Lista de Poemas
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emanuel
Hoje
Hoje eu quero te ver,te beijar ,te querer.
Desafiar o tempo ,a razão ,te ter.
Te ter em meus braços,saber
Saber recuar,viver
Viver no meu mundo,sofrer
Sofrer por razoes
que nos fazem entender
que a vida é injusta,por que?
Para o Amor so existe
um destino: Sofrer.
dionesbatista
Caatinga
Há muita poeira no chão
Carcaças por todo canto
E nenhuma plantação
Essa é a verdadeira
Visão do nosso Sertão
Mas se chover dá de tudo
Fartura tem de montão
A plantação bem verdinha
Todo mundo animado
E depois para a colheita?
Já tá tudo preparado!
PS.: Me recordei desses escritos que fiz quando ainda estudava o fundamental, essa foi uma produção que fiz na aula de geografia na qual era pra escrevermos sobre nosso Bioma tão lindo: a Caatinga.
Diones Batista
Jorge Santos (namastibet)
Tenho sonhado desperto …

Tenho sonhado muito,
Tenho sonhado desperto,
Estou cansado de sonhar
Mais que ninguém do mundo
Ou deste perto, desespero,
Resta-me tentar dormir,
Ter todos os sonhos do mundo,
Recordar acordado certos sonhos
É esquecê-los
Porque esquecer é recordar de novo
Depois de ter sonhado tanto,
Tanto tempo acordado
Mais que alguém no mundo
Deste lado, desespero
Tanto mais que ninguém sonha
Sonhos perfeitos dormindo,
Desperto …
Jorge Santos 08/2018
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Luciana Souza
Disputa
Quanto esforço fazemos
Para não conter nossas almas
Para que o melhor de nós
Saia e se mostre sem
Nenhum impedimento
Na mesma proporção
Da nossa resistência
Quando lá no início
Somos violados em
Nossa rara natureza
Nessa luta constante
Essa medida de força
Entre tantos vícios
E muitas virtudes
natalia nuno
desejo...
enquanto o tempo jaz
me doas prazer em demasia
o quente das tuas mãos
me satisfaz
palavras em surdina
a magia
da tua boca audaz,
meus desejos de menina
solicitação de mulher
que deseja
e sabe o que quer...
almeja sempre mais,
na cama os sinais
dum amor abrasado
e no quarto o eco
do gemido arrastado.
natalianuno
natalia nuno
há palavras por dizer...
têm a brancura do nada
resta o sonho acontecer
a quem sonha ser amada
do sonho q' me ofereces
não há frio na madrugada
na despedida me esqueces!
e eu sinto-me abandonada
nas horas amargas do dia
lembro que tempo apagou
os sorrisos da fotografia
que aos rostos não voltou
nos sobressaltos da vida
em erupção de sentimentos
com a alegria desaparecida
sobrepõem-se os lamentos
a vida é largo de emoções
nada nos impede d'avançar
pior a angústia das solidões
que é não saber o que é amar
palavras que dizem o amor
têm eterna e infinda beleza
têm das flores o cheiro, a cor
fica-nos do sonho a certeza
natalia nuno
rosafogo
tiamat
Minha culpa.
A espera da chegada a um bom lugar,
A devastação de uma catástrofe,
Uma péssima poesia sem rima ou estrofe.
Tenho a doença que nenhum remédio cura,
Eu sou a pedra que o construtor recusa.
Aceito a sua culpa,
Mas da minha... tiro forças para a própria causa.
natalia nuno
do amor fiquei à espera...
já acusam o cansaço
já só querem estar caídos,
os pensamentos perdidos
um imenso vai e vem
moram no sopro do vento
que os acolhe e entretém
desenho na palma da mão
como se fosse uma hera
o meu e o teu coração,
do fogo do amor fiquei à espera,
mas o vazio era evidente
nem tu nem eu,
adolescente...
era apenas ilusão, espalhada
p'la minha mão...
natalianuno
natalia nuno
eu sou...
um cardo no caminho
faço da vida um jogo
o fim anda pertinho
sou nocturno sossego
raio de sol ardente
não largo, não despego
sou ao longe o poente
sou a lágrima o pranto
sou flor que desabrocha
sou arrebol, desencanto
sou a chama duma tocha
sou a lua milenar
sou fogo sem ambição
a esconder o meu pesar
neste verso de aflição.
sou a voz do sino
que se ouve no arvoredo
voz de menina ou menino
que vive sempre com medo.
«sou talvez a ventania»
que passa e agoniza...
não sou mais eu hoje em dia
só saudade em mim desliza.
natalia nuno
natalia nuno
gotas de chuva...
natalianuno
Mariana Vallis
Pedras no Caminho
ou pé na pedra
quebra-se o pé ou a pedra?
Não deixa de andar a pé
nem a pedra deixa de ser pedra
A dureza do pé
ou da pedra
estão nas leis da física ?
ou nas leis da mente que ficam
a ver pedras como inimigas
ou do mártir de não existir
nem pedra, nem pé
somente dor, angústia e falta de sorte na vida
Miguel Neves
Ex-Servo
Vai embora,
O que podes querer de mim?
Se já levaste água que me leva,
Porque queres traçar o meu fim?
Leva este vinho,
Que me faz ter devaneios,
Esse olhar que me mata mais,
Que a beleza desses seios,
Diz o que quiseres,
Afinal de contas nada me importa,
Sai, vive a tua vida,
Que a minha já nasceu torta,
Quem me dera recuar,
Até aquele vão de escada,
E dizer que aquele beijo,
Era uma garrafa envenenada,
Eu amei conscientemente,
Na conformidade desta obssessão,
Por muito amor que existisse,
Nada vindo de mim foi são,
Por isso vai,
Corre e desaparece,
Bebe do meu copo,
Consome-me e esquece-me.
dionesbatista
Brotos D'Amor
Escrevo-te extasiado
A saudade é floração
Em meu ser demasiado
Renasceu uma paixão
Veio em grande brotação
O sentimento enterrado
Diones Batista
Mtlago
Falam de Paz
As pessoas educam para a competição e esse é o princípio de qualquer guerra.
Quando se educar para cooperar e ser solidário.
Nessa altura estaremos a educar para a paz...
stellarprince
Se eu moresse amanhã
Não sentiria apenas deixar-te
Mas lamentaria as horas vãs
Sem teus carinhos e sem amar-te.
Se amanhã eu partisse
Minha alma se alegraria
ao ver que meu corpo descansaria
............................
(poema inacabado)
Frederico de Castro
Esculpimos solidões

Degrau a degrau trepa esta solidão
Acantonada no beiral do tempo quase
Decapitado, sempre cordialmente velado
Esculpida no basalto do silêncio domestico
Estas palavras extasiadas repintando o tapume
Das minhas ilusões mais premeditadas
Aspiro da manhã suaves brumas excitadas
Vestem com balalaicas elegantes a fatiota das
Mil emoções qual epidemia de beijos sobrepujantes
Ainda que respire devastada acolho a saudade
Mais pungente e contagiante deixando uma artística
Lágrima esgueirar-se pelo leito do tempo assim de rompante
Frederico de Castro
natalia nuno
entrega...
alegria, loucura, feitiçaria
e já a mão se desloca
o desejo cresce, esfuzia
no rosto a alegria
o entusiasmo redobra
coisa louca os beijos da tua boca
e meu corpo te cobra
que seja dia de festa
e o que tem de melhor?
a entrega ao conquistador!
... e eu me entrego com amor.
natalianuno
Carl R.S
A nada palavra ao ser
Nada a dizer, nenhuma palavra
Nada relevante a dizer. Não fosse o fato
de que sofro do estômago,
enjôado, nauseado.
Nada mais, nenhuma palavra.
A não ser o fato de usarmos vendas,
apenas isso. O desprezo
a indiferença, a ausência.
Quem se importa? Nunca o ser?
Nada mais a dizer, há muito se foi a palavra.
Nada a dizer, tudo já foi dito, já não diz!
A não ser o fato de irmos a lugar nenhum.
A marcha veloz? O acelerado passo, o não lugar?
O desconhecido? O abismo!
A máquina, a guerra, a dor!
O dia seguinte, amanhã...haverá?
E depois...haverá o etéreo?
Ou este desabou a muito sobre nossas cabeças?
Nunca, nunca...haverá?
Ha algo errado, há algo!
Não se sabe se dentro o fora
No corpóreo o incorpóreo
No concreto o abstrato.
Se há de haver algo? Não sei... Haverá ?
Há algo de errado na face do tempo,
No espírito dos tempos. Do homem o engano,
o momento perdido na miragem,
e a ilusão das verdades eternas.
Velhas, senís, estáticas, imóveis!
Nunca a humanidade, nunca o ser?
A consciência um dia líquida
A consciência dissolvida nas consciências.
Não mais a reinvenção? Infeliz ser estático!
Ulisses desejando o horizonte.
Na memória nunca Dionísio, só a simetria.
A memória na memória, mimese como espelho da memória.
Perda dos sentidos na repetição
ausência de si, fragmento jamais recuperado.
Nunca mais encontrado. Jamais o ser!
ERIMAR LOPES
A AMO EM SILÊNCIO
Disto ela não sabe, diria que de repente
Meu coração não suporte mais a falta,
E num dia desses a encontre ingrata
E lhe conte todos os meus segredos,
Principalmente o de amá-la ingrata,
Como num filme sem ensaios e enredos.
Ela é perfume que dura e de mim não sai,
Impregnada em minha pele em essência,
Entrou em meus poros e pelo sangue vai,
Viaja todo o meu corpo em abrangência,
Como um entorpecente dependência sua,
A desejo em meus abraços nua e crua.
Mas ela é ingrata e isto tudo não basta,
Nem movendo uma montanha de lugar,
Diria: pode se esforçar é pouco arrasta,
De joelhos me implore para eu ficar.
E eu que a amo em silêncio que direi pois?
Como posso aos teus braços tornar?
Ipatinga, 01/10/2018
Erimar Lopes.
-ltslima
Marcas do Tempo

Noite escura,
quente como sol
penetra m´alma.
Em ventura branda
ecoa o grito contido
em meu coração.
Cantar do falante,[grilo]
corta o vazio em mim
como ondas ofuscantes.
Vejo minha foto,
marrotada pelo tempo
do meu fim, surge meu recomeço!
___o tempo é o senhor da razão,
nos ensina, mostra que a cada passo
existem mudanças marcantes.
Acidentalmente,
pode mudar nosso
interior, mais que o exterior, marcado
por furos de agulhas na carne!
04.03.217
ltslima
reeditando
Jorge Santos (namastibet)
Subtil ....

Subtil o que sofro,
Quero sentir de outra forma pois sinto
Em forma de nada o meu querer,
Falta-me o oscilar do salgueiro ao vento,
Falta-me o sonho dentro do sonho,
-Fala-me da realidade curva e as cores,
Da forma que tem o tempo sem ter,
Em forma de álamo o meu querer …
Paisagem num quadro, uma subtileza
Em cristal, um átomo a oscilar no tempo,
O espaço, um intervalo nulo, o meu ser
Embala-me no vulgar soprar – o ar,
Poeira inquieta o que tenho e não quero,
Milimétrico eu, vulgar sopro o que penso
Ser viver neste viver sem vida, que quase
Toco sem que me toque ela outra …
Falta-me a sensibilidade negra do corvo,
Fala-me da ausência e da conclusão do dia,
Da hora tardia, fala-me da promessa
Não cumprida, do sermão e da dúvida
Necessária pra nos mantermos espíritas
E em forma de ar, o nosso ser sitiado,
Enfermo e em forma de nada mais
Que ar e ar, de mar cercado e sem saída.
Quero sentir-me de outra forma que não preso
Ao corpo nem à vida, sútil ao sopro,
Subtil é o que sofro.
Jorge Santos 09/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
gustavojunior
Realidade
As reais cores da vida
Se você em minha vida eu nunca terei
Nunca sentirei
O real cheiro das flores
Se o seu doce aroma eu nunca cheirei
E tenha certeza
Nunca saberei a real maneira de amar
Se você, garota, nunca me ensinar
Nunca viverei na realidade
Pois em mim falta você
Que é a minha metade
O que será de minha vida?
Mnha vida irá à tona
Se você, garota
Nunca disser que me ama.
vsfirmino
CANÇÃO
já não se faz
só acredito em poetas
fotografados em preto e branco
nada mais
nunca faremos poesia
como antigas
nunca mais faremos poesias
assim
talvez nunca mais
Carl R.S
Ecos do sem corpo
De fato! Há mudança com a contingência das coisas.
Como poderia eu aprisionar o tempo
Ou determinar o ser de alguma forma, ou a forma de algum ser?
Se eu mesmo em minha instabilidade
Já não sou mais o que pensara antes.
Acordo e já não sou!
Nem corpo, nem mente.
Nada mais que a voz que fala em mim.
Que ecoa em mim, eco entre paredes.
Pensamentos presos em uma caixa de ossos.
Vão-se até sumir!
Então novamente vem o indizível
e reaparece do nada movido por não sei o que.
Tanta gente dentro da gente
No entanto estou só!
Vazio, oco, oco no cântaro
e a cinza fria que antes existira já não é!
É soprada para fresta do tempo,
esse espectro que inexiste,
O esquecimento. E a memória já não vem.
Tento retê-la, ancorá-la a imagem
como noção de existência.
Faço por medo de me perder.
Tenho um passado?
Quero existir, fixar a mim mesmo
mas existo antes, e já não sou.
Então...passo continuum!
E já fui engolido novamente
Já não sou, nem serei
Nem passado, nem passagem
Cronos a engolir, a me devorar.
As imagens que pincei?
Devoradas, perdidas!
Nada mais que estática e ausência.
Nisso a tentativa desesperada
de alcançar um horizonte cada vez mais distante
e a angustia a observar o absurdo de
cada construção humana. A mim, a todos!
Cada corpo, um emblema
cada gesto, um símbolo
cada pessoa multiplicada um hábito
cada simulacro um limite
cada caricatura uma intenção
cada persona, uma composição
cada retalho de gente uma incerteza.
E do desespero, cada espantalho que pensa ser.
Então...deslocado de alguma coisa
que penso me conter, e que a toda hora me ultrapassa
vejo que o corpo já não me suporta. Me subtraio ao averso.
Canta a ode na utopia do EU
e dança sob mim a múltipla existência
dança Dionísio sobre o túmulo do ocidente
dança como num louco bacanal
Me deseja sono, e diz...descansa em paz!
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