Lista de Poemas
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Heinrick
Ass: assino
Matei
Escondi os fatos
Enterrei
Neguei tais atos
Escondi os fatos
Enterrei
Neguei tais atos
Nunca acharam o corpo, nem a consiência
Não há mal, era um porco, sem vivência
PORRA, ERAM MEUS sentimentos
893
thatgirlbib2
O que eu sou com você (eu)
Tudo bem não me amar mais (nada bem)
Eu entendo que não sou interessante e que você não me queira mais (não entendo)
Gostaria de passar toda a minha vida com você, não ligo pros outros, quero você de volta, te quero e necessito de você, eu te amo do jeito que você é (era)
Mas tudo tem que mudar (não tem)
E eu deveria aproveitar mais quando tudo era melhor (deveria)
Eu entendo que não sou interessante e que você não me queira mais (não entendo)
Gostaria de passar toda a minha vida com você, não ligo pros outros, quero você de volta, te quero e necessito de você, eu te amo do jeito que você é (era)
Mas tudo tem que mudar (não tem)
E eu deveria aproveitar mais quando tudo era melhor (deveria)
214
natalia nuno
a minha musa... trovas
É minha musa a saudade
Por causa dela chorei
E logo depois mais tarde
Tive saudade e cantei.
Nostalgia me afaga a vida
Deixa embalar na esperança
Lembro a infância querida
E o riso solto de criança.
É minha musa a saudade
Tive saudade e cantei
E logo depois mais tarde
Por causa dela chorei.
Saudade da Mocidade
Saudade que não sarei
Na madureza da idade?!
Só a saudade cantarei.
Saudade exala o perfume
Das folhas do madrugar
Ela ouve meu queixume
Faz-me rir, faz-me chorar.
Na noite a saudade vem
Prende-se no meu cabelo
Eu e ela e mais ninguém
Sabe que ardo no seu gelo.
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=140528 © Luso-Poemas
Por causa dela chorei
E logo depois mais tarde
Tive saudade e cantei.
Nostalgia me afaga a vida
Deixa embalar na esperança
Lembro a infância querida
E o riso solto de criança.
É minha musa a saudade
Tive saudade e cantei
E logo depois mais tarde
Por causa dela chorei.
Saudade da Mocidade
Saudade que não sarei
Na madureza da idade?!
Só a saudade cantarei.
Saudade exala o perfume
Das folhas do madrugar
Ela ouve meu queixume
Faz-me rir, faz-me chorar.
Na noite a saudade vem
Prende-se no meu cabelo
Eu e ela e mais ninguém
Sabe que ardo no seu gelo.
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=140528 © Luso-Poemas
291
Heinrick
Lírica ao assoalho
Queria ficar em silêncio
Porém o mundo não me deixa quieto
Quanto mais tento, mais inquieto
Especulam sobre ôque eu deveria ser
Criticam ôque sou
Especulam sobre ôque eu devereria querer
E Criticam ôque eu quero
Venha verso eu te enrimo
Mas poesia não precisa de rima!
Nem de ritmo
Lirica está sempre acima
Está nervoso?
Porém o mundo não me deixa quieto
Quanto mais tento, mais inquieto
Especulam sobre ôque eu deveria ser
Criticam ôque sou
Especulam sobre ôque eu devereria querer
E Criticam ôque eu quero
Venha verso eu te enrimo
Mas poesia não precisa de rima!
Nem de ritmo
Lirica está sempre acima
Está nervoso?
Que pena o mundo não liga
Que sorte, estou em silêncio não poderia atender
Que sorte, estou em silêncio não poderia atender
901
natalia nuno
e já não somos...
são intensos os momentos
que levo dentro de mim,
já a juventude envelheceu,
hoje sou só o canto do rouxinol,
a vaguear ao acaso nas ramadas da saudade...
caindo na agonia
como quem de tudo se despede
sem prisão, apenas com a paixão
p'la poesia...
que se arrasta ardente nas minhas veias
singela, sem peias,
às vezes envenenada
de saudade, de solidão
mas sempre a sonhar deter
o tempo fugitivo
aquele beijo cativo
o sonho que fomos...
e já não somos!
é a verdade e é tudo
nem o ar, nem a brisa
apenas o esquecimento mudo.
natalia nuno
que levo dentro de mim,
já a juventude envelheceu,
hoje sou só o canto do rouxinol,
a vaguear ao acaso nas ramadas da saudade...
caindo na agonia
como quem de tudo se despede
sem prisão, apenas com a paixão
p'la poesia...
que se arrasta ardente nas minhas veias
singela, sem peias,
às vezes envenenada
de saudade, de solidão
mas sempre a sonhar deter
o tempo fugitivo
aquele beijo cativo
o sonho que fomos...
e já não somos!
é a verdade e é tudo
nem o ar, nem a brisa
apenas o esquecimento mudo.
natalia nuno
214
natalia nuno
súplica à Primavera...
Abre o manto Primavera
Sobre o chão que me viu nascer
Não negues ao meu coração que espera
as flores ver crescer...
Pede ao sol seu hálito ardente
Que alivie o pensamento sombrio
da sombra que sou
Me faça esquecer o tempo fugente
Que os céus ouçam o eco do meu grito vazio.
E me dê um pouco do brilho que a vida
me tirou.
Primavera que te hospedas no meu peito
Quando a oliveira já ostenta o candeio
Nas horas solitárias já sem jeito
Quando ainda aninho o amor no seio.
Estende-me os braços
Traz-me o calor do sol que fecunda a terra
Reconforta meu coração da tristeza que encerra.
Leva aos ausentes de quem lembro meus abraços.
Primavera faz sonhar quem vive
O pouco que tenho... é pouco é nada!
Traz-me a primavera que já tive
Antes que se renda o dia e eu cansada.
Volte eu a a relembrar e a pousar a vista,
esquecendo os dias de viver já gastos.
Aos anos que passam, não há quem resista!
Não voltarão os sonhos castos
que eram como uma benção ou alento,
e já se dissipam como água que corre.
Não sei se acredito ou se invento
Mas enquanto o coração não morre
sonhar será meu doce entendimento.
natalia nuno
Sobre o chão que me viu nascer
Não negues ao meu coração que espera
as flores ver crescer...
Pede ao sol seu hálito ardente
Que alivie o pensamento sombrio
da sombra que sou
Me faça esquecer o tempo fugente
Que os céus ouçam o eco do meu grito vazio.
E me dê um pouco do brilho que a vida
me tirou.
Primavera que te hospedas no meu peito
Quando a oliveira já ostenta o candeio
Nas horas solitárias já sem jeito
Quando ainda aninho o amor no seio.
Estende-me os braços
Traz-me o calor do sol que fecunda a terra
Reconforta meu coração da tristeza que encerra.
Leva aos ausentes de quem lembro meus abraços.
Primavera faz sonhar quem vive
O pouco que tenho... é pouco é nada!
Traz-me a primavera que já tive
Antes que se renda o dia e eu cansada.
Volte eu a a relembrar e a pousar a vista,
esquecendo os dias de viver já gastos.
Aos anos que passam, não há quem resista!
Não voltarão os sonhos castos
que eram como uma benção ou alento,
e já se dissipam como água que corre.
Não sei se acredito ou se invento
Mas enquanto o coração não morre
sonhar será meu doce entendimento.
natalia nuno
298
Raquel Ordones
Lixeiro
Correndo pelas ruas; trança-trança.
Lança-se seguro ao caminhão,
Desce e sobe cidade inteira avança,
E se cansa. Chão ao alto, alto ao chão.
É ação permanente, noite e dia.
É ousadia em rir cantarolar,
Passar um tanto célere, judia,
Desafia; o seu corpo a difamar.
Ilustrar seus caminhos, assim faz,
É cartaz. Limpa tudo no capricho,
Tem buchicho: é coisa que lhe apraz?
Atrás da condução com ganho micho,
É nicho com mau cheiro, tão mordaz,
Putrefaz valor, coletor de lixo.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
690
natalia nuno
pequena prosa poética...
o rendilhado das ondas apagam com suavidade as marcas deixadas na areia, uma nuvem baixa perdida, o crepúsculo cai rápidamente, nem vivalma, apenas o vento a fustigar-lhe o rosto que o tempo impiedoso crivou de rugas à volta dos olhos e da boca, o pensamento baço, buscando sem saber porquê o que tem perante si e não crê...deixa-se passo a passo à mercê das lembranças, tantas canseiras encheram os anos de instantes que enraizaram na mente, deles cativa... sempre que a memória lhos aviva; cai nas malhas da saudade, sabendo que não há regresso, diante dela abre-se um caminho gélido e misterioso e essa ideia deixa-a confrangida, sente por intuição que é breve a vida, cada passo confirma o seu pressentimento, e é assustador o desalento...as emoções num apertado nó, a luz difusa do poente recorta-lhe o rosto e sente-se só, perdeu quase tudo de outrora, aos seus olhos surgia nesta hora nada mais que uma aparência...como que uma terra varrida pelos ventos... uma gaivota a vem saudar, amanhã a aurora vai voltar...desta vez será mais forte que uma haste de milho e não se deixará vergar pelo pensamento.
natalia nuno
http://flortriste1943.blogspot.pt/
natalia nuno
http://flortriste1943.blogspot.pt/
231
Silva
Autocura
Em processo de cura
Na a miúde conduta
De não ler mais os versos seus
Sigo triste tormento
Seus escritos estão sobre a mesa
O vento desfolha suas páginas
Me concentro
Retomo a conduta
Mudo a direção do olhar
Respiro fundo
É um vício, sinto meus nervos saltarem
Espalhados no inconsciente
Da memória presente
Corro ao seu encontro
Mais uma vez falho
Seguro contra o peito
Seus versos, devaneios
Parace que vou me alimentar
Acalentar um coração
Que sofre de abandono
Rascunhado por você
Sofro mais uma vez com orgasmos múltiplos
Garrafa vazia, na penumbra desta sala
Entorpecida com a força que usaste na caneta
Preenchendo cada espaço em branco das folhas
Durmo então.
Na a miúde conduta
De não ler mais os versos seus
Sigo triste tormento
Seus escritos estão sobre a mesa
O vento desfolha suas páginas
Me concentro
Retomo a conduta
Mudo a direção do olhar
Respiro fundo
É um vício, sinto meus nervos saltarem
Espalhados no inconsciente
Da memória presente
Corro ao seu encontro
Mais uma vez falho
Seguro contra o peito
Seus versos, devaneios
Parace que vou me alimentar
Acalentar um coração
Que sofre de abandono
Rascunhado por você
Sofro mais uma vez com orgasmos múltiplos
Garrafa vazia, na penumbra desta sala
Entorpecida com a força que usaste na caneta
Preenchendo cada espaço em branco das folhas
Durmo então.
501
Raquel Ordones
Homem bonito
Eu negrito: é quem dá a atenção.
Coração leve, humor bem desprendido,
Evoluído, boa percepção,
Mão que ajuda. Sem ser um exibido.
É colorido o espírito, e verdade,
Seriedade enorme qual menino,
Peregrino saber; causa saudade,
Sem idade, seu riso em desatino.
Tem o tino em detalhes, sutileza,
Surpresa. Lembrar datas é perito.
No quesito ciúme não à mesa.
Com fineza, só ao fim, conflito,
Mito é perfeição, sem ser nobreza,
Acesa luz. E assim, homem bonito.
ღRaquel Ordonesღ #Ordonismo
Uberlândia MG
1 035
natalia nuno
estado d'alma...
toda a água que cabe num cântaro
não cabe nos meus olhos
é este o meu estado de alma.
as nuvens se desfolham
geladas de amargura
jazem na terra dura,
e a dominam,
tal qual meus sonhos
me levam à loucura,
fico na sombra
sou fantasma de mim
sou a infância que me corre
nas veias
sou o vai vem entre o presente
e o passado
sou o vivido e o sonhado
sou o sonho e a quimera,
sou por quem o tempo
não espera...
sou a imensa solidão
o medo do vazio
a despedida do verão
sou agora... o inverno frio.
sou o fim da viagem
sou a que segue de mão estendida
a que se perdeu da imagem
sou lembrança duma vida.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245380 © Luso-Poemas
não cabe nos meus olhos
é este o meu estado de alma.
as nuvens se desfolham
geladas de amargura
jazem na terra dura,
e a dominam,
tal qual meus sonhos
me levam à loucura,
fico na sombra
sou fantasma de mim
sou a infância que me corre
nas veias
sou o vai vem entre o presente
e o passado
sou o vivido e o sonhado
sou o sonho e a quimera,
sou por quem o tempo
não espera...
sou a imensa solidão
o medo do vazio
a despedida do verão
sou agora... o inverno frio.
sou o fim da viagem
sou a que segue de mão estendida
a que se perdeu da imagem
sou lembrança duma vida.
natalia nuno
rosafogo
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293
natalia nuno
a música que me habitava....
A minha história é uma história comum a qualquer criança que nasce no campo coabita com a natureza desde logo que abre os olhos, e repara nas peónias a rebentar no canteiro, olha as árvores que se enchem de folhas verdes porque rebentam na primavera e esta acabou de chegar, olha o sol iluminando a relva verde dos campos, mastiga um pouco de pão cozido no forno comunitário e quando assim é, nada pode esquecer-se p'la vida fora, nem nada pode mudar-se tal qual não se muda a cor dos olhos ou o perfil do nariz.
A carroça já está pronta para se pôr em marcha, hoje há feira na Golegã e lá vamos todos, com um bom farnel passar o dia, meu pai deixa-me pegar nas rédeas e conduzir a carroça sob o seu olhar atento, e pelo caminho as flores silvestres são um acontecimento para mim, assim como a chegada à feira ao olhar outras crianças de lugares vizinhos. Recebo como mimo duas fiadas de pinhões que penduro ao pesçoço, um algodão doce delicioso e nas trémulas portas do meu olhar surge um brilhozinho de alegria.
À volta venho contente, chegamos já noite apresso-me a descer mas com cuidado da carroça, o sono chega, faço a despedida com um abraço a meu pai e vou descansar num colchão feito de palha de milho bem escamisada e limpa pela mãe.
Era nesta idade que eu tinha um segredo, possuía um piano onde dedilhava enquanto não adormecia, piano que fazia as minhas delícias, não ousava partilhar com ninguém, tinha até medo que mo tirassem, era um tesouro que guardava e era testemunha do meu encanto pela música que misteriosamente se fazia ouvir dentro de mim.
Segredos acumulados a fazer-se no interior da menina...pela fresta do telhado, uma estrela lhe vinha ler a sina e desejar bons sonhos.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=244695 © Luso-Poemas
A carroça já está pronta para se pôr em marcha, hoje há feira na Golegã e lá vamos todos, com um bom farnel passar o dia, meu pai deixa-me pegar nas rédeas e conduzir a carroça sob o seu olhar atento, e pelo caminho as flores silvestres são um acontecimento para mim, assim como a chegada à feira ao olhar outras crianças de lugares vizinhos. Recebo como mimo duas fiadas de pinhões que penduro ao pesçoço, um algodão doce delicioso e nas trémulas portas do meu olhar surge um brilhozinho de alegria.
À volta venho contente, chegamos já noite apresso-me a descer mas com cuidado da carroça, o sono chega, faço a despedida com um abraço a meu pai e vou descansar num colchão feito de palha de milho bem escamisada e limpa pela mãe.
Era nesta idade que eu tinha um segredo, possuía um piano onde dedilhava enquanto não adormecia, piano que fazia as minhas delícias, não ousava partilhar com ninguém, tinha até medo que mo tirassem, era um tesouro que guardava e era testemunha do meu encanto pela música que misteriosamente se fazia ouvir dentro de mim.
Segredos acumulados a fazer-se no interior da menina...pela fresta do telhado, uma estrela lhe vinha ler a sina e desejar bons sonhos.
natalia nuno
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259
natalia nuno
amor acabado...trovas
vermelho é o azevinho
ao pé da fonte água pura
não retrocedo caminho
levo a vida com bravura
não calo o pensamento
falo de quem muito amei
é grande este sentimento
o amor que te entreguei.
não me trates com desdém
que meu amor já perdeste
era teu... de mais ninguém
e foi pouco o que me deste!
agora que me não queres
não voltes à minha estrada
amor de esmola se queres?
não te posso dar mais nada!
enquanto a ti estive presa
era amor... era paixão...
agora trago a certeza
quero de volta o coração.
esquece lá a tua jura...
quem mais jura mais mente
basta a saudade que tortura
meu coração doidamente...
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=246268 © Luso-Poemas
ao pé da fonte água pura
não retrocedo caminho
levo a vida com bravura
não calo o pensamento
falo de quem muito amei
é grande este sentimento
o amor que te entreguei.
não me trates com desdém
que meu amor já perdeste
era teu... de mais ninguém
e foi pouco o que me deste!
agora que me não queres
não voltes à minha estrada
amor de esmola se queres?
não te posso dar mais nada!
enquanto a ti estive presa
era amor... era paixão...
agora trago a certeza
quero de volta o coração.
esquece lá a tua jura...
quem mais jura mais mente
basta a saudade que tortura
meu coração doidamente...
natalia nuno
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264
Heinrick
Autoestimativo
Vários vivem
Eu existo
Triste tediante
Alarmado arruinado
Algo acharei
Tão tentador
Excitante explêndido
Vou viver vou
Eu existo
Triste tediante
Alarmado arruinado
Algo acharei
Tão tentador
Excitante explêndido
Vou viver vou
930
Escobar Franelas
facho
"facho"
todo beijo é crepúsculo
fecha o dia abre a noite
fecha olhos rasga bocas
fecha-abre tranca-rompe
todo beijo queima o sol
todo beijo tem o tamanho da eternidade
todo beijo é um orgasmo sociável
e é
intermitência entre o ser e o estar
todo beijo é crepúsculo
fecha o dia abre a noite
fecha olhos rasga bocas
fecha-abre tranca-rompe
todo beijo queima o sol
todo beijo tem o tamanho da eternidade
todo beijo é um orgasmo sociável
e é
intermitência entre o ser e o estar
455
natalia nuno
amor é...
o amor é uma seara dócil que treme sob o vento tépido, e dança ao som do coração, deixando uma ternura transbordante, enquanto dura a ventura...
natalia nuno
natalia nuno
323
Raquel Ordones
Ao meu ledor
Em cores escrevo, inda que não entenda.
Legenda do imo em vidas e calores,
Rumores de mim ouvem a alma e fenda,
Sem emenda os sabores e os amores.
Flores semeio em versos com essência,
Aparência é simples, profundeza,
Riqueza que faz dentro permanência,
É vivência, sonhos e proeza.
É fineza, a leitura lisonjeia,
Gorjeia o peito, então doo o meu canto,
Em decanto a carícia que permeia.
E pareia a fortuna, existe encanto,
Santo é o cuidar da minha veia,
Teia da poesia; cobre em manto.
ღRaquel Ordonesღ #Ordonismo
Uberlândia MG
Leitor é um universo que acha os versos
Com ou sem rima absoluta emoção,
Leitor é do poeta a extensão.
1 036
natalia nuno
fechei-me na alma...
fechei-me na alma
meus suspiros tocaram a lua
levados pelo sopro do vento
escondo o que me vai no peito
desilusão nua e crua
confesso que o tempo me apoquenta
e o coração lamenta
a queda vertiginosa
a que não está afeito.
revivo silenciosa,
esta rapidez do tempo,
mas não fecho a porta
ao sonho, refugio-me nele
mesmo no limite do tempo.
no lusco fusco da mente
ainda há um vislumbre
frequente,
da juventude e todo o
seu perfume.
pensamentos que travo e destravo
que vêm e vão
num rodopio do vento
ninguém me tolhe o passo
que ninguém ouse querer
sei bem o que quero e o que
faço
a dor que minto da dor que sinto
nada mais quero, apenas querer...
o quanto baste!
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245688 © Luso-Poemas
meus suspiros tocaram a lua
levados pelo sopro do vento
escondo o que me vai no peito
desilusão nua e crua
confesso que o tempo me apoquenta
e o coração lamenta
a queda vertiginosa
a que não está afeito.
revivo silenciosa,
esta rapidez do tempo,
mas não fecho a porta
ao sonho, refugio-me nele
mesmo no limite do tempo.
no lusco fusco da mente
ainda há um vislumbre
frequente,
da juventude e todo o
seu perfume.
pensamentos que travo e destravo
que vêm e vão
num rodopio do vento
ninguém me tolhe o passo
que ninguém ouse querer
sei bem o que quero e o que
faço
a dor que minto da dor que sinto
nada mais quero, apenas querer...
o quanto baste!
natalia nuno
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249
natalia nuno
pássaro e flor...
lanço os anos ao esquecimento
deixo-me como a água errante
que segue perdida
cujo destino é desvrabar
caminho
que a levará ao mar...
vivo a minha hora
aqui e agora
meu tempo sempre principia
já com séculos de nostalgia,
hoje brota prodigioso
e eu o acolho gota a gota
e a minha memória é
como uma gaivota
voando na ilusão
de manter a harmonia
em meu coração.
soalheiros estão os trigais
como o encanto da vida
ao passado volto uma vez mais
dou à saudade guarida.
e haverá pássaro, flor,
e do vento rumor
que isso não pode morrer!
serei a chama da distância
que me queima o coração,
e este sonho que é iulusão
o elo entre o presente e o
passado.
o pensamento recriado,
cada palavra novo caminho,
semeando sementes de carinho
e sempre na incerteza
serei tudo o que sou sem ser,
na surpresa de ver
o sonho dia após dia renascer.
natalia nuno
deixo-me como a água errante
que segue perdida
cujo destino é desvrabar
caminho
que a levará ao mar...
vivo a minha hora
aqui e agora
meu tempo sempre principia
já com séculos de nostalgia,
hoje brota prodigioso
e eu o acolho gota a gota
e a minha memória é
como uma gaivota
voando na ilusão
de manter a harmonia
em meu coração.
soalheiros estão os trigais
como o encanto da vida
ao passado volto uma vez mais
dou à saudade guarida.
e haverá pássaro, flor,
e do vento rumor
que isso não pode morrer!
serei a chama da distância
que me queima o coração,
e este sonho que é iulusão
o elo entre o presente e o
passado.
o pensamento recriado,
cada palavra novo caminho,
semeando sementes de carinho
e sempre na incerteza
serei tudo o que sou sem ser,
na surpresa de ver
o sonho dia após dia renascer.
natalia nuno
242
natalia nuno
como escapar?...
como escapar?
o fundo é negro de carvão
tenho a certeza que o dia morreu
morreu... e chegou a escuridão,
todos os meus dias morrem
duma forma atroz
nada se alterou...nem minha voz!
ninguém se interessou...
ninguém fez grande alarido
só em meu peito ferido,
a ferida não fechou.
Santo Deus, como passou depressa,
trocando-me as voltas,
para viver precisei folhear
folhas soltas
do passado...
posso pôr-me a recordar
sem deixar de ser a que sou,
o caminho não mudou
é apenas atalhado.
morreu o dia num trémulo rasgão
deixou em mim
uma febre de solidão.
á procura de sonhos nas saudades
perdidas
nas horas espremidas
p'la ansiedade,
mas acolhida
p'la saudade molhada
de bondade.
solidão é feita do cansaço
de não ver
o que me arrasta e não me deixa voltar,
inquieta tortura de não ter
como escapar
às malhas deste dia a morrer.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=246508 © Luso-Poemas
o fundo é negro de carvão
tenho a certeza que o dia morreu
morreu... e chegou a escuridão,
todos os meus dias morrem
duma forma atroz
nada se alterou...nem minha voz!
ninguém se interessou...
ninguém fez grande alarido
só em meu peito ferido,
a ferida não fechou.
Santo Deus, como passou depressa,
trocando-me as voltas,
para viver precisei folhear
folhas soltas
do passado...
posso pôr-me a recordar
sem deixar de ser a que sou,
o caminho não mudou
é apenas atalhado.
morreu o dia num trémulo rasgão
deixou em mim
uma febre de solidão.
á procura de sonhos nas saudades
perdidas
nas horas espremidas
p'la ansiedade,
mas acolhida
p'la saudade molhada
de bondade.
solidão é feita do cansaço
de não ver
o que me arrasta e não me deixa voltar,
inquieta tortura de não ter
como escapar
às malhas deste dia a morrer.
natalia nuno
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282
natalia nuno
sob um céu vazio...
liberto-me da angústia
deixo-me p'la música inundar
oiço o farfalhar vindo dos pinhais
os pássaros a baloiçar
e a brisa a enlaçar-me o pensamento.
esqueço os sonhos sombrios
fico leve como o ar
ouço rumores,
acariciam-me os odores das flores
com a minha mão inocente
escrevo palavras da vida
que nos talha
que são sede de água pura
nascente, que brota sem cessar
lembrando as raízes,
a ternura
os dias felizes...
e canto até que este dia
se extinga
e a poesia seja flor
que em mim vibra.
e se não me entenderes
neste pulsar do tempo
é porque a poesia não faz para ti
sentido
e depois, já meu tempo terá
apodrecido
e se erguerão roseiras
e ciprestes ao meu redor
e uma calhandra rasgará o céu
muda como eu...
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=244123 © Luso-Poemas
deixo-me p'la música inundar
oiço o farfalhar vindo dos pinhais
os pássaros a baloiçar
e a brisa a enlaçar-me o pensamento.
esqueço os sonhos sombrios
fico leve como o ar
ouço rumores,
acariciam-me os odores das flores
com a minha mão inocente
escrevo palavras da vida
que nos talha
que são sede de água pura
nascente, que brota sem cessar
lembrando as raízes,
a ternura
os dias felizes...
e canto até que este dia
se extinga
e a poesia seja flor
que em mim vibra.
e se não me entenderes
neste pulsar do tempo
é porque a poesia não faz para ti
sentido
e depois, já meu tempo terá
apodrecido
e se erguerão roseiras
e ciprestes ao meu redor
e uma calhandra rasgará o céu
muda como eu...
natalia nuno
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RicardoC
EM SÉPIA
Atravessava o largo sob garoa
Abrigado de chapéu e sobretudo.
Quando, entre surpreendido e mudo,
Em sépia figurou sua pessoa.
Sim, um clarão vermelho lhe destoa
O reflexo dos óculos. Contudo,
Causava espécie o rosto 'inda desnudo
Onde um jovem artista se apregoa.
Registo d'um momento interrompido,
Apenas d'entretons foi colorido
Na exposição do filme àquela luz.
Mas a imagem fixada mais provoca
Pelo monocromático que evoca
Bela época a que dândis fazem jus.
Betim - 06 04 2018
Abrigado de chapéu e sobretudo.
Quando, entre surpreendido e mudo,
Em sépia figurou sua pessoa.
Sim, um clarão vermelho lhe destoa
O reflexo dos óculos. Contudo,
Causava espécie o rosto 'inda desnudo
Onde um jovem artista se apregoa.
Registo d'um momento interrompido,
Apenas d'entretons foi colorido
Na exposição do filme àquela luz.
Mas a imagem fixada mais provoca
Pelo monocromático que evoca
Bela época a que dândis fazem jus.
Betim - 06 04 2018
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natalia nuno
desvarios...trovas
sentinela bem alerta
à espera de ver-te chegar
meu coração porta aberta
os braços para te abraçar
andam meus olhos a monte
fugindo que nem ladrões...
anda o sol no horizonte
o coração cheio de ilusões
o tempo tudo esquece
o tempo queria esquecer
a tarde vai longe, anoitece
e meus olhos sem te ver
chorando está a rosa
pelo cravo desprezada
a rosa que era vistosa
e nasceu para ser amada
é feita de sonho e frio
a vida ... nela é um mar
os anos ... são um navio
que se afastam a navegar
natalia nuno
à espera de ver-te chegar
meu coração porta aberta
os braços para te abraçar
andam meus olhos a monte
fugindo que nem ladrões...
anda o sol no horizonte
o coração cheio de ilusões
o tempo tudo esquece
o tempo queria esquecer
a tarde vai longe, anoitece
e meus olhos sem te ver
chorando está a rosa
pelo cravo desprezada
a rosa que era vistosa
e nasceu para ser amada
é feita de sonho e frio
a vida ... nela é um mar
os anos ... são um navio
que se afastam a navegar
natalia nuno
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RicardoC
EM FALSO (décimas)
Há quem se faça de bobo,
Fingindo-se o que não é.
Cordeiro em pele de lobo,
Deseja a fama de probo
Como se digno de fé.
Mas, demasiado pedante,
Fala do que não entende.
Mais do que é se pretende,
Visto o seu ego gigante
Face às luzes que acende.
Por inteiro interesseiro,
Aplaude a ser aplaudido.
Lobo em pele de cordeiro,
Nas letras busca dinheiro
E um nome a fugir d'Olvido.
Sem embargo, é infeliz
Em tudo aquilo que escreve:
Frases de incerto cariz
Mal dissimulam as vis
Intenções que sempre teve.
Do nada ele me procura
Já se dando liberdade:
-- "A mim parece loucura
Tua intrigante figura
Dizendo não ter vaidade..."
Sabendo-o querer barulho
A ele, respondo sem dó:
-- "Deveras, muito me orgulho...
Da minha falta de orgulho
Haja vista ser eu pó".
-- "Se uns pecam por ser demais,
Outros, por querer de menos..."
Argumenta em tons desleais
No afã de parecer mais
Face a meus olhos serenos.
De repente, ele s'exalta
E me aponta os senões todos,
Restando-me a fala incauta:
-- "Antes ter orgulho em falta
Do que ter falta de modos!"
Finalmente ele se afasta
Sem m'entender patavina.
Volta para a sua casta,
Cujo aplauso bem lhe basta.
Enquanto mais se amofina:
Talvez sob monge descalço
Outro impostor se revele
De pé sobre o cadafalso!...
Quem a seguir cai em falso,
Eis lobo e cordeiro em pele!
Betim - 03 04 2018
Fingindo-se o que não é.
Cordeiro em pele de lobo,
Deseja a fama de probo
Como se digno de fé.
Mas, demasiado pedante,
Fala do que não entende.
Mais do que é se pretende,
Visto o seu ego gigante
Face às luzes que acende.
Por inteiro interesseiro,
Aplaude a ser aplaudido.
Lobo em pele de cordeiro,
Nas letras busca dinheiro
E um nome a fugir d'Olvido.
Sem embargo, é infeliz
Em tudo aquilo que escreve:
Frases de incerto cariz
Mal dissimulam as vis
Intenções que sempre teve.
Do nada ele me procura
Já se dando liberdade:
-- "A mim parece loucura
Tua intrigante figura
Dizendo não ter vaidade..."
Sabendo-o querer barulho
A ele, respondo sem dó:
-- "Deveras, muito me orgulho...
Da minha falta de orgulho
Haja vista ser eu pó".
-- "Se uns pecam por ser demais,
Outros, por querer de menos..."
Argumenta em tons desleais
No afã de parecer mais
Face a meus olhos serenos.
De repente, ele s'exalta
E me aponta os senões todos,
Restando-me a fala incauta:
-- "Antes ter orgulho em falta
Do que ter falta de modos!"
Finalmente ele se afasta
Sem m'entender patavina.
Volta para a sua casta,
Cujo aplauso bem lhe basta.
Enquanto mais se amofina:
Talvez sob monge descalço
Outro impostor se revele
De pé sobre o cadafalso!...
Quem a seguir cai em falso,
Eis lobo e cordeiro em pele!
Betim - 03 04 2018
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