Minha Inspiração
Hoje ao olhar pra esse lugar frio, cheiro de álcool e dor
Dava pra ouvir ao longe... Gritos, gemidos, sussurros de oraçães em busca de cura,
Mulheres de todos os portes com roupas brancas, bandejas, mas não de alimentos ,
Mas de curas momentaneas para aliviar quem sabe os gritos daquelas pessoas debilitadas, frágeis, expostas jogadas a sorte.
No ambiente uma senhora, corpo frágil, tão franzino que mais parecia quebrar-se a qualquer toque,
Suas mãos tão claras que de longe, já se via as marcas deixadas pela agulha, os cabelos tão alvos quanto algodões,
Estavam presos tipo coque de um samurai, revelando seu rosto magro e seu nariz afilado, ligeiramente ocupado pela sonda que alimenta,
Olhos lindos cor de amêndoas com pontinhos verdes espalhados pela retina,
Diante do contexto, indescritivelmente aqueles olhos sorriam pra mim, sim eles sorriam, um riso que demonstrava claramente fé,
Amor, paciência e perseverança, me revelou o que estava guardado secretamente no seu coração, alem da grande força, à imensa saudade do seu lar,
Dos animais que ela gostava de cuidar, do netinho travesso, esposo amor de longas decadas, do cantar dos passaros, da porca gordinha, das árvores e flores,
Dos amigos que deixou por lá, apesar do sorriso no olhar, seu coração sangrava, essa revelação doeu em minha alma,
Quisera eu poder ficar no seu lugar minha doce senhora, para poder regressar ao seu lar, nem que fosse por um dia antes da sua cirurgia.
Por um instante achei que ela tinha escutado meus pensamentos, pois ela olhou pra mim, sorriu, ah!
Que sorriso encantador, um sorriso tímido, meio fraco, é meio sorrindo ela falou:
- eu vou voltar pra casa, vamos fazer bastante pamonha
...
Aquela voz, meiga, humilde, mas ao mesmo tempo tão forte, me fez despertar dos meus devaneios,
Vê que aquela doce senhora era minha mãe, a mulher mais incrível que já conheci!
- Minha mãe a senhora vai voltar pra casa
Em lágrimas eu respondi.
Vanusa Percílio
Dava pra ouvir ao longe... Gritos, gemidos, sussurros de oraçães em busca de cura,
Mulheres de todos os portes com roupas brancas, bandejas, mas não de alimentos ,
Mas de curas momentaneas para aliviar quem sabe os gritos daquelas pessoas debilitadas, frágeis, expostas jogadas a sorte.
No ambiente uma senhora, corpo frágil, tão franzino que mais parecia quebrar-se a qualquer toque,
Suas mãos tão claras que de longe, já se via as marcas deixadas pela agulha, os cabelos tão alvos quanto algodões,
Estavam presos tipo coque de um samurai, revelando seu rosto magro e seu nariz afilado, ligeiramente ocupado pela sonda que alimenta,
Olhos lindos cor de amêndoas com pontinhos verdes espalhados pela retina,
Diante do contexto, indescritivelmente aqueles olhos sorriam pra mim, sim eles sorriam, um riso que demonstrava claramente fé,
Amor, paciência e perseverança, me revelou o que estava guardado secretamente no seu coração, alem da grande força, à imensa saudade do seu lar,
Dos animais que ela gostava de cuidar, do netinho travesso, esposo amor de longas decadas, do cantar dos passaros, da porca gordinha, das árvores e flores,
Dos amigos que deixou por lá, apesar do sorriso no olhar, seu coração sangrava, essa revelação doeu em minha alma,
Quisera eu poder ficar no seu lugar minha doce senhora, para poder regressar ao seu lar, nem que fosse por um dia antes da sua cirurgia.
Por um instante achei que ela tinha escutado meus pensamentos, pois ela olhou pra mim, sorriu, ah!
Que sorriso encantador, um sorriso tímido, meio fraco, é meio sorrindo ela falou:
- eu vou voltar pra casa, vamos fazer bastante pamonha
...
Aquela voz, meiga, humilde, mas ao mesmo tempo tão forte, me fez despertar dos meus devaneios,
Vê que aquela doce senhora era minha mãe, a mulher mais incrível que já conheci!
- Minha mãe a senhora vai voltar pra casa
Em lágrimas eu respondi.
Vanusa Percílio
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