A máscara
Beberemos ao menos uma taça
E disfarçando a solene estranheza
Esconderei o ser
Onde não se possa tocar.
Diáfano engana a noite
A existência vazia
A flor da pele, o tenso linho
Amarga o vinho envenenando o poço.
Cai-lhe a mortalha sombria das dores
Secando das pétalas flores
As almas angustiadas
E os gritos internos dos loucos.
E não havendo bondade
frieza e ausência de tudo
descai a face, que mascara usas-te?
Que verdade escondeste?
Mostra-se verdadeiro o monstro, mais vivo que a vida!
...sorrateiro
...profano
...sombrio
...infame
Lança a face a luz, e logo recolhe.