Vôute nocturne
Amor e Morte são minhas fraquezas.
Vícios inertes, que um dia vieram
À minha alma, das mais perversas profundezas
Entregues ao véu da noite, à quem esperam.
Pois é o Amor, aquele céu noturno
Eternamente culpado pelo que fez:
Nas curvas de vosso corpo taciturno,
Encontro o amor em vossa tez!
Mas é na Morte, a sedutora da gente,
Que eu encontro minha tristeza derrocada!
Pois nem tudo há de ser o que a vida sente,
E a minha morte jamais será amargurada!
Vícios inertes, que um dia vieram
À minha alma, das mais perversas profundezas
Entregues ao véu da noite, à quem esperam.
Pois é o Amor, aquele céu noturno
Eternamente culpado pelo que fez:
Nas curvas de vosso corpo taciturno,
Encontro o amor em vossa tez!
Mas é na Morte, a sedutora da gente,
Que eu encontro minha tristeza derrocada!
Pois nem tudo há de ser o que a vida sente,
E a minha morte jamais será amargurada!