Arrastando âncoras

Voltando pra casa, vigiado pela lua

Com peso nas costas, áspera rua

Levando o dia todo no bolso

Recaídas, flashbacks insólitos,

 

Meus problemas dispersos na sórdida terra

Arrastando âncoras por cima, no meio da guerra

“guerra interna” digo, dentro o verdadeiro conflito

Em criar devaneio e hesitação, sou um total perito,

 

Corto-me com o gume da própria espada

Todos os problemas viram pedras pesadas

Vejo-me moribundo e sujo

Morte lenta ouperecimento súbito,

 

Dançando pra não cair em cacos espectrais

Depositando felicidade em terceiros desleais

Ademais, ironias essenciais, farsas colossais

Mascaras dos falsos engrossam cada vez mais,

 

Queimarei tudo e todos, dentro de casa

Pois aqui os acumulo. Lembras das ancoras?

Mais que metáforas, matarei todos em massa

No final, não serão mais que míseras brasas.

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