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emanuel

emanuel

Hoje



Hoje eu quero te ver,te beijar ,te querer.
Desafiar o tempo ,a razão ,te ter.
Te ter em meus braços,saber
Saber recuar,viver
Viver no meu mundo,sofrer
Sofrer por razoes
que nos fazem entender
que a vida é injusta,por que?
Para o Amor so existe 
um destino: Sofrer.
111
dionesbatista

dionesbatista

Caatinga

Pela caatinga afora
Há muita poeira no chão
Carcaças por todo canto
E nenhuma plantação

Essa é a verdadeira
Visão do nosso Sertão
Mas se chover dá de tudo
Fartura tem de montão

A plantação bem verdinha
Todo mundo animado
E depois para a colheita?
Já tá tudo preparado!


PS.: Me recordei desses escritos que fiz quando ainda estudava o fundamental, essa foi uma produção que fiz na aula de geografia na qual era pra escrevermos sobre nosso Bioma tão lindo: a Caatinga.

Diones Batista
715
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Tenho sonhado desperto …




Tenho sonhado muito,
Tenho sonhado desperto,
Estou cansado de sonhar
Mais que ninguém do mundo
Ou deste perto, desespero,

Resta-me tentar dormir,
Ter todos os sonhos do mundo,
Recordar acordado certos sonhos
É esquecê-los
Porque esquecer é recordar de novo

Depois de ter sonhado tanto,
Tanto tempo acordado
Mais que alguém no mundo
Deste lado, desespero
Tanto mais que ninguém sonha 

Sonhos perfeitos dormindo,
Desperto …





Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
297
Luciana Souza

Luciana Souza

Disputa


Quanto esforço fazemos
Para não conter nossas almas
Para que o melhor de nós
Saia e se mostre sem
Nenhum impedimento
Na mesma proporção
Da nossa resistência
Quando lá no início
Somos violados em
Nossa rara natureza
Nessa luta constante
Essa medida de força
Entre tantos vícios
E muitas virtudes
935
natalia nuno

natalia nuno

desejo...

descubro teu corpo
enquanto o tempo jaz
me doas prazer em demasia
o quente das tuas mãos
me satisfaz
palavras em surdina
a magia
da tua boca audaz,
meus desejos de menina
solicitação de mulher
que deseja
e sabe o que quer...
almeja sempre mais,
na cama os sinais
dum amor abrasado
e no quarto o eco
do gemido arrastado.

natalianuno

 

 

 

222
natalia nuno

natalia nuno

há palavras por dizer...

há palavras por dizer
têm a brancura do nada
resta o sonho acontecer
a quem sonha ser amada

do sonho q' me ofereces
não há frio na madrugada
na despedida me esqueces!
e eu sinto-me abandonada

nas horas amargas do dia
lembro que tempo apagou
os sorrisos da fotografia
que aos rostos não voltou

nos sobressaltos da vida
em erupção de sentimentos
com a alegria desaparecida
sobrepõem-se os lamentos

a vida é  largo de emoções
nada nos impede d'avançar
pior a angústia das solidões
que é não saber o que é amar

palavras que dizem o amor
têm eterna e infinda beleza
têm das flores o cheiro, a cor
fica-nos do sonho a certeza

natalia nuno
rosafogo
251
tiamat

tiamat

Minha culpa.

Eu sou luz, raio, estrela e luar,
A espera da chegada a um bom lugar,
A devastação de uma catástrofe,
Uma péssima poesia sem rima ou estrofe.

Tenho a doença que nenhum remédio cura,
Eu sou a pedra que o construtor recusa.
Aceito a sua culpa,
Mas da minha... tiro forças para a própria causa.
1 430
natalia nuno

natalia nuno

do amor fiquei à espera...

meus braços de tanto abraço
já acusam o cansaço
já só querem estar caídos,
os pensamentos perdidos
um imenso vai e vem
moram no sopro do vento
que os acolhe e entretém
desenho na palma da mão
como se fosse uma hera
o meu e o teu coração,
do fogo do amor fiquei à espera,
mas o vazio era evidente
nem tu nem eu,
adolescente...
era apenas ilusão, espalhada 
p'la minha mão...

 natalianuno

 

 

240
natalia nuno

natalia nuno

eu sou...

eu sou brasa sou fogo
um cardo no caminho
faço da vida um jogo
o fim anda pertinho

sou nocturno sossego
raio de sol ardente
não largo, não despego
sou ao longe o poente

sou a lágrima o pranto
sou flor que desabrocha
sou arrebol, desencanto
sou a chama duma tocha

sou a lua milenar
sou fogo sem ambição
a esconder o meu pesar
neste verso de aflição.

sou a voz do sino
que se ouve no arvoredo
voz de menina ou menino
que vive sempre com medo.

«sou talvez a ventania»
que passa e agoniza...
não sou mais eu hoje em dia
só saudade em mim desliza.

natalia nuno
257
natalia nuno

natalia nuno

gotas de chuva...

às vezes afundada no aborrecimento, deixa nas palavras vestígios de dúvidas que são como enormes gotas de chuva a bater-lhe na alma, mas a vida flui sem poder voltar atrás... vieram estrelas, cruzaram relâmpagos, no cenário da sua existência, faz agora um rescaldo da vida e insiste, agarra-se aos momentos de mel e amoras, aos floridos sonhos da mocidade e toma de novo as rédeas...o relógio esse continua a contar o pulsar, a golpear numa fúria que não termina enquanto as memórias ficam esmagadas nas sombras das horas como despojos em silêncio, de repente o olhar fica vítreo e a voz uma amargura, o tempo levou-lhe a leveza dos passos e vai enterrando todos os momentos que ainda lhe pertencem...

natalianuno
245
Mariana Vallis

Mariana Vallis

Pedras no Caminho

Pedra no pé
ou pé na pedra 
quebra-se o pé ou a pedra? 
Não deixa de andar a pé
nem a pedra deixa de ser pedra

A dureza do pé
ou da pedra
estão nas leis da física ?
ou nas leis da mente que ficam
a ver pedras como inimigas
ou do mártir de não existir 
nem pedra, nem pé
somente dor, angústia e falta de sorte na vida
289
Miguel Neves

Miguel Neves

Ex-Servo

Vai embora,
O que podes querer de mim?
Se já levaste água que me leva,
Porque queres traçar o meu fim?

Leva este vinho,
Que me faz ter devaneios,
Esse olhar que me mata mais,
Que a beleza desses seios,

Diz o que quiseres,
Afinal de contas nada me importa,
Sai, vive a tua vida,
Que a minha já nasceu torta,

Quem me dera recuar,
Até aquele vão de escada,
E dizer que aquele beijo,
Era uma garrafa envenenada,

Eu amei conscientemente,
Na conformidade desta obssessão,
Por muito amor que existisse,
Nada vindo de mim foi são,

Por isso vai,
Corre e desaparece,
Bebe do meu copo,
Consome-me e esquece-me.

212
dionesbatista

dionesbatista

Brotos D'Amor

Com a tinta do coração
Escrevo-te extasiado
A saudade é floração
Em meu ser demasiado
Renasceu uma paixão
Veio em grande brotação
O sentimento enterrado


Diones Batista
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Mtlago

Mtlago

Falam de Paz

Todos falam de paz, mas ninguém educa para a paz.
As pessoas educam para a competição e esse é o princípio de qualquer guerra.
Quando se educar para cooperar e ser solidário.
Nessa altura estaremos a educar para a paz...
763
stellarprince

stellarprince

Se eu moresse amanhã

 
Se eu morresse amanhã
Não sentiria apenas deixar-te
Mas lamentaria as horas vãs
Sem teus carinhos e sem amar-te.

Se amanhã eu partisse
Minha alma se alegraria
ao ver que meu corpo descansaria
............................

(poema inacabado)
377
Frederico de Castro

Frederico de Castro

Esculpimos solidões



Degrau a degrau trepa esta solidão
Acantonada no beiral do tempo quase
Decapitado, sempre cordialmente velado

Esculpida no basalto do silêncio domestico
Estas palavras extasiadas repintando o tapume
Das minhas ilusões mais premeditadas

Aspiro da manhã suaves brumas excitadas
Vestem com balalaicas elegantes a fatiota das
Mil emoções qual epidemia de beijos sobrepujantes

Ainda que respire devastada acolho a saudade
Mais pungente e contagiante deixando uma artística
Lágrima esgueirar-se pelo leito do tempo assim de rompante

Frederico de Castro
297
natalia nuno

natalia nuno

entrega...

viaja a boca até à boca
alegria, loucura, feitiçaria
e já a mão se desloca
o desejo cresce, esfuzia
no rosto a alegria
o entusiasmo redobra
coisa louca os beijos da tua boca
e meu corpo te cobra
que seja dia de festa
e o que tem de melhor?
a entrega ao conquistador!
... e eu me entrego com amor.

natalianuno

227
Carl R.S

Carl R.S

A nada palavra ao ser



Nada a dizer, nenhuma palavra

Nada relevante a dizer. Não fosse o fato

de que sofro do estômago,

enjôado, nauseado.

 
Nada mais, nenhuma palavra.

A não ser o fato de usarmos vendas,

apenas isso. O desprezo

a indiferença, a ausência.

Quem se importa? Nunca o ser?

 
Nada mais a dizer, há muito se foi a palavra.

Nada a dizer, tudo já foi dito, já não diz!

A não ser o fato de irmos a lugar nenhum.

A marcha veloz? O acelerado passo, o não lugar?

O desconhecido? O abismo!

 
A máquina, a guerra, a dor!

O dia seguinte, amanhã...haverá?

E depois...haverá o etéreo?

Ou este desabou a muito sobre nossas cabeças?

Nunca, nunca...haverá?

 
Ha algo errado, há algo!

Não se sabe se dentro o fora

No corpóreo o incorpóreo

No concreto o abstrato.

 
Se há de haver algo? Não sei... Haverá ?

Há algo de errado na face do tempo,

No espírito dos tempos. Do homem o engano,

o momento perdido na miragem,

e a ilusão das verdades eternas.

Velhas, senís, estáticas, imóveis!

 
Nunca a humanidade, nunca o ser?

A consciência um dia líquida

A consciência dissolvida nas consciências.

Não mais a reinvenção? Infeliz ser estático!

Ulisses desejando o horizonte.

 
Na memória nunca Dionísio, só a simetria.

A memória na memória, mimese como espelho da memória.

Perda dos sentidos na repetição

ausência de si, fragmento jamais recuperado.

Nunca mais encontrado. Jamais o ser!

 

 

 

 

 

498
ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

A AMO EM SILÊNCIO

Estou em amor por ela silenciosamente,
Disto ela não sabe, diria que de repente
Meu coração não suporte mais a falta,
E num dia desses a encontre ingrata
E lhe conte todos os meus segredos,
Principalmente o de amá-la ingrata,
Como num filme sem ensaios e enredos.

Ela é perfume que dura e de mim não sai,
Impregnada em minha pele em essência,
Entrou em meus poros e pelo sangue vai,
Viaja todo o meu corpo em abrangência,
Como um entorpecente dependência sua,
A desejo em meus abraços nua e crua.

Mas ela é ingrata e isto tudo não basta,
Nem movendo uma montanha de lugar,
Diria: pode se esforçar é pouco arrasta,
De joelhos me implore para eu ficar.
E eu que a amo em silêncio que direi pois?
Como posso aos teus braços tornar?

Ipatinga, 01/10/2018
Erimar Lopes.
7 809
-ltslima

-ltslima

Marcas do Tempo






Noite escura,
quente como sol
penetra m´alma.

Em ventura branda
ecoa o grito contido
em meu coração.

Cantar do falante,[grilo]
corta o vazio em mim
como ondas ofuscantes.

Vejo minha foto,
marrotada pelo tempo
do meu fim, surge meu recomeço!

___o tempo é o senhor da razão,
nos ensina, mostra que a cada passo
existem mudanças marcantes.

Acidentalmente, 
pode mudar nosso
interior, mais que o exterior, marcado
por furos de agulhas na carne!



04.03.217

ltslima

reeditando
706
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Subtil ....





Subtil o que sofro,

Quero sentir de outra forma pois sinto
Em forma de nada o meu querer,
Falta-me o oscilar do salgueiro ao vento,
Falta-me o sonho dentro do sonho,
-Fala-me da realidade curva e as cores,

Da forma que tem o tempo sem ter,
Em forma de álamo o meu querer …
Paisagem num quadro, uma subtileza
Em cristal, um átomo a oscilar no tempo,
O espaço, um intervalo nulo, o meu ser

Embala-me no vulgar soprar – o ar,
Poeira inquieta o que tenho e não quero,
Milimétrico eu, vulgar sopro o que penso
Ser viver neste viver sem vida, que quase 
Toco sem que me toque ela outra …

Falta-me a sensibilidade negra do corvo,
Fala-me da ausência e da conclusão do dia,
Da hora tardia, fala-me da promessa
Não cumprida, do sermão e da dúvida 
Necessária pra nos mantermos espíritas

E em forma de ar, o nosso ser sitiado,
Enfermo e em forma de nada mais 
Que ar e ar, de mar cercado e sem saída.
Quero sentir-me de outra forma que não preso
Ao corpo nem à vida, sútil ao sopro,

Subtil é o que sofro.

Jorge Santos 09/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
312
gustavojunior

gustavojunior

Realidade

Nunca saberei
As reais cores da vida 
Se você em minha vida eu nunca terei

Nunca sentirei
O real cheiro das flores
Se o seu doce aroma eu nunca cheirei

E tenha certeza
Nunca saberei a real maneira de amar
Se você, garota, nunca me ensinar

Nunca viverei na realidade
Pois em mim falta você
Que é a minha metade

O que será de minha vida? 
Mnha vida irá à tona 
Se você, garota
Nunca disser que me ama.
207
vsfirmino

vsfirmino

CANÇÃO

não se faz poesia como as antigas
já não se faz
só acredito em poetas
fotografados em preto e branco
nada mais
nunca faremos poesia
como antigas
nunca mais faremos poesias 
assim
talvez nunca mais
240
Carl R.S

Carl R.S

Ecos do sem corpo



De fato! Há mudança com a contingência das coisas.

Como poderia eu aprisionar o tempo

Ou determinar o ser de alguma forma, ou a forma de algum ser?

Se eu mesmo em minha instabilidade

Já não sou mais o que pensara antes.

 
Acordo e já não sou!

Nem corpo, nem mente.

Nada mais que a voz que fala em mim.

Que ecoa em mim, eco entre paredes.

Pensamentos presos em uma caixa de ossos.

Vão-se até sumir!

 
Então novamente vem o indizível

e reaparece do nada movido por não sei o que.

Tanta gente dentro da gente

No entanto estou só!

 
Vazio, oco, oco no cântaro

e a cinza fria que antes existira já não é!

É soprada para fresta do tempo,

esse espectro que inexiste,

O esquecimento. E a memória já não vem.

 
Tento retê-la, ancorá-la a imagem

como noção de existência.

Faço por medo de me perder.

Tenho um passado?

Quero existir, fixar a mim mesmo

mas existo antes, e já não sou.

 
Então...passo continuum!

E já fui engolido novamente

Já não sou, nem serei

Nem passado, nem passagem

Cronos a engolir, a me devorar.

 
As imagens que pincei?

Devoradas, perdidas!

Nada mais que estática e ausência.

 
Nisso a tentativa desesperada

de alcançar um horizonte cada vez mais distante

e a angustia a observar o absurdo de

cada construção humana. A mim, a todos!

 
Cada corpo, um emblema

cada gesto, um símbolo

cada pessoa multiplicada um hábito

cada simulacro um limite

 
cada caricatura uma intenção

cada persona, uma composição

cada retalho de gente uma incerteza.

E do desespero, cada espantalho que pensa ser.

 
Então...deslocado de alguma coisa

que penso me conter, e que a toda hora me ultrapassa

vejo que o corpo já não me suporta. Me subtraio ao averso.

 
Canta a ode na utopia do EU

e dança sob mim a múltipla existência

dança Dionísio sobre o túmulo do ocidente

dança como num louco bacanal

Me deseja sono, e diz...descansa em paz!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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