franziu o cenho

Estás diante de um espelho

Se é poesia o que faço?

Não sei te dizer ao certo

Só sei que malhando o ferro

Aqueço, instigo o seu brilho

Este calor global e poético

Dosado à certas medidas

Revive qualquer defunto

Que se fechou para a vida

És tola... Muitos dirão!

E a resposta não tarda

Se tola é minha poesia

Estás mesmo ensimesmado!

E assim me curvo a ti

Para que olhar nos olhos?

Olho prô meu umbigo

Duas bolas então se fecham... Sem brilho

Tolos também tem função

Nos mostram de antemão

Quem olha só para o umbigo

Tromba,com toda razão... Nas massas!

Criamos assim universos

Que se chocam sem ter ideia

Rolando por sobre mesas

Tal qual jogo de bilhar

Num mundo sem poesia

As massas trocam o belo

Pelo armamento bélico

Nem há razão para parar

E a razão fica escassa

Tal e qual a educação

Papagaios também falam

Sem a menor compreensão

Repetindo, desde inicio...

É que se faz a revisão!

Bem onde o homem se enrosca e embaraça

A vida segue escrevendo... Com ou sem compreensão!

teka barreto

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teka barreto

teka barreto

Antropofagia moderna

Antropofagia Moderna


Que bárbara teoria a que

Exclui todos os outros

É fácil ser tolerante

Com quem pensa tal qual todos

Ninguém é igual alguém

Só mesmo na inconsciência

Alguém pode imitar alguém

Nas vestes, na fala e num palco

Só um insano é capaz

De atirar na personagem

Seu pavor... Generaliza

Sem saber que desatina

Se auto-imputa cegueira

E arrota nos olhos dos outros

Cultuam o deus BBB

Espiando selecionados, aprisionados


Alguém irá para o túnel

Tal qual gado prô abate

Mutilam e incineram

Churrascos antropofágicos

Pedaços servidos aos famintos

Sangrando de mal passado

Gosto de almoço e jantares

regados à boas ideias


Não gosto das refeições

Quando o cardápio... Sou eu


teka barreto

976
Alma  e Gort

Alma e Gort

Revelações


Kenny G-Yesterday


Revelações

Deixa-me revelar sombras do amor

São alinhadas em laço e forte apego

Nu e moldado de certo ao nosso ego

Sujeito aos delirios da tormenta e dor

Sabes do amor e seu dito desatino

Quando cega a visão e raciocínio?

Sem regras é livre escolhe o caminho

É um enigma no insondável destino

Não tem idade se faz eterno adentro

Em desespero foge ou volta com o tempo

Faz em si mesmo o jeito e o momento

Aqui mora no peito este tormento

Sem esperança sem caça ou intento

É que sinto em mim tal sentimento.








1 163
natalia nuno

natalia nuno

lenço da saudade...trovas

destas minhas mãos vazias
caem pétalas uma a uma
são cansaços de meus dias
s/ esperança de coisa alguma

trago na memória antiga
pássaro que m'estende a asa
trinando a mesma cantiga
q' trinava no telhado da casa

pra q' eu saiba donde venho
não me larga o pensamento
passado é tudo o que tenho
como estes versos que invento

outro modo de voar eu não sei
a vida só a sonhar faz sentido
morrendo já... nada aqui direi
já meu coração... é de vidro!

deixo-me ir antes que alguém,
sempre encontro uma saída
vou de jornada, e de ninguém
quero fazer minha despedida

aceno de longe um lenço
todo enfeitado de saudade
então percebo que pertenço
ali, onde busco minha verdade.

já q' o tempo me vai fugindo
a toda a hora... mingando...
fecho os olhos, vou fingindo
que sou eu... quem comando

a saudade é-me tão familiar
prende-me a coisas pequenas
leva-me no tempo e ao voltar
fica em meu coração a morar
pra que esqueça minhas penas.

natalia nuno
rosafogo
2011/6

562
Madalena_Daltro

Madalena_Daltro

Deus

...É pelo som da lágrima

que Deus me ouve...

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Paulo Jorge LG

Paulo Jorge LG

Não Queria Acreditar


Não queria acreditar no que me tinha acontecido,

Naquele dia singelo em que sofria entristecido,

Vi-te surgir no horizonte ofuscando tudo e todos,

À tua passagem soltaram-se belas flores de lótus.

Não queria acreditar nesta diva encantada luzidia,

Onde agora nos seus lábios bebia o néctar da vida,

Enfeitiçado fiquei receando a tua derradeira caricia,

Nos teus doces braços me embalas de paixão servida.

Não queria acreditar no que os teus olhos me diziam,

Que a paz e a felicidade em sonhos de amor venceriam,

Olhar enigmático terno e meigo que me alimenta o desejo,

De conseguir um beijo teu minha donzela num lampejo.

Não queria acreditar na pureza emanada do teu corpo,

Objecto do meu louco desejo por tocar-te em devaneio,

O delírio que dele transparece em formusura tão fina,

Ai como queria perder-me e só ter como farol tua pele.


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