Lista de Poemas
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Alcides Reis Junior
Pensamentos
E nos trechos das músicas que escuto, nos versos dos poemas que eu leio.
Parece que para sempre eu vou me distrair e pensar em você.
natalia nuno
há coisas que doem...
acabou-lhe com o sorriso em botão
emsonbrecem os verdes do olhar
quando à noite na escuridão
nem teu abraço para m' enlaçar
este anseio que cresce e se apodera
de mim, é como febre que queima
e que a todo o momento teima
sussurar-me como uma prece
... o teu corpo ainda tem asas!
e logo a saudade aparece
e se cruza no meu peito,
tudo volta a ser meu por direito
o sol nasce a meio da noite
deixo o sonho na almofada
e quero por ti ser amada...
mas a vida sem sonhar... deu em nada!
natalianuno
Marnielly
Ah aqueles velhos tempos!
quando tudo parecia tão bonito
sem tantas tristezas e decepções
onde o tempo era infinito e
parecia nunca passar.
Naquele tempo tudo tinha um aroma
maravilhoso de infância,
e um delicioso sabor de torta de chocalate,
parecia que tinhamos em nossas maos
toda a eternidade!
Os problemas não existiam,
e se existiam eram infinitamente menores,
quando crescemos eles se tornam mil vezes
maiores!
Por mais que a infância de alguém nao
tenha sido espetacular(assim como a minha não foi),
essa é uma época ímpar,
que não volta jamais
e quando vemos tudo já ficou
pra trás.
Ah velhos tempos
em que podia sonhar!
Poderia ser tudo que queria sem nunca
me cansar de imaginar.
Ah velhos tempos que não voltam jamais,
os dias que sucedem a infância
nunca serão iguais.
natalia nuno
frase...
natalianuno
simone_moura3
SEDUÇÃO
Pernas lisas de fora
Decotes profundos agora
Vestidos colados
Lábios pintados
Sorrisos, gargalhadas
Mordidas no copo, deixadas!
Língua passando na beirada
No fim uma olhada
Fumaça de cigarro subindo
O tom de voz aumentando
Faróis de carro passando...
Não há uma sedução maior
Que uma mente preparada
Nutrida por paixão e malícia
Na madrugada!
Simone Moura
feliciano
Vive, ama e sente!
Carl R.S
A máscara
Beberemos ao menos uma taça
E disfarçando a solene estranheza
Esconderei o ser
Onde não se possa tocar.
Diáfano engana a noite
A existência vazia
A flor da pele, o tenso linho
Amarga o vinho envenenando o poço.
Cai-lhe a mortalha sombria das dores
Secando das pétalas flores
As almas angustiadas
E os gritos internos dos loucos.
E não havendo bondade
frieza e ausência de tudo
descai a face, que mascara usas-te?
Que verdade escondeste?
Mostra-se verdadeiro o monstro, mais vivo que a vida!
...sorrateiro
...profano
...sombrio
...infame
Lança a face a luz, e logo recolhe.
Jorge Santos (namastibet)
Ridículo q.b.

Há música na palavra dita…
Há música nas palavras ditas,
Não ouso cantar
Em publico, sinto-me ridículo
Quando dou por isso,
Estou a cantar alto sozinho,
pois que o hábito não faz
O monge e eu canto como maldito
Da rua, embora não seja cego,
Sou louco quanto a loucura
Que me habita por dentro,
Sendo esse o meu desatino,
Quando dou por mim sozinho,
Cantando baixo, baixinho.
Sou ridículo, sinto-me músico,
Sem ser nem isso, q,b.
Um sem ofício, fulano tal,
Maldigo o ruído que faço,
P’los cantos da boca sujos,
Como se não bastasse sab’a gemada,
A língua batendo constante,
Nos dentes fingindo ser harpa.
Trinta destinos tive à escolha,
Nenhum de ser poeta, quanto
Menos músico eu, etc, etc, etc …
Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
ERIMAR LOPES
A VIDA EM AMOR
Ipatinga, 02/10/2018
Erimar Lopes.
Jorge Santos (namastibet)
Como paisagem ao morrer o dia, o voar do ganso...

Como paisagem ao morrer o dia,
Tudo se esconde em sombra e erva esguia,
Assim parece o tacto e o chão ermo
E falto, que me larga a mão e parte
Na passagem do fim, para o norte fundo,
A chuva não vem longe, vem de través,
Me segredam os dedos, ralos os cabelos
Que penteio, por dentre dez mil deles, redondos
Como a paisagem, o horizonte e a morte
A chuva não vem longe, acredita profundo,
Acredito nos homens que não morrem de vez,
Acredito que o “Homem” não morre hoje,
A Terra está doente, não me embala
E eu sofro pelo mar em volta e em luto,
Pla Terra, pla flora e a chuva não vem,
Nem chora, assim padecem meus olhos doendo,
Doente, eu e tudo, tudo se esconde
Em sombra e erva podre,
Como paisagem ao morrer o dia, o mundo
Enfermo, tal como entre duas espadas
E o punho, a parede de ferro e brasa,
O feno, o funcho, o abrunho, o ouriço…
O voar do ganso mudo.
Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
crismaia
Sentimento oculto
natalia nuno
dantes...
que o tempo amareleceu
ingénuas, em delírio
sempre a sonhar
na boca, cantigas tristes
que as estrelas escutavam
hoje nem os olhos, nem o luar
nem o sol que despontava
nem os sonhos que ao coração chegavam
nada, nada tenho pra me alegrar.
natalianuno
Jorge Santos (namastibet)
Sofro por não ter falta ,

Sofro por não ter falta,
Ausência se faz sentindo
A mesma falta, a partir
Do que não é preciso,
E só dói ao principio,
Eu sofro por não ter falta,
Medito a sós comigo,
Repetindo o mesmo “mantra”,
Vezes e vezes sem conta,
Ausência só faz sentido,
Quando há em uma parte
Do corpo, transição.
Eu sou um quarto do caminho,
Desconheço os fins
E a distância, a atitude
É uma doença contagiante,
Congénita, tal como a má morte,
Estou morrendo de conteúdo,
Como morre mudo um pato,
De desmérito, pode ser fraca
E inoportuna ou tamanha,
Sofro por não ter falta,
A felicidade é rara e falsa, a alma não
É minha …nem é dada à sorte.
Sofro por não ter falta,
Finjo, ignoro, sou feliz
Como quando se nasce,
Ausência se faz sentindo,
A morte não se sente,
Embora faça parte do que sinto,
Falta-me do voar a asa e a verdade,
Os deuses não me deram uma,
A outra não a quero,
Não me cabe escolher qual delas minha,
Sofro de não ter falta,
Sofro de ser agora, já tarde …
Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
Carl R.S
Alegoria marítima (da sessão dos fantasmas)
É noite! Espero tranquilizar-me de ti, e do tanto mirar o esteio doido do pensamento a flutuar incerto esse caixote de osso feito. Perturbou-se o meu ser o mal gênio interior, e me veio de assalto o sonho, qual salteadores na obscura ramada se perdem na escuridão. Não! Sobressaltei-me de pavor! A minha frente o imponderável a atormentar, a assombrar a madrugada. Vai o espirito congelado de horror...O grito. Não! E me responde ‒ Eis-me aqui! Nada me tem a alma ‒ digo intranquilo ao meu perplexo interior.
Então de onde vem? Nada mais me tem! ‒ Penso eu ‒ quando súbito a soleira estou novamente a mirar do pórtico as figuras selvagens, a fugirem e a me atravessar. São elas que deitam trincheiras impedindo-me o retorno, perdeu-se Orfeu no meio caminho. Ficai! Ecoava a voz. Ficai nas intensidades nossas, Ficai ao que enlouquece o que antes é lucido. E de demência e delírio a criar mundos neste caixote de osso e carne, estica-se qualquer linha horizontal a compor o azul...
...Nuvens, sois, vento e mar , albatrozes, mar e terra, delfins e outras vidas marinhas a orla do meu pensar estendem-se sob minha alegoria. Vem a mim a reflexão arrolando em pequenas ondas a beira mar. Os pensamentos a minha frente tomam forma nas espumas da praia, desmanchando-se rapidamente. Um delírio, fruto da imaginação, penso eu! Não é nada!
Nesse instante o lapso! A desgraça de Ulisses e a paixão que faz vítreo os olhos dos argonautas cegando-lhe a terra a vista, a rebentar a onda o inconsciente ao rochedo a bravia costa. Me diz a voz. Aos que ensurdecem ao canto uníssono, vai a deriva a porta no meio do mar, vai se afastando aberta melancólica e inalcançável a passagem. Restam-lhe apenas o rochedo e o continuum cântico da sereias.
Antes lutavam contra o açoite das ondas e a canção do mar, agora entregam-se mortificados. Não resistem, cansam-se fatigados e náufrago do corpo e alma, de mar e terra, de terra e mar, e se lançam as trevas abissais das águas, e corroem-se em saber impossível o retorno. Canta sua ode o condenado.
Jorge Santos (namastibet)
A verdade é Tenente ...Tio Lawrence.

Teu “Lawrence”
O viver Almirante,
A verdade Tenente,
Capitã minh’alma,
Venho ao mundo
Temente, tamanha
A sede de viver, gigante …
Almirantes, todos
Que o mundo possa
Conter, dementes vivamos
Capitães da areia,
Fundeemos castelos,
Quer sejam ou não âncoras
De verdade, nem os barcos
Rabelos, os portos-Porthos,
Dromedários, caravelas, deserto.
Teu “Lawrence”, tio Lawrence…
(Vontade Tenente)
Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
natalia nuno
flor do campo...
conhecem a direcção do vento,
confundem meus sonhos, os que nunca tive e nem terei jamais,
são tão efémeras quanto a vida, tão esquecidas
quanto meus ais!
vão durando enquanto não surge o esquecimento de si mesmas...
aguardam as carícias das estações
confiadas como eu, nas ilusões..
natália nuno
Marnielly
Procura-se um amor á moda antiga
Procura-se alguém para gostar dos mesmos gostares e que se não gostar aprenda ao menos a respeitá-los,afinal respeitar as diferenças é imprescindível.
Procura-se alguém que preserve valores e antigos costumes,que não veja graça nas relações modernas que trocam de amor toda "semana",que postam uma derretida declaração amorosa nas redes sociais e na semana que vem,troca apenas a foto e o nome da pessoa.
Tem que saber respeitar e aceitar as opiniões dirvergentes e entenda que nem sempre o moderno é o que é o ideal,mas que no "arcaíco e antiquado"há algo de sublime;especial.
Não precisa ser rico,ou ter um carro importado,só precisa ser dedicado e está sempre ao meu lado,não apenas com a presença física mas como o corpo a alma e o coração.
Que não brigue por motivos muito banais,mas que se acontecer que não seja algo repetitivo,cansativo pois isso se torna algo nocivo destrutivo para qualquer relação.
Que faça planos pro futuro mesmo quando o bolso e a realidade digam não,é preciso sonhar ter fé que os sonhos por mais dificeis que sejam um dia se realizaram.
Que compreenda as limitações humanas,visto que cada pessoa possuí a sua própria.
Que goste de animais,ainda que não queira criá-los,confio plenamente na teória de que,quem não gosta de animais não pode ser um bom sujeito..ainda que toda regra tem sua exceção.
Alguém que goste de flores,de gotas de orvalho e deitar na grama,ou no capim(na ausência de grama),que goste de deitar debaixo do céu estrelado,e que sente não poder fazê-lo com alguém especial ao seu lado.
Alguém que sinta saudade de alguém especial,ou de não ter esse alguém na sua vida.
Que queira constituir uma família,e compreenda que ela é a base de tudo,que coloque Deus e sua família acima de tudo no mundo,pois esse é o verdadeiro caminho que conduz á felicidade.
Alguém para fazer coisas simples como andar de maos dadas na rua,ver um filme no cinema ou em casa mesmo, se ambos se sentirem cansados ou sem ânimo de sair.
Alguém que deseje alguém para envelhecer juntos,que possa olhar um dia toda a trajetória vivida refletida em seus cabelos brancos e dizer:valeu a pela todos os momentos que passamos juntos,tenham sido eles tristes ou alegres.
Alguém que segure a minha mão quando estiver com medo,não precisa ser corajoso mas apenas que me faça me sentir protejida e que não estou só.
Alguém que aprecie o canto dos passáros,e a brisa que sopra de mansinho,que goste de admirar as fases da lua,que lamente o fato de o Brasil não possuir as quatro estações e que seja fascinado pela primavera e flores,muitas flores de todas as cores.
Que se comova com sofrimento alheio e se sinta triste diante de tanta calamidade que no mundo existe,que se compadeça dos que sofrem e dos menos afortunados.
Que não ponha o coração em coisas mirabolantes ou elevadas,que valorize o que simples e essêncial,que seja simplório.
Não necessita ser um príncipe encantado montado num cavalo branco,nem parecer como o Tom Cruise,só precisa ser humano,ter sentimentos ter coração e tratar as pessoas como gente e não como coisas.
Que valorize a essência humana,mais que um rosto e um corpo bacana,que se preocupe em saber como foi meu dia e com minha felicidade.
Resumindo:procura-se alguém para amar de verdade,para dividir uma vida,o mesmo teto,para sonhar os meus sonhos,para abraçar e se sentir amada,para contar segredos sem medo,para ser amigo além de companheiro,para conversar sobre a vida e dividir os traumas que a vida muitas vezes nos deixa...
Procura-se um amor á moda antiga,que creia no amor ainda,que não se deixe induzir pela mídia e grande maioria que pensa que isso não é possível encontrar alguém assim,pelo simples fato de não conseguirem ser o alguém que eles gostariam de ter.
Procura-se alguém que ainda creia que existem pessoas com coração sincero,que creem no amor e na fidelidade aos seus valores e que estejam aptas a viver um grande amor e não apenas uma grande paixão.
Que saiba que os oposto se atraem,mas atração apenas não sustenta uma relação,que isso de ter química,ser alma gêmeas é tudo uma "bobajada",que oque importa mesmo é ter Amor.
Alguém que compreenda meus defeitos e saiba lidar com eles,que resolva as coisas com diplomacia e não palavras agressivas.
Que não seja um ciumento compulsivo,pois todo ciúme excessivo provém de desconfiança;insegurança e quem ama confia,pocessividade não é amor é doença.
Que me incentive a alcançar meus sonhos,que creia em mim quando nem eu mesma puder fazê-lo, que me inspire a querer ser uma pessoa melhor que sou.
Precisa gostar de crianças,porque eu amo crianças,elas são puras angelicais,especiais...divinas,são a expressão do mais puro amor.
Que me faça rir de coisas tolas e ria das minhas bobagens,que consiga ver dentro de mim,alguém que a maioria das pessoas não consegue ver.
P.S:Não precisa morar no mesmo país,mas precisa habitar no mesmo planeta,tem que falar português,espanhol ou inglês,porque mandarim,japonês,alemão...eu não sei falar e não quero usar o google tradutor pra sempre.
P.S 2:Trata-se apenas de um poema e não um anúncio de verdade.😂
Raquel Ordones
Nude da alma
A palma do meu dentro para cima.
Rima com um querer; estupidez.
A tez eriça; desejo obra prima,
Acima, adentro, abaixo; em fluidez.
Outra vez, e outra vez... Consecutivo.
Cativo essa loucura; é só minha,
Desalinha; nada diminutivo.
Coletivo, gostar em mim aninha.
E caminha por meus eus um lampejo,
Ensejo ímpar, em mim um açude.
Em plenitude vivo e aqui versejo.
Vejo, suo ventos e quietude,
Saúde de sentimento, sobejo.
E despejo toda a minh’alma: seu nude.
ღRaquel Ordonesღ #Ordonismo
http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/
natalia nuno
enquanto nos amamos...
olho o sopro do vento
que a árvore abraça,
e o meu pensamento
prende-se ao momento
que o teu braço m' enlaça
enquanto nos amamos
acrescentamos à realidade
um pouco de saudade,
partilhamos prazer
nosso amor é puro vinho
que bebemos com lentidão
saboreamos, para não esquecer
que a felicidade está na nossa mão.
natalia nuno
natalia nuno
há sempre uma lágrima que seco...
Angústia que só o coração conhece,
e no peito faz eco,
dum bater que esmorece.
Na lembrança de cada beijo,
o tempo retrocede como por magia.
O amor atinge o cume,
e o desejo.
E a dor no peito se abrevia.
O tempo é uma infinidade,
tempo sem medida...
Enorme nostalgia é a saudade
Que é no peito, ora um sol,
ora uma ferida.
Agonizam as minhas mãos de
cegueira,
a tremer de acarinhar o nada.
Repousam da canseira,
são sombra duma vida desfolhada.
Minha solidão se multiplica,
como pássaros em bando.
É a sorte que dita
o destino que não comando.
Brinda-me a vida com mais um dia,
e o sol vem até mim feito ternura,
numa cândida doçura,
a reconfortar minha solitária nostalgia.
E meus olhos prometem sorrir!
Serena-se meu rosto, preciso sentir,
que a vida não está de partida.
Que depois de tanta lida
A sinto ainda de chegada!
Pois sempre que a noite vai,
vem a alvorada.
rosafogo
natalia nuno
Jorge Santos (namastibet)
“Entre duas aspas”

Ficarei a ser, sendo o que entendem que digo,
E de mim, enfim é o que consigo dizer entre
Aspas, digo-não entendo tanto quanto quero-
Porque haveria de querer eu, seria sério sendo,
Isso não sou, por aí não vou, passarei por
Mímico, sendo o que não sou, – entendem
O que digo, pois eu duvido mesmo a sério
Da minha certeza toda e aposto na duvida,
É um vício o ser quem não sou, a razão
É simples e natural como todas as coisas,
É o que consigo dizer não dizendo, “dividando”
O seno pelo humano interno intenso, sendo
Ficarei a ser o que entenderem que sou,
Gradiente de cinza, incompreensível voo
De moscardo sem voo, necessidade de nada
Ser, destino imaginário ou o que possa ter
Entre aspas “à míngua desse dom”, seco, indivino.
Perdoai-me, pois não me entendo nem m’dispo
Quando por vezes me “desdigo”, “dividando”
Seno Coseno hipérbole, eloquência de Fibonacci
“Pro bono”, contradigo-me sendo o que não sou,
Dando o que não tenho, ocultando por onde vou
Paradigma este sentir sem ser voar sem asas ter
Lembrar pra esquecer passar sem mudar pés
Nem mãos do lugar suposto que ocupo na sala
Menos-oval do mundo, enfim, é o que consigo
Dizer “entre duas aspas”, entre duas águas
Sinto que entendem não de facto, o que digo …
Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
Carl R.S
Aparição a beira mar (da sessão dos fantasmas)
Talvez vá a praia
Leve meu casaco
Sente a beira da areia
e imerso a escuridão alí fique.
Talvez vá. E escura a mirar o pélago
não saiba os limites entre mar e terra.
Apenas o uno a ligar o universo de estrelas
pontilhando de azul a escuridão, o sem fm.
Talvez sinta o gosto das gotículas da marola,
e o abraço do vento robusto grave a soprar
o som das incansáveis ondas arrolando sob si.
Inquietas, constantes, contínuas, tocando-me os pés cada vez mais.
Quem sabe a veja imergir das águas
em fanéia o único bem da minha vida.
As mãos, o corpo, o tato úmido
e o gosto de sal e areia a boca.
Quem sabe a veja esvoar bela, os cabelos negros
ornados em grinaldas de conchas,
iluminando a densa lua
a esguia silhueta.
Talvez a veja brincar junto a água
Prateada, urdindo o prisma a delicada luz
a atravessar-lhe a cortina delgada a veste.
Límpida, translúcida excelsa e pura.
Quente de desejo e mistério a seduzir-me,
o coração vivo a mim luminoso pulsa,
tomando-me de amalgama
o enlace em mim lança o mar e ao mar.
Sedento do arrastre, as ondas
furiosas em ordem a Talassa, tragam-me
ao fundo vertiginoso a voragem do mar,
as sedutoras imagens espectrais em corpo aquoso.
Violentas e intensas, engolem meu corpo em algaravia
perdendo-se ao açoite das águas pra não mais voltar.
Lançam-me perdido ao abissal, pra não mais voltar.
Então satisfeitas, acalmam-se as nuvens
abre-se o sol, serenam os ventos
e voltam as marolas lentas e tediosas
do enganoso estado calmo do mar
(P. S. Há um grande cansaço em explicar o mar. L.A.).
pmariabotelho
Eis que chega o dia
Eis que chega o dia e que o espelho não reflete o sorriso de uma criança feliz. Eis que chega o dia em que os dias se formam em sucessivas notas de piano perpetuando um dia a dia sem diferença. Eis que chega o dia em que resumes o teu dia numa linha de paragrafo e ponto final. Eis que chega o dia que afinal tanto esperavas para pensar e refletir. Eis que chega o dia em que o passado e o presente se encontram no aconchego de uma palavra, amor. Sim sempre fui, sou e serei amor. Um amor que sinceramente não sei de que parte de mim nasce e vive. Não sei se do coração, das mãos, dos pés, dos braços, de todo o meu ser, não sei, …
Carl R.S
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