Lista de Poemas
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Himeros
No dia mais ou menus
Tanto podemos vencer
Como podemos falhar
Mesmo antes de nascer
Começamos a arriscar
Começamos a viver
Começamos a jogar
A vida é uma roleta
Jogo de fortuna ou azar;
Há que saber perder
Há que saber ganhar
A vida é uma roleta
Há que aprender a jogar;
Vencendo às vezes é perder
Perdendo às vezes é ganhar
Nesta roleta da vida
Temos de saber jogar;
Jogamos para vencer
Aprendemos a arriscar
A vida é uma roleta
Jogo de fortuna ou azar
Se se ganha Deus me ajudou
Diz o povo quando sai bem,
Foi o diabo que o levou
Se se perde o que se tem.
Himeros
1 108
sinkommon
a queda no abismo piedoso
Se por cada ilusão tivesse um tostão.
Tão vazia, uma prece, leve, soprada
um vendaval de silêncio e solidão.
Dão-me esperança sem me dar nada
dores nas pernas de correr tanto.
Um rio também me acompanha, lento.
A pasta leitosa borbulha no leito
em que queimam colares coloridos
doridos os músculos sem alento
e é lá que, a sonhar, me deito.
Sonhos sem som marulhando mergulhados
num pesadelo oculto, qualquer.
E neles continuamos a correr.
Corrente de veludos avermelhados
molhados os pés do nosso sangue.
Iludo-me, e iludes-te, e iludimos.
Uma multidão de olhos brilhantes
e de dores vagas e distantes
em estantes altas que trepamos
e depois caímos.
Os olhos no céu onde o sol
nos protege como um lençól
e as costas para a terra dura
na queda desamparada.
Não morremos. Na queda.
Não morremos.
Espera-nos um leito macio
que nos abraça no frio
e aí nos esquecemos.
A ilusão desvanesce
nasce dela outra.
Uma que permanece,
Uma que aquece,
Uma que cresce.
"Está tudo bem"
sussurra-nos, carinhosa,
"Esquece."
(Mas não esquecemos.)
Sabemos que estamos
no mais fundo de todos
os abismos, sabemos
mas aí ficamos
ricos
nessa piedosa ilusão.
12/07/2018
Tão vazia, uma prece, leve, soprada
um vendaval de silêncio e solidão.
Dão-me esperança sem me dar nada
dores nas pernas de correr tanto.
Um rio também me acompanha, lento.
A pasta leitosa borbulha no leito
em que queimam colares coloridos
doridos os músculos sem alento
e é lá que, a sonhar, me deito.
Sonhos sem som marulhando mergulhados
num pesadelo oculto, qualquer.
E neles continuamos a correr.
Corrente de veludos avermelhados
molhados os pés do nosso sangue.
Iludo-me, e iludes-te, e iludimos.
Uma multidão de olhos brilhantes
e de dores vagas e distantes
em estantes altas que trepamos
e depois caímos.
Os olhos no céu onde o sol
nos protege como um lençól
e as costas para a terra dura
na queda desamparada.
Não morremos. Na queda.
Não morremos.
Espera-nos um leito macio
que nos abraça no frio
e aí nos esquecemos.
A ilusão desvanesce
nasce dela outra.
Uma que permanece,
Uma que aquece,
Uma que cresce.
"Está tudo bem"
sussurra-nos, carinhosa,
"Esquece."
(Mas não esquecemos.)
Sabemos que estamos
no mais fundo de todos
os abismos, sabemos
mas aí ficamos
ricos
nessa piedosa ilusão.
12/07/2018
399
negro_vatto
Minha Dor
Ando em frente
Mas trago resquícios do passado
Superamos problemas, passados, presentes,
Passamos por cima de orgulho, quebramos protocolos
Lutamos e ganhamos, às vezes não
Deixamos orgulho, egos
Tudo é aprendizado
O sofrimento só nos fortalece
Quem não aprender pelo amor
É porque não soube valorizar
Precisei sofrer consequência
Ainda que eu esteja por cima
Não esqueço que passei pra aprender
O sofrimento não tem cor
Só eu conheço minha dor.
Negro Vatto
758
diferente
Término
Olho tenso na parede, fria, com o azul mais quente que me faz transpirar, normal dada a tal circunstancia
toc-toc do seus saltos, não pulam mas vão longe no meu subconciente, passa duas vezes aleatórias marchando em minha frente, procurando o que não que achar, e o que não há, mas não entende.
Me explica diz ela, com um ton de quem vai resolver tudo, mas eu sei que uma porta que so se fecha por dentro cobra um preço a quem o faz. me de uma folha posso desenha uma casinha, onde mora um cão, um lobo e uma galinha.
O final da história todos nós sabemos, na ordem que mehor nos cabe, racionalmente, entendo o caçador, mas não entendo a serpente.
Me de asas, posso voar, ou corte minhas pernas pra não tentar, de um grante e vasto horizonte se tira uma cor, um degrade voando por nuvens amarelas, como uma cobra que limpa seus rastros se rebolando pela terra.
isso é ser diferente
toc-toc do seus saltos, não pulam mas vão longe no meu subconciente, passa duas vezes aleatórias marchando em minha frente, procurando o que não que achar, e o que não há, mas não entende.
Me explica diz ela, com um ton de quem vai resolver tudo, mas eu sei que uma porta que so se fecha por dentro cobra um preço a quem o faz. me de uma folha posso desenha uma casinha, onde mora um cão, um lobo e uma galinha.
O final da história todos nós sabemos, na ordem que mehor nos cabe, racionalmente, entendo o caçador, mas não entendo a serpente.
Me de asas, posso voar, ou corte minhas pernas pra não tentar, de um grante e vasto horizonte se tira uma cor, um degrade voando por nuvens amarelas, como uma cobra que limpa seus rastros se rebolando pela terra.
isso é ser diferente
286
manoelserrao1234
PARLEZ-VOUS [Manoel Serrão]

Selo, não sê-lo?
Passai a língua nelle.
Ó parlez-vous amor!
Mas sede universal.
510
skumawlexman
Balanço
Eu tropecei no teu olhar e me encontrei no vazio da calçada pensando no quanto é chato a vida.
Me perguntei se era por acaso que eu estava sambando com você e estava tocando a nona sinfônia, a mais triste que já ouvi porém feliz escutando sua voz e seus cabelos iam batendo ao vento segurando meu punho
Era a dor de te perder de novo pro vento pra luz ou pro sol , e você já foi meu satélite ...Um dia habitou em mim agora me devora e faz parte de algo proibido.
Deixa eu te tocar...Fazer carinho em suas pétalas e brincar no balanço como duas crianças e depois dormir na jardinagem , apenas deixe que concerve esse momento em pequenas coisas que um dia foram nossas e são nossas e jamais deixe te perder.
222
sinkommon
IRA
Como dizer como falar como expressar.
Expresso e pressiono nas têmporas,
temperos sem sono, sem sabor, sem ar.
Armários arfando exaustos das esporas
um bufar cavalar com o sangue a jorrar.
Ah, se pudesse, se soubesse, se quisesse,
se dissesse e em diamantes dementes,
dormentes, doces e refulgentes, e dormisse
durante anos, anos, anos, anos!
Sob o encanto mágico do medo (e da pieguice).
Antes, tão antes, tão longe, tão brilhante.
No medo enrolado, embolado, inconsciente,
dormente como que um monstro hibernante,
no frio incandescente a alma fechada,
uma fachada, jovem, cedo fermentada.
E agora aqui, agora aqui, aqui, explodem!
Como balas escaldantes as palavras
que com os dedos feios lavras.
Quente é o pecado, o quinto círculo,
onde vai essa emoção, esse coração(?)
(chamam-lhe assim, porque não?)
e que os risos fizeram ridículo.
Mas sabes que és capaz de amar, sabes
sabes, sabes, sabes, sabes!
Com tanta força que te perdes,
e te convences, a ti
a ti
convences
que não há nem haverá para ti
amor
amor, não para ti.
Ah, o teu peito cheio clama,
o amor explosivo que sentes
e gritas que amas!
Gritas que és capaz
és capaz de amar!
Mas
por ti só sentes ódio.
Por ti só sentes ódio.
07/07/2018
Expresso e pressiono nas têmporas,
temperos sem sono, sem sabor, sem ar.
Armários arfando exaustos das esporas
um bufar cavalar com o sangue a jorrar.
Ah, se pudesse, se soubesse, se quisesse,
se dissesse e em diamantes dementes,
dormentes, doces e refulgentes, e dormisse
durante anos, anos, anos, anos!
Sob o encanto mágico do medo (e da pieguice).
Antes, tão antes, tão longe, tão brilhante.
No medo enrolado, embolado, inconsciente,
dormente como que um monstro hibernante,
no frio incandescente a alma fechada,
uma fachada, jovem, cedo fermentada.
E agora aqui, agora aqui, aqui, explodem!
Como balas escaldantes as palavras
que com os dedos feios lavras.
Quente é o pecado, o quinto círculo,
onde vai essa emoção, esse coração(?)
(chamam-lhe assim, porque não?)
e que os risos fizeram ridículo.
Mas sabes que és capaz de amar, sabes
sabes, sabes, sabes, sabes!
Com tanta força que te perdes,
e te convences, a ti
a ti
convences
que não há nem haverá para ti
amor
amor, não para ti.
Ah, o teu peito cheio clama,
o amor explosivo que sentes
e gritas que amas!
Gritas que és capaz
és capaz de amar!
Mas
por ti só sentes ódio.
Por ti só sentes ódio.
07/07/2018
366
jordancosta
O amor é dor
O Amor é DOR
Que é a mais bela poesia
MAS por que poesia?
Porque ele é um sentimento que contagia.
Sentimento misto que gira em torno da dor, MAS que gera alegria:
Alegria pois é leveza e traz grandes certezas ao coração
E não incertezas geradas pelo FOGO da paixão.
Dor, porquê muito se irá sofrer
MAS tu nunca irá morrer.
Essa dor porquê humanos são falhos, mas nunca sem coração como espantalhos.
O amor traz dor de aperto e aflição
Mas não faria sentido algum, viver sem essa dor e tamanha EMOÇÃO.
Mesmo nessa dor é POSSÍVEL ver alegria e NADA pode nos separar de um sentimento que tanto nos alivia.
Jordan Dos Santos Costa
150
vanusa_percilio
Minha Inspiração
Hoje ao olhar pra esse lugar frio, cheiro de álcool e dor
Dava pra ouvir ao longe... Gritos, gemidos, sussurros de oraçães em busca de cura,
Mulheres de todos os portes com roupas brancas, bandejas, mas não de alimentos ,
Mas de curas momentaneas para aliviar quem sabe os gritos daquelas pessoas debilitadas, frágeis, expostas jogadas a sorte.
No ambiente uma senhora, corpo frágil, tão franzino que mais parecia quebrar-se a qualquer toque,
Suas mãos tão claras que de longe, já se via as marcas deixadas pela agulha, os cabelos tão alvos quanto algodões,
Estavam presos tipo coque de um samurai, revelando seu rosto magro e seu nariz afilado, ligeiramente ocupado pela sonda que alimenta,
Olhos lindos cor de amêndoas com pontinhos verdes espalhados pela retina,
Diante do contexto, indescritivelmente aqueles olhos sorriam pra mim, sim eles sorriam, um riso que demonstrava claramente fé,
Amor, paciência e perseverança, me revelou o que estava guardado secretamente no seu coração, alem da grande força, à imensa saudade do seu lar,
Dos animais que ela gostava de cuidar, do netinho travesso, esposo amor de longas decadas, do cantar dos passaros, da porca gordinha, das árvores e flores,
Dos amigos que deixou por lá, apesar do sorriso no olhar, seu coração sangrava, essa revelação doeu em minha alma,
Quisera eu poder ficar no seu lugar minha doce senhora, para poder regressar ao seu lar, nem que fosse por um dia antes da sua cirurgia.
Por um instante achei que ela tinha escutado meus pensamentos, pois ela olhou pra mim, sorriu, ah!
Que sorriso encantador, um sorriso tímido, meio fraco, é meio sorrindo ela falou:
- eu vou voltar pra casa, vamos fazer bastante pamonha
...
Aquela voz, meiga, humilde, mas ao mesmo tempo tão forte, me fez despertar dos meus devaneios,
Vê que aquela doce senhora era minha mãe, a mulher mais incrível que já conheci!
- Minha mãe a senhora vai voltar pra casa
Em lágrimas eu respondi.
Vanusa Percílio
Dava pra ouvir ao longe... Gritos, gemidos, sussurros de oraçães em busca de cura,
Mulheres de todos os portes com roupas brancas, bandejas, mas não de alimentos ,
Mas de curas momentaneas para aliviar quem sabe os gritos daquelas pessoas debilitadas, frágeis, expostas jogadas a sorte.
No ambiente uma senhora, corpo frágil, tão franzino que mais parecia quebrar-se a qualquer toque,
Suas mãos tão claras que de longe, já se via as marcas deixadas pela agulha, os cabelos tão alvos quanto algodões,
Estavam presos tipo coque de um samurai, revelando seu rosto magro e seu nariz afilado, ligeiramente ocupado pela sonda que alimenta,
Olhos lindos cor de amêndoas com pontinhos verdes espalhados pela retina,
Diante do contexto, indescritivelmente aqueles olhos sorriam pra mim, sim eles sorriam, um riso que demonstrava claramente fé,
Amor, paciência e perseverança, me revelou o que estava guardado secretamente no seu coração, alem da grande força, à imensa saudade do seu lar,
Dos animais que ela gostava de cuidar, do netinho travesso, esposo amor de longas decadas, do cantar dos passaros, da porca gordinha, das árvores e flores,
Dos amigos que deixou por lá, apesar do sorriso no olhar, seu coração sangrava, essa revelação doeu em minha alma,
Quisera eu poder ficar no seu lugar minha doce senhora, para poder regressar ao seu lar, nem que fosse por um dia antes da sua cirurgia.
Por um instante achei que ela tinha escutado meus pensamentos, pois ela olhou pra mim, sorriu, ah!
Que sorriso encantador, um sorriso tímido, meio fraco, é meio sorrindo ela falou:
- eu vou voltar pra casa, vamos fazer bastante pamonha
...
Aquela voz, meiga, humilde, mas ao mesmo tempo tão forte, me fez despertar dos meus devaneios,
Vê que aquela doce senhora era minha mãe, a mulher mais incrível que já conheci!
- Minha mãe a senhora vai voltar pra casa
Em lágrimas eu respondi.
Vanusa Percílio
1 188
Cedric Constance
POESIA DE SANGUE
Quero escrever poesias com sangue,
O mesmo que flui de minhas veias,
Jorrando em rubras cachoeiras,
Em uma dor que nunca se extingue.
Eternizando os martírios em escritos,
Em linhas turvas e tortuosas,
O poeta escreve com a alma aos gritos,
Rimas e palavras das mais dolorosas.
Poemas alegres são entediantes,
Prefiro ler algo cruel e visceral,
Frases e textos excruciantes.
Quero ver a angústia exprimida,
Desprezo o que é banal,
Prefiro a tristeza real e sentida.
- Cedric Constance
O mesmo que flui de minhas veias,
Jorrando em rubras cachoeiras,
Em uma dor que nunca se extingue.
Eternizando os martírios em escritos,
Em linhas turvas e tortuosas,
O poeta escreve com a alma aos gritos,
Rimas e palavras das mais dolorosas.
Poemas alegres são entediantes,
Prefiro ler algo cruel e visceral,
Frases e textos excruciantes.
Quero ver a angústia exprimida,
Desprezo o que é banal,
Prefiro a tristeza real e sentida.
- Cedric Constance
247
Cedric Constance
APRISIONADO
Meus olhos estão no passado,
Vivendo da sua lembrança...
Eu dei meu coração apaixonado
E a dor foi minha única herança.
Nossas memórias estão sepultadas,
Alimentadas pela saudade infinda.
Para sempre hão de ser lembradas
Até que minha triste vida, se finda.
Deste amor eu sou prisioneiro
Me recuso a lhe esquecer.
Pois contigo me sentia inteiro,
E sem ti, não há razão de viver.
- Cedric Constance
Vivendo da sua lembrança...
Eu dei meu coração apaixonado
E a dor foi minha única herança.
Nossas memórias estão sepultadas,
Alimentadas pela saudade infinda.
Para sempre hão de ser lembradas
Até que minha triste vida, se finda.
Deste amor eu sou prisioneiro
Me recuso a lhe esquecer.
Pois contigo me sentia inteiro,
E sem ti, não há razão de viver.
- Cedric Constance
448
gmarotta
Palavras
Palavras têm um poder inestimável
E é uma coisa muito maleável
Podemos machucar alguém
Ou causar amor em outrém
Palavras são como o mar
Elas vão, vêm, mas ficam lá
Ai de quem não dê importância
Para uma coisa com essa fragância
Um perfume que pode cheirar mal
Ou com seu cheiro, alimentar o espiritual
Ninguém quer sentir o gosto do sangue
Das palavras ditas que afundam no mangue
Quando ao contrário, sentimos um gosto doce
De uma coisa bela que alguém nos trouxe.
340
natalia nuno
sobras duma lágrima...
na esquina, há sempre uma música triste
duma flauta que não sabe que a luz existe
ecoa p'la noite adentro entra no coração,
e é tão triste como eu
atormentada com a escuridão do céu.
em noite que não tem lua,
noite desolada sem luar
espero-te à esquina da rua
enquanto a flauta tocar.
já tenho a porta cerrada
não vou ouvir a flauta mais
deixei lá fora meus ais
ouço-os p'la janela entrefechada
trago agora a alma estranha
e a vida já sem vida
a palidez meu rosto banha
calou-se a flauta... voltou a lua
pranteiam estrelas distantes
eu de feridas abertas,
deixaste meus sonhos errantes
já nem sei se sou tua
já não ouço o doloroso concerto
à esquina da rua é agora um deserto.
vou esconder este meu pesar
esquecer os murmúrios melodiosos
já não quero sentir nada
nem por ti trazer meus olhos chorosos.
natalia nuno
rosafogo
poema escrito 2002
um pouco modificado para poder ser
partilhado.
duma flauta que não sabe que a luz existe
ecoa p'la noite adentro entra no coração,
e é tão triste como eu
atormentada com a escuridão do céu.
em noite que não tem lua,
noite desolada sem luar
espero-te à esquina da rua
enquanto a flauta tocar.
já tenho a porta cerrada
não vou ouvir a flauta mais
deixei lá fora meus ais
ouço-os p'la janela entrefechada
trago agora a alma estranha
e a vida já sem vida
a palidez meu rosto banha
calou-se a flauta... voltou a lua
pranteiam estrelas distantes
eu de feridas abertas,
deixaste meus sonhos errantes
já nem sei se sou tua
já não ouço o doloroso concerto
à esquina da rua é agora um deserto.
vou esconder este meu pesar
esquecer os murmúrios melodiosos
já não quero sentir nada
nem por ti trazer meus olhos chorosos.
natalia nuno
rosafogo
poema escrito 2002
um pouco modificado para poder ser
partilhado.
217
Himeros
AO CORRER DA PENA
VERSOS AO CORRER DA PENA
Amor rima com dor
E ter vai com poder,
Laracha rima com graça
Desamor faz com sofrer.
Andar vai com caminhar
Frustração com indolência,
Terminar vai com parar
Sagacidade faz sapiência.
Aldabrão vai com sermão
E fome rima com pobre,
Salsifré faz com banzé
Ocasião vai com ladrão.
Picada joga com xiça
E dói com agressão,
Paladar com linguiça
E confusão com multidão.
Malmequer rima com flor
Mas também com bem querer,
Quem muito ama assim sofre
Diz-se que é bom um tal sofrer.
Desde o dia em que te vi
Não parei de me encantar,
Faminto do teu amor
Nunca me hei-de cansar...
Himeros
1 120
Alberto de Castro
AGORA EU SEI
No prelúdio do amanhecer
sinto a umidade no ar,
liberada pelas gotas de orvalho
que se acumularam nas folhas.
Agora eu sei por que sinto
esta magia tomando o meu corpo
e a minha alma.
É porque você ilumina os meus dias.
É porque você faz o meu mundo girar.
É porque você torna o meu sonho em realidade.
É porque você me tira da solidão.
É porque posso confiar em você.
É porque eu te amo.
sinto a umidade no ar,
liberada pelas gotas de orvalho
que se acumularam nas folhas.
Agora eu sei por que sinto
esta magia tomando o meu corpo
e a minha alma.
É porque você ilumina os meus dias.
É porque você faz o meu mundo girar.
É porque você torna o meu sonho em realidade.
É porque você me tira da solidão.
É porque posso confiar em você.
É porque eu te amo.
520
negro_vatto
Campo Santo
Não tem preto, nem branco
Nem rico, pobre ou miserável
Não tem vaidade, beleza, situação estável
É lá onde todos se igualam
Não tem benefícios nem profissão
Nem precisa do jeitinho brasileiro
Vizinhos silenciosos, povo hospitaleiro
É lá onde todos se igualam
Pra ir para lá ninguém quer cortar fila
Nem tampouco contar vantagens
Alguns vão sem comprar passagem
É lá onde todos se igualam
Não se discute políticas, futebol
Não se falam e nem brigam por religião
Não há o mau ou bem de qualquer coração
É lá onde todos se igualam
Tem gente de todas as espécies
Descansam em paz, só deixaram saudade
Façamos o bem enquanto desse lado
Lá é a certeza de toda humanidade
É lá onde todos se igualam
Negro Vatto
Nem rico, pobre ou miserável
Não tem vaidade, beleza, situação estável
É lá onde todos se igualam
Não tem benefícios nem profissão
Nem precisa do jeitinho brasileiro
Vizinhos silenciosos, povo hospitaleiro
É lá onde todos se igualam
Pra ir para lá ninguém quer cortar fila
Nem tampouco contar vantagens
Alguns vão sem comprar passagem
É lá onde todos se igualam
Não se discute políticas, futebol
Não se falam e nem brigam por religião
Não há o mau ou bem de qualquer coração
É lá onde todos se igualam
Tem gente de todas as espécies
Descansam em paz, só deixaram saudade
Façamos o bem enquanto desse lado
Lá é a certeza de toda humanidade
É lá onde todos se igualam
Negro Vatto
738
Manuela Barroso
Despe minha Alma
Despe minha alma os farrapos da vida
Não te vale a pena chorar por ninguém
Aproveita o momento, o teu dia-a-dia
Vive o presente. É o melhor que ela tem.
Sobe, lenta, os degraus da escada
Olha o poente, vê o horizonte
Não olhes para trás, ele é feito de nada
O céu sem limite é a tua fonte
Vê esta flor que vive tão só
Mas sempre te fala com a sua beleza
Nascida do chão, do jardim ou do pó.
Acalma-te no sorriso da criança
Que cresce simples como a natureza
Para descer quando a noite avança.
Manuela Barroso, "Inquietudes"- Edium Editores
642
Heinrick
Se escrever fosse ser
Estou escrevendo as pressas
As pressas e aos prantos
Aos trancos e barrancos
Com medo de você sair dessa
Eu sou uma emboscada
Eu lhe faço mal, percebe?
Eu lhe faço bem, percebe?
Posso beijar-te ainda vendada
Tenho que escrever rápido
Pra te trazer ao meu lado
Tenho que subir essa montanha
Pra chegar ao pico, me sujarei de lama
Posso escrever rápido, não quero
Devo, e vou
Mas não queria, tolero
Eu quero escrever o que você quer que eu escreva, não vou
As pressas e aos prantos
Aos trancos e barrancos
Com medo de você sair dessa
Eu sou uma emboscada
Eu lhe faço mal, percebe?
Eu lhe faço bem, percebe?
Posso beijar-te ainda vendada
Tenho que escrever rápido
Pra te trazer ao meu lado
Tenho que subir essa montanha
Pra chegar ao pico, me sujarei de lama
Posso escrever rápido, não quero
Devo, e vou
Mas não queria, tolero
Eu quero escrever o que você quer que eu escreva, não vou
646
Cedric Constance
DEVOLVA-ME
Devolva minha vida, por favor
Que tu levaste daqui contigo.
Quero encontrar um novo amor,
Mas te esquecer eu não consigo.
Deixaste o vazio em meu peito,
Arrancando a essência de meu ser,
Restando só um coração desfeito
Que nunca pará de sangrar e doer.
Minh' alma foi-se embora,
Estou vivendo por viver,
Só há meu corpo aqui agora.
Devolva minha vida, eu clamo,
Não suporto mais sofrer,
Dói saber que ainda te amo.
- Cedric Constance
Que tu levaste daqui contigo.
Quero encontrar um novo amor,
Mas te esquecer eu não consigo.
Deixaste o vazio em meu peito,
Arrancando a essência de meu ser,
Restando só um coração desfeito
Que nunca pará de sangrar e doer.
Minh' alma foi-se embora,
Estou vivendo por viver,
Só há meu corpo aqui agora.
Devolva minha vida, eu clamo,
Não suporto mais sofrer,
Dói saber que ainda te amo.
- Cedric Constance
304
tiamat
Olá, velha amiga.
Minha velha amiga, cá estamos nós!
Você, como sempre, sem nenhum senso de humor...
E eu tentando dar risada de minha própria insignificância perante a ti.
Você jamais brinca, e se tento, se põe numa constância de lembrar o quão ridícula pareço...
nessa idade querendo acreditar que sou capaz de sorrir da dor.
Não, não, não...você não habita em meu sentido, mas esta ali, sempre no sentir...ou na ausência dele.
Já te conheço há quase duas décadas e você que de mim tudo sabe...já leu todos os livros de minha estante...viu todos os meus filmes preferidos e beijou todos a quem eu já amei.
Vestida em seu mais belo manto, sempre sabe quando e onde me encontrar, oferencendo sem pudor o seu abraço sínico.
Não existe razão para te deixar entrar em minha morada...
Eu não te quero!!!
Eu sei bem o que acontece na sua estadia... você não poupa nada nem ninguém.
Já te disse, gritei e escrevi longas cartas te pedindo para nunca mais voltar..mas vc sempre esteve aqui qnd eu precisei me esconder de tudo...
Vamos sua cobiçosa!
...não deixe a porta aberta, entre de uma vez...aproveite a partida dos anjos e espreite os cômodos,
sente-se...
vamos tomar aquele vinho...ler nossos melhores livros juntas...tenho muito o que te contar.
Mas saíba que eu não tenho amor por você, nem caminhando por as sombras mais profanas te desejei...
ainda que tenha eu tentado me manter no silêncio mais profundo...vc me escutou...
e logo se prontificou a me visitar... aqui estamos...meus olhos chovem e os seus refletem o apocalipse.
Acolheu-me sem precisar dizer uma só palavra.
Entrou e fez morada...
Dessa vez, você está só de passagem...espero que entenda.
Coloque aquela música que você adora me observar dançar...traga-me um gole daquela doce bebida vermelha...vamos brindar por hoje.
Amanhã, eu não te quero mais aqui!
Um grande brinde a minha eterna atração por você... nesse embriagante flerte melancólico...
O que você tem a me ensinar desta vez?
Não responda!
Eu acharei a resposta.
Você, como sempre, sem nenhum senso de humor...
E eu tentando dar risada de minha própria insignificância perante a ti.
Você jamais brinca, e se tento, se põe numa constância de lembrar o quão ridícula pareço...
nessa idade querendo acreditar que sou capaz de sorrir da dor.
Não, não, não...você não habita em meu sentido, mas esta ali, sempre no sentir...ou na ausência dele.
Já te conheço há quase duas décadas e você que de mim tudo sabe...já leu todos os livros de minha estante...viu todos os meus filmes preferidos e beijou todos a quem eu já amei.
Vestida em seu mais belo manto, sempre sabe quando e onde me encontrar, oferencendo sem pudor o seu abraço sínico.
Não existe razão para te deixar entrar em minha morada...
Eu não te quero!!!
Eu sei bem o que acontece na sua estadia... você não poupa nada nem ninguém.
Já te disse, gritei e escrevi longas cartas te pedindo para nunca mais voltar..mas vc sempre esteve aqui qnd eu precisei me esconder de tudo...
Vamos sua cobiçosa!
...não deixe a porta aberta, entre de uma vez...aproveite a partida dos anjos e espreite os cômodos,
sente-se...
vamos tomar aquele vinho...ler nossos melhores livros juntas...tenho muito o que te contar.
Mas saíba que eu não tenho amor por você, nem caminhando por as sombras mais profanas te desejei...
ainda que tenha eu tentado me manter no silêncio mais profundo...vc me escutou...
e logo se prontificou a me visitar... aqui estamos...meus olhos chovem e os seus refletem o apocalipse.
Acolheu-me sem precisar dizer uma só palavra.
Entrou e fez morada...
Dessa vez, você está só de passagem...espero que entenda.
Coloque aquela música que você adora me observar dançar...traga-me um gole daquela doce bebida vermelha...vamos brindar por hoje.
Amanhã, eu não te quero mais aqui!
Um grande brinde a minha eterna atração por você... nesse embriagante flerte melancólico...
O que você tem a me ensinar desta vez?
Não responda!
Eu acharei a resposta.
1 463
natalia nuno
poema que sou...
A poesia é a minha infinita
liberdade
Onde falo de vida , de morte
de alegria de tristeza
Falo de tudo um pouco à sorte
Falo da saudade
Do amor e sua beleza
A força me surge do pensamento
E sofro porque escrevo sentimento.
A poesia é o meu chão
o meu espaço
Esqueço até da vida as dificuldades
É a minha ilusão,
O fogo da minha imaginação
O meu cansaço
O rumo das minhas saudades.
A poesia é o meu desejo,
a minha ansiedade
A minha realidade,
O meu sonho incompleto,
A minha terra o meu céu
A poesia sou eu!
A poesia é o ar que respiro
Que guardo nos confins do coração
É a minha ambição
Por ela deliro.
E eu sou toda inquietação
Se não me sai na perfeição!
A poesia dorme sobre o meu peito
Eu a sinto a toda a hora
Com ela me realizo e deleito
Estará comigo até ao destroçar
da memória.
natalia nuno
liberdade
Onde falo de vida , de morte
de alegria de tristeza
Falo de tudo um pouco à sorte
Falo da saudade
Do amor e sua beleza
A força me surge do pensamento
E sofro porque escrevo sentimento.
A poesia é o meu chão
o meu espaço
Esqueço até da vida as dificuldades
É a minha ilusão,
O fogo da minha imaginação
O meu cansaço
O rumo das minhas saudades.
A poesia é o meu desejo,
a minha ansiedade
A minha realidade,
O meu sonho incompleto,
A minha terra o meu céu
A poesia sou eu!
A poesia é o ar que respiro
Que guardo nos confins do coração
É a minha ambição
Por ela deliro.
E eu sou toda inquietação
Se não me sai na perfeição!
A poesia dorme sobre o meu peito
Eu a sinto a toda a hora
Com ela me realizo e deleito
Estará comigo até ao destroçar
da memória.
natalia nuno
288
manoelserrao1234
Ödipuskomplex [Manoel Serrão]
No caráter, fora Hamlet.
No destino, fora Édipo.
Mas no elo do trágico?
Ó fora Freud!!!!
391
natalia nuno
mais morta que viva...
cai o orvalho no meu sonho descuidado
vem do choro das ribeiras ao primeiro
raio de sol, trazido pelo vento norte
traz das rosas o cheiro
e a notícia gélida da morte
estranha mágoa deixa-me pensativa
sinto-me flor em jarra d'água
mais morta que viva.
há nuvens sombrias e os lírios
estão tristes, passam os meus dias
e nem sei se existes, oculto amor
oculta dor, por mim já choram os laranjais
e um rouxinol na tarde canta os meus ais
meus olhos adormecidos, deixei-os a descansar
enquanto o silêncio à minha volta é tumular.
medonha e baça é a luz do candeeiro
chegou a noite saudosa, outro sonho desfeito
descanso a cabeça no travesseiro
e sonho com o amor que me cabe no peito
olho as velhas estrelas, e penso como foi
curto o caminho, o azul já não fica distante
e eu quero deixar-me morrer ...lentamente
à luz do poente.
natalia nuno
rosafogo
vem do choro das ribeiras ao primeiro
raio de sol, trazido pelo vento norte
traz das rosas o cheiro
e a notícia gélida da morte
estranha mágoa deixa-me pensativa
sinto-me flor em jarra d'água
mais morta que viva.
há nuvens sombrias e os lírios
estão tristes, passam os meus dias
e nem sei se existes, oculto amor
oculta dor, por mim já choram os laranjais
e um rouxinol na tarde canta os meus ais
meus olhos adormecidos, deixei-os a descansar
enquanto o silêncio à minha volta é tumular.
medonha e baça é a luz do candeeiro
chegou a noite saudosa, outro sonho desfeito
descanso a cabeça no travesseiro
e sonho com o amor que me cabe no peito
olho as velhas estrelas, e penso como foi
curto o caminho, o azul já não fica distante
e eu quero deixar-me morrer ...lentamente
à luz do poente.
natalia nuno
rosafogo
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gmarotta
Infinito
O infinito é tudo
E também não é nada
O Universo eu saúdo
Durante a vida que é tocada
Nossa vida é infinita
Aqui estamos de passagem
Na ilusão que nos limita
Da separação que é miragem
Se infinito sou
Para evoluir aqui estou
Para se juntar ao infinito
Ainda tenho que entrar em muito atrito
Acredito que do atrito se cresce
O encontro antagônico que depois floresce
São flores que vêm do encontro
Do infinito com uma parte do escombro.
E também não é nada
O Universo eu saúdo
Durante a vida que é tocada
Nossa vida é infinita
Aqui estamos de passagem
Na ilusão que nos limita
Da separação que é miragem
Se infinito sou
Para evoluir aqui estou
Para se juntar ao infinito
Ainda tenho que entrar em muito atrito
Acredito que do atrito se cresce
O encontro antagônico que depois floresce
São flores que vêm do encontro
Do infinito com uma parte do escombro.
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