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Alberto de Castro

Alberto de Castro

PRECISO TE ESQUECER

A vida continua a me ensinar...

Estive me enganando por muito tempo,
entre nós só houve mentiras,
não há mais nada para salvar.

Estive sonhando por muito tempo...

Minha cabeça está começando a se perder,
preciso te esquecer.
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pauloafonsobarros_57

pauloafonsobarros_57

Enquanto você dormia...



Vejo em silêncio as delicadas linhas de seu rosto, preservadas estão suas mais belas faces em todos os ângulos, a mesma graça de quando a vi pela primeira vez e que me fez pensar.

- Onde e quando já a tinha visto?

Não foram apenas em sonhos ou nas alamedas comuns por onde caminhávamos, se assim fosse jamais me esqueceria.

Sem a tocar alinho com cuidado seus cabelos e delineio numa imaginária aquarela suas pequenas mãos com orquídeas, suas preferidas, agora acolhidas com seu adorável e belo sorriso, quase sempre contido, afagadas pelos mesmos e encantadores olhos suaves e expressivos.

Moldo seus lábios com os meus e juro baixinho,

- Sei, e apenas sei, que a vi e a amei muito antes daquele primeiro dia...

Paulo Afonso de Barros
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Paulo Sérgio Rosseto

Paulo Sérgio Rosseto

TEIMOSIA

Morto o dia não entende que findara
Cai teimoso voando atrás do fuso
Fugindo das sombras afiadas no lusco-fusco
Confuso flanando no enlevo veloz a oeste
Vendo adiadas as suas findadas horas

Dá conta de si mesmo somente
Onde nas colinas do ocidente os vigilantes
Fazem soar as justas pancadas
E o universo disperso das farfalhas
Faz com que o dia quedo ainda torto
Se reinvente nos quadrantes do mundo
Mudando a forma e o calendário

Eis que até os sábios cerram os olhos e se calam
Ante as atrevidas impertinências do período
Desalmado da luz que se esvai

é quando nada mais se ouve nem se sabe
Em qual vasilha este ciclo caberá
Se dentro apenas do invólucro da terra
Ou fora do amanhã que se distrai
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Cedric Constance

Cedric Constance

CHAMAS

Corpo incendeia em chamas,
Pedinte das tuas ternas carícias,
Pele suada que agora clama
Sentir teu toque cheio de malícias.

Tenho fome do seu prazer
E sede infinita de te amar,
Amor contigo eu quero fazer
E desse pecado iremos gozar.

Lençóis guardam seu cheiro,
Alimentando minha vontade,
De ter você aqui inteiro.

Mente que viaja em perversões
Febre de paixão que arde,
Desperta mil e uma sensações.

- Cedric Constance
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fernanda_xerez

fernanda_xerez

DÁDIVAS DE AMOR

Se quiseres te darei a lua,
minha alma pura
____ e nua;

Se quiseres te darei o sol,
para alumiar teu dia
____ e o arrebol;

Se quiseres te darei o mar,
com sua maresia
____ para perfumar;

Se quiseres te darei beijos
doces e apaixonados,
____ desejo;

Se quiseres te darei amor,
e minha poesia,
____ sou flor!
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fernanda_xerez

fernanda_xerez

A MAIS BELA POESIA QUE SE POSSA VER

Queria poder bailar
entre as nuvens de algodão, sob a
luz da lua!...

Queria poder viajar
na cauda de um cometa e tocar
o sol com a mão!...

Queria poder brincar
com as estrelas e espalhar poeira
cósmica por onde eu passar!...

Queria poder dormir
ouvindo o coral dos anjos, sonhar
cada sonho bonito

(...) e transcender,
escrever nas bordas do infinito
a mais bela poesia que
se possa ver!...
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sinkommon

sinkommon

dos perdidos

Triunfo dos emocionados emaciados

macios, mentirosos, metralhados

balas e abalas em fuga

uma ruga.


Uma viagem sem regresso.

Longe,

no tempo e no espaço e range

escadas dentadas e delapidadas

uma pedra fria e, claro, vazia.


Azia e melancolia

e ninguém lia

toda a boca comia

mas daquela cara

repugnante

só água escorria.


E nem dó

porque merecia

e nem dó

porque também se ria.



Escrito a 04/07/2018
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anjoeros133

anjoeros133

Dividir tudo com você

Dividir tudo...Espaço,tempo,lugar,anseios,sonhos e principalmente,a vida...Isso faz quem ama de fato...

(Anjo Eros)

Código do texto: T6156134
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gmarotta

gmarotta

Oração à nossa Mãe

Oh Mãe
Perdoe quem a machuca
Não pensa essa gente maluca
Estão a te destruir
Tentando evoluir
Oh Mãe
Nossa existência está perdida
Sua gente está falida
Tratamos água como mercadoria
Como podemos vender quem nos dá vida?
Oh Mãe
Ajude-nos a encontrar a saída
Lembra-nos o porque de nossa vinda
Prepara-nos para que nossa ida
Não seja mais sofrida
Oh Mãe
Nos ensine mais uma vez a reconstruí-la
Oh Mãe
Nos ensine novamente a amá-la
Oh mãe...
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manoelserrao1234

manoelserrao1234

UNDERGROUND [Manoel Serrão]





Passo
            a   passo 
                             um 
                                      degrau...

Vivo

no diviso 
Front que separa 
O verso unforgettable, 
Do indiviso underground.

 
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gmarotta

gmarotta

Preto e Verde

Gaia não irá ruir
E as crianças poderão sorrir
Sendo livres e iluminadas pela luz do luar

Sabendo que o mundo inteiro é o nosso lar

Os pássaros voando ao pôr do Sol
E uma criança podendo na rua ficar só
Sem perigo, sem ter o que temer
Tendo certeza que um belo futuro havemos de ter

Tomando banho de rio de noite ou de manhã
Lavando a alma e mantendo a mente sã
Sempre a salvo da mente vã
Sabendo que sempre vai brilhar o amanhã

Minha mente se esvai enquanto penso
Que com educação vamos chegar à um consenso
De que o verde é a solução
E os gnomos e fadas nascerão em emoção.
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Silva

Silva

Vagalumes

Não me iludo
Apenas fico muda
Quando lembro do seu beijo
E fico a vagalumear...
São lembranças acesas na memória
Recente de quem se fez presente
Sem titubear...
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natalia nuno

natalia nuno

Final...

Porquê não crer?
No final o sujeito está lá!
Se todos o podem ver?!
Rodeado de flores, amigos, ele está!
Vejo tudo ou tudo prevejo!
Do final a acontecer
Será agoiro o que vejo?!
Como cega queria ser!

A noite levou seu dia p'la mão
Já caminha num Mundo do avesso
Já lhe acabou com a inquietação
Às costas o leva ou de arremesso.
Ó céus! As horas passaram de raspão.
E ele renuncia a esta descida confusa
Que o envenenou, lhe tirou a razão,
Ignorou sua vontade.

Mas ainda enfrenta e se escusa
Pois já da Vida tem saudade.

natalia nuno
rosafogo




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gmarotta

gmarotta

É tudo que tenho

O Sol brilha como nós na noite
Somos intensos como seus raios
A noite é nosso lar
E isso ninguém vai nos tirar

Eu sou como Buddy Holly e você como Mary Tyler Moore
Eu um cantor de rock e você a atriz romântica

Os anos não passam para nós
Somos inteiros quando estamos a sós
E viramos a noite como crianças
Vivemos intensamente sem pesar na balança

Queremos sempre a mesma coisa
É incrível nossa semelhança

Pra você deixo meu coração
É tudo que tenho, peço perdão.
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natalia nuno

natalia nuno

pequena prosa poetica...

levava laranjas nas mãos, os sóis giravam à sua volta e perguntavam-lhe: quem és tu?
- sou apenas um sonho, um leve sonho solto no esplendor da manhã, ando pela casa onde nasci, ouço um rumor de pétalas caídas das ramagens, sonâmbulas, tristes pelo chão, também sussurros de quem adormeceu para sempre, mas sua alma navega ainda por cá junto à luz sombria dos loureiros...com o vôo livre deixo-me ir até onde mora a brisa, fico despida e inconsciente entre as madressilvas, alfazemas, e a ternura das giestas... ouço ao longe os trinados de pássaros anónimos que podem ser cotovias, rouxinóis pardais ou outros mais, e eu escuto-os no espaço azul da minha memória onde se enraiza o resplendor da esperança que ainda me cabe...é árida a realidade por isso sou apenas sonho, sonho e saudade e tudo que vivi e amei, solto agora com palavras velhas estas memórias atadas, enquanto não surge o caos e a confusão e venha calar a minha mão....

natalia nuno
http://flortriste1943.blogspot.pt
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Luciana Souza

Luciana Souza

Já Chega


Chega!
Basta!
Não quero mais!
Não é pirraça
Só não quero mais
Já esqueci
Não lembro mais
Agora chega
Não quero mais
Tem sal no mar
Mas não de mais
Tempero é bom
Eu quero mais
Te amo muito
Até demais
Me dê um beijo
Eu quero amor
E muita paz
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natalia nuno

natalia nuno

recordar junto contigo...

O rubor do sol no poente
pinta o chão de matizes
Enquanto tu perdido de amor
me dizes:
Que covinhas lindas no rosto!
E esse tímido sorriso?!
Nessa tarde já longínqua, ao doce
crepúsculo, era Agosto.
Olhares embaraçados
Lábios em sofreguidão
Corpos colados,
silêncio, ouvindo-se apenas
o bater acelerado do coração.

Acordo do devaneio
Incrível como o tempo voa
Nunca mais tem cura esta saudade
A que o resto do mundo é alheio.
Mas a ela não renunciarei, ainda que doa
Hoje não é tão doce a tarde
Mas há aves no céu!
E instantes vibrantes, vivos
Onde sou tua, e tu és meu!

Há coisas que me fazem subir
o coração à boca
O sol nos teus olhos brinca alegremente
E eu como louca
Adivinho os teus desejos, me entregando
docemente.

Disseste-me que era linda
Mesmo com rugas no rosto
E eu com saudade infinda
Lembrei-te a tarde longínqua
do mês de Agosto.
E de alto abaixo te mirei
Meu amor da vida inteira
Poemas de amor te escreverei
Saudosa da visão primeira.

natalia nuno
rosafogo
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rafa367

rafa367

risos

passo pelo corredor e ouço risos e provações ,como se por instinto ,rapidamente tento fingir que os não os ouvi ...mas,sei que é em vão ,pois eles gritam e acenam para me envergonhar,e aquela sensação horrível volta,a incapicidade e tudo o que me faz querer parar de existir...malditos normais!!!
não desistirei ainda ,mas é difícil continuar .,
231
jbcampos

jbcampos

poeta digital


Bem-vindo

poeta digital


poeta, não leve a mal, eleve

suavemente sua leve mente

ao mundo virtual-espiritual.

um designer digital e poeta,

é verdadeiro atleta do bem

quando se atém ao digitar

além da bondade natural.

tem como missão o soldo

do prazer no lazer de amar.

é de um outro fino linguajar

másculo menino, html-afinco

ou html cinco, é silenciar a chu-

va num telhado de zinco, faz a luz

brilhar no ofuscado olhar, é a arte a

digitalizar. php faz o olhar tremer ao

embelezar blog no vloguear do site-

sítio dum vergel espetacular. é até

difícil de se explicar. java, no por-

tal da imaginação não trava na

trave dessa real ilusão, é pe-

la palavra que o poeta lavra

sua fala em verso adverso,

e ao digitar faz o verso se

proliferar no universo de

muitos lares, nas lingua-

gens espetaculares. na

realidade é poeta atual,

mesmo que não queira é

poliglota natural, enquan-

to a maquineta interpreta

com tamanha rapidez dois

números tacanhos, binário

extraordinário, eis a faceta

mostrada ao poeta digital.

poeta de mundo cibernético?

o poeta rima até nanopoesia.

e até no macrocosmo sideral.

agora o poliglota poetisa em

em diversas linguagens e

profetiza até na mais

longa estiagem

emocional.


hei... você é pura poesia

na noite afoita, no dia

de muita maresia.


se "sonhar é viver",

quem ousa contradizer

mundo virtual da poesia?

aliás, vamos esclarecer,

o viver é plena poesia.


vamos deixar de heresia

poeta nosso de cada dia.


jbcampos



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Himeros

Himeros

Corpos fundidos num só

Aquele beijo na tua boca ardente de desejo, durou o tempo que quiseste, Marta...
De corpos cingidos, ali ficámos deliciando o nosso encantamento.
Enquanto isso, teus mamilos hirtos, como que pretendiam perfurar a carne do meu peito.
Para que dúvidas não me ficassem esperei para me certificar que não me enganara, e logo constatei que eles, sempre e sempre mais hirtos, me convidavam a que os afagasse carinhosamente.
Oh Marta, que se passa? te perguntei de pronto. Olhaste-me com esses olhos de fêmea faminta e uma resposta abafada, quase indistinta, te saiu da garganta: não seiiii..
Descingimos nossos corpos e os teus seios, belos, mostraram-se a meus olhos em toda a sua formosura.
Levemente, em movimentos centrípetos, passeei os meus dedos naqueles mamilos rijos e apetitosos, mas depois, não me contendo, minhas mãos se encheram no absoluto do teu corpo celestial.
Contorcias-te, o desejo retornara a tomar conta de ti, e me pediste, Beija. E eu beijei, mordisquei os teus mamilos desejosos dos meus lábios, dos meus dentes, da minha língua.
Entretanto, a minha mão direita, acariciava o teu ventre, enquanto tu Marta, me sussurravas palavras de gratidão.
As tuas nádegas perderam o sossego, e passaram a contorcer-se em repetidos movimentos de vai e vem.
Da tua boca passaram a sair sons que eram tudo menos palavras; ora gemidos, ora gritos sufocados, ora ais e ais, eivados de desejo, ora sussurros de mulher feliz.
Senti as tas unhas cravarem-se na minha carne, o meu corpo estremeceu ao sentir aquela sensação de dor/prazer, que sempre me proporcionas e que eu adoro.
Não resisti, Pousei minha cabeça sobre o teu ventre e perdi-me naquela dor/prazer das tuas unhas rasgando a minha carne.
Para a Marta com todo o meu amor.
Teu Himeros
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natalia nuno

natalia nuno

há um não sei quando...

trémula a última estrela
soltam-se palavras na memória
a dor ri de mim
é tanta a sombra que me envolve
no escuro
debalde a claridade procuro
no tempo que me tem,
e só é, a saudade que vem
do tempo de além.


tiro da gaveta o linho
com o olhar turvado
morro como um passarinho
com seu cântico acabado.


trago o silêncio na garganta
e já nada me espanta
há um não sei quando
que me persegue
e um não sei onde me leva
há uma loucura de saudade imensa
uma coragem que se nega
e um frio que se faz presença.


natalia nuno

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=249096 © Luso-Poemas
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tiamat

tiamat

Meu verão

Mergulhando em águas rasas
Perplexa no seu reflexo ensolarado
Sua beleza e alma raras
Serei sua...
Até que as sereias façam o chamado.
1 438
espadachim_da_noite

espadachim_da_noite

O que esperar?

Que no alvorecer, meu sono seja solene e interrupto, se não, que meu dia encubra os erros dahistória com os alimentos da alma e ppor fim que a noite e o silêncio me permitam sonhar em paz. Esperando que esse ciclo um dia seja quebrado, pela felicidade, pelo sono eterno ou pelo sonho.

-Espadachim da Noite
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stefferson04

stefferson04

O Vazio em Mim

Queria escrever um verso
Que meu coração clama expressar
Versos cansados e desacreditados
Queria dizer o quanto dói esse nó
Que me sufoca
Mas o vazio em mim não deixa.

Queria que minhas lágrimas pudessem falar
Enquanto elas nascem e partem de mim
Queria ser livre pra dizer que não sou livre
E assim não me preocupar em esconder
Meu gélido reino caído
Mas o vazio em mim não deixa.

Sou distante, sou miragem
Sou inexistente no silêncio falido
Sou tudo e poder, mas nada nesse meu calar.

Estou imóvel quando eu queria ir
Para algum lugar onde não existisse
Esse velho eu aqui
Queria ser rápido e romper as eras
Queria ser mais do que uma alma oca
Imóvel e sem noção estou, não há socorro.

Queria cantar uma velha música
De acordes entristecidos pela dor
Não posso escrever meus versos póstumos
Pois eu já fui algo que aparento ser
Queria falar e assim findar minha dor
Mas o vazio em mim não deixa.
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