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Antonio Danilo Herculles
À correnteza
Se a casa cair,
Pode ser uma boa deixar até mesmo o local,
Mudar o sentido da tua correnteza,
Pois as vezes ao cair nem mesmo a terra terá a mesma firmeza,
Poderá perder até mesmo sustento.
O desistir também é humano,
Trata de reconhecer a si mesmo e seus limites..
Usarmos a esperteza de começar do zero nos diz respeito não de ser mais ou menos feliz,
Mas sim, diz respeito a vida, ao ato fascinante de estar vivo.
Pode ser uma boa deixar até mesmo o local,
Mudar o sentido da tua correnteza,
Pois as vezes ao cair nem mesmo a terra terá a mesma firmeza,
Poderá perder até mesmo sustento.
O desistir também é humano,
Trata de reconhecer a si mesmo e seus limites..
Usarmos a esperteza de começar do zero nos diz respeito não de ser mais ou menos feliz,
Mas sim, diz respeito a vida, ao ato fascinante de estar vivo.
972
natalia nuno
poema d'amor...
reviver meus versos abandonados
carregados de sonhos dourados
ouvir com alegria ou tristeza
ecos do passado
um caudal na memória
esquecer os temores e ansiedades
e morrer feliz nas saudades
estancar a tristeza
e ter a certeza
que amanhã será um novo dia.
esquecer tudo o que me obscurecia
e num poema d'amor
cantar minha alegria.
natália nuno
carregados de sonhos dourados
ouvir com alegria ou tristeza
ecos do passado
um caudal na memória
esquecer os temores e ansiedades
e morrer feliz nas saudades
estancar a tristeza
e ter a certeza
que amanhã será um novo dia.
esquecer tudo o que me obscurecia
e num poema d'amor
cantar minha alegria.
natália nuno
311
natalia nuno
estrela... perdida
num tempo emprestado
permaneço a ele atada,
minha estrela perdida
num céu de tudo e de nada.
meu sorriso é
uma envergonhada manhã
nasce e morre cinzenta,
trago saudade de mim...
uma dor fina no peito, que
mal se aguenta
e parece não ter fim.
num vazio tropeço
o pensamento fantasma
que mal conheço.
sou eu e não sou!
o que tenho a perder
se nada restou?!
natalia nuno
permaneço a ele atada,
minha estrela perdida
num céu de tudo e de nada.
meu sorriso é
uma envergonhada manhã
nasce e morre cinzenta,
trago saudade de mim...
uma dor fina no peito, que
mal se aguenta
e parece não ter fim.
num vazio tropeço
o pensamento fantasma
que mal conheço.
sou eu e não sou!
o que tenho a perder
se nada restou?!
natalia nuno
314
Alberto de Castro
BRILHO
Nem o brilho do ouro,
nem o brilho do mar,
nem o brilho do sol,
nem o brilho do luar,
nada supera
o brilho do seu olhar.
nem o brilho do mar,
nem o brilho do sol,
nem o brilho do luar,
nada supera
o brilho do seu olhar.
523
natalia nuno
escoam-se os dias...
Como um rosário de contas
escoam-se os dias sempre iguais
como é inconveniente pensar demais!
o coração é uma hera que sobrevive
ao tempo, à geada,
trago ainda o aroma a terra molhada
e a saudade como recompensa
galopando no meu peito...imensa!
o tempo passa resmungando
escapa-se por entre os dedos
enquanto o coração se apressa
a bater palpitando...
aos ouvidos,
surgem meus medos
emoções, nostalgia dolorosa
momentos de alheamento, desprendimento
passa por mim a brisa morna do outono
morre-me a voz na garganta
fica ermo o pensamento.
ao despertar do sono
é como se tudo, não existisse mais
escoam-se os dias sempre iguais
eu pássaro sem orientação
perdido, voando até à exaustão
ainda assim vou sonhando, pois
do sonho não posso nem quero abrir mão.
natalia nuno
escoam-se os dias sempre iguais
como é inconveniente pensar demais!
o coração é uma hera que sobrevive
ao tempo, à geada,
trago ainda o aroma a terra molhada
e a saudade como recompensa
galopando no meu peito...imensa!
o tempo passa resmungando
escapa-se por entre os dedos
enquanto o coração se apressa
a bater palpitando...
aos ouvidos,
surgem meus medos
emoções, nostalgia dolorosa
momentos de alheamento, desprendimento
passa por mim a brisa morna do outono
morre-me a voz na garganta
fica ermo o pensamento.
ao despertar do sono
é como se tudo, não existisse mais
escoam-se os dias sempre iguais
eu pássaro sem orientação
perdido, voando até à exaustão
ainda assim vou sonhando, pois
do sonho não posso nem quero abrir mão.
natalia nuno
312
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Vitrais
Há tanta vida na vida,
Que chega doer o existir,
Quando os olhares se tornam cegos,
Emoções supérfluas,
Nos corações empedernidos.
São tantos sábios,
Que a sabedoria se fez muda,
Observando o tempo,
Prantear os seus mortos,
Em seus últimos discursos,
Engasgados em suas palavras.
Há tantas sementes sem chão,
Árvores daninhas,
Que a natureza geme em silêncio,
Perscrutando as raízes mais profundas,
Em busca de esperança.
Há tanta gente lá fora,
Desejando um pouco de amor,
Enquanto quem os tem não sabe de si,
Beijam o vento na noite mais fria,
Abraçam a tormenta em suas almas,
Enamorando-se da arrogância que os consome.
Há tantas cores sem aquarela,
Tantos céus sem nuvens,
Noites sem estrelas,
Que a beleza se aquebranta,
No mais longíquo desejo de felicidade,
Observando os avaros em seus reclames,
Os que não tem clamando de fome,
Da caridade, do abraço e da amizade,
De comida do mais simples gérmen;
Amor entre as gentes.
Que chega doer o existir,
Quando os olhares se tornam cegos,
Emoções supérfluas,
Nos corações empedernidos.
São tantos sábios,
Que a sabedoria se fez muda,
Observando o tempo,
Prantear os seus mortos,
Em seus últimos discursos,
Engasgados em suas palavras.
Há tantas sementes sem chão,
Árvores daninhas,
Que a natureza geme em silêncio,
Perscrutando as raízes mais profundas,
Em busca de esperança.
Há tanta gente lá fora,
Desejando um pouco de amor,
Enquanto quem os tem não sabe de si,
Beijam o vento na noite mais fria,
Abraçam a tormenta em suas almas,
Enamorando-se da arrogância que os consome.
Há tantas cores sem aquarela,
Tantos céus sem nuvens,
Noites sem estrelas,
Que a beleza se aquebranta,
No mais longíquo desejo de felicidade,
Observando os avaros em seus reclames,
Os que não tem clamando de fome,
Da caridade, do abraço e da amizade,
De comida do mais simples gérmen;
Amor entre as gentes.
1 199
natalia nuno
sulcos na pele...
com o rodar dos ponteiros dia e noite,
noite e dia vai-nos marcando a pele,
levou-nos da primavera o mel
e deixou-nos na selva da idade solitária,
com saudade...
fomo-nos habituando e convertendo
num frio de estátuas
e ante uma lágrima que nos afoga,
nos supomos sós e ignorados...
é o efeito do tempo que por nós passa
sem que demos por ele
amanhã mais uma ruga inscrita
mais uma ideia transviada
e a memória das palavras apagada.
natália nuno
noite e dia vai-nos marcando a pele,
levou-nos da primavera o mel
e deixou-nos na selva da idade solitária,
com saudade...
fomo-nos habituando e convertendo
num frio de estátuas
e ante uma lágrima que nos afoga,
nos supomos sós e ignorados...
é o efeito do tempo que por nós passa
sem que demos por ele
amanhã mais uma ruga inscrita
mais uma ideia transviada
e a memória das palavras apagada.
natália nuno
297
ester_ramos17
Tempestade
Eu sinto frio,
mas não frio do lado de fora,
frio do lado de dentro, frio na morada do ser.
Tão contraditório, pois minha alma está quente,
quente de desespero e solidão!
mas não frio do lado de fora,
frio do lado de dentro, frio na morada do ser.
Tão contraditório, pois minha alma está quente,
quente de desespero e solidão!
206
RicardoC
ÀS CLARAS
ÀS CLARAS
AQUINO:
Não se pode negar que te desejo,
Embora diga não mais te querer.
Pois tudo em ti me atrai tão-logo vejo
Meus olhos em teus olhos sem querer.
CLARA:
Sei que foges dos meus olhos. Sim, eu sei!
Tentas dissimular e me esconder
O que sentes sob tão obtusa lei,
Que faz do amor um jogo de poder.
AQUINO:
Não quero mais dizer que não te quero
E mesmo que não possa ou que não deva
Sem mais nada esperar, ainda espero
Do que já me foi luz e agora é treva...
CLARA:
Não há treva que dure: Vem a aurora!
O amor que fere é o mesmo que sara...
Permite que a verdade surja agora
E transforme estas trevas em luz clara.
AQUINO:
Sim, Clara, se me tomas pela mão,
Falando enfim à minha fantasia,
Talvez finja que não finjo a emoção
De tua fala feita de poesia.
Se finjo não saber que te desejo
E minto a te dizer que não te quero,
Sei que nada te impede um outro beijo
Ou de dizer que tudo fora invero.
CLARA:
Deixa apenas falar ao coração
O mel que me derrama pela boca
Da impossível poética em canção,
Que então dentro de mim agora toca.
Deixa que minha boca toque à tua
No encontro pleno d'uma estrofe muda:
Seja poesia a minha carne nua
E seja luz minh'alma em ti desnuda!
Belo Horizonte - 18 12 2016
AQUINO:
Não se pode negar que te desejo,
Embora diga não mais te querer.
Pois tudo em ti me atrai tão-logo vejo
Meus olhos em teus olhos sem querer.
CLARA:
Sei que foges dos meus olhos. Sim, eu sei!
Tentas dissimular e me esconder
O que sentes sob tão obtusa lei,
Que faz do amor um jogo de poder.
AQUINO:
Não quero mais dizer que não te quero
E mesmo que não possa ou que não deva
Sem mais nada esperar, ainda espero
Do que já me foi luz e agora é treva...
CLARA:
Não há treva que dure: Vem a aurora!
O amor que fere é o mesmo que sara...
Permite que a verdade surja agora
E transforme estas trevas em luz clara.
AQUINO:
Sim, Clara, se me tomas pela mão,
Falando enfim à minha fantasia,
Talvez finja que não finjo a emoção
De tua fala feita de poesia.
Se finjo não saber que te desejo
E minto a te dizer que não te quero,
Sei que nada te impede um outro beijo
Ou de dizer que tudo fora invero.
CLARA:
Deixa apenas falar ao coração
O mel que me derrama pela boca
Da impossível poética em canção,
Que então dentro de mim agora toca.
Deixa que minha boca toque à tua
No encontro pleno d'uma estrofe muda:
Seja poesia a minha carne nua
E seja luz minh'alma em ti desnuda!
Belo Horizonte - 18 12 2016
221
Antonio Danilo Herculles
Vamos fazer isso direito!
Não se engane sobre esta vida e suas ilusões,
Todo fazer é uma morte,
Toda ação é uma sentença,
Um minuto a mais ou a menos não faz diferença..
Não agir é uma morte do mesmo jeito,
Com efeito, sem preconceito Escolha,
Mas vamos fazer isso direito...
Todo fazer é uma morte,
Toda ação é uma sentença,
Um minuto a mais ou a menos não faz diferença..
Não agir é uma morte do mesmo jeito,
Com efeito, sem preconceito Escolha,
Mas vamos fazer isso direito...
816
ania_lepp
Embriaguês...
No breu das madrugadas,
no silêncio das coisas,
teimo te encontrar e divago...
...e do passado te trago
e em saudades naufrago...
...e em versos de amor me alago
e neles, ainda te venero e afago...
...e no silêncio das coisas,
de vãs e tolas esperanças
então, me embriago...
(ania)
(Ouvindo My Immortal - Evanescence)
https://www.youtube.com/watch?v=upl4x_FBbJ8
no silêncio das coisas,
teimo te encontrar e divago...
...e do passado te trago
e em saudades naufrago...
...e em versos de amor me alago
e neles, ainda te venero e afago...
...e no silêncio das coisas,
de vãs e tolas esperanças
então, me embriago...
(ania)
(Ouvindo My Immortal - Evanescence)
https://www.youtube.com/watch?v=upl4x_FBbJ8
403
natalia nuno
meditação...
Celebra-se a chuva
agitam-se os ares
fica teu alento humedecido
teus passos seguros
se assim o desejares...
o pulsar do sol
faz parte do teu dia
e na tua essência de terra
íntima festa com a natureza,
assim tua vida seria...
ao despertar o alvor
um raminho de giesta
na almofada... com amor,
e o sopro da brisa ao ouvido
continuaria a festa
numa melodia alada,
e a felicidade tão livre
faria sentido...
natália nuno
agitam-se os ares
fica teu alento humedecido
teus passos seguros
se assim o desejares...
o pulsar do sol
faz parte do teu dia
e na tua essência de terra
íntima festa com a natureza,
assim tua vida seria...
ao despertar o alvor
um raminho de giesta
na almofada... com amor,
e o sopro da brisa ao ouvido
continuaria a festa
numa melodia alada,
e a felicidade tão livre
faria sentido...
natália nuno
268
natalia nuno
a(braços) com a saudade...
Lembro a aldraba da porta
lembro da candeia acesa
concentrada vou estranhando
não ver a família ceando
será que já está morta?
Essa é a cruel certeza!
Pelo postigo olho o firmamento
e no telhado em frente
ainda o velho cata-vento,
cheira a morno a madrugada
anjos habitam a capela mor
Esquecida? Só minha memória!
Por cada lembrança arrancada
rezo à Srª. da Vitória,
de quem sou devota com amor.
Apanho o tempo encostada à porta
além o rio... mais ao longe
a aldeia engalanada,
a passar vai o cortejo;
lá vou mais viva que morta
pedir à Santa um desejo.
A banda enche a paisagem de sons
e as raparigas vaidosas porque é festa
vestem de mil tons
e os rostos antigos voltam à rua
sinto-os sonolentos, de voz sumida
alguma debilidade,
efémeros momentos de felicidade
agora tristeza... no coração a saudade!
Tantos anos...tantos passos!
Meus sentimentos estão baços
as paredes com bolor
fotografias na parede a envelhecer
descubro rostos pendurados
puxo a aldraba da porta
toda a sua gente morta
só ela não vai morrer,
tantos anos...tantos passos!
Meus sentimentos estão baços.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=263114 © Luso-Poemas
lembro da candeia acesa
concentrada vou estranhando
não ver a família ceando
será que já está morta?
Essa é a cruel certeza!
Pelo postigo olho o firmamento
e no telhado em frente
ainda o velho cata-vento,
cheira a morno a madrugada
anjos habitam a capela mor
Esquecida? Só minha memória!
Por cada lembrança arrancada
rezo à Srª. da Vitória,
de quem sou devota com amor.
Apanho o tempo encostada à porta
além o rio... mais ao longe
a aldeia engalanada,
a passar vai o cortejo;
lá vou mais viva que morta
pedir à Santa um desejo.
A banda enche a paisagem de sons
e as raparigas vaidosas porque é festa
vestem de mil tons
e os rostos antigos voltam à rua
sinto-os sonolentos, de voz sumida
alguma debilidade,
efémeros momentos de felicidade
agora tristeza... no coração a saudade!
Tantos anos...tantos passos!
Meus sentimentos estão baços
as paredes com bolor
fotografias na parede a envelhecer
descubro rostos pendurados
puxo a aldraba da porta
toda a sua gente morta
só ela não vai morrer,
tantos anos...tantos passos!
Meus sentimentos estão baços.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=263114 © Luso-Poemas
286
natalia nuno
leva-me ao jardim...
hei-de ver chegar a primavera
hei-de cantar
colher malmequeres
e assim, perdida de amor
num tempo sem tempo
se tu quiseres,
leva-me p'la mão
ao jardim,
que tenho medo da solidão.
sem destino
eu menina e tu menino
pensaremos que nosso tempo
jamais foi começado
vamos no caminho certo
esqueçamos o errado
tempo corrói
iludamos a distância
serás o meu perfume
e eu a tua fragrância
caminharemos clandestinos
num sonho só nosso
onde somos meninos...
natalia nuno
hei-de cantar
colher malmequeres
e assim, perdida de amor
num tempo sem tempo
se tu quiseres,
leva-me p'la mão
ao jardim,
que tenho medo da solidão.
sem destino
eu menina e tu menino
pensaremos que nosso tempo
jamais foi começado
vamos no caminho certo
esqueçamos o errado
tempo corrói
iludamos a distância
serás o meu perfume
e eu a tua fragrância
caminharemos clandestinos
num sonho só nosso
onde somos meninos...
natalia nuno
286
natalia nuno
este tempo que me toma...
Transfigurou-me o tempo, me abandono.
Fiquei do outro lado das despedidas
Com tanto silêncio, já me chega o sono
Trago gestos e palavras repetidas.
Goteja o orvalho é já madrugada
E eu indiferente à minha vontade
Trago da vida, a esperança estilhaçada
Sou no tempo a comoção da saudade.
Trago a fronte a latejar
Palavras me saem imprecisas
Este tempo me toma, e eu a deixar
Minhas raivas, em lentidão, indecisas.
Se ando fora do tempo é ousadia
Suspiro p'lo sol que me foge!
Vivo de sonhos e utopia
E peço ao dia que não me deixe por hoje.
Largo meu coração aos ventos
Palavras se estatelam no chão
Borbulham na minha cabeça pensamentos
E insistem as batidas do coração.
E assim, estala de novo em mim a vida
Um tesouro em silêncio abandonado
Como se voltasse ao ponto de partida
Ao final deste caminho traçado.
natalia nuno
266
natalia nuno
alma da saudade...
momentos sem ti
sinto bater o frio, ou de esperança
tremi?
até a noite se esconde
ao ver-me esperar-te
e meu coração é como um cão cego
a chamar-te
sigo errante, dói na memória
lembrar-te
já não é límpida a minha visão
já meu mundo está perdido
só trago na lembrança
um sentido...o de amar-te
guardado como milagre
trago esse amor na minha saudade
ao recordar-te...
uma tremura na pele
e uma estranha inquietação
na folha de papel.
natalia nuno
sinto bater o frio, ou de esperança
tremi?
até a noite se esconde
ao ver-me esperar-te
e meu coração é como um cão cego
a chamar-te
sigo errante, dói na memória
lembrar-te
já não é límpida a minha visão
já meu mundo está perdido
só trago na lembrança
um sentido...o de amar-te
guardado como milagre
trago esse amor na minha saudade
ao recordar-te...
uma tremura na pele
e uma estranha inquietação
na folha de papel.
natalia nuno
305
rebeka
Amar ou Não Amar
Oque é amar ? uma coisa um sentimento inexplicável n sei como explicar só doi quando vc ve a pessoa que ''gosta'' com outra ou outro n sei como seguir em frente mas a vida é cheia de escolhas n tem só uma pessoa nesse mundo mas eu queria que sim e só fosse nos dois nem td sai como planejamos mas a vida se segue se conquista se ama fazemos td por uma pessoa que nem sabe se nos ver ou se consegue nos ver td isso n faz sentido só quero que a pessoa me ame n me abandone tem uma música que fala ''odeio amar você'' n é vdd o amar doi sim mas como td o sentimento ele te controi de novo vc nasce de novo vc nunca existiu até encontra-lo falamos em encontrar a pessoa certa mas a pessoa certa n existe, existe uma pessoa que vai te amar como ninguém e está te esperando é so esperar ela vim até vc e n vc até ela ''vou acabar sozinho(a)'' as palavras que td mundo fala mas n esta sozinho a pessoa ta bem aí so basta ver com outro olhar com outra forma n deixe que a vida que as pessoas te façam cair e pensar que ficara sozinho(a) pq vc n vai,a vida tem várias fases vc precisa resistir a todas elas a pessoa que vc ve é como uma coisa que mudara sua vida ela(e) te fara outra pessoa uma vida que so teriam vcs dois uma vida que n existe angústia uma vida que o amor é o ar(é preciso para sobreviver)...isso n acaba assim é só apenas o começo!...
197
Gabriele Gato
Flor
Flor, que bom é o sol
Mas esse te queima
Flor, que bom é a água
Mas esse te afoga
Flor, que bom é o frio
Mas esse te apaga
Flor, que bom é a sombra
Mas esse te mata
Flor, não desista do que te machuca
Apenas não foque em um só deles
Aproveite todos igualmente.
E viva!
Mas esse te queima
Flor, que bom é a água
Mas esse te afoga
Flor, que bom é o frio
Mas esse te apaga
Flor, que bom é a sombra
Mas esse te mata
Flor, não desista do que te machuca
Apenas não foque em um só deles
Aproveite todos igualmente.
E viva!
325
ania_lepp
Por que?
Por que?
Por que não vens preencher
minhas mãos
e habitar meu coração?
Por que não te fazes presença,
invasor da minha solidão,
senhor do meu tempo
e do meu coração?
Por que não te fazes versos
em meu solitário coração?
(ania)
(Ouvindo Silence in everywhere - Euphoria)
https://www.youtube.com/watch?v=u72aqP2_hxQ
Por que não vens preencher
minhas mãos
e habitar meu coração?
Por que não te fazes presença,
invasor da minha solidão,
senhor do meu tempo
e do meu coração?
Por que não te fazes versos
em meu solitário coração?
(ania)
(Ouvindo Silence in everywhere - Euphoria)
https://www.youtube.com/watch?v=u72aqP2_hxQ
335
natalia nuno
choviam ventos no pensamento
pequena prosa poética
Quem me dera fechar os olhos, deixar-me adormecer naquele lugar onde os sonhos parecem reais, a escrita é o meu espaço, as palavras por vezes são hesitantes, outras deixam de ser minhas amigas, mas também me fazem reencontrar emoções e eclodem em mim visões daquele outro espaço, daquele outro tempo que eu gosto de voltar a sentir. Lúcida carrego dia a dia o fardo de ver-me envelhecer que é assim uma espécie de tortura, e à medida que escrevo minhas lembranças, os pensamentos carregados se atenuam e eu com subtileza aproveito esses momentos, e é então que crio um elo mais forte com o passado e com o lugar onde nasci.
Absorvo-me na contemplação, de coisas infantis algumas bem insignificantes, como por exemplo quando ficava seduzida pelo vento que passava por mim e me dizia coisas ao ouvido, inventava conversas com ele e com leveza me deixava ir, sonhando ser pássaro voando no imenso céu azul, ou então abrindo pequenos botões de papoila para ver se eram meninos ou meninas consoante a cor com que me deparava, se rosa menina, se branco menino, ingenuidade atravessada de alegria, trazia o sol na boca, meus anéis e colares eram de flores, e meu coração era um barco que navegava no sonho.
Tocava as estrelas com os olhos, apaixonava-me pelas cores do arco-íris, era maré inquieta em rebentação, trazia em mim o odor da maresia e a poesia já p'la mão.
natalia nuno
Quem me dera fechar os olhos, deixar-me adormecer naquele lugar onde os sonhos parecem reais, a escrita é o meu espaço, as palavras por vezes são hesitantes, outras deixam de ser minhas amigas, mas também me fazem reencontrar emoções e eclodem em mim visões daquele outro espaço, daquele outro tempo que eu gosto de voltar a sentir. Lúcida carrego dia a dia o fardo de ver-me envelhecer que é assim uma espécie de tortura, e à medida que escrevo minhas lembranças, os pensamentos carregados se atenuam e eu com subtileza aproveito esses momentos, e é então que crio um elo mais forte com o passado e com o lugar onde nasci.
Absorvo-me na contemplação, de coisas infantis algumas bem insignificantes, como por exemplo quando ficava seduzida pelo vento que passava por mim e me dizia coisas ao ouvido, inventava conversas com ele e com leveza me deixava ir, sonhando ser pássaro voando no imenso céu azul, ou então abrindo pequenos botões de papoila para ver se eram meninos ou meninas consoante a cor com que me deparava, se rosa menina, se branco menino, ingenuidade atravessada de alegria, trazia o sol na boca, meus anéis e colares eram de flores, e meu coração era um barco que navegava no sonho.
Tocava as estrelas com os olhos, apaixonava-me pelas cores do arco-íris, era maré inquieta em rebentação, trazia em mim o odor da maresia e a poesia já p'la mão.
natalia nuno
271
natalia nuno
a magia das palavras...
o poder mágico das palavras
sinto-o de forma intensa
é um caminho que leva aos céus
onde me sinto a sós com Deus
no silêncio, na noite estrelada
as estrelas são lembranças
passam na mente em procissão
fazem estremecer meu coração
palavras num tempo sequioso
de afectos, amor e esperança
passam os dias, nada descortino
a alegria é um ribeiro a secar
um pássaro voando é o destino
as horas são segundos a passar
e o futuro cada vez mais reduzido
mais decadente, mais incerto
trazendo a morte por perto,
mas, poeta quero cantar a vida
flores do jardim, levantar a esperança
colher o trigo, fazer do poema abrigo
há nas palavras recado para mim
embarco nelas sem regresso
falam-me dum tempo sem fim
aonde hei-de chegar e me encontrar
e aí recordarei tudo o que soube amar
efeito mágico da palavra me irá prolongar
para além da vida, para além do tempo
como raio todo o dia alvorecido,
como as aves que sempre voltam
revoando p'los ares alvas e leves se soltam.
natalia nuno
sinto-o de forma intensa
é um caminho que leva aos céus
onde me sinto a sós com Deus
no silêncio, na noite estrelada
as estrelas são lembranças
passam na mente em procissão
fazem estremecer meu coração
palavras num tempo sequioso
de afectos, amor e esperança
passam os dias, nada descortino
a alegria é um ribeiro a secar
um pássaro voando é o destino
as horas são segundos a passar
e o futuro cada vez mais reduzido
mais decadente, mais incerto
trazendo a morte por perto,
mas, poeta quero cantar a vida
flores do jardim, levantar a esperança
colher o trigo, fazer do poema abrigo
há nas palavras recado para mim
embarco nelas sem regresso
falam-me dum tempo sem fim
aonde hei-de chegar e me encontrar
e aí recordarei tudo o que soube amar
efeito mágico da palavra me irá prolongar
para além da vida, para além do tempo
como raio todo o dia alvorecido,
como as aves que sempre voltam
revoando p'los ares alvas e leves se soltam.
natalia nuno
340
natalia nuno
não olhes mais o retrato...
Não olhes mais o retrato
Deixa-o longe do teu olhar
Se o olho a chorar desato
E não são horas de chorar.
Tens-me aqui de corpo inteiro
O retrato, pouca importância tem
Tens meu perfume, meu cheiro.
Deixa-o ficar!?
Na moldura como refém.
Ele tem o que me falta a mim
Eu tenho o que lhe falta a ele?!
Mas se me quiseres assim!
Com jeitinho?!
Verás não perdi o mel.
Esquece a do retrato formosa!?
Vem até mim e me estreita
Já vi murchar muita rosa
Mudando a àgua, se ajeita...
Volta a ser flor mimosa!
Se estivermos em harmonia?!
Esqueces que ela existiu já
Nesse papel, ela é fria?!
Deixa-a!?
Vem caminhando p'ra cá.
rosafogo
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Deixa-o longe do teu olhar
Se o olho a chorar desato
E não são horas de chorar.
Tens-me aqui de corpo inteiro
O retrato, pouca importância tem
Tens meu perfume, meu cheiro.
Deixa-o ficar!?
Na moldura como refém.
Ele tem o que me falta a mim
Eu tenho o que lhe falta a ele?!
Mas se me quiseres assim!
Com jeitinho?!
Verás não perdi o mel.
Esquece a do retrato formosa!?
Vem até mim e me estreita
Já vi murchar muita rosa
Mudando a àgua, se ajeita...
Volta a ser flor mimosa!
Se estivermos em harmonia?!
Esqueces que ela existiu já
Nesse papel, ela é fria?!
Deixa-a!?
Vem caminhando p'ra cá.
rosafogo
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alves98
Expressão!
Não deixem a voz morrer
A voz é a alma
O silêncio uma maldição
Prejudica-se a si mesmo
Fale
Grite
Ande
Para
Agite
Ampare
A vida depende dos verbos
De ações
A linguagem precede a salvação da alma
é preciso expressar-se
Ao menos com o uivo desgraçado
Por favor
Não morram sufocados
Gritem os sentimentos
Nem que seja para o som dos ventos.
Não cale-le em um dia angustiado
Fale com o vento
Com as árvores
Com o tempo
Não fique sozinho
No lamento
Somos união
De átomos
Moléculas
Células
Tecidos. ..
Não temos como ser só um, somos união de partes.
Aparecida Alves
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natalia nuno
a ti me dou...
olha-me nos olhos firmemente
tudo neles te revelo
este amor que acalento
denso como as águas do mar
arco-íris no firmamento
que o tempo levará
mas devagar
toda a ti me dou
de ti tudo espero
como o moinho espera o vento
é assim este amor que acalento
natalia nuno
tudo neles te revelo
este amor que acalento
denso como as águas do mar
arco-íris no firmamento
que o tempo levará
mas devagar
toda a ti me dou
de ti tudo espero
como o moinho espera o vento
é assim este amor que acalento
natalia nuno
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