Escritas

Lista de Poemas

Explore os poemas da nossa coleção

paola_

paola_

desvalia

por que alguém me procuraria?
não tenho nada pra oferecer 
logo, faz todo sentido ser ignorada quando se é invisível, 
sem importância…
insignificante...
sou um problema ambulante 
as pessoas que procuro são educadas 
mas dificilmente me procuram 
e tudo bem!
escolhemos pessoas que nos deixam alegres 
que temos alguma sintonia 
e não àquelas que exalam melancolia
374
Larissa Rocha

Larissa Rocha

Escuta-me, amor


Escuta-me, Amor, quero dizer-te umas coisas
Tem uns versinhos que preciso que leias
Uns que dizem aquilo que quero te falar
E não tenho chance...vê que desgraçada sou ?

Até o ultimo adeus me foi negado!
E tanto, tanto que já escrevi pra ti
Foste o anjo que minh ‘alma cantou
E amou muito... entre nós tudo morreu

Agora partiste sem olhar pra trás
É teu direito me esquecer
Eu guardarei tudo de bom e esperarei
Que dê a alguém todo amor que não me deste.
73
Victor Araújo

Victor Araújo

CONFIGURAÇÕES RECOMENDADAS



Vivendo através de configurações recomendadas 
perseguindo tesouros abstratos,
todas as ações tornam-se instrumentalizadas para esse fim.

A contínua substituição do viver pelo existir
é um fato dramático que,
por sua vez,
abre uma bifurcação no caminho: robotização ou niilismo?
606
paola_

paola_

impermanência

Em 4 meses perdi duas pessoas que estavam me ajudando no processo de autoconhecimento. A minha primeira perda significativa foi a morte do meu pai, e até hoje não me reergui completamente. Mas naquela época tinha 19 anos, sem o menor senso do que era viver, ainda estava naquela fase juvenil, onde é natural imaginarmos que as coisas são assim ou assado, e pronto, não se pensa no fim. 

Desde então tenho colecionado perdas quase que sucessivas, tento não me apegar, justamente pra não sofrer quando findar, logo, não aproveito o percurso. 

Me falta compreensão
Esta é a razão!

Nos últimos tempos parece que isso tem se intensificado: 
já não espero pela permanência 
já aceito a ausência...   

293
laertgoulart

laertgoulart

Tantos livros.

Tantos livros eu li...
De onde menos esperei 
foi onde mais aprendi !
E tudo quanto aprendi
foi pra saber 
que ainda falta muito
que aprender !

Sujeito 
que enxerga muito
é capaz de cegar 
qualquer nó !

Sujeito 
que lê muito 
é capaz de enxergar 
o que não vê !

Tantos livros eu li !
Os que mais me atraíram
quase me traíram...
Uns pela falta,
outros pelo excesso !
Serviu pra descobrir
que ainda faltam muitos 
que ainda não li !

Petropolis 10/03/20. 
382
POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA

POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA

MULHER PEDE CARINHO



Mulher pede carinho.
Mas se não tiver,
Ela não é um ser que chora sozinho
Ela deixa a alma voar
Livre
Flor liberta
Ela sabe que a paz e a felicidade
Chegam na hora certa
E ela acerta
Sempre consegue extrair a verdade
Da natureza
Por isso ela é mulher
Beleza
Ela é amiga do sorriso
Ela vive a realidade
E conhece a ilusão,
Sabe diferenciá-la da felicidade
Por isso ela é livre
Ela é mulher que pede carinho
Ela é uma flor livre
Que encanta a todos,
Dádiva do Criador.

( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima )
423
CORASSIS

CORASSIS

Crianças



Acontecerá dias por

momentos
e que sejam eternos por
domínio de crianças
e cantarei apenas os dias
de paz que sentirei.

Eu que já velei tantas dores
e não enterrei minhas tribulações.

Homens sem luz
matar meu desejo de nada adianta
conheci o amor no sorriso das crianças
homens inertes a paz
matar minha esperança é inútil
conheci a claridade angelical das crianças.


Acontecerá os dias por
regresso
da minha criança
conheço bem o progresso reprovado
não quero mais que matem aos poucos minha vida
não deixarei enterrar meus dias
malevolentes que explodem sonhos
deixe-me cantar a esperança
deixe-me reinar com as crianças
fiquem com todo ouro
deixe-me o sonho
fiquem com todo este peso inútil
deixe-me as nuvens
fiquem com todo este peso e excesso material
deixe-me criança
para não entender de coisas banais
não sei viver estes dias
voltei a ser criança e não quero entender
não pedirei e nem temerei, mas a homem algum.
só a DEUS.
 
Senhor,
fortaleça nossos dias, de brinquedos.
pureza, verdade, lealdade e fantasias.

Homens,
esqueçam o ódio não a harmonia
desapareçam com a desigualdade
tornem-se crianças.
480
CORASSIS

CORASSIS

Cerco-me de imaginação



Ainda ando de mãos dadas contigo.

O beijo profanado
Quase sempre encenado

O amor ainda é certo,
Vem de mãos dadas
Vem ao vento, vem correndo
Com
 muita emoção
É o coração que de pobre não tem nada a esconder
Vive a desejar noite e dia
O mesmo perfume dama da noite
A mesma canção da Kate Bush
Tomar juntos uma refeição

Olharmos antigas fotos
Aquecer um ao outro no inverno
Amar assim parece fácil
Mas sinceramente é necessário
Zelo ao amor quase perfeito
Pessoas de emoções vedadas
Muitas emoções passadas
Realmente de um tempo, uma noite.
Que não voltam mais
Nem na lembrança.
521
a_lost_star

a_lost_star

Ela e seu ser.

Intensa. Segue persistente da forma mais gentil.
Assim, pode arrastar aquilo que se deixar envolver.
As possibilidades são variadas.

Com seus lados maciços moldados por sua persistência e firmeza.
Envolta pelos mais belos tons de natureza.
Se você permite. E apenas se aconchega.. termina sentindo-se parte dela.

E logo vai achar que a tem em suas mãos.
Até vê-la deslizando pelos dedos.. e mostrando-lhe sua vastidão.

Seu corpo surge. Escorre. E deságua. Sua melodia afiada em tons graves... Em tons de florescer.. em tons de vida. Renasça.
91
yuri petrilli

yuri petrilli

Cinzas Ao Vento

Apanhei as memórias remanescentes
De um amor que há muito se findou
E as incendiei,
Até que não restasse mais nada
Além das cinzas,
As quais soprei em direção ao esquecimento

Ah, mas que tolo eu fui
Ao crer que lograria êxito o meu intento
Afinal, em meio às idas e vindas
Dos vendavais da vida,
As cinzas sempre retornam com o vento
845
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

A síndrome de Savanah




A síndrome de Savanah


Se falasse, crítica, enfática e demoradamente com o meu anfitrião e Alter-Ego, diria como diz Chico Buarque, “O meu caro amigo me perdoe, por favor”, pois sinto que não lhe faço uma visita tão afável quanto as que este me concede, mas não é, nem são práticas comuns a mim, nem a cortesia gratificada nem a indelicadeza gratuita, pedante e desgovernada, é preciso compreensão, pois que, qualquer criança, mesmo de recente idade e começo na fase anal já possui um ego alterado, se é que me faço entender por escrito, tal o meu promíscuo complexo de inferioridade.
Meu caro e dilecto amigo, se é que o posso afirmar sem receios, eu bem tento ser convincente nas inquietas afirmações que produzo, mas também te afirmo, afianço que, revoltas nuvens e aos magotes, nem são sinal de tempestade perdurável, nem a acção de uma toalha no ringue é o sinal melodramático para abrir fogo ou um espaço entre gotas de chuva enviesada e grossa. São tudo citações artificiais e exteriores a mim que proponho, assim como a pele sintética de comparação a parafina no toque dum manequim de modo a ser mais humano pelo menos na aparência daquilo que projecta à luz da montra de uma superfície comercial, se é que me faço semanticamente entender.
Quando a pradaria está insuportavelmente deserta abro a janela na esperança do “absolutamente tranquilo” dê ordens ao barulho longínquo da pistola para que quebre o silêncio de ”morte estabelecida por decreto”, a síndrome da savana cria-se a si própria e é de uma inspiração criativa ímpar, quando nos damos conta entra-nos pelos sentidos e potencia-nos quase religiosamente a criar tal como um caprichoso, maduro e super-produtivo Picasso da Mongólia Interior, esquecei Crime e Castigo e Dostoievski .
Meu caro amigo, me perdoe a demora, mas analisando retrospectivamente a atmosfera pouco romântica do nosso passado pouco comum, teimo em concluir que um casamento demasiado, juvenil, precipitado e a consumação do matrimónio à pressa num motel de estrada não calha nada bem para ambos os cônjuges, sendo vantajosa uma união sadia e ponderada, tardia e talvez menos intensa e fogosa, mas imensamente mais séria e quiçá até ao fim da existência de ambos, e é essa a minha suprema ambição conjugal. Enfim, acho que pegaste a essência, certo?
Uma direcção, um foco, a escrita sinestésica e estética como criação optimizada, artística e sem o defeito dos esteróides do meu altEr-EgO,” O-duplO-Eu”, melhor que Eu, sem pressões, este toca bateria e guitarra numa banda alternativa tailandesa de “Post-Rock”, dialoga em mandarim com ledores e editores sem os magoar nas feridas sanguíneas, nas megas feiras do livro, ele sim, é um ser fascinante, ao contrário de mim, o fracassado, o parente absolutamente tranquilo, o lobo habitante das estepes, onde não se passa totalmente nada, apenas quando me ultrapassa um galgo no pó do caminho, quando tento por gestos me aproximar gago, do espelho e estabelecer um diálogo, ou dando ordens aos barulhos longínquos de pistoleiros disparando ao acaso para os ares ou uns contra os outros, como preferis ou for mais romântico e não o mais parcimonioso.
Então aqui vai o cardápio em germânico, do evento gesticulado ou o menu da ceia para os próximos cento e tal anos de solidão contigo, em que nenhum vento será favorável à nossa imortalidade de gregos, “génios” nem gritam pelos nossos nomes ou consolo, as velas, nem nos estandartes, candelabros com costuras diagonais malignas, digamos da guerra – tronga – e longa, entre aborrecidas e monótonas máquinas de escrever cibernéticas, na estação do «ninguém te provoca, nada te implica», ruído branco…
(……)
Generosos e sensatos foram os nossos bis, tetra-avôs e avós, quais nos ensinaram a manter uma calma resiliente, mesmo sob ventos devastadores e desgastantes guerras punitivas, etc,. Retribuamos agora o aceno, sob um ponto de vista de intolerantes aditivos, instáveis auditivos que apenas gesticulam enquanto tomam cachaça da forte ou café puro, juntos se este for da costa Arábica/Leste, saibamos que não controlamos as nossas emoções primárias quanto eles, estes nossos antepassados nobres, embora possuamos uma e a mesma raiz evolutiva, partilhemos uma génese gramatical bi-decimal e em decibéis audíveis, onde não consta qualquer referência a armas de fogo ou à “síndrome de tranquilidade da savana”, entretanto vou ordenar aos pistoleiros que se digladiem em combate fratricida, olho por olho, mano a mano contra a força gravitacional duma Terra previamente enterrada e convenientemente morta, absolutamente tranquila.
Assunto fechado, encerrado, finito, pois o gato preto macho residente, pede insistentemente que lhe descerre a porta de fora, talvez devido a alguma oportuna e preliminar dor intestinal ou na bexiga do “gatesco” felino a dar horas bem precisas, quando se acumula o chichi junto à próstata, como se fossem dados acumulados a dar de fora na cache do ordenador onde escrevo sem parar faz horas, sei lá, a respeito do estranho tempo que faz lá fora, sem que nos inflija cá dentro dessa terrível coisa que se chama viver, que a minha avó experimentava 24 horas por dia, quando estava viva e a vida era agradável de viver, constipada e fora de portas…
Passei do ponto em que passam a não ter conto os disparates em ponto cruz e chega a altura que começo a inventar símbolos pontuais, como saídos de Sinestesicos bolsos, saldos em formas anatómicas e autónomas de pensamento de infinitas ligações e sugestões quais ainda não havia chegado a vez de desocuparem as algibeiras do casaco, julgava eu cosidas em pospontos, mas já prontas a entrar em palco, e espreitando pela greta do pano de cena em Marron/Grená…(até já)




http://joel-matos.blogspot.com/
Joel Matos (Dez 2019)
198
Joathã Andrade

Joathã Andrade

Ruas de vidro




Entre minha vida e o resto está uma porta de carvalho fechada.

Toda vez que começo a pensar em tudo minha cabeça começa a doer.

Hoje já não sei quem sou.


As vezes me pego andando pelas ruas olhando as pessoas atoa.

Tenho que tentar seguir esta vida,
sem ter certeza do amanhã

Eu não acredito em ninguém.
Ando pelas ruas de vidro.
E estradas de espelhos.
Eu não sei como vim parar aqui.

Passo por um senhor parado em frente a estação.
Ele me olha com seu rosto duro e solitário.

Caminho novamente por alguns metros e vejo que estou novamente perdido, me sinto tão impotente.
Estão todos tão cegos.

Eu não sei como eu vim parar aqui.
Talvez essa criança no semáforo me diga.
Mais ao me aproximar ela se torna invisível.
227
Joathã Andrade

Joathã Andrade

CAFÉ



Um copo de café.
Um barulho de jazz.
Uma brisa úmida.
Uma manhã sem cor.
Um pensamento devagar.
Um dia sem pressa.


 

Massapê 22/02/2020

280
Joathã Andrade

Joathã Andrade

Medo de voar.



Ainda a pé, até minhas pernas ficarem bambas.

A estrada é generosa e todos não querem ver.

Eu já não tenho medo de nada.
Eu sou rei.
Não tenho mais medo.
Descanso e silêncio.
Andando a pé.
Faz tanto tempo que já não me importo.
Eu já não tenho medo de voar.
Para o infinito.
270
yuri petrilli

yuri petrilli

Migalha

Tem muito de ti
No pouco de mim.
Tu és começo e fim
Do que escrevo aqui.

Cada rouca rima
Dedico-te, a um traço
Ou, quiçá, um abraço
– Mesmo uma lágrima.

Todas as memórias doces
São dóceis fragmentos
Do que me fosses.

E cada poema meu
Não passa de migalha
De um sorriso teu.
596
Rinaldo santo

Rinaldo santo

Noite Que Chama

Sinto o frio
Pois a noite chegou
Sinto a dor, pois o amor acabou,
Sinto nada, pois nada há para existir,
Sinto o medo, pois a solidão é de mim.
Sinto o ardor
Pois você não está aqui
E o que tenho agora se não for o sentir?
Sinto a falta,
da alma,
da calma,
da cama,
Pois só resta a noite que chama.

niterói.rj | 2009

https://rinaldosanto.blogspot.com
223
CORASSIS

CORASSIS

ROSAS






Rosas no vaso,


Rosas no maço

Rosas simples, no jardim igual.

Rosas sem morada, sem sol.

Rosas pobres, como eu.

Rosas simpáticas

Rosas ricas de elegância expressiva

Rosas tratadas, nocivas.

Rosas eternas de material sem vida.

Rosa em flor

Rosas da primavera

Oh!Mulher rosa dá-me

Teu amor.

Rosa pobre sou eu

Que te cultiva nos jardins

Sem valor.

Cada mulher é uma flor natural.

Unica, melhor criação de Deus .

Rosas no vaso

Rosas no maço

Trabalho de floricultura

Mas como sou pobre

Ofereço-te uma rosa pobre

Dou-te meu rico amor.
264
A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Estrelas cadentes


Para entender o seu coração,
Precisaria eu, entender as estrelas.
Ambas estão tão distantes de mim,
Conheço de suas luzes, mas não posso tê-las.

Na distância as estrelas me parecem tristes,
Assim como sinto o seu coração.
Quantas estrelas brilham no céu,
Tão lindas, misteriosas, sozinhas na imensidão.

Todo o brilho que reluz seu olhar,
Não justifica esta  solidão.
Não posso entrar no espaço em que vives,
Não posso  alcança-la com as minhas mãos.
 
Mas o céu por vezes nos surpreende,
E estrelas cadentes riscam as noites sem lua.
E passo as madrugadas procurando nas ruas,
Encontrar em uma  estrela,  a beleza que é sua.
905
Rinaldo santo

Rinaldo santo

Almas Cruas

No vale, onde as tristes almas cruas,
correm, no fio das pedras nuas,
reclamam o vil destino escolhido
Tentam por derradeiro o mensageiro encontrar
Lembram dos pesadelos que as alimentam
Pois, noite inteira resposta não há
Gritam, esperando dos ecos,
o caminho escondido mostrar
E colhem dos rios, suas águas sujas,
Esquecendo das vidas, vividas, perdidas
Por alguns sentidos
Ou sentimentos vulgar

niterói.rj | 2010

https://rinaldosanto.blogspot.com
236
langelamonteiro

langelamonteiro

Timidez

E quando a minha mão estiver trêmula
E eu não conseguir te encarar
Me olha com calma
Tenta desvendar a minha alma

Eu sou muito mais que um rosto enrubescido
Estou além do meu olhar perdido
Então, moça... Não me deixa perder a vez
Por causa da timidez

Experimenta meu beijo em um lugar escuro
Entregue-se ao meu abraço em um local reservado
Leia minhas poesias secretas, as mais indiscretas

Descobre-me
Fica no meu presente
E só sente!
451
amanda_escritos

amanda_escritos

Lembranças de Uma Estrela

Hoje me lembrei de você, com a saudade escorrendo pelos olhos.
Hoje me lembrei do teu abraço, tão apertado e tão cheio de amor que ardia meu coração.
Me lembrei de quando se fazia de durão, mas o coração era mole feito de criança.
Me lembro de quando você chorava de saudade mesmo antes de partirmos.
Você gostava da casa cheia, com as crianças correndo por toda parte.
Lembro-me de descer o morro e quase virando a esquina, olhava pra trás só pra te dar tchau mais uma vez.
Hoje ainda olho pra trás, mas você não está mais lá.
Suas paixões foram eternizadas em nossas memórias. Os coleiros, os canários... Como era bom acordar e ver você cuidando deles.
Gosto de olhar para o céu, me faz sentir que estamos próximos de alguma forma, faz a saudade ficar um pouco mais leve.
E assim, os dias se passam, mas o seu legado permanece.
606
Maycon Douglas Silva Ribeiro

Maycon Douglas Silva Ribeiro

O outro incapaz...

Não fique chateado com o que as pessoas não podem te oferecer, a questão não é sobre você, é sobre a incapacidade delas...
218
A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

E a poesia se fez.

E um dia, a poesia se fez...

Poderia ser um dia ensolarado de verão, onde os primeiros raios da manhã
transformassem em ouro as águas do mar.

Ou quando o cair da tarde nos fizesse notar os cânticos dos pássaros,
sobre a copa das frondosas árvores, onde construiriam seus ninhos.

Poderia ser um dia nublado, onde a neblina escondesse os mistérios,
que envolvem os corações e as paixões.
Quando a garoa fina e o vento frio nos fizessem sonhar com um abraço,
daqueles longos e apertados, onde envolveríamos as pessoas que queremos bem.

Poderia ser em uma noite calma, daquelas que nos levam às janelas, para ver o luar,
quando sentimos que sua luz irradia felicidade e paz em nossos corações.

Mas o que realmente importa, é que um dia, a poesia aconteceu.

E chuvas de palavras se formaram nas almas e caíram sobre a terra, 
cobrindo a vida de esperanças, transformando o chão árido e fazendo germinar
um novo amor, sussurrado, calado, cantado, gritado, sofrido, límpido, tumultuado... Não importa...

Daquele dia em diante, o amor seria verdadeiro, intenso e eterno...
1 326
devoto

devoto

LUA

Gosto da serenidade das noites
que me transmite mensagens 
a lua muda 
tão bela ,nunca muda

De tanto prestar atenção
aos segredos da noite
nunca entendi sua mensagem 
na brisa da esuridão 

Apenas sei
que atrás do céu estrelado
existe uma lua bela 
e que a noite escura
torna o ar calmo
transforma em paz
tudo ao meu lado

Gosto das noites
da lua que ilumina minha face
queria tocar
sinto a brisa que sopra
são as carícias da noite

Mesmo que a solidão
grande seja
mesmo meu grande amor em vão 
minha tristeza não será infinita
ainda terei a lua 
muda,cheia,bonita.


 


 
1 317