Eu e a vida
Ella Lorenza
Amiga minha mesma não sou,
Me falta sempre um não sei o que de vida,
Uma vontade, um respirar macio.
Judio? Me faço pequena e me enterro,
sou rala vivendo pelas bordas.
Me falta vida dada,
certo sentido, alguma certeza.
Um olhar para dentro, saber de alguma coisa.
Ver sem deixar de enxergar,
Sou sempre pelas metades,
sem talentos de viver.
Passo pelo resto dos caminhos,
beiro a vida e ela me beira, me abandona.
Passa batida, um esbarro, negligenciando
o ser, me indifere.
Insisto ralhando comigo e também com
a vida.
Mas nessas tristezas periódicas, acho beleza,
coisas vidas nessa vida meio morte,
aparições encantadas.
Procuro disfarçadamente essa beleza,
esse espírito,
para me fazer viva também.
Um dia eu mesma me acharia coisa inteira,
coisa viva?
Me falta sempre um não sei o que de vida,
Uma vontade, um respirar macio.
Judio? Me faço pequena e me enterro,
sou rala vivendo pelas bordas.
Me falta vida dada,
certo sentido, alguma certeza.
Um olhar para dentro, saber de alguma coisa.
Ver sem deixar de enxergar,
Sou sempre pelas metades,
sem talentos de viver.
Passo pelo resto dos caminhos,
beiro a vida e ela me beira, me abandona.
Passa batida, um esbarro, negligenciando
o ser, me indifere.
Insisto ralhando comigo e também com
a vida.
Mas nessas tristezas periódicas, acho beleza,
coisas vidas nessa vida meio morte,
aparições encantadas.
Procuro disfarçadamente essa beleza,
esse espírito,
para me fazer viva também.
Um dia eu mesma me acharia coisa inteira,
coisa viva?
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