Intérprete do meu olhar entre parenteses
Sou interprete, sim.
Da vida que ouso criar...
Aventar... Aventurar.
Sou tão imensa ao
Expandir meu olhar
Mundo grande este alcançado
Cheio de closes e de ZOONS
feito de micros macros
em
UM
Olho que sabe sem ver
finitos... Infindos
preenchidos do
mistérioso
ser
ou
não ser
E O QUE?
simples
fácil
comUM
Macro Olhar
Ao ver o infindo nano segundo
passar
com tempo
de sobra
que já vai longe
atrelei-me as réguas
as regras
as horas
que
voam
e escoam
entre os espaços milimetrados
Que ciência é esta, a tentar me intimidar?
Esfregando-me na cara...
Que pequeno é imenso e grande!
Que a via láctea é micro, dentro do infinito espacial
Provas não convincentes...
De um nada, entre parenteses
DEUS meu!
DEUS, que meu olhar não revela.
Há Deus inicio?
Meio ou
Final?
Meu olhar sabe que sim.
Abro um parentese.
Este Deus é
Criado por mim,
Velho e de longas barbas brancas.
Este sim meus olhos veem
Nas obras de um certo, Da Vince.
Fora dos limites do meu olhar ocular,
Lá... BEM mais e mais longe...
ELE,
Não eu,
Repousa.
Consciente do abismo que nos cega,
E no impreciso tempo, sem lugar de fato.
Um vago intuído olhar...
Há que se ter
A nos inspirar a imaginação fugaz.
Um terceiro olho a olhar,
Onde? Ver o quê?
Se não há movimento...
Nem eu... Nem nada!
Como é difícil ser DEUS...
Imagino.
Como é possível a um homem atômico,
Repousar NáELE...
Conscientemente
Com olhar de terceira dimensão?
Fecho parenteses
Teka Barreto
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