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fernanda_xerez
A VIDA TESTA A GENTE
Às vezes
eu penso que a vida testa a gente e,
quer saber? - testa mesmo...
Parace
que ela quer nos levar ao limite máximo
da nossa resistência...
Não importa
se aguentamos ou não, mas eu acho
que a vida se diverte pregando
peças...
Só tem
uma coisa, ninguém é de ferro e
nem tem sangue de barata, um dia as coisas
podem mudar de rumo...
[é apenas o
desabafo de uma alma
em agonia!]
eu penso que a vida testa a gente e,
quer saber? - testa mesmo...
Parace
que ela quer nos levar ao limite máximo
da nossa resistência...
Não importa
se aguentamos ou não, mas eu acho
que a vida se diverte pregando
peças...
Só tem
uma coisa, ninguém é de ferro e
nem tem sangue de barata, um dia as coisas
podem mudar de rumo...
[é apenas o
desabafo de uma alma
em agonia!]
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Honoré DuCasse
Orgulho
Estás perdoada
Se é o não que temes
Sempre aqui estive
Desde que a Primavera era flôr
Não sei quantos mais Invernos irei estar
Talvez enquanto o teu abraço ainda tiver cheiro
Do teu pedestal feneces calada
Afogaste o amor e osculaste o orgulho
De olhos vendados
Abraças-me em sonhos
De olhos calados
Sonegas-me o corpo
E tudo para seres forte
Aos olhos de muita gente
Quando tens carne e sangue que sente
Na dor maior
Quando ao coração se mente
801
Isabel Pires
epifania ii
eram dias frios
os do lado de fora
e alguns do avesso de mim
quando te convidei a desenhar o sol
mesmo que fosse aquele modelo infantil
do círculo mal acabado com os risquinhos à volta
falei em trazeres
um lápis
a caixa de aguarelas
o cesto das laranjas
talvez aquela toalha ainda a cheirar a verão
até o pacote com os saquinhos de infusão
maçã com canela
mas fizeste confusão
ou os solavancos da timidez a morder os embrulhos
levaram a melhor
e ficaram derramados ou retidos
não sei bem
em que ponto ficou aquela encomenda
que trouxeste o que era preciso
para desenhar um céu imenso
em que até coube o sol
do círculo mal acabado com risquinhos à volta

163
escritas_fo
A triste realidade
Pensada por muitos
Indesejada para a maioria
Ela vem com toda certeza
Impulsionando nossa rebeldia
Viver para ser feliz,
Ou viver para ser um bom profissional
Escolha precisa e pesada
Armas ou cadernos, a duvida nacional
Para alguns ela vem cedo
Deixando próximos arrazados
A vida nao para
Sem vez pra atrazados
Eu vi ela de perto
Nao desejo a ninguém
Agoniante e triste a propria
A morte que nos convém..
Indesejada para a maioria
Ela vem com toda certeza
Impulsionando nossa rebeldia
Viver para ser feliz,
Ou viver para ser um bom profissional
Escolha precisa e pesada
Armas ou cadernos, a duvida nacional
Para alguns ela vem cedo
Deixando próximos arrazados
A vida nao para
Sem vez pra atrazados
Eu vi ela de perto
Nao desejo a ninguém
Agoniante e triste a propria
A morte que nos convém..
203
campos
miscelânea parnasiana
miscelânia parnasiana
miscelânia
a rodar o
rodopio
da vida
do amor tratais vinícius ao cuidar de velho fetiche,
porém, demorais muito bilac ao escrever seu sanduíche
ao desatar inspiração do velho lacre, porém sem ser acre,
além de parnasiano durante alguns anos, enquanto, a cantora
entra no plano com voz leve e piano dum aveludado soprano,
dentro dum estilo etílico, cambaleando vai ajeitando sua suave
voz alcoólica com cólica de desastrosa e dolorosa amarga bile,
é billie meio insana a recusar o bafômetro do seu carnaval
holiudiano, enquanto, gillespie afina seu piano. encontro
casual, porém, magistral de cosmopolita pessoal ao
andar ao léu à procura de sua arte arteira num
santificado bordel altaneiro. para não ser
muito estrangeiro chega cauby com
pery na algibeira, num canto
da sala seu canto embala
o velho amor triste de
uma nova iorque,
com voz forte.
é o céu, é
a vida
havi
da
e
na morte inserida, abaixo vem, o poeta-escritor, o velho
leminsk a dizer: carlos tire essa pedra do meu caminho,
enquanto, quintana chama a atenção de cecília que ao
seu amor concilia. e com mono olhar de meiguice plena,
camões entra na arena a observar a cena obscena
nos trejeitos de fernando que vai logo afirmando
que florbela espanca em frases poéticas maria
teresa na horta daquela fazenda, por favor
entenda essa amorável contenda, poeta
tem pouco juízo preciso, e quem nes-
ta vida se encerra sem errar que
atire a primeira pedra em maria madalena.
somente tome o devido cuidado para não
acertar o Senhor qual pode perder a paci-
ência e fazer uma contenda tremenda e
vos encher do seu maravilhoso amor
ao bater-vos com sua perfumosa flor
pelo vosso antigo pecado-danado
por não resistir de mente sã e
demente comestes a maçã,
simplesmente
lá se foi até
a semente.
mudando de assunto:
pessoal é melhor começar a cantar, tocar e
poetar que já aqui vai chegar Dali daquele
estranho lugar e começar a pintar o sete
como se fora um biscoito afoito a repre-
sentar o número oito. veja quem acaba
de chegar de sumatra um tal francis
sinatra acompanhado de uma bela
mulata soprano, querendo sambar
uma cidade de cunho americano:
Manhattan musicalidade da nata.
jbcampos
144
evyh_alves
Amor
Como é bom o amor
Um ato de muito valor
Algo maravilhoso
É tão majestoso
Coisa boa sentir isso
Parece até um vicio
Quero com você viver
Até nunca mais poder
Do seu lado quero estar
Pra quando eu precisar
Nós temos tanto em comum
No mundo só existe um
Eu juro não sou mal
Posso ser sensacional
É só você deixar
Que eu posso mostrar
Um beijo, um abraço dou
Nada disso me custou
Além disso eu te amo
Por você eu clamo
Você é minha realeza
Sempre essa princesa
Doce, alegre e gentil
Sua nota é sempre mil
Você é sempre muito incível
Pra te superar é impossível
Meu coração você conquistou
Ninguém nunca alcançou
Em 1º lugar vai estar
Para sempre vou te amar
Você é muito valiosa
Sempre essa preciosa!
Preciso muito de ti
Quero ter você aqui
Nunca vou te esquecer
E juntos vamos vencer
Você é tão espetacular
Me deixa até sem ar
Meu amor por você
É tão grande meu bêbê
Um ato de muito valor
Algo maravilhoso
É tão majestoso
Coisa boa sentir isso
Parece até um vicio
Quero com você viver
Até nunca mais poder
Do seu lado quero estar
Pra quando eu precisar
Nós temos tanto em comum
No mundo só existe um
Eu juro não sou mal
Posso ser sensacional
É só você deixar
Que eu posso mostrar
Um beijo, um abraço dou
Nada disso me custou
Além disso eu te amo
Por você eu clamo
Você é minha realeza
Sempre essa princesa
Doce, alegre e gentil
Sua nota é sempre mil
Você é sempre muito incível
Pra te superar é impossível
Meu coração você conquistou
Ninguém nunca alcançou
Em 1º lugar vai estar
Para sempre vou te amar
Você é muito valiosa
Sempre essa preciosa!
Preciso muito de ti
Quero ter você aqui
Nunca vou te esquecer
E juntos vamos vencer
Você é tão espetacular
Me deixa até sem ar
Meu amor por você
É tão grande meu bêbê
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fernanda_xerez
DEPRESSÃO
Importante observar quem sofre de depressão
É pessoa que precisa de afeto, amor e atenção
Devemos estar presentes para estender a mão
Nunca dizer que é frescura, pois não é não
Oferecer ajuda sempre que for preciso, então
Pedir a Deus que acuda aquela alma em aflição
O paciente precisa cuidar-se e tomar medicação
Mas o médico é quem deve fazer a prescrição
Oh! é doença traiçoeira, tenhamos compaixão
Jamais esqueçamos de interceder em oração!
É pessoa que precisa de afeto, amor e atenção
Devemos estar presentes para estender a mão
Nunca dizer que é frescura, pois não é não
Oferecer ajuda sempre que for preciso, então
Pedir a Deus que acuda aquela alma em aflição
O paciente precisa cuidar-se e tomar medicação
Mas o médico é quem deve fazer a prescrição
Oh! é doença traiçoeira, tenhamos compaixão
Jamais esqueçamos de interceder em oração!
158
melodyte
Espero
Todos os dias eu te espero
Não é como se isso me custasse algo
Porque toda vez que coloco meus
olhos em ti
Sinto o tempo parar
Vejo e revejo momentos
O Pouco que sei sobre ti, é quase que suficiente para escrever mil paginas
das suas virtudes, e de seus grandes defeitos.
É dificil fazer um principe sorrir, eles costumam ser muito exigentes.
Que me faz pensar, como tu sendo como es...
Se cativou pela plebeia mais desengonsada do seu Palacio?
Essa que vive sempre com os cabelos embaralhados
Que corre sem rumo
Que como o que tem
Não se veste bem
E o seu comportamento estabanado leva tudo o que vê ao seu redor
Você, que em ti se rodeia de grandiosos castelos, que tem como lei
a pura sacanagem e a libertinagem
Se encantou logo por ela, que guarda contigo até pedras se forem dadas
por amor.
Ele é o vento e corre em direçoes diferentes, pode ser brando, pode ser forte
pode destruir.
Ela é o fogo, com o vento pode se alastrar , porém o mesmo se ventar forte o
bastante por certo acabará com o fogo.
Ela é os sonhos, sempre muito distante daquilo que realmente deseja pra si
E ele a realidade, poe seus pés sobre o chão e se firma a ponto de nada conseguir
o desprender mais dali.
Ela é o amor, bobo e fatal
Ele a razão
E juntos tudo se unem pouco a pouco um sem entender o outro
Mas quando ambos entrelassam as mãos
Tudo se torna um só.
Sr.LvRocha
Dedicado a um amor, estarei te esperando sempre no mesmo lugar.
Não é como se isso me custasse algo
Porque toda vez que coloco meus
olhos em ti
Sinto o tempo parar
Vejo e revejo momentos
O Pouco que sei sobre ti, é quase que suficiente para escrever mil paginas
das suas virtudes, e de seus grandes defeitos.
É dificil fazer um principe sorrir, eles costumam ser muito exigentes.
Que me faz pensar, como tu sendo como es...
Se cativou pela plebeia mais desengonsada do seu Palacio?
Essa que vive sempre com os cabelos embaralhados
Que corre sem rumo
Que como o que tem
Não se veste bem
E o seu comportamento estabanado leva tudo o que vê ao seu redor
Você, que em ti se rodeia de grandiosos castelos, que tem como lei
a pura sacanagem e a libertinagem
Se encantou logo por ela, que guarda contigo até pedras se forem dadas
por amor.
Ele é o vento e corre em direçoes diferentes, pode ser brando, pode ser forte
pode destruir.
Ela é o fogo, com o vento pode se alastrar , porém o mesmo se ventar forte o
bastante por certo acabará com o fogo.
Ela é os sonhos, sempre muito distante daquilo que realmente deseja pra si
E ele a realidade, poe seus pés sobre o chão e se firma a ponto de nada conseguir
o desprender mais dali.
Ela é o amor, bobo e fatal
Ele a razão
E juntos tudo se unem pouco a pouco um sem entender o outro
Mas quando ambos entrelassam as mãos
Tudo se torna um só.
Sr.LvRocha
Dedicado a um amor, estarei te esperando sempre no mesmo lugar.
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Pedro Paiva
A PASSAGEIRA
Entrou no carro e, por um breve momento, senti um longo arrepio perpassar-me o corpo inteiro. Estranhei aquela frieza mórbida, brusca e repentina, porquanto a noite estivesse quente e abafadiça.
Em silêncio, sentou-se no banco do carona e calada permanecera durante toda a viagem. Dúvida atroz, meu Deus! Era a Doninha? Podia jurar que sim! Mas agora, olhando de pertinho para aquela figura decrépita, velha, enrugada, muda e silenciosamente fria, sentada bem ali do meu lado, no banco do carona, a dúvida tomou-me de sobressalto.
Eu desço ali – aquela voz oca e fúnebre retiniu nos meus ouvidos como um raio disparado de densa nuvem em noite de tempestade.
No céu carregado, os trovões ribombavam anunciando o início de um aguaceiro que não tardou muito para desabar, acompanhado por um temporal violento e assustador, obrigando-me a fechar as janelas do corcel que, impetuosa e furiosamente, galopava na estrada prateira cheia de lombadas e de estrias e foi, então, que senti um cheiro acre e nauseabundo de flores que fedem a defunto misturado com a catinga azinhavrada de carniça podre.
- Eu moro ali – disse-me, apontando com o dedo longo e magricelo para um lugar deserto, solitário e descampado de onde mal se avistava alguma coisa.
Naquele mesmo instante, deu para ver um raio saindo de uma nuvem escura numa violência tão grande que rasgou o chão, fazendo levantar um redemoinho de água, poeira e pó. Nas palmas dos coqueirais, o vento rugia feito lobos-guarás e o grito do rasga-mortalha estrondava que nem estampido de canhão na guerra e o tempo se encerrou numa manta negra, pintando um cenário de medo e horror.
No dia seguinte, fui à visita de sétimo dia, levando os familiares de dona Di, uma velha macrobiótica que bateu as botas na cidade de Altos, mas que fora enterrada no cemitério do distrito da Prata.
Chegando ao local, alguns aspectos me pareceram bastante familiares. Lembrei-me da noite passada e, por um momento, como num insight, surgiu bem nítida à minha cabeça a imagem daquela mulher de cabelos baços, sujos, quebradiços e desgrenhados, de olhos fundos, com faces ocas e de rosto escaveirado que havia descido ali.
Arrepiei-me todo quando, de repente, entre as sepulturas, vi encravada na lápide de uma delas, a imagem de uma jovem vigorosa, forte e saudável, mas que, em muito, me lembrava à passageira da noite anterior.
Um tremor espasmódico tomou conta do meu corpo e um frio de morte, correu-me pela espinha dorsal, quando fui informado, por moradores da região, que a jovem da lápide era a noiva lá das Porteiras Velhas que, numa noite de maio, enquanto os pais estavam ausentes, se vestira de noiva, untara o corpo com óleo e ateara fogo ao próprio corpo, tamanho o desgosto por não desposar o noivo amado.
Em silêncio, sentou-se no banco do carona e calada permanecera durante toda a viagem. Dúvida atroz, meu Deus! Era a Doninha? Podia jurar que sim! Mas agora, olhando de pertinho para aquela figura decrépita, velha, enrugada, muda e silenciosamente fria, sentada bem ali do meu lado, no banco do carona, a dúvida tomou-me de sobressalto.
Eu desço ali – aquela voz oca e fúnebre retiniu nos meus ouvidos como um raio disparado de densa nuvem em noite de tempestade.
No céu carregado, os trovões ribombavam anunciando o início de um aguaceiro que não tardou muito para desabar, acompanhado por um temporal violento e assustador, obrigando-me a fechar as janelas do corcel que, impetuosa e furiosamente, galopava na estrada prateira cheia de lombadas e de estrias e foi, então, que senti um cheiro acre e nauseabundo de flores que fedem a defunto misturado com a catinga azinhavrada de carniça podre.
- Eu moro ali – disse-me, apontando com o dedo longo e magricelo para um lugar deserto, solitário e descampado de onde mal se avistava alguma coisa.
Naquele mesmo instante, deu para ver um raio saindo de uma nuvem escura numa violência tão grande que rasgou o chão, fazendo levantar um redemoinho de água, poeira e pó. Nas palmas dos coqueirais, o vento rugia feito lobos-guarás e o grito do rasga-mortalha estrondava que nem estampido de canhão na guerra e o tempo se encerrou numa manta negra, pintando um cenário de medo e horror.
No dia seguinte, fui à visita de sétimo dia, levando os familiares de dona Di, uma velha macrobiótica que bateu as botas na cidade de Altos, mas que fora enterrada no cemitério do distrito da Prata.
Chegando ao local, alguns aspectos me pareceram bastante familiares. Lembrei-me da noite passada e, por um momento, como num insight, surgiu bem nítida à minha cabeça a imagem daquela mulher de cabelos baços, sujos, quebradiços e desgrenhados, de olhos fundos, com faces ocas e de rosto escaveirado que havia descido ali.
Arrepiei-me todo quando, de repente, entre as sepulturas, vi encravada na lápide de uma delas, a imagem de uma jovem vigorosa, forte e saudável, mas que, em muito, me lembrava à passageira da noite anterior.
Um tremor espasmódico tomou conta do meu corpo e um frio de morte, correu-me pela espinha dorsal, quando fui informado, por moradores da região, que a jovem da lápide era a noiva lá das Porteiras Velhas que, numa noite de maio, enquanto os pais estavam ausentes, se vestira de noiva, untara o corpo com óleo e ateara fogo ao próprio corpo, tamanho o desgosto por não desposar o noivo amado.
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alien_rosa
Amor reprimido
Sabe aquela sensação que nós reprimimos ?
Anulamos enxurradas de sentimentos e ainda sorrimos
Prazer. Desgosto. Felicidade. Raiva. Medo.
E o tão temido amor que sempre nos deixa sem chão
Anos de estudos para entender que isso NÃO se controla
Ao perceber isso dizemos não !
Sempre fui uma pessoa equilibrada, mas e agora ?
Agora só me resta sonhar que este seja correspondido
Agora só me resta sonhar que este seja correspondido
Porque se não for, meu amigo, ai sim eu estarei fodido.
Aline Rosa
Aline Rosa
221
charlesburck
Chorar para dentro
Réstias de abandonos nos olhos adormecidos,
Não me deixes saudades, eu não as mereço,
A ausência é coisa que mora longe,
O amor que não se move
Que rasga os mapas,
E chora para dentro dos olhos
Charles Burck
Não me deixes saudades, eu não as mereço,
A ausência é coisa que mora longe,
O amor que não se move
Que rasga os mapas,
E chora para dentro dos olhos
Charles Burck
358
Escritora_de_Alma
A memória daquele beijo, abraço roubado
Aquele beijo, abraço roubado
Vai ficar guardado
Entre ele e ela
Quando olharem para a janela.
Aquele beijo, abraço roubado
Que não estava programado
Ao acontecer
Fez o coração aquecer.
Aquele beijo, abraço roubado
Faz o mundo ficar encantado
Faz acreditar
Que o amor pode durar.
Aquele beijo, abraço roubado
Um amor não falado
E que ao chegar
Diz que é para ficar
🌹Escritora de Alma
265
natalia nuno
cartas d'amor...trovas
cartas de amor recebi
com beijos da tua boca
tantas vezes eu as li
acabei por ficar louca
cartas d'amor um jardim
de sonhos e de ventura
de rubras rosas, carmim
recordá-las é loucura
trago-as junto ao coração
embora seja imprudente
não vão elas cair ao chão
e este ficar doente...
cartas d'amor são braseiro
o mesmo sinto ao beijar-te
vai Dezembro, vem Janeiro
quero com beijos sufocar-te
meus olhos verde esperança
a que o tempo roubou a côr
côr que ficou na criança
que lia as cartas de amor...
minha alma toda ela floria
e tuas mãos me enlaçavam
e eu rosa em botão m'abria
aos lábios q' me beijavam.
cartas d'ámor vôos de condor
tantas as cartas foram lidas
versos e letras de amor
enfeitaram nossas vidas
restam registos de saudade
nestas cartas, agora lenda
cartas escritas na mocidade
por corações sem emenda
natália nuno
rosafogo
com beijos da tua boca
tantas vezes eu as li
acabei por ficar louca
cartas d'amor um jardim
de sonhos e de ventura
de rubras rosas, carmim
recordá-las é loucura
trago-as junto ao coração
embora seja imprudente
não vão elas cair ao chão
e este ficar doente...
cartas d'amor são braseiro
o mesmo sinto ao beijar-te
vai Dezembro, vem Janeiro
quero com beijos sufocar-te
meus olhos verde esperança
a que o tempo roubou a côr
côr que ficou na criança
que lia as cartas de amor...
minha alma toda ela floria
e tuas mãos me enlaçavam
e eu rosa em botão m'abria
aos lábios q' me beijavam.
cartas d'ámor vôos de condor
tantas as cartas foram lidas
versos e letras de amor
enfeitaram nossas vidas
restam registos de saudade
nestas cartas, agora lenda
cartas escritas na mocidade
por corações sem emenda
natália nuno
rosafogo
171
Pedro Luiz Almeida
Diálogo das flôres
Margaridas, tulipas e hortênsias reunidas no jardim
Conversavam com o cravo, o lírio , a boca de leão:
Margarida perguntou: “Porque as mulheres preferem a Rosa
Quando são escolhidas por um varão?”
O cravo, argumentou sobre a rosa:
“O vermelho escarlate de suas pétalas
revelam a paixão, a cor preferida.
Estão com ciúmes, minhas queridas?”
“As outras flores, são únicas... Maravilhosas!
Carregam a beleza do branco das tuas pétalas Margarida
A cor branca, que imita a ação da luz no prisma das flores preferidas”
Todas aplaudiram o cravo que só na canção brigou com a rosa.
O lírio levantou e disse: “ somos metáfora da natureza
Olhai os lírios... Nem Salomão se vestiu com tanta beleza
Pedro Luiz Almeida
517
maura26
poemas
Não quero sentir.-Disse o sentimento.
deixe-o ir falou o afastamento.
insistir,Disse o afastamento.
pense só em mim ,disse om egoísmo.
E no fim ,num banco próximo á estrada,o amor passou batendo de uma forma angustida,
Com toda sua fúria ,e uma beleza que a todos encantava .
Humildade com sua nobre elegância,falava que a todos impressionava e o amor se encantava pela simplicidade e sua fúria de forma sobrenatural se dissipava .
deixe-o ir falou o afastamento.
insistir,Disse o afastamento.
pense só em mim ,disse om egoísmo.
E no fim ,num banco próximo á estrada,o amor passou batendo de uma forma angustida,
Com toda sua fúria ,e uma beleza que a todos encantava .
Humildade com sua nobre elegância,falava que a todos impressionava e o amor se encantava pela simplicidade e sua fúria de forma sobrenatural se dissipava .
233
crisfernandes
Quando a saudade mostra a sua face
Maldita sensação de impotência
Diante daquilo que me é mais caro
E não posso mais ter ao meu lado
Dor que corta o peito
Sufoca a alma...
Imagens de momentos de paz no passado
Abro os olhos e vejo a sua ausência
Que para mim é a transformação
Da vida em nada por um momento.
Coisas simples eu queria :
Nada além de um beijo, um abraço,
As minhas mãos nas suas mãos,
Sua voz no meu ouvido. ..
Tão simples e tão singulares,
Gestos que eu não posso viver agora.
Sim! Aqui é um vale de lágrimas,
Não que seja todos os dias,
Mas tem dias em que é difícil ocultar:
Que quando você partiu,
Levou um pedaço de mim,
O pedaço mais valioso,
Pedra bruta que você mesmo lapidou;
Um pedaço de mim que eu nem conhecia, e você apresentou,
E levou...
Não te culpo, ao contrário, te agradeço!
Mas é impossível negar a falta
A saudade, a tristeza. ..
Não sei como terminar,
Assim como não sei por que caminhos
A vida me levará. ..
Quando eu tinha a sua companhia,
Eu sempre sabia que por pior
Que o caminho fosse,
Eu sempre estaria bem:
Sua companhia fazia essa mágica !
Agora, sem você, tudo parece obscuro...
O que me consola é que essa magia foi contigo, e onde você estiver, estará bem.
De certa forma, na maioria dos dias
Eu estou bem também,
Exceto nos dias
Que a saudade resolve mostrar a sua face!
Em memória ao meu eterno amor NILTON DE MORAIS.
Diante daquilo que me é mais caro
E não posso mais ter ao meu lado
Dor que corta o peito
Sufoca a alma...
Imagens de momentos de paz no passado
Abro os olhos e vejo a sua ausência
Que para mim é a transformação
Da vida em nada por um momento.
Coisas simples eu queria :
Nada além de um beijo, um abraço,
As minhas mãos nas suas mãos,
Sua voz no meu ouvido. ..
Tão simples e tão singulares,
Gestos que eu não posso viver agora.
Sim! Aqui é um vale de lágrimas,
Não que seja todos os dias,
Mas tem dias em que é difícil ocultar:
Que quando você partiu,
Levou um pedaço de mim,
O pedaço mais valioso,
Pedra bruta que você mesmo lapidou;
Um pedaço de mim que eu nem conhecia, e você apresentou,
E levou...
Não te culpo, ao contrário, te agradeço!
Mas é impossível negar a falta
A saudade, a tristeza. ..
Não sei como terminar,
Assim como não sei por que caminhos
A vida me levará. ..
Quando eu tinha a sua companhia,
Eu sempre sabia que por pior
Que o caminho fosse,
Eu sempre estaria bem:
Sua companhia fazia essa mágica !
Agora, sem você, tudo parece obscuro...
O que me consola é que essa magia foi contigo, e onde você estiver, estará bem.
De certa forma, na maioria dos dias
Eu estou bem também,
Exceto nos dias
Que a saudade resolve mostrar a sua face!
Em memória ao meu eterno amor NILTON DE MORAIS.
201
IVAN DAVID FERREIRA SILVA
EU NÃO BEIJO MENINOS
EU NÃO BEIJO MENINOS
Fonte da Imgem: Sense 8
Fonte da Imgem: Sense 8Eu não sou o homem a quem todos criticam por beijar meninos.
O menino impuro
Chamado imundo
Odiado pelo mundo
Que não passa de um vagabundo
Julgado pelo seu plano
“Se atipa” menino sujo! Dizem à ele
Um esquisito, nem é humano, seria de pano?
Na verdade ele é de vidro
De ferro fundido
Ferido
Fodido.
Por muitos é visto como aberração
Alma sebosa, impuro,
Um perigo para a nova geração.
O que há de errado?
Eu não beijo meninos.
Eu não, mas ele sim!
Deixem-no viver e doar seu íntimo.
Três dias um, seis
Cada um no seu ritmo.
O que pode haver de errado?
Um menino beijando meninos?
É como um jogo antigo
A diversão é derrubar todos os pinos!
Fosse eu seria um mero desqualificado?
Desprezível, sem moral?
Equivocado?
Desorientado.
Viado! Marcado! Pecado!
O que mais te orgulha, é o que mais te envenena.
Marcado de sangue ruim.
De alma machucada mas nada pequena.
Hoje eu não beijo meninos!
Mas já beijei.
“Me amarrei”, gostei, me desenganei.
Hoje não mais,
Um que beija meninos dispõe de uma pluralidade.
O meu caso é singular,
Não beijo meninos
Beijo O menino, beijo meu menino
Meu único menino
E me deixo guiar no que chamam de destino.
Com um beijo apaixonado
Construindo nosso ninho.
Um infinito particular.
Fugindo de fininho.
Deixando a condenação.
Frustração, depressão,
O ódio sofreu abolição.
Vivemos a nossa redenção.
Eu beijo meninO.
IDFS. Itanhandu, 08/01/2019
558
Agatha christie
O tempo, à vontade e a essência de um ser.
É vontade insaciável, um ser ilimitado
É a juventude em seus pensamentos perversos e abismo.
Soubeste, foste tu jovem também
Tempo de trovão, lirismo.
Ora foste calmo e lírico, ora cansaço, perseguição.
Mas tudo isso influenciaste teu agora,
Um tempo mais árcade, o carpe diem.
Mas já foste o fugir ,
Entenda meu bem somos tempos , mudamos , crescemos, nascemos.
Talvez a vida seja um agrupado de acontecimentos, dentro de um grande nada,
Em um espaço onde há pessoas com medo da vida e pessoas que não aceitam a morte,
e neste conflito vivem sua vida .
No tempo cedido em vida e em corpo a mim,
Vivemos o tempo marcado como modernidade liquida, onde os poetas são admirados
Por tamanha inspiração de escrita, mas são ditos ridículos quando tentam passar a poesia em corpo e em alma,
Talvez não estivéssemos nós prontos, para tanto mar.
Já que o que sabemos é navegar somente em redes [sociais.
É a juventude em seus pensamentos perversos e abismo.
Soubeste, foste tu jovem também
Tempo de trovão, lirismo.
Ora foste calmo e lírico, ora cansaço, perseguição.
Mas tudo isso influenciaste teu agora,
Um tempo mais árcade, o carpe diem.
Mas já foste o fugir ,
Entenda meu bem somos tempos , mudamos , crescemos, nascemos.
Talvez a vida seja um agrupado de acontecimentos, dentro de um grande nada,
Em um espaço onde há pessoas com medo da vida e pessoas que não aceitam a morte,
e neste conflito vivem sua vida .
No tempo cedido em vida e em corpo a mim,
Vivemos o tempo marcado como modernidade liquida, onde os poetas são admirados
Por tamanha inspiração de escrita, mas são ditos ridículos quando tentam passar a poesia em corpo e em alma,
Talvez não estivéssemos nós prontos, para tanto mar.
Já que o que sabemos é navegar somente em redes [sociais.
1 491
marcelobessa
Eu quero ver o mundo todo sorrir porque sou egoísta
Eu quero muito que você seja um campeão
Ver você sorrir, consequentemente alegrará meu coração
Mas não, não é porque eu sou um cara muito bonzinho
Faz algum tempo já que entendi que no fundo estou sempre sozinho
Na verdade é puro egoísmo, gente infeliz é uma pedra no sapato
Gente amargurada projeta suas frustrações e deixa tudo mais chato
Se você estiver feliz, é muito mais provável que você me traga felicidade
Talvez você esteja preso ainda, e pense que falar isso é maldade
Calma,não quero te chatear, só quero celebrar a verdade
Ver você sorrir, consequentemente alegrará meu coração
Mas não, não é porque eu sou um cara muito bonzinho
Faz algum tempo já que entendi que no fundo estou sempre sozinho
Na verdade é puro egoísmo, gente infeliz é uma pedra no sapato
Gente amargurada projeta suas frustrações e deixa tudo mais chato
Se você estiver feliz, é muito mais provável que você me traga felicidade
Talvez você esteja preso ainda, e pense que falar isso é maldade
Calma,não quero te chatear, só quero celebrar a verdade
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natalia nuno
saudade é tormento...
anda a cotovia nos trigais
ando eu contemplativa
e as andorinhas nos beirais
numa roda viva...
respiro o aroma campesino
nuvens agrupam-se rendilhadas
viver de saudade é meu destino
que me traz recordações tão delicadas
neste idílio enamorada
lembro os campos da minha terra
a frescura e a fragrância
que pela aldeia se espalha
lembro a criança a jogar à malha
trago uma lágrima furtiva
desperta em mim um sublime sentimento
sinto-me viva...bem viva
mas a saudade às vezes é tormento.
natalia nuno
ando eu contemplativa
e as andorinhas nos beirais
numa roda viva...
respiro o aroma campesino
nuvens agrupam-se rendilhadas
viver de saudade é meu destino
que me traz recordações tão delicadas
neste idílio enamorada
lembro os campos da minha terra
a frescura e a fragrância
que pela aldeia se espalha
lembro a criança a jogar à malha
trago uma lágrima furtiva
desperta em mim um sublime sentimento
sinto-me viva...bem viva
mas a saudade às vezes é tormento.
natalia nuno
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natalia nuno
é hora...
http://nataliacanais.blogspot.com/
é hora de abandonar calendários
é hora de esquecer a idade
neste torvo mundo de tempos solitários
onde o vazio me veste de saudade
é hora de nos teus braços me embalar
de me deixar no sono ao abandono,
e não querer mais acordar...
fechar os olhos à solidão
e sonhar-me perdida nos teus olhos
perder-me no teu afago, em desvario e
emoção...
é hora de gastar minha última estrela
de abandonar as sombras e o cismar
abolir nuvens cinzentas do meu céu
olhar-me no brilho do teu olhar
matar a sede do sonho que não esmoreceu
provocar o sorriso em tua face
envolver-me no teu abraço
é hora... antes que a hora passe.
natalia nuno
é hora de abandonar calendários
é hora de esquecer a idade
neste torvo mundo de tempos solitários
onde o vazio me veste de saudade
é hora de nos teus braços me embalar
de me deixar no sono ao abandono,
e não querer mais acordar...
fechar os olhos à solidão
e sonhar-me perdida nos teus olhos
perder-me no teu afago, em desvario e
emoção...
é hora de gastar minha última estrela
de abandonar as sombras e o cismar
abolir nuvens cinzentas do meu céu
olhar-me no brilho do teu olhar
matar a sede do sonho que não esmoreceu
provocar o sorriso em tua face
envolver-me no teu abraço
é hora... antes que a hora passe.
natalia nuno
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hadassa gomes
segunda pessoa
ela carrega, suporta
o dia todo, todos os dias
o peso que a põe para baixo
e a cada pensamento
aproxima seu rosto para o chão
e seus sonhos para o abismo,
o inalcançável
e carrega, alimenta, a esperança
que ao deitar no seu repouso infernal
expulsará os demônios
que a fazem temer o próximo dia
e perambulam o seu crânio feito de papel
cantalorando aquilo que não se entende
mas que a faz compreender:
nunca foi fácil viver.
o dia todo, todos os dias
o peso que a põe para baixo
e a cada pensamento
aproxima seu rosto para o chão
e seus sonhos para o abismo,
o inalcançável
e carrega, alimenta, a esperança
que ao deitar no seu repouso infernal
expulsará os demônios
que a fazem temer o próximo dia
e perambulam o seu crânio feito de papel
cantalorando aquilo que não se entende
mas que a faz compreender:
nunca foi fácil viver.
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Agatha christie
Sentir
é preciso se sentir vivo
é preciso ser empírico
é preciso viver .
viver cada mÁgoa , cada esperança.
o amanhecer é sempre novo , mas tão constante.
é preciso tudo , amar , esperar , ansiar .
mas é mais preciso se guiar .
em todas as vidas haverá o viver ,
não deixaste seu viver ser só mais um , sofrer , amar.
é preciso sentir , cada mar , teu ... meu.
é preciso ser empírico .
vamos !
se convide para um chá .
se convide para dançar,
no meu oceano de ser , calmo e raro.
eu sempre esperaste tu , pois não quereste eu viver , o amanhecer que todos já viveram .
é preciso ser empírico
é preciso viver .
viver cada mÁgoa , cada esperança.
o amanhecer é sempre novo , mas tão constante.
é preciso tudo , amar , esperar , ansiar .
mas é mais preciso se guiar .
em todas as vidas haverá o viver ,
não deixaste seu viver ser só mais um , sofrer , amar.
é preciso sentir , cada mar , teu ... meu.
é preciso ser empírico .
vamos !
se convide para um chá .
se convide para dançar,
no meu oceano de ser , calmo e raro.
eu sempre esperaste tu , pois não quereste eu viver , o amanhecer que todos já viveram .
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João de Castro Sampaio
Vôute nocturne
Amor e Morte são minhas fraquezas.
Vícios inertes, que um dia vieram
À minha alma, das mais perversas profundezas
Entregues ao véu da noite, à quem esperam.
Pois é o Amor, aquele céu noturno
Eternamente culpado pelo que fez:
Nas curvas de vosso corpo taciturno,
Encontro o amor em vossa tez!
Mas é na Morte, a sedutora da gente,
Que eu encontro minha tristeza derrocada!
Pois nem tudo há de ser o que a vida sente,
E a minha morte jamais será amargurada!
Vícios inertes, que um dia vieram
À minha alma, das mais perversas profundezas
Entregues ao véu da noite, à quem esperam.
Pois é o Amor, aquele céu noturno
Eternamente culpado pelo que fez:
Nas curvas de vosso corpo taciturno,
Encontro o amor em vossa tez!
Mas é na Morte, a sedutora da gente,
Que eu encontro minha tristeza derrocada!
Pois nem tudo há de ser o que a vida sente,
E a minha morte jamais será amargurada!
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