Escritas

Ruas de vidro

Joathã Andrade



Entre minha vida e o resto está uma porta de carvalho fechada.

Toda vez que começo a pensar em tudo minha cabeça começa a doer.

Hoje já não sei quem sou.


As vezes me pego andando pelas ruas olhando as pessoas atoa.

Tenho que tentar seguir esta vida,
sem ter certeza do amanhã

Eu não acredito em ninguém.
Ando pelas ruas de vidro.
E estradas de espelhos.
Eu não sei como vim parar aqui.

Passo por um senhor parado em frente a estação.
Ele me olha com seu rosto duro e solitário.

Caminho novamente por alguns metros e vejo que estou novamente perdido, me sinto tão impotente.
Estão todos tão cegos.

Eu não sei como eu vim parar aqui.
Talvez essa criança no semáforo me diga.
Mais ao me aproximar ela se torna invisível.
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