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fernanda_xerez

fernanda_xerez

A VIDA TESTA A GENTE

Às vezes
eu penso que a vida testa a gente e,
quer saber? - testa mesmo...

Parace
que ela quer nos levar ao limite máximo
da nossa resistência...

Não importa
se aguentamos ou não, mas eu acho
que a vida se diverte pregando
peças...

Só tem
uma coisa, ninguém é de ferro e
nem tem sangue de barata, um dia as coisas
podem mudar de rumo...

[é apenas o
desabafo de uma alma
em agonia!]
440
Honoré DuCasse

Honoré DuCasse

Orgulho

Estás perdoada
Se é o não que temes
Sempre aqui estive
Desde que a Primavera era flôr
Não sei quantos mais Invernos irei estar
Talvez enquanto o teu abraço ainda tiver cheiro
Do teu pedestal feneces calada
Afogaste o amor e osculaste o orgulho
De olhos vendados 
Abraças-me em sonhos
De olhos calados
Sonegas-me o corpo
E tudo para seres forte
Aos olhos de muita gente
Quando tens carne e sangue que sente
Na dor maior
Quando ao coração se mente
801
Isabel Pires

Isabel Pires

epifania ii

eram dias frios
os do lado de fora
e alguns do avesso de mim
quando te convidei a desenhar o sol
mesmo que fosse aquele modelo infantil
do círculo mal acabado com os risquinhos à volta

falei em trazeres
um lápis
a caixa de aguarelas
o cesto das laranjas
talvez aquela toalha ainda a cheirar a verão
 até o pacote com os saquinhos de infusão
maçã com canela
 
mas fizeste confusão
ou os solavancos da timidez a morder os embrulhos
levaram a melhor
e ficaram derramados ou retidos
não sei bem
em que ponto ficou aquela encomenda 
 
que trouxeste o que era preciso
para desenhar um céu imenso
em que até coube o sol
do círculo mal acabado com risquinhos à volta

163
escritas_fo

escritas_fo

A triste realidade

Pensada por muitos
Indesejada para a maioria
Ela vem com toda certeza
Impulsionando nossa rebeldia

Viver para ser feliz,
Ou viver para ser um bom profissional
Escolha precisa e pesada
Armas ou cadernos, a duvida nacional

Para alguns ela vem cedo
Deixando próximos arrazados
A vida nao para
Sem vez pra atrazados

Eu vi ela de perto
Nao desejo a ninguém
Agoniante e triste a propria
A morte que nos convém..
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campos

campos

miscelânea parnasiana


miscelânia parnasiana


miscelânia

a rodar o

rodopio

da vida

do amor tratais vinícius ao cuidar de velho fetiche,

porém, demorais muito bilac ao escrever seu sanduíche

ao  desatar inspiração do  velho lacre, porém sem  ser acre,

além de  parnasiano  durante alguns anos, enquanto, a cantora

entra  no plano com voz  leve e piano dum  aveludado soprano,

dentro  dum estilo  etílico, cambaleando  vai ajeitando sua suave

voz alcoólica com cólica de desastrosa  e dolorosa amarga bile,

é  billie  meio insana a recusar o bafômetro do seu carnaval

holiudiano, enquanto, gillespie  afina seu piano. encontro

casual, porém, magistral de cosmopolita pessoal ao

andar ao léu à procura de sua arte arteira num

santificado bordel altaneiro. para não ser

muito estrangeiro chega cauby com

pery  na algibeira,  num canto

da sala seu canto embala

o velho amor triste de

uma nova iorque,

com voz forte.

é o céu, é

a vida

havi

da

e

na morte inserida, abaixo vem, o poeta-escritor, o velho

leminsk a dizer:  carlos tire essa pedra do  meu caminho,

enquanto, quintana  chama a atenção de cecília que ao

seu amor concilia. e com mono olhar de meiguice plena,

camões entra  na arena a observar  a cena obscena

nos trejeitos  de fernando que  vai logo afirmando

que  florbela  espanca em frases poéticas maria

teresa na  horta daquela fazenda, por  favor

entenda essa  amorável contenda, poeta

tem pouco juízo preciso, e quem nes-

ta  vida  se encerra  sem errar que

atire a primeira pedra em maria madalena.

somente tome o devido cuidado  para não

acertar o Senhor qual pode  perder a paci-

ência e fazer uma contenda  tremenda e

vos  encher  do seu maravilhoso  amor

ao bater-vos com sua perfumosa flor

pelo vosso antigo pecado-danado

por não resistir de mente sã e

demente comestes a maçã,

simplesmente

lá se foi até

a semente.


mudando de assunto:


pessoal  é melhor começar a cantar, tocar e

poetar  que já aqui vai chegar  Dali daquele

estranho  lugar e começar a  pintar o sete

como se  fora um biscoito  afoito a repre-

sentar  o número  oito. veja quem acaba

de chegar de  sumatra um tal  francis

sinatra acompanhado de  uma bela

mulata soprano, querendo sambar

uma cidade de cunho americano:

Manhattan musicalidade da nata.


jbcampos
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evyh_alves

evyh_alves

Amor

Como é bom o amor
Um ato de muito valor
Algo maravilhoso
É tão majestoso

Coisa boa sentir isso
Parece até um vicio
Quero com você viver
Até nunca mais poder

Do seu lado quero estar
Pra quando eu precisar
Nós temos tanto em comum
No mundo só existe um

Eu juro não sou mal
Posso ser sensacional
É só você deixar
Que eu posso mostrar

Um beijo, um abraço dou
Nada disso me custou
Além disso eu te amo
Por você eu clamo

Você é minha realeza
Sempre essa princesa
Doce, alegre e gentil
Sua nota é sempre mil

Você é sempre muito incível
Pra te superar é impossível
Meu coração você conquistou
Ninguém nunca alcançou

Em 1º lugar vai estar
Para sempre vou te amar
Você é muito valiosa
Sempre essa preciosa!

Preciso muito de ti
Quero ter você aqui
Nunca vou te esquecer
E juntos vamos vencer

Você é tão espetacular
Me deixa até sem ar
Meu amor por você
É tão grande meu bêbê
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fernanda_xerez

fernanda_xerez

DEPRESSÃO

Importante observar quem sofre de depressão
É pessoa que precisa de afeto, amor e atenção
Devemos estar presentes para estender a mão

Nunca dizer que é frescura, pois não é não
Oferecer ajuda sempre que for preciso, então
Pedir a Deus que acuda aquela alma em aflição

O paciente precisa cuidar-se e tomar medicação
Mas o médico é quem deve fazer a prescrição
Oh! é doença traiçoeira, tenhamos compaixão

Jamais esqueçamos de interceder em oração!
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melodyte

melodyte

Espero

Todos os dias eu te espero
Não é como se isso me custasse algo
Porque toda vez que coloco meus
olhos em ti
Sinto o tempo parar
Vejo e revejo momentos
O Pouco que sei sobre ti, é quase que suficiente para escrever mil paginas
das suas virtudes, e de seus grandes defeitos.
É dificil fazer um principe sorrir, eles costumam ser muito exigentes.
Que me faz pensar, como tu sendo como es...
Se cativou pela plebeia mais desengonsada do seu Palacio?
Essa que vive sempre com os cabelos embaralhados
Que corre sem rumo
Que como o que tem
Não se veste bem
E o seu comportamento estabanado leva tudo o que vê ao seu redor
Você, que em ti se rodeia de grandiosos castelos, que tem como lei
a pura sacanagem e a libertinagem
Se encantou logo por ela, que guarda contigo até pedras se forem dadas
por amor.
Ele é o vento e corre em direçoes diferentes, pode ser brando, pode ser forte
pode destruir.
Ela é o fogo, com o vento pode se alastrar , porém o mesmo se ventar forte o
bastante por certo acabará com o fogo.
Ela é os sonhos, sempre muito distante daquilo que realmente deseja pra si
E ele a realidade, poe seus pés sobre o chão e se firma a ponto de nada conseguir
o desprender mais dali.
Ela é o amor, bobo e fatal
Ele a razão
E juntos tudo se unem pouco a pouco um sem entender o outro
Mas quando ambos entrelassam as mãos
Tudo se torna um só.

Sr.LvRocha
Dedicado a um amor, estarei te esperando sempre no mesmo lugar.
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Pedro Paiva

Pedro Paiva

A PASSAGEIRA

                          Entrou no carro e, por um breve momento, senti um longo arrepio perpassar-me o corpo inteiro. Estranhei aquela frieza mórbida, brusca e repentina, porquanto a noite estivesse quente e abafadiça.
       Em silêncio, sentou-se no banco do carona e calada permanecera durante toda a viagem. Dúvida atroz, meu Deus! Era a Doninha? Podia jurar que sim! Mas agora, olhando de pertinho para aquela figura decrépita, velha, enrugada, muda e silenciosamente fria, sentada bem ali do meu lado, no banco do carona, a dúvida tomou-me de sobressalto.
       Eu desço ali – aquela voz oca e fúnebre retiniu nos meus ouvidos como um raio disparado de densa nuvem em noite de tempestade.
      No céu carregado, os trovões ribombavam anunciando o início de um aguaceiro que não tardou muito para desabar, acompanhado por um temporal violento e assustador, obrigando-me a fechar as janelas do corcel que, impetuosa e furiosamente, galopava na estrada prateira cheia de lombadas e de estrias e foi, então, que senti um cheiro acre e nauseabundo de flores que fedem a defunto misturado com a catinga azinhavrada de carniça podre.
      - Eu moro ali – disse-me, apontando com o dedo longo e magricelo para um lugar deserto, solitário e descampado de onde mal se avistava alguma coisa.
       Naquele mesmo instante, deu para ver um raio saindo de uma nuvem escura numa violência tão grande que rasgou o chão, fazendo levantar um redemoinho de água, poeira e pó. Nas palmas dos coqueirais, o vento rugia feito lobos-guarás e o grito do rasga-mortalha estrondava que nem estampido de canhão na guerra e o tempo se encerrou numa manta negra, pintando um cenário de medo e horror.
        No dia seguinte, fui à visita de sétimo dia, levando os familiares de dona Di, uma velha macrobiótica que bateu as botas na cidade de Altos, mas que fora enterrada no cemitério do distrito da Prata.
       Chegando ao local, alguns aspectos me pareceram bastante familiares. Lembrei-me da noite passada e, por um momento, como num insight, surgiu bem nítida à minha cabeça a imagem daquela mulher de cabelos baços, sujos, quebradiços e desgrenhados, de olhos fundos, com faces ocas e de rosto escaveirado que havia descido ali.
       Arrepiei-me todo quando, de repente, entre as sepulturas, vi encravada na lápide de uma delas, a imagem de uma jovem vigorosa, forte e saudável, mas que, em muito, me lembrava à passageira da noite anterior.
       Um tremor espasmódico tomou conta do meu corpo e um frio de morte, correu-me pela espinha dorsal, quando fui informado, por moradores da região, que a jovem da lápide era a noiva lá das Porteiras Velhas que, numa noite de maio, enquanto os pais estavam ausentes, se vestira de noiva, untara o corpo com óleo e ateara fogo ao próprio corpo, tamanho  o  desgosto por não desposar o noivo amado.




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alien_rosa

alien_rosa

Amor reprimido

Sabe aquela sensação que nós reprimimos  ?
Anulamos enxurradas de sentimentos e ainda sorrimos
Prazer. Desgosto. Felicidade. Raiva. Medo.
E o tão temido amor que sempre  nos deixa sem chão
Anos de estudos para entender que isso NÃO se controla
Ao perceber isso dizemos não !
Sempre fui uma pessoa equilibrada, mas e agora ?
Agora só me resta sonhar que este seja correspondido
Porque se não for, meu amigo, ai sim eu  estarei fodido.

                                                                                                    Aline Rosa

 
221
charlesburck

charlesburck

Chorar para dentro

Réstias de abandonos nos olhos adormecidos,
Não me deixes saudades, eu não as mereço,
A ausência é coisa que mora longe,
O amor que não se move
Que rasga os mapas,
E chora para dentro dos olhos

Charles Burck

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Escritora_de_Alma

Escritora_de_Alma

A memória daquele beijo, abraço roubado


Aquele beijo, abraço roubado
Vai ficar guardado
Entre ele e ela
Quando olharem para a janela.

Aquele beijo, abraço roubado
Que não estava programado
Ao acontecer
Fez o coração aquecer.

Aquele beijo, abraço roubado
Faz o mundo ficar encantado
Faz acreditar
Que o amor pode durar.

Aquele beijo, abraço roubado
Um amor não falado
E que ao chegar
Diz que é para ficar

🌹Escritora de Alma
265
natalia nuno

natalia nuno

cartas d'amor...trovas

cartas de amor recebi
com beijos da tua boca
tantas vezes eu as li
acabei por ficar louca

cartas d'amor um jardim
de sonhos e de ventura
de rubras rosas, carmim
recordá-las é loucura

trago-as junto ao coração
embora seja imprudente
não vão elas cair ao chão
e este ficar doente...

cartas d'amor são braseiro
o mesmo sinto ao beijar-te
vai Dezembro, vem Janeiro
quero com beijos sufocar-te

meus olhos verde esperança
a que o tempo roubou a côr
côr que ficou na criança
que lia as cartas de amor...

minha alma toda ela floria
e tuas mãos me enlaçavam
e eu rosa em botão m'abria
aos lábios q' me beijavam.

cartas d'ámor vôos de condor
tantas as cartas foram lidas
versos e letras de amor
enfeitaram nossas vidas

restam registos de saudade
nestas cartas, agora lenda
cartas escritas na mocidade
por corações sem emenda

natália nuno
rosafogo
171
Pedro Luiz Almeida

Pedro Luiz Almeida

Diálogo das flôres



Margaridas, tulipas e hortênsias reunidas no jardim
Conversavam com o cravo, o lírio , a boca de leão:
Margarida perguntou: “Porque as mulheres preferem a Rosa
Quando são escolhidas por um varão?” 

O cravo, argumentou sobre a rosa:
“O vermelho escarlate de suas pétalas
revelam a paixão, a cor preferida.
Estão com ciúmes, minhas queridas?”

“As outras flores, são únicas... Maravilhosas!
Carregam a beleza do branco das tuas pétalas Margarida
A cor branca, que imita a ação da luz no prisma das flores preferidas”

Todas aplaudiram o cravo que só na canção brigou com a rosa.
O lírio levantou e disse: “ somos metáfora da natureza
Olhai os lírios... Nem Salomão se vestiu com tanta beleza

Pedro Luiz Almeida
517
maura26

maura26

poemas

Não quero sentir.-Disse o sentimento.
deixe-o ir falou o afastamento.
insistir,Disse o afastamento.
pense só em mim ,disse om egoísmo.
E no fim ,num banco próximo á estrada,o amor passou batendo de uma forma angustida,
Com toda sua fúria ,e uma beleza que a todos encantava .
Humildade com sua nobre elegância,falava que a todos impressionava e o amor se encantava pela simplicidade e sua fúria de forma sobrenatural se dissipava .
233
crisfernandes

crisfernandes

Quando a saudade mostra a sua face

Maldita sensação de impotência 
Diante daquilo que me é mais caro
E não posso mais ter ao meu lado
Dor que corta o peito 
Sufoca a alma...
Imagens de momentos de paz no passado
Abro os olhos e vejo a sua ausência 
Que para mim é a transformação 
Da vida em nada por um momento.
Coisas simples eu queria :
Nada além de um beijo, um abraço, 
As minhas mãos nas suas mãos,
Sua voz no meu ouvido. ..
Tão simples e tão singulares,
Gestos que eu não posso viver agora.
Sim! Aqui é um vale de lágrimas, 
Não que seja todos os dias, 
Mas tem dias em que é difícil ocultar:
Que quando você partiu,
Levou um pedaço de mim,
O pedaço mais valioso, 
Pedra bruta que você mesmo lapidou;
Um pedaço de mim que eu nem conhecia, e você apresentou, 
E levou...
Não te culpo, ao contrário,  te agradeço! 
Mas é impossível negar a falta
A saudade, a tristeza. ..
Não sei como terminar,
Assim como não sei por que caminhos
A vida me levará. ..
Quando eu tinha a sua companhia, 
Eu sempre sabia que por pior
Que o caminho fosse,
Eu sempre estaria bem:
Sua companhia fazia essa mágica !
Agora, sem você,  tudo parece obscuro...
O que me consola é que essa magia foi contigo, e onde você estiver, estará bem.
De certa forma,  na maioria dos dias
Eu estou bem também, 
Exceto nos dias
Que a saudade resolve mostrar a sua face!


Em memória ao meu eterno amor NILTON DE MORAIS.
201
IVAN DAVID FERREIRA SILVA

IVAN DAVID FERREIRA SILVA

EU NÃO BEIJO MENINOS

EU NÃO BEIJO MENINOS

Fonte da Imgem: Sense 8


Eu não sou o homem a quem todos criticam por beijar meninos.

O menino impuro
Chamado imundo
Odiado pelo mundo 
Que não passa de um vagabundo

Julgado pelo seu plano
“Se atipa” menino sujo! Dizem à ele
Um esquisito, nem é humano, seria de pano?

Na verdade ele é de vidro
De ferro fundido
Ferido
Fodido.

Por muitos é visto como aberração
Alma sebosa, impuro,
Um perigo para a nova geração.

O que há de errado?

Eu não beijo meninos.

Eu não, mas ele sim!
Deixem-no viver e doar seu íntimo.
Três dias um, seis
Cada um no seu ritmo.

O que pode haver de errado?
Um menino beijando meninos?
É como um jogo antigo
A diversão é derrubar todos os pinos!

Fosse eu seria um mero desqualificado?
Desprezível, sem moral? 
Equivocado?
Desorientado.
Viado! Marcado! Pecado!

O que mais te orgulha, é o que mais te envenena.
Marcado de sangue ruim.
De alma machucada mas nada pequena.

Hoje eu não beijo meninos!
Mas já beijei.
“Me amarrei”, gostei, me desenganei.

Hoje não mais,
Um que beija meninos dispõe de uma pluralidade.
O meu caso é singular,
Não beijo meninos
Beijo O menino, beijo meu menino
Meu único menino
E me deixo guiar no que chamam de destino.

Com um beijo apaixonado 
Construindo nosso ninho.
Um infinito particular.
Fugindo de fininho.

Deixando a condenação.
Frustração, depressão,
O ódio sofreu abolição.
Vivemos a nossa redenção.

Eu beijo meninO.

IDFS. Itanhandu, 08/01/2019
558
Agatha christie

Agatha christie

O tempo, à vontade e a essência de um ser.

É vontade insaciável, um ser ilimitado
É a juventude em  seus pensamentos perversos e abismo.
Soubeste, foste tu jovem também
Tempo de trovão, lirismo.
Ora foste calmo e lírico, ora cansaço, perseguição.
Mas tudo isso influenciaste teu agora,
Um tempo mais árcade, o carpe diem.
Mas  já foste o fugir ,
Entenda meu bem somos tempos , mudamos , crescemos, nascemos.
Talvez a vida seja um agrupado de acontecimentos, dentro de um grande nada,
Em um espaço onde há pessoas com medo da vida e pessoas que não aceitam a morte,
e neste conflito vivem sua vida .
No tempo cedido em vida e em corpo a mim,
Vivemos o tempo marcado como modernidade liquida, onde os poetas são admirados
Por tamanha inspiração de escrita, mas são ditos ridículos quando tentam passar a poesia em corpo e em alma,
Talvez não estivéssemos nós prontos, para tanto mar.
Já que o que sabemos é navegar somente em redes [sociais.
1 491
marcelobessa

marcelobessa

Eu quero ver o mundo todo sorrir porque sou egoísta

Eu quero muito que você seja um campeão







Ver você sorrir, consequentemente alegrará meu coração







Mas não, não é porque eu sou um cara muito bonzinho







Faz algum tempo já que entendi que no fundo estou sempre sozinho







Na verdade é puro egoísmo, gente infeliz é uma pedra no sapato







Gente amargurada projeta suas frustrações e deixa tudo mais chato







Se você estiver feliz, é muito mais provável que você me traga felicidade







Talvez você esteja preso ainda, e pense que falar isso é maldade







Calma,não quero te chatear, só quero celebrar a verdade
219
natalia nuno

natalia nuno

saudade é tormento...

anda a cotovia nos trigais
ando eu contemplativa
e as andorinhas nos beirais
numa roda viva...
respiro o aroma campesino
nuvens agrupam-se rendilhadas
viver de saudade é meu destino
que me traz recordações tão delicadas
neste idílio enamorada
lembro os campos da minha terra
a frescura e a fragrância
que pela aldeia se espalha
lembro a criança a jogar à malha
trago uma lágrima furtiva
desperta em mim um sublime sentimento
sinto-me viva...bem viva
mas a saudade às vezes é tormento.

 natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

é hora...

http://nataliacanais.blogspot.com/

é hora de abandonar calendários
é hora de esquecer a idade
neste torvo mundo de tempos solitários
onde o vazio me veste de saudade
é hora de nos teus braços me embalar
de me deixar no sono ao abandono,
e não querer mais acordar...

fechar os olhos à solidão
e sonhar-me perdida nos teus olhos
perder-me no teu afago, em desvario e
emoção...

é hora de gastar minha última estrela
de abandonar as sombras e o cismar
abolir nuvens cinzentas do meu céu
olhar-me no brilho do teu olhar
matar a sede do sonho que não esmoreceu
provocar o sorriso em tua face
envolver-me no teu abraço
é hora... antes que a hora passe.

natalia nuno
219
hadassa gomes

hadassa gomes

segunda pessoa

ela carrega, suporta
o dia todo, todos os dias
o peso que a põe para baixo
e a cada pensamento
aproxima seu rosto para o chão
e seus sonhos para o abismo,
o inalcançável
e carrega, alimenta, a esperança
que ao deitar no seu repouso infernal
expulsará os demônios
que a fazem temer o próximo dia
e perambulam o seu crânio feito de papel
cantalorando aquilo que não se entende
mas que a faz compreender:
nunca foi fácil viver.
221
Agatha christie

Agatha christie

Sentir

é preciso se sentir vivo
é preciso ser empírico
é preciso viver .
viver cada mÁgoa , cada esperança.
o amanhecer é sempre novo , mas tão constante.
é preciso tudo , amar , esperar , ansiar .
mas é mais preciso se guiar .
em todas as vidas haverá o viver ,
não deixaste seu viver ser só mais um , sofrer , amar.
é preciso sentir , cada mar , teu ... meu.
é preciso ser empírico .
vamos !
se convide para um chá .
se convide para dançar,
no meu oceano de ser , calmo e raro.
eu sempre esperaste tu , pois não quereste eu viver , o amanhecer que todos já viveram .
1 485
João de Castro Sampaio

João de Castro Sampaio

Vôute nocturne

Amor e Morte são minhas fraquezas.
Vícios inertes, que um dia vieram
À minha alma, das mais perversas profundezas
Entregues ao véu da noite, à quem esperam.

Pois é o Amor, aquele céu noturno
Eternamente culpado pelo que fez:
Nas curvas de vosso corpo taciturno,
Encontro o amor em vossa tez!

Mas é na Morte, a sedutora da gente,
Que eu encontro minha tristeza derrocada!
Pois nem tudo há de ser o que a vida sente,
E a minha morte jamais será amargurada!
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