Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
natalia nuno
quando a lua desce à terra...trovas
minha infância passada
e os ardores da mocidade
depois da minha abalada
morro agora... de saudade
da janela mirando o rio
com os olhos meio secos
enche-se me a alma de frio
quando recordo teus becos
trago os sons nos ouvidos
das águas... e do moinho
em meus sonhos perdidos
inapagados teus caminhos
vou ainda atrás das casas
em sonho aqui e além...
minha mente ganha asas
passo a ponte...Banda d'Além
revivo velhas tradições
tudo me segreda saudade
rosário já velho...orações
do tempo da mocidade
sigo menina prá escola
lembro canções infantis
o que levava eu na sacola?
festejo de quem era feliz
no rio, no adro, na praça
do poço cantara à cabeça
meu coração tudo abraça
ainda lembro hora da reza
estás agora outra, renovada
és dona dum tempo antigo
pelos lapenses és amada...
saudosos, sonham contigo
saudade velha tento calar
palavras venho cantar-te
nostalgia acabei por herdar
e é difícil esquecer de amar-te
natalia nuno
e os ardores da mocidade
depois da minha abalada
morro agora... de saudade
da janela mirando o rio
com os olhos meio secos
enche-se me a alma de frio
quando recordo teus becos
trago os sons nos ouvidos
das águas... e do moinho
em meus sonhos perdidos
inapagados teus caminhos
vou ainda atrás das casas
em sonho aqui e além...
minha mente ganha asas
passo a ponte...Banda d'Além
revivo velhas tradições
tudo me segreda saudade
rosário já velho...orações
do tempo da mocidade
sigo menina prá escola
lembro canções infantis
o que levava eu na sacola?
festejo de quem era feliz
no rio, no adro, na praça
do poço cantara à cabeça
meu coração tudo abraça
ainda lembro hora da reza
estás agora outra, renovada
és dona dum tempo antigo
pelos lapenses és amada...
saudosos, sonham contigo
saudade velha tento calar
palavras venho cantar-te
nostalgia acabei por herdar
e é difícil esquecer de amar-te
natalia nuno
295
natalia nuno
pensamento...
meus pensamentos são cavalos sem freios que me levam à desfilada, num desvario de emoções...
www.pensador.com/colecao/nataliarosafogo1943
225
Raquel Ordones
Entretons pessoais
Eu imagino que cada pessoa apresente uma cor,
Não a de sua preferência, mas é o que ela passa.
Talvez até mesmo um arco-íris antes do sol se por
Quem sabe uma transparência quando se abraça.
As pessoas azuis são intensas, imensas, mar e céu.
As de cor rubra são trepidações em calor, paixões.
As brancas transportam paz até na aba do chapéu
E as amarelejas se desesperam além dos padrões.
E as verdes, auspiciosas; quase sempre acreditam.
As pessoas cinzas jogam no time: Oh vida! Oh azar!
E as incolores?_ Então eu não sei como as explicar.
Há pessoas indefinidas onde várias cores palpitam.
Há pessoas rosa choque que tentam intimidar o sol,
Há almas pretas... São capazes de abortar o arrebol.
Raquel Ordones
Uberlândia MG
988
RicardoC
VESTÍGIOS
'Inda devem haver restos de nós
Espalhados por esta residência.
Onde vestígios já d'outra existência
Debaixo de tudo quanto veio após...
Mas mais vazio há dentro quando sós
A saudade nos preenche toda a ausência.
Como quando uma luz na transparência
Revela em suspensão nuvens de pós.
Eu sem querer t'encontro de repente
E o passado fazendo-se presente
Me traz o teu sorriso uma outra vez.
E me pego sorrindo aqui também
Com meu olhar perdido para o além
A imaginar que tu longe me vês...
Betim - 02 01 2017
Espalhados por esta residência.
Onde vestígios já d'outra existência
Debaixo de tudo quanto veio após...
Mas mais vazio há dentro quando sós
A saudade nos preenche toda a ausência.
Como quando uma luz na transparência
Revela em suspensão nuvens de pós.
Eu sem querer t'encontro de repente
E o passado fazendo-se presente
Me traz o teu sorriso uma outra vez.
E me pego sorrindo aqui também
Com meu olhar perdido para o além
A imaginar que tu longe me vês...
Betim - 02 01 2017
395
natalia nuno
acordou em mim lembranças...
O dia hoje recolheu cedo
Ficou em poucas horas encolhido
Pardacento, apareceu a medo
Lentamente se foi sem se fazer ouvido.
Acordou em mim lembranças
Nas dobras do meu coração escondidas
Meu momento ficou prenhe de esperanças
Fugi de mim, fiquei-me nas horas perdida.
Minha memória o dia desafiou
Levou-me até à minha aldeia amada
Nos fins de tardes invernosas, me deixou
Ao pé de minha mãe fazendo marmelada.
Meu mundo era ali, não precisava de mais nada
Ali se rezava o terço, se teciam conversas sigilosas.
E o Mundo desconhecido, lá fora
Bem longe dali, distante
E sem querer saber da hora!?
Saltei a lareira num instante.
Aninhei-me de mansinho no meu canto
Espevitei o lume que ainda ardia p'ra meu espanto.
Depois, depois tive direito à minha tijela
De café com broa de milho esfarelada
E açucar mexido com colher singela
Ouvi o ranger das telhas, era a trovoada.
A luz da vela tremia
P'la chaminé entrou o vento
Mas ouvi a mesma melodia
Ainda a ouço agora, neste momento.
Acabou o dia, hoje recolheu cedo
Cinzento chorando, sentindo como eu o medo
Amanhã voltará, talvez com mais alegria
E eu lhe contarei a história da minha alma vazia.
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=113503 © Luso-Poemas
Ficou em poucas horas encolhido
Pardacento, apareceu a medo
Lentamente se foi sem se fazer ouvido.
Acordou em mim lembranças
Nas dobras do meu coração escondidas
Meu momento ficou prenhe de esperanças
Fugi de mim, fiquei-me nas horas perdida.
Minha memória o dia desafiou
Levou-me até à minha aldeia amada
Nos fins de tardes invernosas, me deixou
Ao pé de minha mãe fazendo marmelada.
Meu mundo era ali, não precisava de mais nada
Ali se rezava o terço, se teciam conversas sigilosas.
E o Mundo desconhecido, lá fora
Bem longe dali, distante
E sem querer saber da hora!?
Saltei a lareira num instante.
Aninhei-me de mansinho no meu canto
Espevitei o lume que ainda ardia p'ra meu espanto.
Depois, depois tive direito à minha tijela
De café com broa de milho esfarelada
E açucar mexido com colher singela
Ouvi o ranger das telhas, era a trovoada.
A luz da vela tremia
P'la chaminé entrou o vento
Mas ouvi a mesma melodia
Ainda a ouço agora, neste momento.
Acabou o dia, hoje recolheu cedo
Cinzento chorando, sentindo como eu o medo
Amanhã voltará, talvez com mais alegria
E eu lhe contarei a história da minha alma vazia.
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=113503 © Luso-Poemas
312
Antonio Aury
Sonho comum
Resistir é preciso, viver não!
Mesmo que pareça loucura
Lutar é viver meu paraíso
Liberdade a minha alucinação!
Meu sonho pisar meu próprio chão
sob a luz real da igualdade
Mesmo que indignar-se seja preciso!
Sem nunca esquecer a fraternidade
e os sonhos de todo que é irmão!
libertar-se é preciso, viver não!
Aury
samba comum
Mesmo que pareça loucura
Lutar é viver meu paraíso
Liberdade a minha alucinação!
Meu sonho pisar meu próprio chão
sob a luz real da igualdade
Mesmo que indignar-se seja preciso!
Sem nunca esquecer a fraternidade
e os sonhos de todo que é irmão!
libertar-se é preciso, viver não!
Aury
samba comum
485
RicardoC
NAS NUVENS
Tenho elevado versos às alturas
Sem desejar senão frases honestas,
E responder angústias tais como estas
Que atravessam as noites mais escuras
Indiferente a vãs nomenclaturas,
Não cuido se poesias imodestas
Em árvores de arquivos ou florestas
Guardiãs de digitais multiculturas.
Tão-só espalho alhures quanto tinha
Sempre a se acumular na escrivaninha
Em maços de papeis sem mais vaidades.
Mas... Feliz de quem topa em meus escritos
E os lê com prazer porque bonitos...
Ou os lê com ardor porque verdades!
Betim - 01 04 2018
Sem desejar senão frases honestas,
E responder angústias tais como estas
Que atravessam as noites mais escuras
Indiferente a vãs nomenclaturas,
Não cuido se poesias imodestas
Em árvores de arquivos ou florestas
Guardiãs de digitais multiculturas.
Tão-só espalho alhures quanto tinha
Sempre a se acumular na escrivaninha
Em maços de papeis sem mais vaidades.
Mas... Feliz de quem topa em meus escritos
E os lê com prazer porque bonitos...
Ou os lê com ardor porque verdades!
Betim - 01 04 2018
292
Sonia M.Gonçalves (Son Dos Poemas)
Filosofia Nua e Crua
Filosofia Nua e Crua
cem por cento sem
sem máscaras e subterfúgios
na cantilena do âmago
num canto do estômago
no refúgio do som dos poemas
transparente e translúcido
igual um mineral no tempo
um cristal fragmentado no vento...
num contexto firme no firmamento
num concerto lindo no pensamento
sem pretextos
alguns defeitos são perfeitos...
outros não.
Son Dos Poemas
383
natalia nuno
mestras perfeitas...
trago recordações amontoadas
no fundo de mim mesma
lá fora os saramagos
e as papoilas orvalhadas
aqui as minhas mãos ainda vivas
esrevendo sonhos impossíveis
alheias ao dia
sem acatar esta canseira
correndo com destreza no papel
minhas mãos de secreto mel
mestras perfeitas em escrever
nostalgia e tristeza.
mãos orvalhadas de medo
onde já há becos sem saída
e pontes de despedida
vertem no papel labaredas antigas
mãos de poeta, mãos de jardim
mariposas que voam sem fim
felizes
e largam pétalas pelo chão
poemas feitos de solidão
nesta tarde leda,
vestidos de pura seda.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=244446 © Luso-Poemas
no fundo de mim mesma
lá fora os saramagos
e as papoilas orvalhadas
aqui as minhas mãos ainda vivas
esrevendo sonhos impossíveis
alheias ao dia
sem acatar esta canseira
correndo com destreza no papel
minhas mãos de secreto mel
mestras perfeitas em escrever
nostalgia e tristeza.
mãos orvalhadas de medo
onde já há becos sem saída
e pontes de despedida
vertem no papel labaredas antigas
mãos de poeta, mãos de jardim
mariposas que voam sem fim
felizes
e largam pétalas pelo chão
poemas feitos de solidão
nesta tarde leda,
vestidos de pura seda.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=244446 © Luso-Poemas
299
Heinrick
Astrom Statum
Instantaneamente acontece, o tempo, ele começa, de uma vez, derrubando qualquer fronteira e atravessando todas as distâncias possíveis, ele é grande, na verdade, ele é maior que qualquer coisa que nele já existiu, o tempo não tem barreiras, não conhece limites. Ele destrói tudo que está em seu caminho pouco a pouco, lentamente qualquer coisa por ele tocada é destruída, devorada, esquecida e largada, o tempo é como um assassino em massa, um totalmente discriminador, que para te matar basta somente, você ter existido.
Só há uma maneira, a única e inevitável, que diferencia ele de você, o poder de ser esquecido, a árdua maldição de ser totalmente esquecido, somente isso, ficar só, assim como era antes de você existir, mas realmente não existe um antes, o seu tempo começa nesse meio, a vida é como um meio de uma história que simplesmente acaba, sem revisão, sem publicação, porque em algum momento, todos esqueceram de você menos ele, pois ele sempre esteve lá, com outros nomes ou qualquer coisa que tivesse há mera dignidade de representa-lo, mesmo que depois, esta representação também será esquecida.
Podemos lembrar até certo ponto o que aconteceu, e porque estamos aqui, más até onde vai essa retrospectiva, o que ocorreu antes de antes, antes daquele ponto de disparo. O ponto inicial é um marco para o tempo, ou é apenas outra coisa que por ele já tenha passado? Sabemos que ele é frio, imperdoável e imprevisível, ele é o melhor no que faz, avançar. O tempo ele simplesmente faz, ele não perdoa, mata tudo e simplesmente esquece, isso o torna o assassino mais frio, de qualquer local seja ele conhecido ou não.
Ser bondoso e legal não ajudará, ser mal e cruel não farão efeito algum, ele te esquecerá. Você pode tentar entende-lo, mas quando o fizesse, seria tarde demais, ele já teria te alcançado e te esquartejado lenta e friamente, estaria disfarçado, como qualquer coisa, ele é silencioso, fatal e imoral. Ele é um obstáculo, o começo, o meio, mesmo sendo também o.
Só há uma maneira, a única e inevitável, que diferencia ele de você, o poder de ser esquecido, a árdua maldição de ser totalmente esquecido, somente isso, ficar só, assim como era antes de você existir, mas realmente não existe um antes, o seu tempo começa nesse meio, a vida é como um meio de uma história que simplesmente acaba, sem revisão, sem publicação, porque em algum momento, todos esqueceram de você menos ele, pois ele sempre esteve lá, com outros nomes ou qualquer coisa que tivesse há mera dignidade de representa-lo, mesmo que depois, esta representação também será esquecida.
Podemos lembrar até certo ponto o que aconteceu, e porque estamos aqui, más até onde vai essa retrospectiva, o que ocorreu antes de antes, antes daquele ponto de disparo. O ponto inicial é um marco para o tempo, ou é apenas outra coisa que por ele já tenha passado? Sabemos que ele é frio, imperdoável e imprevisível, ele é o melhor no que faz, avançar. O tempo ele simplesmente faz, ele não perdoa, mata tudo e simplesmente esquece, isso o torna o assassino mais frio, de qualquer local seja ele conhecido ou não.
Ser bondoso e legal não ajudará, ser mal e cruel não farão efeito algum, ele te esquecerá. Você pode tentar entende-lo, mas quando o fizesse, seria tarde demais, ele já teria te alcançado e te esquartejado lenta e friamente, estaria disfarçado, como qualquer coisa, ele é silencioso, fatal e imoral. Ele é um obstáculo, o começo, o meio, mesmo sendo também o.
892
Jorge Santos (namastibet)
Despertar é desilusão

Não há silêncio que se doe...
Não há silêncio que se doe,
Nem voz que me determine
Quanto dói o doer, contudo
Nem abafa a dor quem cala
Nem aquele que mal sente e
A fala, não há silêncio que
Se doe nem palavra que
Pague o que sinto eu, seja
O que for, alegria pode nem ser
Dor, nem liberdade terminar
Em prisão, assim sendo
O desamor é feito do mesmo
E a fé, o ódio que se derrama...
Não há silêncio que se doe
Ou amor que não se acabe
Tal como aquilo que nos une
E dá vida o ar, existe pra
Soprar nele a voz sem um
Ou outro pensarem nisso,
É o que define o sentir
Um desejo sem fronteiras
Pois sonhos são de todos
Quer se dêem que me doam
Ditos alto ou falando baixo
Não há silêncio que se doe
Nem palavra que me pague
Ter é perder possuir e não
Dar, despertar é desilusão
Embora não doa tanto a dor
Quanto este, doce me fala
Ou ouço, não há silêncio
Que termine o falar, nem dor
Que valha algo de pouco valor,
Assim acontece que me ouço a
Pensar e esqueço o desejo
Da fala, me dói o silêncio,
Falar é ilusão ... pretexto.
Joel Matos (04/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
414
Antonio Aury
Sonho comum
Resistir é preciso, viver não!
Mesmo que pareça loucura
Lutar é viver meu paraíso
Liberdade a minha alucinação!
Meu sonho pisar meu próprio chão
sob a luz real da igualdade
Mesmo que indignar-se seja preciso!
Sem nunca esquecer a fraternidade
e os sonhos de todo que é irmão!
libertar-se é preciso, viver não!
Aury
samba comum
Mesmo que pareça loucura
Lutar é viver meu paraíso
Liberdade a minha alucinação!
Meu sonho pisar meu próprio chão
sob a luz real da igualdade
Mesmo que indignar-se seja preciso!
Sem nunca esquecer a fraternidade
e os sonhos de todo que é irmão!
libertar-se é preciso, viver não!
Aury
samba comum
194
natalia nuno
aquela criança...
há tapetes de flores nos campos
ressuscitaram as papoilas
e há uma proximidade
entre elas e a minha saudade
vejo-as à lonjura, mas vivo na procura
é amor que por elas nutro desde criança
à procura de sonhos brinvava com elas
não sei se tinham angústias, mas pareciam-me felizes
e feliz era eu, rimava flores com amores e sonhava...
as minhas mãos eram como borboletas
a acariciar cada uma delas, e os sonhos íam
encubando em mim, havia sempre uma rã
invejosa por perto, um pássaro fazendo ninho
e no caminho havia giestas saciadas pelo sol
e nem a bruma nem o nevoeiro
cobriam o sorriso do girassol
ah! saudades são inquietas águas
que trago em mim da nascente,
pedacinhos de tristeza que a gente sente
pássaros, que de quando em quando vêm espreitar
meninas sobre a relva do coração
atalhos à espera da primavera
rasto de andorinhas a pulsar lá p'lo verão,
saudades... são donas dos meus vendavais
que ameaçam continuar...
a moldar a minha esperança
como se eu fosse ainda aquela criança.
natalia nuno
ressuscitaram as papoilas
e há uma proximidade
entre elas e a minha saudade
vejo-as à lonjura, mas vivo na procura
é amor que por elas nutro desde criança
à procura de sonhos brinvava com elas
não sei se tinham angústias, mas pareciam-me felizes
e feliz era eu, rimava flores com amores e sonhava...
as minhas mãos eram como borboletas
a acariciar cada uma delas, e os sonhos íam
encubando em mim, havia sempre uma rã
invejosa por perto, um pássaro fazendo ninho
e no caminho havia giestas saciadas pelo sol
e nem a bruma nem o nevoeiro
cobriam o sorriso do girassol
ah! saudades são inquietas águas
que trago em mim da nascente,
pedacinhos de tristeza que a gente sente
pássaros, que de quando em quando vêm espreitar
meninas sobre a relva do coração
atalhos à espera da primavera
rasto de andorinhas a pulsar lá p'lo verão,
saudades... são donas dos meus vendavais
que ameaçam continuar...
a moldar a minha esperança
como se eu fosse ainda aquela criança.
natalia nuno
238
Sonia M.Gonçalves (Son Dos Poemas)
Eixo x
No eixo X
Naquele ponto distante
No trecho que sempre diz...
É este o ponto de encontro
Na curva que precede o queixo
No tempo que antecede o ser feliz
Na agulha que segura a mola motriz
No tempo, cujo ponteiro faz locomover
A rosa dos ventos enlouquecer
No ar que respira e não se vê...
No edifício que edifica o humano
No invisível eixo dentre
Na Luz ou no feixe sempre
Em qualquer seixo do jardim...
Na temperatura elevada dum beijo...
No obelisco do espírito que solfejo
No cântico dos cânticos de mim
No gestual puro e singular
No hangar que abriga a alma volátil
No lugar que pacifica o coração
No eixo que explica comoção
Na metade do hemisfério
No galpão do pensamento etéreo
Repleto de ilusão e mistério
É lá que costumo te encontrar...
Son Dos Poemas
100%SMG
1 392
-ltslima
SONHOS

Os sonhos não morrem
Apenas correm,
Atrás de nossas vidas
Sugando nossas vontades
De abdica-los como o mel
O mel que é sugado por abelhas.
Como o pão
Em fatias lentamente...
Sentindo o sabor do trigo
Em cenas oblíquas.
A lua por testemunha dorme,
A espera do sol
A deitar em leito vazio do amor
Que se foi.
Deito em grama verde
a espera de você
Olhando o claro vulto
Que caminha no céu.
Tento pensar
Mas o frio penetra-me a alma
Esperando sua chegada
Meu trajeto
Será conduzido com flores brancas.
Apenas penso:
Pergunto o porque de tudo
Nunca mal te fiz,
Porque?
Apenas correm,
Atrás de nossas vidas
Sugando nossas vontades
De abdica-los como o mel
O mel que é sugado por abelhas.
Como o pão
Em fatias lentamente...
Sentindo o sabor do trigo
Em cenas oblíquas.
A lua por testemunha dorme,
A espera do sol
A deitar em leito vazio do amor
Que se foi.
Deito em grama verde
a espera de você
Olhando o claro vulto
Que caminha no céu.
Tento pensar
Mas o frio penetra-me a alma
Esperando sua chegada
Meu trajeto
Será conduzido com flores brancas.
Apenas penso:
Pergunto o porque de tudo
Nunca mal te fiz,
Porque?
822
Jorge Santos (namastibet)
A música pára a vida

Música
Pára a vida, evidente que não
Mas que toca em nós quanto
Manhãs de sol frio é certo,
Mas só música certa e o deserto
Ao entardecer, de facto também
Param tão tanto quant'o vento
E o que eu sofro não tanto
Por ser humano, mas por ter
Dentro do peito, um coração
D'engano para a vida toda
E a música parecer eterna
Quando toca o meu ouvido,
O rosto e as mãos e me dá
Esperança, vida e só eu sinta,
Quando o coração bate incerto,
Por não haver depois, o resto é
Silêncio e calma, sensação
De bruma que passa e esquece
Tal musica que me acontece
Vidente que real nem sou,
Esqueço-me do que me faz
Esquecer, o súbito e o poente
Pra que sofra eu, não tanto
Quanto me toca o mudo cantar
Do mundo, como se cantasse
Alguém com forma de paisagem,
Que não nem nunca terei ...
Joel Matos (04/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
353
Raquel Ordones
“Vida loka”
E ser poeta é ser vida loka,
Boca se tranca na alma que esvoaça,
Traça caminhos e não marca touca,
Mouca se sentir na ironia, ameaça.
Abraça a lua e conta-lhe segredo,
Sem medo, ao hediondo ele viaja,
Engaja em todo sem saber o enredo,
Dedo fala, a grafia seduz: é naja.
Haja loucura, pousa num escuro,
E no muro anda bêbado de verso,
Imerso de si de arrojo diverso.
O inverso é seu forte, voa enduro,
Apuro, contramão, sem estribeira,
Cheira o pó da saudade matadeira.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
1 072
natalia nuno
amar-te de novo...
voa a borboleta livre e leve
tal qual emerge o amor
do meu peito adormecido,
quieto,em silêncio...
o amor
despertou!
brilha, trazendo de novo
o teu calor
fecho os olhos
sinto-o doce
o silêncio quebrou,
como visita que em mim
se abriga delicadamente
sinto-me impelida
a amar-te novamente
o amor despertou
dá-me a tua mão
e cala a minha solidão
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=270531 © Luso-Poemas
tal qual emerge o amor
do meu peito adormecido,
quieto,em silêncio...
o amor
despertou!
brilha, trazendo de novo
o teu calor
fecho os olhos
sinto-o doce
o silêncio quebrou,
como visita que em mim
se abriga delicadamente
sinto-me impelida
a amar-te novamente
o amor despertou
dá-me a tua mão
e cala a minha solidão
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=270531 © Luso-Poemas
233
RicardoC
DOIS EFEBOS
Nus, têm pele de mármore polido
E cabelos em cachos sobre os ombros.
Por entre colunas jônicas, escombros
Do templo de Apolo, o esclarecido.
Eternamente púberes, ao Olvido
Ignoram em seus amores sem assombos.
Enquanto sob as árvores, ressombros
Filtram os raios d'um sol enternecido.
Mal se tocando as faces, abraçados...
Como se a vislumbrar d'olhos fechados
A expressão de gozo em seu amante.
Dois efebos sorrindo frente a frente
Onde lograsse a pedra simplesmente
Reter-lhes a beleza d'esse instante.
Betim - 29 03 2018
E cabelos em cachos sobre os ombros.
Por entre colunas jônicas, escombros
Do templo de Apolo, o esclarecido.
Eternamente púberes, ao Olvido
Ignoram em seus amores sem assombos.
Enquanto sob as árvores, ressombros
Filtram os raios d'um sol enternecido.
Mal se tocando as faces, abraçados...
Como se a vislumbrar d'olhos fechados
A expressão de gozo em seu amante.
Dois efebos sorrindo frente a frente
Onde lograsse a pedra simplesmente
Reter-lhes a beleza d'esse instante.
Betim - 29 03 2018
343
natalia nuno
pequena prosa poética...
abro as gavetas às escondidas e meus dedos leves dedilham memórias, e enternecida recolho palavras debaixo da língua cheias de saudades de tudo que só eu sei...saudades tão grandes que não cabem no peito, respiro fundo e sinto o coração a bater, cada lembrança faz ninho em meus olhos e cura.me da solidão... vim voando desde a Primavera, até que o Inverno me tocou, e poisei no chão da desilusão, morreu-me o tempo dos sonhos, despi-me de papoilas, vesti violetas, esfacelei o riso e agasalhei a saudade que é na verdade, a giesta que desembacia a poeira do meu dia...
natalia nuno
natalia nuno
270
natalia nuno
horas incertas...
na minha mente
há sempre uma trémula lembrança
uma palavra a pulsar de esperança
no meu íntimo,
há uma voz em alvoroço que só eu ouço,
minha mão insegura
perante a incerteza... escreve!
escreve em desvario,
com loucura
o que deve e o que não deve
e o Poema é brasa que estremece
de emoção no meu caminho
é tão íntimo e intenso
o que escrevo, o que penso
e o que não penso...
que a vida é rosa e é espinho.
natalia nuno
flortriste1943.blogs.sapo.pt/
há sempre uma trémula lembrança
uma palavra a pulsar de esperança
no meu íntimo,
há uma voz em alvoroço que só eu ouço,
minha mão insegura
perante a incerteza... escreve!
escreve em desvario,
com loucura
o que deve e o que não deve
e o Poema é brasa que estremece
de emoção no meu caminho
é tão íntimo e intenso
o que escrevo, o que penso
e o que não penso...
que a vida é rosa e é espinho.
natalia nuno
flortriste1943.blogs.sapo.pt/
342
RicardoC
ASSOMBRAÇÃO
Não andes pela estrada da ribeira,
A mesma que vai dar no mangueiral.
Além d'aquela curva, o bem e o mal
Têm para si uma última fronteira.
Jamais vá por ali sem companheira,
Tampouco adentre ao sítio seu portal:
N'ele vaga alguma alma tal e qual
A que nos vela a noite derradeira...
Apressa-te ao passares sob o luar,
Senão na encruzilhada a atravessar
O medo te domina com sua arte.
Pois muito pior que a morte, este terror
Te livra de armadilhas d'opressor
Que ronda ao teu redor por devorar-te!
Betim - 29 03 2018
A mesma que vai dar no mangueiral.
Além d'aquela curva, o bem e o mal
Têm para si uma última fronteira.
Jamais vá por ali sem companheira,
Tampouco adentre ao sítio seu portal:
N'ele vaga alguma alma tal e qual
A que nos vela a noite derradeira...
Apressa-te ao passares sob o luar,
Senão na encruzilhada a atravessar
O medo te domina com sua arte.
Pois muito pior que a morte, este terror
Te livra de armadilhas d'opressor
Que ronda ao teu redor por devorar-te!
Betim - 29 03 2018
347
Antonio Aury
Trajetória
Trajetória
Viver o respirar primeiro!
Andar com atitude
Sonhar com magnitude
Amar sem segredo
Doar-se sem medo
Semear com altitude
Saber que é passageiro
Sorrir da finitude
Honrar o passar derradeiro!
Aury
Viver o respirar primeiro!
Andar com atitude
Sonhar com magnitude
Amar sem segredo
Doar-se sem medo
Semear com altitude
Saber que é passageiro
Sorrir da finitude
Honrar o passar derradeiro!
Aury
238
Mariano.Edimar
Vida de Professor
O mundo tá bem escroto e um tanto esculhambado
O professor é quem apanha, trabalha muito e pouco ganha
E pelos pais é achincalhado.
O aluno virou o rei, manda e desmanda em sua escola
A ignorância é sua marca, nada tem na sua cachola
E olha só essa façanha de um secretário lá de Rondônia
Que só deve ter fumado, alguns cigarros de maconha
Ao falar de professor, mostrou total desconsideração
Para com aqueles que são tão importantes, pro futuro da nação
Pra justificar o seu descaso e o salário que é um horror
Pediu que os nossos MESTRES trabalhem só por amor
Mal sabe esse cidadão, na verdade um fanfarrão
Que merecia uma voadora nos "peito"
Que o amor é demonstrado na justiça e no respeito
Pois todo trabalhador merece um justo salário
E se não fosse o PROFESSOR, ele não seria secretário.
Não há elemento na tabela periódica capaz de classificar a importância que você tem, querido professor. (a.d)
O professor é quem apanha, trabalha muito e pouco ganha
E pelos pais é achincalhado.
O aluno virou o rei, manda e desmanda em sua escola
A ignorância é sua marca, nada tem na sua cachola
E olha só essa façanha de um secretário lá de Rondônia
Que só deve ter fumado, alguns cigarros de maconha
Ao falar de professor, mostrou total desconsideração
Para com aqueles que são tão importantes, pro futuro da nação
Pra justificar o seu descaso e o salário que é um horror
Pediu que os nossos MESTRES trabalhem só por amor
Mal sabe esse cidadão, na verdade um fanfarrão
Que merecia uma voadora nos "peito"
Que o amor é demonstrado na justiça e no respeito
Pois todo trabalhador merece um justo salário
E se não fosse o PROFESSOR, ele não seria secretário.
Não há elemento na tabela periódica capaz de classificar a importância que você tem, querido professor. (a.d)
648
Português
English
Español