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Alcides Reis Junior

Alcides Reis Junior

Pensamentos

Parece que para sempre você vai morar no meu coração.
E nos trechos das músicas que escuto, nos versos dos poemas que eu leio.
Parece que para sempre eu vou me distrair e pensar em você.
252
natalia nuno

natalia nuno

há coisas que doem...

morre o sol na minha face
acabou-lhe com o sorriso em botão
emsonbrecem os verdes do olhar
quando à noite na escuridão
nem teu abraço para m' enlaçar
este anseio que cresce e se apodera
de mim, é como febre que queima
e que a todo o momento teima
sussurar-me como uma prece
... o teu corpo ainda tem asas!
e logo a saudade aparece
e se cruza no  meu peito,
tudo volta a ser meu por direito
o sol nasce a meio da noite
deixo o sonho na almofada
e quero por ti ser amada...

mas a vida sem sonhar... deu em nada!

natalianuno

 

225
Marnielly

Marnielly

Ah aqueles velhos tempos!

Saudades do tempo da inconência,
quando tudo parecia tão bonito
sem tantas tristezas e decepções
onde o tempo era infinito e 
parecia nunca passar.

Naquele tempo tudo tinha um aroma 
maravilhoso de infância,
e um delicioso sabor de torta de chocalate,
parecia que tinhamos em nossas maos
toda a eternidade!

Os problemas não existiam,
e se existiam eram infinitamente menores,
quando crescemos eles se tornam mil vezes 
maiores!

Por mais que a infância de alguém nao 
tenha sido espetacular(assim como a minha não foi),
essa é uma época ímpar,
que não volta jamais
e quando vemos tudo já ficou
pra trás.

Ah velhos tempos 
em que podia sonhar!
Poderia ser tudo que queria sem nunca 
me cansar de imaginar.

Ah velhos tempos que não voltam jamais,
os dias que sucedem a infância
nunca serão iguais.







382
natalia nuno

natalia nuno

frase...

O Poeta canta o que lhe vai na alma, oscilando entre a tristeza e a exaltação, porque a vida é feita de fragilidades mas também de sonhos...

natalianuno
188
simone_moura3

simone_moura3

SEDUÇÃO



Pernas lisas de fora

Decotes profundos agora

Vestidos colados

Lábios pintados

 

Sorrisos, gargalhadas

Mordidas no copo, deixadas!

Língua passando na beirada

No fim uma olhada

 

Fumaça de cigarro subindo

O tom de voz aumentando

Faróis de carro passando...

 

Não há uma sedução maior

Que uma mente preparada

Nutrida por paixão e malícia

Na madrugada!

 Simone Moura

 

 

 

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feliciano

feliciano

Vive, ama e sente!

Poemas Sentidos do Feliciano
 
Vive! Ama! Sente!
Sem Amor não vives, não sentes...
Olha para ti... Sabes quem amas?
Amas-te? Tens que te amar para poder amar alguém...
Amar sem preconceitos...Amar como só tu sabes...
Tens um amor proibido? Amas mas não és correspondida(o)?
Luta... Sempre... Pelo que queres...
A felicidade não aparece, escolhe-se, procura-se...
Gosto de ouvir...
Aprendo e reaprendo ao ouvir os problemas das pessoas
Sem ideias pré-concebidas, oiço
processo toda a informação com atenção, serenidade
ouve os teus segredos... Aconselha-te... Sei que encontras a felicidade...
Ouve... Fala... 
Estou aqui... Mesmo ao lado... Presente contente por ajudar-te...
 
Ama...apaixona-te pela vida...
 
Vive!...
198
Carl R.S

Carl R.S

A máscara



Beberemos ao menos uma taça

E disfarçando a solene estranheza

Esconderei o ser

Onde não se possa tocar.

 
Diáfano engana a noite

A existência vazia

A flor da pele, o tenso linho

Amarga o vinho envenenando o poço.

 
Cai-lhe a mortalha sombria das dores

Secando das pétalas flores

As almas angustiadas

E os gritos internos dos loucos.

 
E não havendo bondade

frieza e ausência de tudo

descai a face, que mascara usas-te?

Que verdade escondeste?

 
Mostra-se verdadeiro o monstro, mais vivo que a vida!

...sorrateiro

...profano

...sombrio

...infame

Lança a face a luz, e logo recolhe.
497
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Ridículo q.b.



Há música na palavra dita…

Há música nas palavras ditas,
Não ouso cantar
Em publico, sinto-me ridículo
Quando dou por isso,

Estou a cantar alto sozinho, 
pois que o hábito não faz
O monge e eu canto como maldito
Da rua, embora não seja cego,

Sou louco quanto a loucura
Que me habita por dentro,
Sendo esse o meu desatino,
Quando dou por mim sozinho,

Cantando baixo, baixinho.
Sou ridículo, sinto-me músico,
Sem ser nem isso, q,b.
Um sem ofício, fulano tal,

Maldigo o ruído que faço,
P’los cantos da boca sujos,
Como se não bastasse sab’a gemada,
A língua batendo constante,

Nos dentes fingindo ser harpa.
Trinta destinos tive à escolha,
Nenhum de ser poeta, quanto
Menos músico eu, etc, etc, etc …

Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
347
ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

A VIDA EM AMOR

Quero dizer tudo o que eu sinto por você agora mesmo, não tem segredos no que te direi. Estou confessando todo o meu amor por ti neste enredo do coração que não aguenta mais a solidão. Veja agora como eu estou a te esperar em um momento em que você vai me confortar, me fortalecer quando eu a ti me entregar. Já faz muito tempo que retenho este sentimento que clama por você a todo instante, por isto mais que importante é dizê-lo agora sem demora e me derramar em seus braços, no seu colo sentir como nunca antes os seus carinhos que me dão vida abundante. Não te detenhas por favor, venha  depressa quero te dar sublime amor, minha flor, sem limites, todas as minhas forças para te sustentar, vou te amar e quando você acordar estarei lá sempre ao seu lado, porquê por amor a ti quererei ser, desejarei a todo custo, mesmo que não haja indícios, evidências ou provas, o culpado, o injusto, porquê amar é dar a vida, é esquecer-se de si mesmo, é sentir forte no peito a emoção verdadeira pura e humilde de que realmente está amando sem restrições, é não esperar a compensação pelos gestos dispensados, é altaneiro altruísmo, é chorar junto, ter os mesmos propósitos de amor, é estar entrelaçado sem querer soltar mais porque é amor, é querer dos dois se fazer apenas uma carne, é ser forte na fraqueza do outro, é querer doar mais que receber, é ser manso, prudente e fiel, é carregar as tribulações um do outro, é não desanimar quando pensa que não ama mais, desde que não haja motivos suficientes para isso. Encontre o seu amor, mas o ame de verdade, como a transparência da água mais límpida, e verás que vale a pena amar, é gratificante, vivificante, morreria por amor, porque assim sei que jamais me faltaria a vida.

Ipatinga, 02/10/2018
Erimar Lopes.
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Como paisagem ao morrer o dia, o voar do ganso...






Como paisagem ao morrer o dia, 
Tudo se esconde em sombra e erva esguia, 
Assim parece o tacto e o chão ermo
E falto, que me larga a mão e parte 

Na passagem do fim, para o norte fundo,
A chuva não vem longe, vem de través, 
Me segredam os dedos, ralos os cabelos
Que penteio, por dentre dez mil deles, redondos

Como a paisagem, o horizonte e a morte
A chuva não vem longe, acredita profundo, 
Acredito nos homens que não morrem de vez,
Acredito que o “Homem” não morre hoje,

A Terra está doente, não me embala
E eu sofro pelo mar em volta e em luto,
Pla Terra, pla flora e a chuva não vem, 
Nem chora, assim padecem meus olhos doendo,

Doente, eu e tudo, tudo se esconde 
Em sombra e erva podre,
Como paisagem ao morrer o dia, o mundo
Enfermo, tal como entre duas espadas

E o punho, a parede de ferro e brasa,
O feno, o funcho, o abrunho, o ouriço…
O voar do ganso mudo. 

Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
294
crismaia

crismaia

Sentimento oculto

Quantas mentiras, quantas palavras jogada ao vento. E as palavras com sinceridade ficam presas, nos sufoca e pouco a pouco vai matando a verdade de nossa vida. Pergunto-me quando enfim elas se soltarão, quando enfim elas poderão florescer o coração de quem possui a minha verdade escondida. Meus pensamentos estão sempre naqueles olhos oblíquos... Ah Que olhos! Cada palavra dos lábios dela tem um aroma apaixonante, assim também como um veneno escondido naquele sorriso angelical. Sei que se um dia por descuido as verdadeiras palavras se desprenderem; eu sinto que nesse momento, tudo ficará novamente sombrio. Talvez mantê-la apenas comigo seja o certo. Talvez não seja justo, mas com certeza é o certo!
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natalia nuno

natalia nuno

dantes...

havia flores no meu olhar
que o tempo amareleceu
ingénuas, em delírio
sempre a sonhar
na boca, cantigas tristes
que as estrelas escutavam
hoje nem os olhos, nem o luar
nem o sol que despontava
nem os sonhos que ao coração chegavam
nada, nada tenho pra me alegrar.

natalianuno
227
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Sofro por não ter falta ,




Sofro por não ter falta,
Ausência se faz sentindo
A mesma falta, a partir
Do que não é preciso,

E só dói ao principio, 
Eu sofro por não ter falta,
Medito a sós comigo, 
Repetindo o mesmo “mantra”,

Vezes e vezes sem conta,
Ausência só faz sentido,
Quando há em uma parte
Do corpo, transição.

Eu sou um quarto do caminho,
Desconheço os fins
E a distância, a atitude
É uma doença contagiante, 

Congénita, tal como a má morte,
Estou morrendo de conteúdo,
Como morre mudo um pato,
De desmérito, pode ser fraca

E inoportuna ou tamanha, 
Sofro por não ter falta,
A felicidade é rara e falsa, a alma não
É minha …nem é dada à sorte.

Sofro por não ter falta,
Finjo, ignoro, sou feliz
Como quando se nasce,
Ausência se faz sentindo,

A morte não se sente,
Embora faça parte do que sinto,
Falta-me do voar a asa e a verdade,
Os deuses não me deram uma,

A outra não a quero,
Não me cabe escolher qual delas minha, 
Sofro de não ter falta,
Sofro de ser agora, já tarde …

Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
269
Carl R.S

Carl R.S

Alegoria marítima (da sessão dos fantasmas)



É noite! Espero tranquilizar-me de ti, e do tanto mirar o esteio doido do pensamento a flutuar incerto esse caixote de osso feito. Perturbou-se o meu ser o mal gênio interior, e me veio de assalto o sonho, qual salteadores na obscura ramada se perdem na escuridão. Não! Sobressaltei-me de pavor! A minha frente o imponderável a atormentar, a assombrar a madrugada. Vai o espirito congelado de horror...O grito. Não! E me responde ‒ Eis-me aqui! Nada me tem a alma ‒ digo intranquilo ao meu perplexo interior.

Então de onde vem? Nada mais me tem! ‒ Penso eu ‒ quando súbito a soleira estou novamente a mirar do pórtico as figuras selvagens, a fugirem e a me atravessar. São elas que deitam trincheiras impedindo-me o retorno, perdeu-se Orfeu no meio caminho. Ficai! Ecoava a voz. Ficai nas intensidades nossas, Ficai ao que enlouquece o que antes é lucido. E de demência e delírio a criar mundos neste caixote de osso e carne, estica-se qualquer linha horizontal a compor o azul...

...Nuvens, sois, vento e mar , albatrozes, mar e terra, delfins e outras vidas marinhas a orla do meu pensar estendem-se sob minha alegoria. Vem a mim a reflexão arrolando em pequenas ondas a beira mar. Os pensamentos a minha frente tomam forma nas espumas da praia, desmanchando-se rapidamente. Um delírio, fruto da imaginação, penso eu! Não é nada!

Nesse instante o lapso! A desgraça de Ulisses e a paixão que faz vítreo os olhos dos argonautas cegando-lhe a terra a vista, a rebentar a onda o inconsciente ao rochedo a bravia costa. Me diz a voz. Aos que ensurdecem ao canto uníssono, vai a deriva a porta no meio do mar, vai se afastando aberta melancólica e inalcançável a passagem. Restam-lhe apenas o rochedo e o continuum cântico da sereias.

Antes lutavam contra o açoite das ondas e a canção do mar, agora entregam-se mortificados. Não resistem, cansam-se fatigados e náufrago do corpo e alma, de mar e terra, de terra e mar, e se lançam as trevas abissais das águas, e corroem-se em saber impossível o retorno. Canta sua ode o condenado.

‒Entrega-me o que é de direito. Dá-me pelo menos o cadáver, e deixa-me os ossos para que possa enterrá-lo em terra, pois não vai este ao mundo dos espíritos, das águas ou do onírico. Não tome-me por completo! Devolve-me as águas meu corpo a praia, de volta a melancolia dos trópicos. Afoga-me de uma vez, e deixa que os que me esperam, possam deitar água e sal sobre mim.
 
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

A verdade é Tenente ...Tio Lawrence.




Teu “Lawrence”

O viver Almirante, 
A verdade Tenente,
Capitã minh’alma,
Venho ao mundo
Temente, tamanha 
A sede de viver, gigante …

Almirantes, todos
Que o mundo possa
Conter, dementes vivamos
Capitães da areia,
Fundeemos castelos,
Quer sejam ou não âncoras

De verdade, nem os barcos
Rabelos, os portos-Porthos,
Dromedários, caravelas, deserto.
Teu “Lawrence”, tio Lawrence…
(Vontade Tenente)

Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
296
natalia nuno

natalia nuno

flor do campo...

flores do campo
conhecem a direcção do vento,
confundem meus sonhos, os que nunca tive e nem terei jamais,
são tão efémeras quanto a vida,  tão esquecidas
quanto meus ais!
vão durando enquanto não surge o esquecimento de si mesmas...
aguardam as carícias das estações
confiadas como eu, nas ilusões..

natália nuno
283
Marnielly

Marnielly

Procura-se um amor á moda antiga

Procura-se um amor para ser a eterna e inseparável companhia,que goste de poesia porque toda vida é composta de poesia.

Procura-se alguém para gostar dos mesmos gostares e que se não gostar aprenda ao menos a respeitá-los,afinal respeitar as diferenças é imprescindível.

Procura-se alguém que preserve valores e antigos costumes,que não veja graça nas relações modernas que trocam de amor toda "semana",que postam uma derretida declaração amorosa nas redes sociais e na semana que vem,troca apenas a foto e o nome da pessoa.

Tem que saber respeitar e aceitar as opiniões dirvergentes e entenda que nem sempre o moderno é o que é o ideal,mas que no "arcaíco e antiquado"há algo de sublime;especial.

Não precisa ser rico,ou ter um carro importado,só precisa ser dedicado e está sempre ao meu lado,não apenas com a presença física mas como o corpo a alma e o coração.

Que não brigue por motivos muito banais,mas que se acontecer que não seja algo repetitivo,cansativo pois isso se torna algo nocivo destrutivo para qualquer relação.

Que faça planos pro futuro mesmo quando o bolso e a realidade digam não,é preciso sonhar ter fé  que os sonhos por mais dificeis que sejam um dia se realizaram.

Que compreenda as limitações humanas,visto que cada pessoa possuí a sua própria.

Que goste de animais,ainda que não queira criá-los,confio plenamente na teória de que,quem não gosta de animais não pode ser um bom sujeito..ainda que toda regra tem sua exceção.

Alguém que goste de flores,de gotas de orvalho e deitar na grama,ou no capim(na ausência de grama),que goste de deitar debaixo do céu estrelado,e que sente não poder fazê-lo com alguém especial ao seu lado.

Alguém que sinta saudade de alguém especial,ou de não ter esse alguém na sua vida.

Que queira constituir uma família,e compreenda que ela é a base de tudo,que coloque Deus e sua família acima de tudo no mundo,pois esse é o verdadeiro caminho que conduz á felicidade.

Alguém para fazer coisas simples como andar de maos dadas na rua,ver um filme no cinema ou em casa mesmo, se ambos se sentirem cansados ou sem ânimo de sair.

Alguém que deseje alguém para envelhecer juntos,que possa olhar um dia toda a trajetória vivida refletida em seus cabelos brancos e dizer:valeu a pela todos os momentos que passamos juntos,tenham sido eles tristes ou alegres.

Alguém que segure a minha mão quando estiver com medo,não precisa ser corajoso mas apenas que me faça me sentir protejida e que não estou só.

Alguém que aprecie o canto dos passáros,e a brisa que sopra de mansinho,que goste de admirar as fases da lua,que lamente o fato de o Brasil não possuir as quatro estações e que seja fascinado pela primavera e flores,muitas flores de todas as cores.

Que se comova com sofrimento alheio e se sinta triste diante de tanta calamidade que no mundo existe,que se compadeça dos que sofrem e dos menos afortunados.

Que não ponha o coração em coisas mirabolantes ou elevadas,que valorize o que simples e essêncial,que seja simplório.

Não necessita ser um príncipe encantado montado num cavalo branco,nem parecer como o Tom Cruise,só precisa ser humano,ter sentimentos ter coração e tratar as pessoas como gente e não como coisas.

Que valorize a essência humana,mais que um rosto e um corpo bacana,que se preocupe em saber como foi meu dia e com minha felicidade.

Resumindo:procura-se alguém para amar de verdade,para dividir uma vida,o mesmo teto,para sonhar os meus sonhos,para abraçar e se sentir amada,para contar  segredos sem medo,para ser amigo além de companheiro,para conversar sobre a vida e dividir os traumas que a vida muitas vezes nos deixa...

Procura-se um amor á moda antiga,que creia no amor ainda,que não se deixe induzir pela mídia e grande maioria que pensa que isso não é possível encontrar alguém assim,pelo simples fato de não conseguirem ser o alguém que eles gostariam de ter.

Procura-se alguém que ainda creia que existem pessoas com coração  sincero,que creem no amor e na fidelidade aos seus valores e que estejam aptas a viver um grande amor e não apenas uma grande paixão.

Que saiba que os oposto se atraem,mas atração apenas não sustenta uma relação,que isso de ter química,ser alma gêmeas é tudo uma "bobajada",que oque importa mesmo é ter Amor.

Alguém que compreenda meus defeitos e saiba lidar com eles,que resolva as coisas com diplomacia e não palavras agressivas.

Que não seja um ciumento compulsivo,pois todo ciúme excessivo provém de desconfiança;insegurança e quem ama confia,pocessividade não é amor é doença.

Que me incentive a alcançar meus sonhos,que creia em mim quando nem eu mesma  puder fazê-lo, que me inspire a querer ser uma pessoa melhor que sou.

Precisa gostar de crianças,porque eu amo crianças,elas são puras angelicais,especiais...divinas,são a expressão do mais puro amor.

Que me faça rir de coisas tolas e ria das minhas bobagens,que consiga ver dentro de mim,alguém que a maioria das pessoas não consegue ver.

P.S:Não precisa morar no mesmo país,mas precisa habitar no mesmo planeta,tem que falar português,espanhol ou inglês,porque mandarim,japonês,alemão...eu não sei falar e não quero usar o google tradutor pra sempre.

P.S 2:Trata-se apenas de um poema e não um anúncio de verdade.😂
322
Raquel Ordones

Raquel Ordones

Nude da alma


 
A palma do meu dentro para cima.
Rima com um querer; estupidez.
A tez eriça; desejo obra prima,
Acima, adentro, abaixo; em fluidez.

Outra vez, e outra vez... Consecutivo.
Cativo essa loucura; é só minha,
Desalinha; nada diminutivo.
Coletivo, gostar em mim aninha.

E caminha por meus eus um lampejo,
Ensejo ímpar, em mim um açude.
Em plenitude vivo e aqui versejo.

Vejo, suo ventos e quietude,
Saúde de sentimento, sobejo.
E despejo toda a minh’alma: seu nude.

ღRaquel Ordonesღ #Ordonismo



http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/

650
natalia nuno

natalia nuno

enquanto nos amamos...

tão pouco me resta
olho o sopro do vento
que a árvore abraça,
e o meu pensamento
prende-se ao momento
que o teu braço m' enlaça
enquanto nos amamos
acrescentamos à realidade
um pouco de saudade,
partilhamos prazer
nosso amor é puro vinho
que bebemos com lentidão
saboreamos, para não esquecer
que a felicidade está na nossa mão.

natalia nuno
242
natalia nuno

natalia nuno

há sempre uma lágrima que seco...

Há uma lágrima que seco.
Angústia que só o coração conhece,
e no peito faz eco,
dum bater que esmorece.
Na lembrança de cada beijo,
o tempo retrocede como por magia.
O amor atinge o cume,
e o desejo.
E a dor no peito se abrevia.

O tempo é uma infinidade,
tempo sem medida...
Enorme nostalgia é a saudade
Que é no peito, ora um sol,
ora uma ferida.
Agonizam as minhas mãos de 
cegueira,
a tremer de acarinhar o nada.
Repousam da canseira,
são sombra duma vida desfolhada.

Minha solidão se multiplica,
como pássaros em bando.
É a sorte que dita
o destino que não comando.
Brinda-me a vida com mais um dia,
e o sol vem até mim feito ternura,
numa cândida doçura,
a reconfortar minha solitária nostalgia.
E meus olhos prometem sorrir!
Serena-se meu rosto, preciso sentir,
que a vida não está de partida.
Que depois de tanta lida
A sinto ainda de chegada!

Pois sempre que a noite vai,
vem a alvorada.

rosafogo
natalia nuno
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

“Entre duas aspas”





Ficarei a ser, sendo o que entendem que digo,
E de mim, enfim é o que consigo dizer entre
Aspas, digo-não entendo tanto quanto quero-
Porque haveria de querer eu, seria sério sendo,

Isso não sou, por aí não vou, passarei por 
Mímico, sendo o que não sou, – entendem
O que digo, pois eu duvido mesmo a sério
Da minha certeza toda e aposto na duvida,

É um vício o ser quem não sou, a razão 
É simples e natural como todas as coisas,
É o que consigo dizer não dizendo, “dividando”
O seno pelo humano interno intenso, sendo

Ficarei a ser o que entenderem que sou,
Gradiente de cinza, incompreensível voo
De moscardo sem voo, necessidade de nada
Ser, destino imaginário ou o que possa ter

Entre aspas “à míngua desse dom”, seco, indivino. 
Perdoai-me, pois não me entendo nem m’dispo
Quando por vezes me “desdigo”, “dividando”
Seno Coseno hipérbole, eloquência de Fibonacci

“Pro bono”, contradigo-me sendo o que não sou, 
Dando o que não tenho, ocultando por onde vou
Paradigma este sentir sem ser voar sem asas ter
Lembrar pra esquecer passar sem mudar pés

Nem mãos do lugar suposto que ocupo na sala
Menos-oval do mundo, enfim, é o que consigo
Dizer “entre duas aspas”, entre duas águas
Sinto que entendem não de facto, o que digo …

Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
284
Carl R.S

Carl R.S

Aparição a beira mar (da sessão dos fantasmas)



Talvez vá a praia

Leve meu casaco

Sente a beira da areia

e imerso a escuridão alí fique.

 
Talvez vá. E escura a mirar o pélago

não saiba os limites entre mar e terra.

Apenas o uno a ligar o universo de estrelas

pontilhando de azul a escuridão, o sem fm.

 
Talvez sinta o gosto das gotículas da marola,

e o abraço do vento robusto grave a soprar

o som das incansáveis ondas arrolando sob si.

Inquietas, constantes, contínuas, tocando-me os pés cada vez mais.

 
Quem sabe a veja imergir das águas

em fanéia o único bem da minha vida.

As mãos, o corpo, o tato úmido

e o gosto de sal e areia a boca.

 
Quem sabe a veja esvoar bela, os cabelos negros

ornados em grinaldas de conchas,

iluminando a densa lua

a esguia silhueta.

 
Talvez a veja brincar junto a água

Prateada, urdindo o prisma a delicada luz

a atravessar-lhe a cortina delgada a veste.

Límpida, translúcida excelsa e pura.

 
Quente de desejo e mistério a seduzir-me,

o coração vivo a mim luminoso pulsa,

tomando-me de amalgama

o enlace em mim lança o mar e ao mar.

 
Sedento do arrastre, as ondas

furiosas em ordem a Talassa, tragam-me

ao fundo vertiginoso a voragem do mar,

as sedutoras imagens espectrais em corpo aquoso.

 
Violentas e intensas, engolem meu corpo em algaravia

perdendo-se ao açoite das águas pra não mais voltar.

Lançam-me perdido ao abissal, pra não mais voltar.

 
Então satisfeitas, acalmam-se as nuvens

abre-se o sol, serenam os ventos

e voltam as marolas lentas e tediosas

do enganoso estado calmo do mar   

 
(P. S. Há um grande cansaço em explicar o mar. L.A.).

 

 

502
pmariabotelho

pmariabotelho

Eis que chega o dia


Eis que chega o dia e que o espelho não reflete o sorriso de uma criança feliz. Eis que chega o dia em que os dias se formam em sucessivas notas de piano perpetuando um dia a dia sem diferença. Eis que chega o dia em que resumes o teu dia numa linha de paragrafo e ponto final. Eis que chega o dia que afinal tanto esperavas para pensar e refletir. Eis que chega o dia em que o passado e o presente se encontram no aconchego de uma palavra, amor. Sim sempre fui, sou e serei amor. Um amor que sinceramente não sei de que parte de mim nasce e vive. Não sei se do coração, das mãos, dos pés, dos braços, de todo o meu ser, não sei, … 
Em tempos e dias de desventura e de mal dizer desta vida, acho que destes desamores momentâneos já todos tivemos ou vamos tendo, em dias vulgares, sim, os dias em que nos esquecemos de nós próprios e atiramos a culpa de tudo o que a vida amarra, disparando para todos os lados como se estivéssemos num oásis construído de amargura dura e pesada loucura. Eis o dia em que perguntamos de quem será a culpa e se existirá alguma culpa e de que culpa falo eu?
 
 pmariabotelho
0181117
337
Carl R.S

Carl R.S

Misantropia


Ruina, ruína, você não vê? Nos ofuscantes olhos da noite, você não vê? Nos faróis...magros, magros...ossos descalcificados, magros, esquálidos. Esmagadura, ruína...Magros, ossos frágeis como... Frágeis como ossos de...Frágeis como...Frágeis porque são, nem poderiam deixar de ser! Esquálidos, vulneráveis como nós!!! Dente quebrando osso, dente quebrando dente, dente triturando osso, dente mastigando osso, osso mastigando língua, gente mastigando gente. Vagos no meio do trânsito, duas pernas e meia se somadas as que restavam, não mais que restos. Eram restos, menos da metade. Eram restos de pessoas...Farrapos, a pele? Apenas uma manta que recobria o osso, o osso nada mais! Ouço o som, o freio, o farol, a milha, a placa, o sinal...reta luz...restos de...Gente? Sim, gente! Restos de gente, de Farrapos de gente de osso de pele, de gente? Duas rodas faziam a cadeira girar, duas pernas geravam força para o movimento. Des-lo-ca-men-to, de gente, de ser, de espírito, de espírito, de ser, de gente, de alma? A alma? É gente? Dois mutilados no meio do trânsito trânsito-ri-a-men-te transitando no meio do transitório asfalto sobre o reflexo vermelho na fixa faixa amarela...sinal fechado. Gente passando, gente passando apressada, gente passando correndo na faixa, fixa faixa! Dois mutilados esmolando, esmerilhando o ser, ser? Não é...agora...não é...agora...quer...ser...já, não é, agora, apenas agora é, nas paralelas, nos paralelos...e... é, é , eram, eram transitórios entre as paralelas, entre os corredores...paralelos...simétricos, herméticos na vontade, herméticos, simétricos, simétrica linha, simétrico asfalto, simétrico movimento, simétrico no desejo simétrico, simétrico também eram os corpos mutilados, o da cadeira...cotó! A que empurrava a cadeira, cotó...na massa! Na massa de...gente? Frágil o osso na massa quase acéfala massa. Por fim! Sem fim...cotó! Cotó na massa, no corpo, na massa quase acéfala. Todos mutilados, dois mutilados, mutilados...mutilados em si! Mutilando-se todos os dias...todos mortos, vivos...mortos vivos, arrastam-se na vontade, arrastam-se...arrastando-se dia a dia...arrastando-se hora a hora, noite adentro , arrastando-se, arrastando-se, arrastando-se até a ? Na? Indiferença e Mortificação, vontade, desejo. Não sua vontade, não querer ser, ser, ser um ponto de interrogação vazio...nada! Tempo ! Ponto de interrogação sem? Ponto de exclamação! Haaaaaaaaaalívio! E agora? seguir na angústia da noite anterior? De hoje? Ponto de interrogação? O que houve, o que move, o que os movia? Vontade, vontade simétrica, desejos simétricos! O assombro, a angústia da noite anterior, a angústia da noite interior? Por fim, pôr fim ? Satisfeito...mais...satisfeito...mais...mais, por fim...mais....uma vez mais...mais...uma vez...mais, vazio! Ponto de exclamação...Ponto de interrogação!
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