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Jorge Santos (namastibet)
Com'um grifo ...

Com'um grito ...
Como eu, o grito
Cresce à vista a ira,
O vasto e o calado,
A solidão do prado,
Com o meu grito,
Nem porto ou cais
Poderá ser d'vendavais
Abrigo,
Como eu grito,
Nem os pássaros
E o cio dos lobos,
Parideira com dor,
Como eu nem os
Animais ou a fúria
De seis/sete Búfalos,
Como eu, o grito
É ter cinco pedras
Na mão e determinação
Fora-do-normal
De gorila grisalho,
Do Adamastor
O urro, a dor de Joana D'arc
No lume, um murro
Como grito rouco
Na comuna de Paris,
Das barricadas, "Liberté Égalité
Fraternité"
Que estilhaçou a história,
Como o meu grito,
Precede o silêncio,
Assim o galope,
Inação não é luta,
É esquecimento,
Sejamos cavalos de tiro,
Gorilas, Ursos, Bois ou Brutus,
Cães com pulgas,
Mas não deixemos
De gritar "Porra"
E libertar do peito o urro
Da Vitória convicto e bruto,
Com'um grifo ...
Joel Matos (05/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
diogobarros
Amor é
E ao mesmo tempo importante
Toda a gente fica contente
Onde as pessoas pensam atentamente!
Amor é animado
Mas é preciso ter cuidado
Para não ser acabado
Mas sobretudo deve ser aproveitado!
Amor é uma lição
Mas é preciso ouvir um não
Para o amor ser vivido com emoção!
Amor é uma união
Onde as pessoas devem dar a mão
Até ai há muita preocupação!
Diogo Barros
Jorge Santos (namastibet)
Amor omisso.

Amor omisso,
Despida a flor,
Fica a semente lá,
Desfeito o amor,
Fica nada dentro dele,
Amor omisso,
Tudo é lembrança, ressaca
A dor, o momento
E o sumiço, despedida
Num virar de cabeça,
Amor omisso,
Que nem a voz e o
Vento dissolve, o tempo
Nem o lamento, inda
No ouvido eu escuto,
Amor omisso,
Escuta da flor o feitiço,
Enquanto ele encanta,
Despida da flor a escama,
Nem a esperança ...
Amor omisso,
Toda lembrança é
Partida, todo um céu
Que desaba, é carne
E ferida e frio, mágoa, ida,
Amor omisso,
Ficou o que se sente,
De tudo que nos beija
E acaba, e amarga...
(o sonhar é feito disso)
Amor omisso, amor omisso,
Amor é isso ...
Joel Matos (05/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
Saul Leiva
Arrastando âncoras
Voltando pra casa, vigiado pela lua
Com peso nas costas, áspera rua
Levando o dia todo no bolso
Recaídas, flashbacks insólitos,
Meus problemas dispersos na sórdida terra
Arrastando âncoras por cima, no meio da guerra
“guerra interna” digo, dentro o verdadeiro conflito
Em criar devaneio e hesitação, sou um total perito,
Corto-me com o gume da própria espada
Todos os problemas viram pedras pesadas
Vejo-me moribundo e sujo
Morte lenta ouperecimento súbito,
Dançando pra não cair em cacos espectrais
Depositando felicidade em terceiros desleais
Ademais, ironias essenciais, farsas colossais
Mascaras dos falsos engrossam cada vez mais,
Queimarei tudo e todos, dentro de casa
Pois aqui os acumulo. Lembras das ancoras?
Mais que metáforas, matarei todos em massa
No final, não serão mais que míseras brasas.
Brisa Letieres
Conversa Mórbida
Um dia eu nasci.
E aqui eu me fiz.
Me enraizei, fiz de mim um lar,
e nessa brevidade de momento, tão simples e quase nula...
A morte, amado fim, baterá na porta às 4 da tarde,
e talvez eu me sente com ela para uma conversa franca.
Indagar-lhe o motivo de sua demora, visto que há tanto tempo estou vazia.
Perguntar-lhe o motivo de ir me levando aos pouquinhos, de pedacinhos,
embrulhados em fino e delicado cetim.
Por que Dona Morte, a senhora leva apenas os meus cacos?
aunntt
Poesia enigmática.

Se teu corpo diz ser um enigma,
Deixe-me fazê-lo ser poesia.
Quero que meus lábios reproduzem as rimas,
Que meus olhos vejam a melodia,
Que o completam.
Pois tuas mãos tocam nas curvas secas,
Pois teus lábios beijam em linha reta,
Em pequenas partes,
Feito poeta.
Se estou louca por tua voz,
É porque algo me deixou assim,
Talvez do breve sabor que existe em você,
Ou do breve temor que existe em mim.
Mas que homem, homem incomum
Não vejo defeito algum em teu coração.
Se eu te chamo,
Se eu tenho,
Eu te amo,
Estou realmente doente de paixão.
Seja meu,
Meu nas horas vagas de sua jornada,
Venha tirar as roupas e deitar tua imaginação.
Tenho desejos inconsequentes,
Em mente,
Teu olhar é quente.
Quero que meus lábios toquem em tua vida,
E meus pés alcancem tua rotina.
Pois eu realmente quero transformar esse teu enigma,
Em versos de uma sádica poesia.
aunnt
Madalena_Daltro
Manifestação da dor...
É dor pra todo lado,
a vida em tormentas,
e há quem só pense
em estocar alimentos.
Eu, de choro farto,
já nem faço questão
de sobreviver, em meio a
caos e caminhão.
Brasil, 26 de maio de 2018.
Madalena Fonseca.
Jorge Santos (namastibet)
Eu não digo...

O silêncio é para os outros,
Não me calo, prefiro apregoar
Alto o preço a pretender qu'valho
O que não digo entre "comas",
Parêntesis, repito o que disse
À partida como que a recuperar
Forças ou pra produzir algum
Efeito(até aí sou só aparências)
O silêncio é para os gordos,
Eu cerro os dentes mas apenas
Por fachada pois falo de mim
Sem parar e em letra grada,
Alivia-me o ranger das portas
Rolas sussurrando sob um'asa,
Alibi perfeito prá nota falhada,
Sinistro é quem se exprime,
Deduzindo ser a arte um ritual
De sentimento beato, profundo,
Exclusivo pra extrema unção
Dos mortos ou pra uma orgia
De defuntos em semana gorda,
O silêncio é para os mortos,
O falar pra mim é uma grávida
parindo, pelo menos eu sinto
Que palavra tem ser, vida, peso.
O silêncio é para os outros,
Eu não digo, arrepia-me o ranger
Dos dentes nos outros...
Joel Matos (04/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
RafaVtres
O tempo passa
O receio me conduz a uma vida de fracasso
A força não está mais aliada à vontade
E o corpo veleja no barco do cansaço
Cadê a inocência ? Pergunta retórica...
Tem que ser malandro para se viver
Neste mundo dominado por heranças históricas
Por que tanto preconceito,
Se a vida do próximo não lhe é de direito?
Aonde foi parar o respeito.... Aonde ?
É com grande pesar
Que te informo neste verso
Que o mundo gira para um lado
E os valores pro lado inverso
Mediocridade e hipocrisia
Imperam no nosso dia a dia
O sonho acabou, o garoto cresceu
A realidade lhe prendeu e lhe transformou
Quão besta é esse jovem
Que nada da vida aprendeu?
A inocência, o medo de julgamento
Causando o seu sofrimento
O tempo passa
O mundo se transforma
Tudo que disseste que não iria ser
Você se torna
Nem percebe, mas se afasta
O mundo te gasta, te desaponta, te apaga
Acaba com sua essência
Enquanto as pessoas vivem
Porém não admitem
Que o "pra sempre" e o "nunca"
Não existem
Cianeto
Dose dela
Percebi que o copo estava vazio
Brisa Letieres
Sumido
Hoje o dia passou vagaroso,
como os passos do teu caminhar.
Passei as horas,
esperando você me ligar.
E calmamente tentando
nesse fio tênue me equilibrar,
entre o desespero,
e o prazer de desfrutar.
Jorge Santos (namastibet)
Pena ser levado a sério e ainda...

Tenho a figura imaginada de me pai,
Da minha mãe a atitude espiritual,
A realidade é minha mas não o direito
A ela, pois isso é a coisa mais absurda
Que existe, sob pena de ser tomado
A sério quando falo de mim próprio ou
Sobre mãe pai ou sogros excepto esposa,
-Digo que tenho a figura imaginada
Do pai-do-céu, não do meu nem a minha,
Qualquer coisa que nem somos nem
sonhamos, amamos nos outros nós-
-Próprios por isso plagiamos pra justificar
Quem somos, eu tenho pena de ser
Levado muito a sério, não o mereço,
Pretendo que seja tomado como pouco
Sério, tal qual é a ideia que fazem
De um louco com-um-certo-juízo,
Jamais com o juízo-certo pois até a verdade
É falsa, sou feliz sem entender nada
E a memória se agrafa no corpo dos mortos
Pra que a alma não erre por corpos que não
Conhece a forma certa e a idade,
Sob pena de ser levada a sério também,
Aquilo que não tenho, eu pareço,
Desprezo os outros como um calceteiro
Pisa a pedra no passeio, por instinto
Não por vontade, como quem erra a sorte
Errei eu a vida, pena ser levado a sério ainda,
E ainda ...
Joel Matos (05/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
natalia nuno
quando fôr maior...poema menção honrosa
Ergo com esforço meus braços
Tenho meus ossos frágeis delicados
Mas tento dar meus abraços
A quem me dá seus cuidados.
Ás vezes meus lábios tremem
Num movimento impulsivo
Tremem as mãos como se frio tivessem
Não quero parar! Estou vivo!
Quero ir á escola, ter amigos
Não quero ficar esquecido
É para isso que vivo!
Pensam que ando perdido?
Não quero minhas mãos atadas
Sou menino igual a tantos
Contem-me estórias de fadas
Sei-as de cor! São meus encantos.
E quando já fôr maior?
Não posso demorar-me mais!
Também quero ter meu AMOR
Pois sou igual aos demais.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=206299 © Luso-Poemas
natalia nuno
Este silêncio...
Esta imensidade
Encadeiam-se os dias
Aninha-se em mim a saudade.
Procuro orientação
Para a fome que me apoquenta
Para a sede que trago no coração
Sede de viver,
Só o sonho me alimenta.
Revivo na imaginação
A essência dos dias passados
Retomo o fio perdido, a direcção
Dos meus sonhos p'lo tempo devorados.
Esqueço do tempo os estragos
Desponta um raio de luz em mim
Largo os pensamentos amargos
Faço da vida festim.
Volta o sol ao meu reinado
Devora-me sempre a mesma ansiedade!?
Nas horas de solidão, o anseio redobrado
Sinto no peito a loucura, a doidice da saudade.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=168506 © Luso-Poemas
Jorge Santos (namastibet)
Quero o beijo antes que seja boca,

Quero o beijo antes que seja boca,
Quero o beijo antes que seja boca
A íntima delicadeza do fazer amor !!!
A sensação de grandeza ao cantar o hino
A agudeza do orgasmo e a cor dos sonhos
Um flor e uma ponte ligadas por um arquitecto
Louco, quero sobretudo o beijo antes que a boca
E as orgias de tudo o que me é exterior
Pra que possa ver do outro lado,
As coisas sonhadas do lado de cá de tudo,
A íntima delicadeza do fazer amor !!!
A agudeza do orgasmo e a cor dos sonhos,
A sensação de grandeza ao cantar o hino,
A certeza de uma boca meio-aberta,
O movimento com que cinjo a tua cintura
E a aperto contra mim em linha recta,
Tal como a intercessão de pensamento
Que tento e não consigo, não sou mágico,
Não sou magnífico, o que digo é o que sinto
E o que a alma deixa cair no chão, se parte
Numa sucessão de pedaços que não é carne,
Não é sangue mas dão a sensação de ser boca,
Perdida enfim a fé no beijo antes de ter vida,
Mas não neste meu ritual que é falar despido,
Sentir que te aperto contra mim por puro gozo,
Não por estética, efémero o beijo, a troca
Da dor pelo amadurecer, da serra o amarelar
Do chão ...
Jorge Santos (05/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
aleomar_fbi
TUDO ISSO... E NADA!
TUDO ISSO... E NADA!
Fui criança na cidade
Fui inocente na razão
Fui conhecendo a realidade
Fui até o melhor da classe
Também fui adolescente sonhador
Com espinhas pela face
Fui bonito e namorador
Fui casado
Fui querido
Fui amado
Fui marido
E, agora, bem ferido
Sou apenas separado
Fui barão
Fui gastador
Fui patrão
Fui servidor
Fui, do palco, o cenário
Fui romântico
Fui bonzinho
E, também, muito otário
Enganado com carinho
Fui traído
E traidor
Fui sincero
E carinhoso
Fui punido
E vingador
Fui austero
E orgulhoso
Fui um pouco de tudo
Fui de tudo, um pouco
Fui sem barba
Fui barbudo
Fui até meio louco
Fui tudo isso e mais um tanto
E achei suficiente
Mesmo assim, no entanto,
Não encontro uma querente
Tanto amor que está sobrando
E de nada, hoje, serve
Não há ninguém me olhando
Não há uma só que me observe.
Jorge Santos (namastibet)
Minha alma é um lego

Minha alma é um lego
Minha alma é um lego aos bocados,
Pena eu não os saber montar certo
Nem direito, sobram sempre peças
E o mais difícil é montar as palmas
Nas mãos e na ponta dos dedos, as
Unhas e o encantamento na floresta
De cabelos, não recordo cada um dos
Pelos ou a ordem por que são postos
Os cotovelos, apostos ao torço,
Não sei desmontar palavras,
Sinto-lhes a angustia de sentirem
Presas a mim, tanto que não posso
Definir o que sentem ser amor ou
Ódio por serem presas e não guelras,
Que nos pregaram na boca.
Minha alma é um leque aberto q-b.,
Minha alma é um lego e os pedaços
Pensam não os saber montar, nem certo
Nem direito, falta sempre o pulso no braço
E o mais difícil é montar as palmas
Em pleno voo, abertas quando.bato.asas,
Fechadas porque as celas tem grades,
Querendo eu escrever meu nome no
Espaço Em Letra Grande Gigante, Maior
Que o Maior Monte, Lago ...
Jorge Santos (05/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
EDUARDO POETA
'CONTRIBUIR'
VAMOS CUMPRIR NOSSA MISSÃO
PARA PODER GARANTIR NOSSO PÃO
(MAIS UM DIA DE 'CÃO'!)
SE PENSO DESSA MANEIRA
IMAGINE ENTÃO!
QUEM NÃO TEM UM PEDAÇO DE CHÃO
MUITO MENOS UM PEDAÇO DE PÃO
RECLAMAR,NÃO!
PROCURAR EVOLUIR
AGRADECER,SIM!
PROCURAR CONTRIBUIR
Madalena_Daltro
Vim ao mundo nua, parto sem nada...
Todos os meus delírios
foram ambição.
Todos os meus anseios,
devaneios.
Todas as conquistas,
ilusão.
O que acreditei serem: Meus,
não foram, nem são.
Assim passou a minha vida,
esse invisível quinhão alucinado,
indo do nada para lugar algum,
uma lástima!
Vim ao mundo nua, parto sem nada.
Madalena Daltro Fonseca.
Jorge Santos (namastibet)
S'isto que tenho dito, fosse verdade ao menos ...
S'isto que tenho dito, ao menos fosse verdade,
S'isto que tenho dito ao menos fosse verdade, pois "de-verdade" nem eu sou, de cortiça antes, de prego e ferro, fezes de cavalo são meras frases, ditas por mim "Icónicas", mestiças como todas a partes abaixo da linha de cintura minha o são, chamo-lhe uma corrente de ar ou corda, cabresto, mas simplesmente sou eu o "não" o anão espalhando-se pelo chão, descrente de pensamentos e expressões; não me fluem com o o equilíbrio e inteligência que usava, como o galo do quintal do vizinho para me anunciar num simples poleiro empoleirado a verdade e toda a verdade sobre a existência dele próprio quando cantava de galo antes de morrer na panela.
Se fosse de verdade ao menos e o quintal noutro mundo, eu deixava acender o restolho e aí as ideias copulavam, mas fui varrido pelo desencanto, folha morta no furgão do lixo.
S'isso ao menos fosse verdade, pois se tudo quanto sei e dou me voltou em dobro, era cuspo e culpa por não ter dito, eu que pensava ter da vastidão exéquias, recebo feijões anémicos, cicuta e terr'inculta.
S'isto fosse um elo real ferro podre ou ralo de esgoto, eu desfilaria através dele até ao escroto de um deus minúsculo que fed,e porque ele o criou assim, como me fez criado sorridente, escravo de uma necessidade com grades que me segura prende, fede e arde...
Há o Homem que pensa que eu sou esse entre eles, não sou!
Não há meio de pensar que serei o Homem que o pensar soube ser, se Rei ou senhor do mundo, não servente mas hei...de ser sempre e pra sempre, delito em gente,prezo tudo quanto sinto e diferente desse outr'homem que'bem sei não ser, sou o genoma do futuro, o cabo do mundo, a verdade não existe, nem se comprova, não me comprovo eu.
A varanda é de grades. os antípodas e o horizonte tão curto, quanto eu para entender as luzes, serem eternos sinais com o instinto preso neste quintal suspenso, malditas frases espetadas nestas grades...
Houve um jardim quando não havia regatos e eu me ria nos espaços abertos, meu agora coração parado não ouve o tempo misturando-se e a vantagem da angustia é não ter fim, assim houve um jardim em mim e meu coração não ouve o fim do fim do mundo, ouve escutando o que pensa ser a capacidade de sofrer em fazer e o ser humano fecundo, o universo e tudo...a arte é o mundo e a nitidez crescente em mim...a verdade que suporto.
A capacidade de criar torna-me mais intenso, aceso mesmo quando não estou pensando em nada e mais em que tudo é íntimo, quando estudo um modo de dizer que me transcende e aí ouço o passar do tempo como num carrossel acelerado, chamo-lhe ar corrente e ao tempo o intervalo em que disse isto e por isso sei que existo em tudo, nesse momento acordei, acordo e sou tudo, perco-me da visão e a emoção é uma morada semelhante a álgebra numérica magma e espaço, filamentos e galáxias-heras.
Hei-de ser, ouço em mim esse poder de pensar fundo que trago e sigo há séculos e séculos ...um mundo presente aquém e além da minha morte depois, a verdade é isso, intemporal e futuro
Joel Matos (05/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
Richard Teixeira
Bi, bi, bi... Eu ouvi greve?!
E para quem pensava que as "formiguinhas" eram burrinhos de cargas, elas estão causando um grande estrago!
De tanto trabalharem para sustentar a "cigarra", chegou a hora que as algemas foram quebradas.
E aos poucos tudo vai parando, como num efeito dominó...
Pararam-se os caminhões e depois os carros. Lotam-se os postos em filas de quilômetros... E aos poucos tudo lá vai parando...
E para ônibus, para!
E para escola, para!
E para indústria, para!
E supermercados? Também para!
Param-se ricos, pobres, crianças e idosos. As cidades param!
E quem é contra ... Ou quem é a favor, também são obrigados a parar.
E ao passar dos dias uma coisa vai parando.
Para daqui, para dali e para acolá.
De certo modo, trazendo o caos ou a solução.
E de repente... Tudo para!
Ouvi-se somente os berros de um povo clamando palavras de ordem!
E junto dessa vez, não ouvi-se o bater das panelas. Só um bi, bi, bi e o povo a gritar!
[...]
E assim vamos vendo a força que as "formiguinhas" têm.
natalia nuno
versos à toa...
Até parece um altar
Branca toalha que se gosta
E o pão de Deus a sobrar.
Queria parar a Primavera
A esperança agasalhar
Dos sonhos ficar à espera
De os puder concretizar.
Trago minhas mãos vazias
Meus sonhos embaciados
No viver destes meus dias?
Trago risos encurralados.
Minha vida já está traçada
Muro que hei-de transpôr
Com pranto fiz a chegada
Ao partir seja o que fôr.
Mais um passo, mais espinho
Mesmo assim é curta a vida
Caminho, é o fim do caminho
Trago a esperança falecida.
Mas prendo-me à Primavera
Entôo cantigas de saudade
Recordo a juventude, bela era!
E como se foi o tempo da Mocidade
De saudade tenho o peito cheio
Do futuro pouco adivinho
Como pássaro no ramo com seu gorgeio
Canto à Vida com carinho.
Hoje os campos estão em festa
Atapetados de bonitas cores
- Em minha morada modesta
Na mesa uma jarra de flores.
Que venha quem vier por bem
Esta casa é Portuguesa com certeza
Pão, vinho e amizade sempre tem...
Pois se é uma casa Portuguesa?!
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=132235 © Luso-Poemas
evelinbast
Se eu chorar...
Quando me deixou
não pude perceber,
seria para sempre.
Esquecer é tão dificil!
Está doendo,
mas eu sei...
você não vai querer voltar.
Seu orgulho é maior
que a vontade de amar!
Se eu chorar,
ninguém verá...
há dor no coração.
Faço tudo por você,
mas agora é tarde...
Sigo tentando esquecer,
o quanto fui covarde.
E que sem nenhuma chance
Esse amor no meu peito arde!
Jorge Santos (namastibet)
Nada tenho pra dizer ...

Nada tenho pra dizer ...
Nada tenho pra dizer e me culpo
Seja p'lo que não for dito como p'lo que disse
pouco, não posso ser mais simples que isso,
Me dói a realidade com que vivo,
Exijo que me façam um molde d'antes
De ter endoidecido pra que reconheça
Do que me lembra eu ter dito e me convenci
Ter sido, nada mais simples que isso,
Digo pouco porque pouco há a dizer
Sou pouco seguro do que digo ser, do que quero
Dizer falo alto pra me convencer disso
E me converter naquilo que consideram ser meu
Dito por outros, pouco digo que seja meu,
Digo pouco do que há a dizer, uso d'um disfarce
Que me torna invisível à dúvida, não tenho por ofício
"Me tornar achado", meu palácio não é de luz,
Nem encantado o lago onde me ponho de polegar
Ao longo, Adepto menor me sinto e me desvinculo
Ainda que seja em verdade discípulo do breu
E não Grão-Mestre na condição de divino do céu,
Me dói a realidade com que vivo,
Nada mais simples que isso ...
Joel Matos (05/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
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