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marilu
A chuva
A chuva cai escorrendo no telhado
molhando nosso terraço
refrescando o ambiente
alegrando agente
assim que ela cai
molha as plantinhas deichando-as
bem verdinhas para crecer
florecer e
brota
ESCRITORA:MARIA LUISA
molhando nosso terraço
refrescando o ambiente
alegrando agente
assim que ela cai
molha as plantinhas deichando-as
bem verdinhas para crecer
florecer e
brota
ESCRITORA:MARIA LUISA
251
Nilza_Azzi
Vazio
Hoje acordei com saudade de ti
do tempo que nunca tivemos juntos
esse intervalo vago, inexplicável
Investiguei minhas entranhas
e no vazio abri mais chagas
as dores amargas recrudesceram
e te busquei como se foras pedaço meu
Hoje senti falta dos beijos que não dei
do passado que nunca foi presente
de não saber se me amas, se me amaste
Encontrei-me abandonada em meu desterro
como se o amado habitasse minha alma
e validasse para sempre o meu sentir
sem razão e sem consentimento
Nilza Azzi
12
natalia nuno
a luz do sol...
a luz que o sol distribui tão generosamente tudo gera, é ele o olhar da manhã que aquece o dia e esmaga a noite, adoça a vida, com sua mão quente percorre nosso corpo, e depois corre disfarçado por entre as sombras e vai deitar-se por detrás do horizonte, deixa a saudade, o cansaço, os sentidos adormecidos e a luz se fecha. As rosas respiram o orvalho da noite nos montes tão velhos como o dia e, a noite faz-se paz... até que ensolarada nasce a vida de novo no dia que clareia...nas telhas partidas dos telhados já entram raios, é o sol que abre as pestanas dizendo bom dia à terra, o ar do campo é lavado e saudável, acordam os girassóis, não há tempo a perder que o sol vai caindo calmo e tranquilo fechando os olhos...lá cai mais um dia... espero há horas calada, pelo amanhecer da noite, mais uma tarde que se despede, os sinos tocam as trindades, de repente lembro as horas e é então que sinto no vazio um novo um sonho, cheio de novas esperanças no sereno da noite, faço aceno ao dia que parte, a solidão é difícil e profunda, tão próxima estou do passado e tão ausente do presente, dou dois passos em frente e ando só por andar não por ter pressa de chegar. invento sonhos a vida inteira, trago o coração doído, o tempo sempre à minha beira e, eu pensando tê-lo perdido.
natalia nuno
natalia nuno
61
jfolpf
Dizem que o corpo é porco
Dizem que o corpo é porco
e se queres ver o teu porco
abre o teu corpo,
é que o anagrama do corpo
que se obtém do porco
que humilha o turco
o qual não conspurco
faz do porco o corpo
do bárbaro suíno
que cadáveres ingere
que reza a deus e ao trino
que a gula não mede
e tampouco
conhece o seu corpo
Abre o porco e o ingere
dias sem vez
e quanto mais o degola
mais porco se fez,
arroga-se acima do porco
pois reza a deus e aos três,
mas não passa dum porco
que para gula do corpo
racional nem tão pouco
e nem o porco é tão louco
conspurcando, se fez
um católico português
Degola-os o porco outra vez
com vil mesquinhez
na senda da gula
de um porco burguês,
arroga-se austero
católico, português,
e com cadáveres no prato
conspurcam-se à vez.
Sim, são vocês,
será malcriadez
com plena nitidez
criticar o carniceiro
o javardo festeiro
e um porco burguês?
Mas Deus é Grande
digo-o outra vez
sem mesquinhez
com mui sensatez,
e de cancro e maleitas
pela barbárie que fez
por não conhecer o seu corpo
chacinando o seu porco
criando-os à vez
num matadouro soez
para no prato, já morto
saciarem a gula
dum porco burguês,
que se arroga
superior
por rezar a deus e aos três!
Pois Deus,
Aquele que vos fez
na sua magna lucidez
imputa ao porco burguês
cancros, enfartes e AVCs
por este chacinar
qual massacre de Fez
a Criação animada
do Criador que lhe fez
Se queres conhecer o teu corpo,
o animalesco e grotesco,
chacina o teu porco,
trucida-o, esquarteja-o,
tortura-o, massacra-o,
fatia-o, degola-o,
decapita-o, ingere-o,
apunhala-o no pescoço
bebe o seu sangue
trinca o seu osso
e serás pois mais louco,
mais animalesco,
ainda mais javardo,
e mais grotesco
que esse mesmo porco
Pelo contrário
tal como no anagrama
se queres conhecer o teu coração
luta e combate
conhece a Razão
e ama
os entes animados
consagrados
que te oferendou
a Criação!
e se queres ver o teu porco
abre o teu corpo,
é que o anagrama do corpo
que se obtém do porco
que humilha o turco
o qual não conspurco
faz do porco o corpo
do bárbaro suíno
que cadáveres ingere
que reza a deus e ao trino
que a gula não mede
e tampouco
conhece o seu corpo
Abre o porco e o ingere
dias sem vez
e quanto mais o degola
mais porco se fez,
arroga-se acima do porco
pois reza a deus e aos três,
mas não passa dum porco
que para gula do corpo
racional nem tão pouco
e nem o porco é tão louco
conspurcando, se fez
um católico português
Degola-os o porco outra vez
com vil mesquinhez
na senda da gula
de um porco burguês,
arroga-se austero
católico, português,
e com cadáveres no prato
conspurcam-se à vez.
Sim, são vocês,
será malcriadez
com plena nitidez
criticar o carniceiro
o javardo festeiro
e um porco burguês?
Mas Deus é Grande
digo-o outra vez
sem mesquinhez
com mui sensatez,
e de cancro e maleitas
pela barbárie que fez
por não conhecer o seu corpo
chacinando o seu porco
criando-os à vez
num matadouro soez
para no prato, já morto
saciarem a gula
dum porco burguês,
que se arroga
superior
por rezar a deus e aos três!
Pois Deus,
Aquele que vos fez
na sua magna lucidez
imputa ao porco burguês
cancros, enfartes e AVCs
por este chacinar
qual massacre de Fez
a Criação animada
do Criador que lhe fez
Se queres conhecer o teu corpo,
o animalesco e grotesco,
chacina o teu porco,
trucida-o, esquarteja-o,
tortura-o, massacra-o,
fatia-o, degola-o,
decapita-o, ingere-o,
apunhala-o no pescoço
bebe o seu sangue
trinca o seu osso
e serás pois mais louco,
mais animalesco,
ainda mais javardo,
e mais grotesco
que esse mesmo porco
Pelo contrário
tal como no anagrama
se queres conhecer o teu coração
luta e combate
conhece a Razão
e ama
os entes animados
consagrados
que te oferendou
a Criação!
88
laertgoulart
Eu deveria ler mais o que escrevo
Eu deveria ler mais o que escrevo!
Apenas pra saber mais sobre mim,
apenas pra ser mais eu
e não apenas
ser o que penso que sou...
Alinhar discurso com atitude,
não me perder na retórica...
Largar palavras perdidas
na minha história...
Difícil ser assim !
Sair escrevendo
deixar tudo por aí
depois lutar pra não me esvair..
Petropolis 20/06/2020
Apenas pra saber mais sobre mim,
apenas pra ser mais eu
e não apenas
ser o que penso que sou...
Alinhar discurso com atitude,
não me perder na retórica...
Largar palavras perdidas
na minha história...
Difícil ser assim !
Sair escrevendo
deixar tudo por aí
depois lutar pra não me esvair..
Petropolis 20/06/2020
182
Nadia Celestina Bagatoli
NOS TEUS SONHOS
Nos teus sonhos, eu entrei;
Você me encontrou pelo caminho,
Estando as estrelas a brilhar,
Nos teus sonhos você me pegou,
O amor lindo com você fui mergulhar...
Estava feliz, você me cativou;
Promessas de amor de um dia voltar...
Falando que eu estava nos teus sonhos...
Que eu sou a tua promessa....
Que falou-me que iria voltar.
Nos teus sonhos, eu entrei;
Para se tornar realidade,
Você me encontrou pelo caminho.
Céu lindo, estrelas brilhantes;
Entrei no teu sonho;
Você voltou nos meus braços, amou-me,
Profundamente para sempre;
Estava debaixo do céu. Céu lindo....
Você me tornou sua, no amor eterno...
Tudo tornou-se realidade,
Esperarei você.
30 de dezembro de 1987. Quarta-feira.
AUTORA: NADIA CELESTINA BAGATOLI.
(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).
554
Frederico de Castro
E depois do por do sol

E depois do por do sol chega a noite escrutinável
Indominável a escuridão ruge feliz e inimaginável
Onde cada brisa fatigada adormece inexpugnável
E depois do por do sol chega este silêncio incontornável
Expele no tempo infinito um eco ávido e improfanável
É a vitória da vida colorida com este esplendor tão insubordinável
E depois do por do sol…a solidão apascentada e inalienável
Os doces beijos da maresia elástica, romântica, impressionável
Onde o silêncio repercute uma onda vadiado além incontaminável
Frederico de Castro
315
F.odassi
Não
Não serei o descanso,
tua tarde de domingo.
Não serei terna lembrança,
teu sorriso de criança.
Serei teu desvio,
a pedra do teu caminho,
exceção da tua regra,
a regra dos teus excessos.
Serei a fuga no teu contraponto,
o infiel da tua balança,
da tua boca serei o fel.
Não serei tua escapadinha,
teu amigo oculto.
Serei corda e laço,
a lágrima pintada
na última alegria.
Teu choro palhaço.
tua tarde de domingo.
Não serei terna lembrança,
teu sorriso de criança.
Serei teu desvio,
a pedra do teu caminho,
exceção da tua regra,
a regra dos teus excessos.
Serei a fuga no teu contraponto,
o infiel da tua balança,
da tua boca serei o fel.
Não serei tua escapadinha,
teu amigo oculto.
Serei corda e laço,
a lágrima pintada
na última alegria.
Teu choro palhaço.
329
Tsunamidesaudade63
Amiga
Há pouco tempo te conheço,
e nunca te vi,
nasceu dentro de mim um sonho imenso,
um sonho sem fim,
sabes uma coisa?
Tu és o meu sol,
nos dias mais claros vejo-te nascer,
em cada por-de-sol vejo-te desaparecer,
e eu fico aqui sentado a pensar,
será que até ao resto da minha vida irei contigo conversar?
Luzern, 15.01.2019, Joao Neves
166
marilu
As plantinhas da vovó
As plantas da vovó
na quela casinha
lá no sitio do interior
molhando as plantinhas
com muito amor
o jardim é bonito
não para de brotar novas plantinhas
para molhar
as abelhas
borboletas e
passarinhos não param de passar
todo dia um novo ninho a se formar
quam bela é a natureza a se adimirar e
quanta saudade daquele lugar
POEMA ESCRITO POR:MARIA LUISA
na quela casinha
lá no sitio do interior
molhando as plantinhas
com muito amor
o jardim é bonito
não para de brotar novas plantinhas
para molhar
as abelhas
borboletas e
passarinhos não param de passar
todo dia um novo ninho a se formar
quam bela é a natureza a se adimirar e
quanta saudade daquele lugar
POEMA ESCRITO POR:MARIA LUISA
106
gabicarnavale
QUASE ME ESQUECI DE QUE SOU TRISTE
Hoje quase me esqueci de que sou triste.
Ri até a barriga doer com uma piada de pontinhos.
Tinha até me esquecido do quanto meus olhos ficam pequeninos
e como minhas covinhas ficam aparentes quando rio
Hoje andei por aí me sentindo leve
E pela primeira vez o tique-taque do relógio não me deixou impaciente
Pelo contrário;
Aproveitei cada segundo com sabedoria
Os pássaros pareciam assoviar uma canção de Chico Buarque
e meus olhos refletiam uma luz maior
como a lua refletindo a luz do sol
Não sei bem o que é alegria,
mas deve ser o que senti hoje
E com o peito inflamado de desejos não-maduros
andei por aí exibindo meu sorriso de vidro
daqueles que quebram na primeira pancada
Mas ainda assim era um sorriso
Natural
Sincero
Feliz.
Ri até a barriga doer com uma piada de pontinhos.
Tinha até me esquecido do quanto meus olhos ficam pequeninos
e como minhas covinhas ficam aparentes quando rio
Hoje andei por aí me sentindo leve
E pela primeira vez o tique-taque do relógio não me deixou impaciente
Pelo contrário;
Aproveitei cada segundo com sabedoria
Os pássaros pareciam assoviar uma canção de Chico Buarque
e meus olhos refletiam uma luz maior
como a lua refletindo a luz do sol
Não sei bem o que é alegria,
mas deve ser o que senti hoje
E com o peito inflamado de desejos não-maduros
andei por aí exibindo meu sorriso de vidro
daqueles que quebram na primeira pancada
Mas ainda assim era um sorriso
Natural
Sincero
Feliz.
395
tonbrasil
O Bando de Poetas
Encontrei um bando de poetas
Junto a uma praia imperfeita
De sentimentos que se misturavam a areia
O sol queimava todas as letras
E nem mesmo as paixões suportavam o intenso calor
As palmeiras e a vegetação estavam tristes e melancólicas
E a mais breve alegria se dissipava com o vento
Era um bando de poetas perdidos em ondas de pensamentos
Disputando um pedaço de papel
Que insistia em aparecer e desaparecer
Junto a uma praia imperfeita
De sentimentos que se misturavam a areia
O sol queimava todas as letras
E nem mesmo as paixões suportavam o intenso calor
As palmeiras e a vegetação estavam tristes e melancólicas
E a mais breve alegria se dissipava com o vento
Era um bando de poetas perdidos em ondas de pensamentos
Disputando um pedaço de papel
Que insistia em aparecer e desaparecer
144
ANTONIA K
Dança do Sentimento
Sentia a respiração dele feito uma dança melódica e rítmica
A única respiração alí, agônica
Tocar teu instrumento
O contratempo impedia-os
Ansiou tua chegada
Nunca vieste
Tocaria sua partitura
Entoando a tua linguagem musical enganadora
A dança das palavras
A música e o ritmo
Adormecido desperta
Sons em sentimentos partidos
O arranjo orquestral seu recurso musical: euritmia.
A única respiração alí, agônica
Tocar teu instrumento
O contratempo impedia-os
Ansiou tua chegada
Nunca vieste
Tocaria sua partitura
Entoando a tua linguagem musical enganadora
A dança das palavras
A música e o ritmo
Adormecido desperta
Sons em sentimentos partidos
O arranjo orquestral seu recurso musical: euritmia.
AK
435
Paulo Faria
NOIVA
Ecoam os sinos da igreja
Anunciando a tua chegada
De longe te observo
Trazes em teus ombros
Uma echarpe de renda
Branca pura como a neve
Que gela o meu coraçao.
Rolam minhas lágrimas
Alimentando as petalas de rosas
Soltas a porta da igreja
Porque este desfecho
Quando tudo em nós era intenso
E as estrelas contemplavamos
De um jeito igual só nosso
Diz-me o porquê
Não entres...
Volta para o nosso amor
In "Palavra Guardadas"
Paulo Faria
Anunciando a tua chegada
De longe te observo
Trazes em teus ombros
Uma echarpe de renda
Branca pura como a neve
Que gela o meu coraçao.
Rolam minhas lágrimas
Alimentando as petalas de rosas
Soltas a porta da igreja
Porque este desfecho
Quando tudo em nós era intenso
E as estrelas contemplavamos
De um jeito igual só nosso
Diz-me o porquê
Não entres...
Volta para o nosso amor
In "Palavra Guardadas"
Paulo Faria
500
entre cacos e segredos
Amor na cabeça
O pior amor é aquele da cabeça
quando ele chega na mente o
corpo todo já foi dominado
quando ele chega na mente o
corpo todo já foi dominado
49
mgenthbjpafa21
morrer é sempre divino
Horror da floresta,
Que me olhas pela fresta,
Devora-me e morre de indigestão, ignoto da razão.
Era um fumo de heroína
Um charro de óleo e axe
Era uma panóplia, de repente,
Em forma de cornucópia
Crescia em padrão circular
Sempre em direção ascendente..
O monstro da floresta
Não tinha tolerância
Já estava morto na ânsia
Que lhe caiu quando olhou
Pela aquela sinistra fresta
Donde vigiava vítimas
Não tóxicas, enganou-se nesta.
O horror do bosque repousa
E á roda dele,
Os putre ingíridores
Não terão sensores
Não sentirão as dores
Apenas repousarão
Numa camada tóxica
Então um ouriço ou passarão
Terão o mesmo destino
A cadeia ecológica concentra
E morrer é sempre divino
Como nós, obras do destino.
Que me olhas pela fresta,
Devora-me e morre de indigestão, ignoto da razão.
Era um fumo de heroína
Um charro de óleo e axe
Era uma panóplia, de repente,
Em forma de cornucópia
Crescia em padrão circular
Sempre em direção ascendente..
O monstro da floresta
Não tinha tolerância
Já estava morto na ânsia
Que lhe caiu quando olhou
Pela aquela sinistra fresta
Donde vigiava vítimas
Não tóxicas, enganou-se nesta.
O horror do bosque repousa
E á roda dele,
Os putre ingíridores
Não terão sensores
Não sentirão as dores
Apenas repousarão
Numa camada tóxica
Então um ouriço ou passarão
Terão o mesmo destino
A cadeia ecológica concentra
E morrer é sempre divino
Como nós, obras do destino.
204
ERIMAR LOPES
SEM SABER POR QUE
Passou por mim e me ignorou,
Corri atrás e parei diante dela,
Olhou-me nos olhos e me esnobou,
Fiquei sem saber o que fiz a ela.
Sem dizer uma simples palavra,
Fez o meu mundo desabar,
Terra nova que não se desbrava,
Ela se tornou ao me deixar.
Se ontem estávamos tão bem,
O que houve para agir assim,
Com meu coração a mais de cem,
Negou todo o seu amor por mim.
Não me deu tempo para nada,
Não fiz nada para a desmerecer,
Ó meu Deus que derrocada,
Traz de volta o meu bem querer.
Não tenho notícias do meu amor,
A procuro e não a encontro,
Em meu coração é forte a dor,
Sem a certeza de um reencontro.
Fazia-me ver como é linda a vida,
Em um perfeito sonho de amor,
Numa história tão bela e vivida,
Mas de repente se foi sem temor.
Ipatinga, 02 de julho de 2020.
Erimar Lopes.
Corri atrás e parei diante dela,
Olhou-me nos olhos e me esnobou,
Fiquei sem saber o que fiz a ela.
Sem dizer uma simples palavra,
Fez o meu mundo desabar,
Terra nova que não se desbrava,
Ela se tornou ao me deixar.
Se ontem estávamos tão bem,
O que houve para agir assim,
Com meu coração a mais de cem,
Negou todo o seu amor por mim.
Não me deu tempo para nada,
Não fiz nada para a desmerecer,
Ó meu Deus que derrocada,
Traz de volta o meu bem querer.
Não tenho notícias do meu amor,
A procuro e não a encontro,
Em meu coração é forte a dor,
Sem a certeza de um reencontro.
Fazia-me ver como é linda a vida,
Em um perfeito sonho de amor,
Numa história tão bela e vivida,
Mas de repente se foi sem temor.
Ipatinga, 02 de julho de 2020.
Erimar Lopes.
1 364
ANTONIA K
voz
Sem teu canto
Sinto-me chicotear e mutilar
Tu não sabes o que cantas
Sem tuas notas
desencantarei
Tu minha composição poética
desencantarei
Tu minha composição poética
Sou asfalto com crateras
AK
420
gersonderodrigues
Poema – Depressão
Poema – Depressão
Estive ao seu lado em suas
noites de insônia
E quando você se sentiu sozinho
e clamou aos deuses
quem atendeu suas preces fui eu
Caminhei ao seu lado
durante noites infernais
Mas ao contrário da sua sombra
eu não te abandonei na escuridão
Roubei a sua alma
e conquistei a sua fé
Sou o seu novo Deus
você queira ou não
Fiz ateus dobrarem os joelhos
e cristãos clamarem pelo diabo
Dancei na frente de judas
quando ele se arrependeu
pelos seus pecados
Tomei o sangue dos seus pulsos
quando você o dilacerou pela
última vez
Eu sou o monstro que
te impede de viver
A voz presa em sua garganta
querendo fugir desta prisão
A timidez rasgando suas vísceras
quando olhos de julgamento
te encaram em publico
Eu sou a insegurança
que faz você odiar o seu corpo
Transformo os seus sonhos
em pesadelos terríveis
que fariam de mim
o seu melhor amigo
Eu sou a corda
esmagando o seu pescoço
enquanto você se debate em agonia
Eu sou os olhares de pena
quando colocarem em você
camisas de força
O seu único companheiro
quando os remédios
não fizerem efeito
Te contarei piadas infames
que transformarão suas risadas
em gritos de dor
E quando tentarem falar de mim
para alguém
Farei da sua insegurança
um ninho de incertezas
até que a morte seja sua única amiga
Você irá implorar para que
eu te deixe em paz
Gritará pelas ruas para que
tirem a sua vida
como um ato de misericórdia
Farei com que todos aqueles
que te amam
se afastem e o deixem no limbo
E quando na mais negra escuridão
você se encontrar
tirarei também as suas esperanças
Pelas asas podres
de Ba‘al
o rei das moscas e das pestilências
Direi o meu nome em segredo...
Eu sou aquele
diante do espelho!
- Gerson De Rodrigues
Estive ao seu lado em suas
noites de insônia
E quando você se sentiu sozinho
e clamou aos deuses
quem atendeu suas preces fui eu
Caminhei ao seu lado
durante noites infernais
Mas ao contrário da sua sombra
eu não te abandonei na escuridão
Roubei a sua alma
e conquistei a sua fé
Sou o seu novo Deus
você queira ou não
Fiz ateus dobrarem os joelhos
e cristãos clamarem pelo diabo
Dancei na frente de judas
quando ele se arrependeu
pelos seus pecados
Tomei o sangue dos seus pulsos
quando você o dilacerou pela
última vez
Eu sou o monstro que
te impede de viver
A voz presa em sua garganta
querendo fugir desta prisão
A timidez rasgando suas vísceras
quando olhos de julgamento
te encaram em publico
Eu sou a insegurança
que faz você odiar o seu corpo
Transformo os seus sonhos
em pesadelos terríveis
que fariam de mim
o seu melhor amigo
Eu sou a corda
esmagando o seu pescoço
enquanto você se debate em agonia
Eu sou os olhares de pena
quando colocarem em você
camisas de força
O seu único companheiro
quando os remédios
não fizerem efeito
Te contarei piadas infames
que transformarão suas risadas
em gritos de dor
E quando tentarem falar de mim
para alguém
Farei da sua insegurança
um ninho de incertezas
até que a morte seja sua única amiga
Você irá implorar para que
eu te deixe em paz
Gritará pelas ruas para que
tirem a sua vida
como um ato de misericórdia
Farei com que todos aqueles
que te amam
se afastem e o deixem no limbo
E quando na mais negra escuridão
você se encontrar
tirarei também as suas esperanças
Pelas asas podres
de Ba‘al
o rei das moscas e das pestilências
Direi o meu nome em segredo...
Eu sou aquele
diante do espelho!
- Gerson De Rodrigues
63 534
João de Castro Sampaio
doravante, cego
E se por acaso do destino,
Bem no instante em que vi a luz,
Em um átimo, ela se apagasse, e eu
Ficasse cego?
Pois então, se por agora entendermos como cego,
Pura e simplesmente a ausência de visão,
Teria sido me negado o prazer de ver
Chover ao fim da tarde, e o céu, que por inveja
Da chuva que veio do vento sul, se recusou
A fechar.
E no crepúsculo, dando seu último suspiro,
Uns tímidos raios de sol fuzilam as gotas;
Formou-se um arco-íris que não pude ver.
É verdade, não tive o prazer de vê-lo,
Mas mesmo assim eu estaria aliviado,
Pois logo abaixo do arco-íris estava o mundo.
E eu sei que, no instante que o sol se pôr,
Eu não vou querer olhar pela janela.
Se por acaso do destino,
Eu cegasse no instante que vi a luz,
Meu Deus, tudo se resumiria:
Pois estou fraco demais para presenciar
Essa tragédia que acontece quando
Baixa o véu noturno, pois, num paradoxo,
À noite, já não somos mais os atores e nem
O mundo é o nosso palco.
Quando cai a noite, escura e fria,
E o homem vira uma fera selvagem,
Uma fera selvagem tornar-me-ia?
Não! Pois como não vejo a imagem
Do espelho, deliro em fantasia,
E como fiz-me cego nessa passagem,
Ser cego, para sempre, me pareceria
Tão somente um ato de coragem!
Mas se eu fosse eternamente cego
Aparece-me uma dúvida mortal:
Saberia eu dizer
Quando cai a noite, escura e fria?
E se no momento em que o homem,
Inevitavelmente, torna-se selvagem,
Eu, que vivo na escuridão;
Eu, que vivo na treva;
Será que eu também me tornaria selvagem?
Ou será que eu lembraria da luz,
Ainda que eu a tenha visto
Apenas por um instante?
A verdade é que somos
Escravos da consciência.
Bem no instante em que vi a luz,
Em um átimo, ela se apagasse, e eu
Ficasse cego?
Pois então, se por agora entendermos como cego,
Pura e simplesmente a ausência de visão,
Teria sido me negado o prazer de ver
Chover ao fim da tarde, e o céu, que por inveja
Da chuva que veio do vento sul, se recusou
A fechar.
E no crepúsculo, dando seu último suspiro,
Uns tímidos raios de sol fuzilam as gotas;
Formou-se um arco-íris que não pude ver.
É verdade, não tive o prazer de vê-lo,
Mas mesmo assim eu estaria aliviado,
Pois logo abaixo do arco-íris estava o mundo.
E eu sei que, no instante que o sol se pôr,
Eu não vou querer olhar pela janela.
Se por acaso do destino,
Eu cegasse no instante que vi a luz,
Meu Deus, tudo se resumiria:
Pois estou fraco demais para presenciar
Essa tragédia que acontece quando
Baixa o véu noturno, pois, num paradoxo,
À noite, já não somos mais os atores e nem
O mundo é o nosso palco.
Quando cai a noite, escura e fria,
E o homem vira uma fera selvagem,
Uma fera selvagem tornar-me-ia?
Não! Pois como não vejo a imagem
Do espelho, deliro em fantasia,
E como fiz-me cego nessa passagem,
Ser cego, para sempre, me pareceria
Tão somente um ato de coragem!
Mas se eu fosse eternamente cego
Aparece-me uma dúvida mortal:
Saberia eu dizer
Quando cai a noite, escura e fria?
E se no momento em que o homem,
Inevitavelmente, torna-se selvagem,
Eu, que vivo na escuridão;
Eu, que vivo na treva;
Será que eu também me tornaria selvagem?
Ou será que eu lembraria da luz,
Ainda que eu a tenha visto
Apenas por um instante?
A verdade é que somos
Escravos da consciência.
377
Frederico de Castro
Marés flamejantes

Sussurra o mar desaguando numa onda que
Além flameja absurdamente estética e exuberante
Fenece síncrona ciclóide, apopléctica e petulante
O silêncio quase linfóide segrega uma imensa
Luminescência esbelta, deliciosa e chamejante
Cheio de ganas desfibrilha qual eco arquejante
O poente ferido de morte jaz inerte e rastejante
Algema a astuta escuridão que divaga a jusante
Dirime com um breu empírico que se refresca inebriante
Frederico de Castro
314
Frederico de Castro
De mãos dadas

- para a Carla
De mãos dadas o tempo repercute um eco que
Só o imaginário detecta, decifra e intersecta
Ali clama um queixume sequioso e descontrolado
Apressa-se a incendiar o poente fecundo…mais consolado
De mãos dadas deixo a solidão pousar no algeroz
Da vida desaguando qual aguaceiro trepidando assolapado
Só ele descortina uma caricia que amarinha tão incontrolada
Só ele corporiza e algema uma prece proliferando quase imolada
Frederico de Castro
353
Alba Caldas
Queria ser
Queria ser árvore,
que se contenta em doar
e estar só.
Dança, balança, é bela, é vida
e é só.
Queria ser lua,
que reflete a luz do outro,
brilha
e a transforma em sua.
Queria ser mar,
que força,
pulsa,
calma,
desabrocha.
Queria ser eu,
porque essa é a busca mais imbecil
e pura possível.
que se contenta em doar
e estar só.
Dança, balança, é bela, é vida
e é só.
Queria ser lua,
que reflete a luz do outro,
brilha
e a transforma em sua.
Queria ser mar,
que força,
pulsa,
calma,
desabrocha.
Queria ser eu,
porque essa é a busca mais imbecil
e pura possível.
317
Paulo Faria
MUDEI
Mudei...
Comecei de novo...
Arrisquei...
Perdi vezes sem conta
Nos dias andei errante
Peregrino de mim próprio
Buscando forças para me erguer.
Construí novos alicerces
Com os equívocos do passado
Mesmo sem vontade
Nos limites da esperança
Gritei bem alto ao mundo
Sorrindo de novo para a vida
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
Comecei de novo...
Arrisquei...
Perdi vezes sem conta
Nos dias andei errante
Peregrino de mim próprio
Buscando forças para me erguer.
Construí novos alicerces
Com os equívocos do passado
Mesmo sem vontade
Nos limites da esperança
Gritei bem alto ao mundo
Sorrindo de novo para a vida
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
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