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Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior

Rosa

Nascem botões
Brotam
Fascinam,
Encantam
Reconciliáveis
Quando tudo
Está ao avesso.

Valter Bitencourt Júnior
528
CORASSIS

CORASSIS

Amor sem amor




Ela destruiu um alegre coração
amor sem destino, pássaro sem ninho
fuzilou o soldado sem guerra em seu caminho
passou falso carisma, um trem sem direção

Amor sem carinho acabou em grande ruína!
deixou o soldado já fuzilado em invencível solidão
tantos amigos na batalha, mas o amor de ilusão
nas cartas contava tantas coisas impossiveis ou genuínas:

Sonhos e também o doce coração daquela que amava
brincou na cama ,teve seus lábios, amor
o enebriante corpo que o melhor perfume exalava

E na ultima carta findou o triste relato de dor:
amor traidor , fostes artemanha e ilusão!
o soldado sofreu a terrivel dor do amor








247
Jorge Pimenta

Jorge Pimenta

Simplesmente, o amor enfim...

O amor é assim mesmo...
Difícil de compreender.

É um mero sentimento
Que você sente
Por alguém...
E esse alguém
Sente por outro alguém...
E esse outro alguém,
Infelizmente,
Não é você.

O amor é assim mesmo...
Simplesmente, o amor enfim...

(Jorge Pimenta)
 
483
Jorge Pimenta

Jorge Pimenta

Um simples poemeto

Um beijo é nada mais
Que apenas um beijo.
Algo simples,
Tal como
Goiabada com queijo...
 
(Jorge Pimenta)
98
natalia nuno

natalia nuno

guardo o sonho...

Guardo o sonho na calma
serena do poente
não quero de mim o sonho
ausente.
O tempo é amargo
saudade é o que trago
e o que sinto, enquanto
a noite desce e o dia finda
em breve o silêncio se instala
e a lembrança vem comigo
à fala.
Traz-me a alegria viva
ou o a tristeza cinzenta
lembra-me os passos que dei
e tudo a saudade inventa,
ignoro por onde andei
até que aqui cheguei
já a noite desce e o dia finda
mas o sonho encanta-me ainda.

Efémera a juventude
como uma flor que desabrochou e morreu
meus dedos reconhecem-lhe a ausência
e amiúde, choram por mim,
o tempo roubou o sentido
e de solidão a vida encheu
levo horas vazias
já a luz se desvanece
voam meus olhos em busca da alegria
mas logo a saudade aparece
e traz com ela a nostalgia.

natalia nuno
167
Paulo Faria

Paulo Faria

CORAÇÃO DE GELO

Meus sentimentos são valiosos
São pedras preciosas 
Únicas...reais e verdadeiras
Que um dia em tuas mãos depositei
Não vou deixar que te aproveites deles
Sem te importares com o que eu sinto por dentro
O teu coração é feito de gelo 
Quando ele começar a derreter...
Vais olhar para trás
Apercebendo do bem precioso que jogaste fora
Vais vir ao meu encontro... 
Poderás falar o que quiseres,  
Não irei ser frio...
Apenas vou valorizar o amor próprio
Hoje,  evito mais decepções...
Não me entregando para falsos sentimentos.
De mim para ti...
Apenas existirá... compaixão.

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria

415
Sândalo de Dandi

Sândalo de Dandi

Irreversível

Que a verdade
Abra suas asas e visite nossos sonhos
Pois somos exatamente
Tudo que tememos.
646
stellarprince

stellarprince

Recordações

Ressurgem em minhas lembranças
aqueles sons da minh'infância
Renascem os sons frenéticos
das novas locomotivas a Diesel.

Oiço ainda a Sirene da Charqueada
Relembrando seus empregados,
Com'os lavradores distantes à léguas
Sua hora d'almoço havia chegado.

Renova se ainda do sinal do cinema
Anunciando a aproximação da sessão.
O som vigoroso dos sinos centenários
Da Matriz anunciando um novo evento.

Ressurgem ainda hoje muitos eflúvios
Como os emanados da ferrovia daqui
Como a d'antes da cidade  q'eu vivia
Lá não emanam hoje, mas aqui sim.

Os pássaros que lá gorjeavam afoitos
Hoje ainda frequentam meu quintal
Penso n'aqueles dias de meninice
Na fazenda ao meio da doce natureza.

A tarde da varanda da casa de vovó
Avistava e ouvia a buzina do ônibus 
Avisando a toda cidade que's viajantes
Saudosos estavam de volta em casa.

Hoje aqui distante de minha terra natal
Ressurge nas minhas lembranças
Os sons, os olores, as mudanças...
Daquele tempo que'inda paira em mim. 



 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43
Heinrick

Heinrick

Insônia do Morto

Por favor, imploro, não deixe a noite cair
Papéis, tantos amassados
Pulsos, tantos cortados
Mas a tinta vermelha ainda há de fluir

Quero morrer, não dormir

Talvez seja o fato de não querer acordar
Mas acordo... não queria
Uns imploram para acabar,
outros rezam por mais um dia

Na terra dos mortos,
vejo um sonho
impregnando tudo que componho

Na terra dos sonhos,
vejo a morte
uma caneta e um corte

tão subversivo
mas ainda submerso
Não! Imploro! Não me leve pro próximo excesso
Quem? Quem deu-me outro dia?
Quem me trouxe até o último verso?

640
kennedy Araújo

kennedy Araújo

Poema da desesperança

Depois de acimentada a última praia,
o horizonte se encolherá
até o ponto de não mais existir.
No lugar do antigo sol,
apenas o fogo de uma estranha estrela morta 
aquecerá
os corpos 
mutilados de sonhos e sentidos...

Quando a iminência do adeus,
que tomou conta de todas as coisas,
que um dia nos engendraram de imagens e sons,
se converter em vazio e esquecimento,
então, os deuses
deixar-se-ão eternamente ocultos 
no ventre da terra
e da escuridão,
apenas mais escuridão brotará...

No dia em que as florestas e mananciais
resumirem-se 
a vastos cemitérios 
assombrados pelos espectros da nossa ignorância,
então, a vida humana
ter-se-á reduzida,
como num ato trágico de puro engano
à fria consumação de todo mal.



 

326
Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior

Vícios

Entra de cabeça e pés
Em um caminho sem saída
Sua vida iguala um forte rubro
Sem paz!
Faz da vida um jogo
Que flutua e desce
Nas águas cristalinas
E se transforma
Em sofrimento singelo
Se perde nos vícios asquerosos
Quando tudo esta pra ser tarde
Você se isola, se entrega
Sequer vislumbra vontade
Se debate com crise
De abstinência, pertinência
Dias depois tudo parece ser bem.
É solto!
Mas o que vem a sua cabeça
Alimenta-se dos seus vícios
Deixando tristes lágrimas
Descendo pelas cachoeiras?

Valter Bitencourt Júnior
564
Jorge Pimenta

Jorge Pimenta

Se eu sou louco?

Se eu sou louco?
Não, eu não sou...
Eu não sou louco.
Sou apenas um louco
Entre os loucos.
O louco dos loucos
Neste mundo de doido...
Um mundo maluco.
Um mundo doido,
Coisa de louco.
Um louco
Que se alimenta
Da expressão da loucura.
Afinal de contas...
O que é mesmo
Essa tal loucura?
Talvez a loucura seja
Acreditar
Que eu sou louco,
Sendo
Que eu não sou louco...
E sim,
Sou apenas um simples louco
Maluco neste mundo de doido.
Porque
Todo doido
Que diz que é doido
Não é doido...
Já que todo doido que é doido
Não diz que é doido.
E ser doido
Não é apenas ser doido.
Ser doido é saber ser doido
Entre
Os loucos que não são doidos.
Ser doido é ser louco
E ser louco é ser doido...
E nada mais além
Do que ser louco e doido
E doido e louco apenas...
Porque
Eu não sou louco ou doido...
Ou não sei se sou doido ou louco,
Enfim.

(Jorge Pimenta)
110
Vilma Oliveira

Vilma Oliveira

ALIMENTO DA ALMA

Basta-me apenas sonhar
Embora ter que chorar
Tantos sonhos em vão...
Não importa o que passou
Isso o tempo levou...
São coisas do coração!

Eu também sou filho teu
Universo! Me esqueceu?
Estou aqui, vou lembrar:
Desde o dia em que nasci
Sinto que me perdi...
Não consigo me encontrar!

Esbarrei em tantos planos
Tropecei em quantos danos
Em demasia eu chorei
Implorei o teu olhar
Gritei pra te acordar...
Mesmo assim, não te achei!

O’ Pai dessa imensidade
Em termos de afinidade
Quisera apenas te imitar
Nem que fosse só de longe
Pudera eu ser um monge
E assim te acompanhar!

Perdoa-me a insensatez
Talvez não chegue minha vez
De conhecer-te: Meu Pai!
Sou um pecador miserável
Desses, um inconsolável,
Uma vez mais, perdoai!

Dá-me tão somente a certeza
Conforto, paz e grandeza,
Sensibilidade e utopia,
Não deixes nunca morrer
Enquanto eu tiver que viver
Meu alimento: A Poesia!

293
Vilma Oliveira

Vilma Oliveira

CURIOSIDADE

Em duas horas escrevo apenas uma palavra:
Saudade... saudade... saudade...
As visões que me perseguem nas noites
compridas – são sombras que se misturam
a realidade e me produzem calafrios...
As confissões de amor que morrem
na garganta – são como os espinhos
(as rosas que colhemos para serem pisadas).

À noite, fecho as portas – e sento-me
à mesa da sala de jantar: me iludo e sonho.
O pensamento longe – vaga na ociosidade.
Procuro-te em vão por todos os cantos
da casa e não te encontro. Há tantos cantos...

Nosso sonho nunca é o mesmo que vemos
quando abrimos a janela e nos defrontamos
Com um céu cinzento
Com um mar agitado
Com embarcações perdidas...
Em nosso subconsciente nublado de medo.

Ponho a saudade para repousar e vê-la
distante é o que mais quero – persuadi-la.
Que este não é o seu lugar – não comigo.
Tento arrastá-la pra bem além daqui...
Desviar seu curso, seu percurso, seu caminho
errado – como errado é meu viver – aceito.

Atiro-me, retiro-me, fico e parto...
Reparto-me em mil pedaços – reinvento
outra história menos ridícula que me revele
o quanto de cruel existe em se morrer de saudade.
Sem ao menos, poder conhecer a verdadeira razão
que nos levou a enlouquecer de tanta curiosidade...

 

415
Ricardo Santos de Souza

Ricardo Santos de Souza

Sólidos significados


Uma constante na minha vida,
Estou construindo a minha casa em solo fértil,
Como base, já tenho por dentro o mel,
No jardim que a cerca, reside um nobre pavão, a tonalidade da sua calda ilumina o clima do lugar,
O Sol é atrevido, pois sempre entra sem pedir licença pelas janelas, ele não deixa de ser uma visita agradável,
Da sacada, consigo ver além dos muros uma vasta plantação de girassóis dançando para o servente dos navios, um belo farol.
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Lucas de Medeiros Hipolito

Lucas de Medeiros Hipolito

À Manuella

Eu vi uma rosa soltar perfumes no mar…
Flutua a tábua nas águas cintilantes,
Frente a ponta das falésias… e amar! -
O oceano dos teus olhos brilhantes.
Eu vi n’outro dia, nas manhãs da praia,
Luzindo sutileza nas ondas muito bela,
Uma mulher que na cidade se espraia
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.

E que na noite quando visitei tua casa,
Estava confuso aqui dentro, não sei...
Mas eu quis tanto um beijo teu na sala
Subir as escadas, deitar na cama, talvez...
E amar-te por noites, luzais cadente!
Suspirar os astros! Viver da grã estrela,
E beijar-te até que estejas dormente
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.

Pelas prosas nas bordas da madrugada
Eu vi horizontes, a imensa simplicidade
Com o Nauê - luz crescente - Alvorada
E como tu és natureza, mãe de verdade.
Então dormes tão idílica, meu bem
Pois amanhã nasce uma manhã bela,
E sois outra que em outras não têm
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.

Pois escuta, querida, tu fostes intensa
Que n'aquela manhã... na tarde chuvosa,
Uma mulher entreabriu-se imensa
E senti, dentro d'ela, o quão és formosa.
Vivi, oh céus, paixão!... e quero falar;
'Entreguei-me nos abraços d'aquela!
Mas eu não sinto merecer ou navegar
Em vagantes sorrisos, linda Manuella."

Eu sonhei por noites os beijos teus
Que viver contigo parece uma fantasia,
E que o tempo saltou as regras de Deus
Fora de mim, exuberante nostalgia.
Teus cabelos dão vontades de tocar
Sentir teus lábios, esta boca singela,
Tomar o teu amor, levar-te para o mar
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.

E queria tanto contigo uma noite dormir
Ver a via láctea mais uma vez em teu lar,
Deitar na prancha, entre oceanos sumir
E brindar mais um vinho, depois te beijar.
Viver os sonhos de uma inteira vida contigo
Viajar entre os tempos de uma estrela,
E vim conhecer outro mundo aqui comigo
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.

Só digo: ‘Adeus! Eu preciso embora ir’
Que decidir não é uma boa hora…
Só peço-te perdão, por tão rápido partir
Pois ela me chama, a luz de minha aurora.
Perdão!… por bagunçar aí dentro em ti
Tu fostes meu amor, minh’amada bela,
Tu fostes paixão! Mulher que fundo senti
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
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rianribeiro

rianribeiro

Pequena peça

Hoje não escreverei nenhum poema de amor, eu disse a Deus. O que ele respondeu? Nada. Está quieto há meses.
Ouço sua sombra bater asas sobre o cume da casa. Suas mãos rasgam o silêncio: o amor é uma fruta.

Deus... És uma árvore, eu digo. Ele grita:escreve. Escrevo:- coração machucado bate asas ao infinito.

Meu amor, Deus é uma árvore... És fruto? Chama minha boca a teu corpo.

- Ele bate asas na cumeeira da casa.
- Acende o candeeiro.
- Vai assusta-lo.
- muito antes disso, sua voz me chamava.
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Vilma Oliveira

Vilma Oliveira

QUADRAS DE LAMENTO V

Ontem a noite eu sonhei
Que tu estavas voltando
Como uma bela imagem
Aos meus pés se ajoelhando

E como quem não entende
Essa tua aparição...
Tão deslumbrada eu fiquei
Que te peguei pela mão...
 
Caminhamos lado a lado
Como se fôssemos irmãos
Alma gêmea do passado
Amantes em tempos vãos...
 
Entre as flores do jardim
Juras de amor nós trocamos
Vemos fagulhas acesas...
Nos olhos de quem amamos

E nessa troca de olhares
Nos doamos ternamente
Um ao outro confessamos
O nosso amor como um crente

Embaixo da laranjeira
Nós ficamos abraçados
E quantos beijos nós damos
Como se fosse um pecado...

Os versos que tu me deste
Como se fossem violetas
Eu os guardei junto a mim
Tua inspiração de poeta!

Quando eu quis ser só tua
Num arfar eu suspirei...
Como num conto de fadas
Desse meu sonho acordei!
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adrianoperalta

adrianoperalta

Tia Márcia e seu gato inútil

“Tia Márcia ganhou um gato, que já veio batizado pelo nome de TAPETE (anotado num bilhete). TAPETE tem um topete, e o topete do TAPETE fica todo arrepiado em virtude de um cacoete. Uma bola de gorducho,  passa o dia no chão deitado, estirado e enchendo o bucho. TAPETE não come rato, a não ser servido no prato, com um bom carboidrato ( já caçado, esviscerado, temperado e desossado).  Quando a fome lhe acomete - e isso é muito frequente - TAPETE vira de lado,  miando estrondosamente. É um gato preguiçoso, que nunca atende ao chamado, não gosta de visita, nem de ser acarinhado. Tia Márcia apegou com o bicho, diz que lhe faz companhia. Nem pra ela ele olha - dorme, come, bebe e mia. “ 

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rianribeiro

rianribeiro

Essa noite fui feliz

Essa noite fui feliz, feito criança, sorrindo, não me esqueci do eu menino, para ter mais esperança.

No meu peito a alma dança, sem se lembrar de cicatriz, as vezes fui infeliz, mas agora ela só canta:

Que bom lembrar de ser criança, nesta noite de alegria, não abandonei minha infância nesta vil fantasia.
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joaoeuzebio

joaoeuzebio

QUEM É VOCÊ

Quem é você
que deixa perfumes
pela casa;
que incendeia feito
brasa;
e me faz de noite sonhar?
Quem é você
que reflete no espelho,
que deixa marcas de batom
vermelho
em minha face serena,
quando pequenas
gotas de orvalho
caem sobre a flor?
Quem é você
que me enche de beijos
madrugada a dentro,
assim como o vento
que brinca com a cortina,
assim como teu sorriso de
menina
brilha feito a lua pelo
espaço?
Quem é você
que me agasalha
em seu abraço
e me acaricia suavemente
nesta tempestade que traz
a enchente
e me inunda de saudade?
Quem é você
que na manhã que vem clareando,
quando o sol está chegando,
mas só você não chegou?
Quem é você,
mulher deliciosa,
que tem o encanto da rosa,
e conhece todos os segredos
do amor?
Quem é você
que em mim despertou
a realidade
assim que a lua se apagou,
deixando em mim essa louca saudade?
314
Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior

Uma rosa

Miro em minha frente
Uma rosa falsa,
Talvez uma rosa,
Feita por uma mão
Delicada!
Miro uma rosa
Sem espinhos,
Uma rosa completamente
Rosa.

Valter Bitencourt Júnior
644
rianribeiro

rianribeiro

O que há embaixo do teu vestido, amor?

O que há embaixo do teu vestido, amor? Rosas e cidades inteiras; vinhedos e uvas?

O que há embaixo do teu vestido? Mansos rios e pés de laranjeiras; amoreiras e frutos saborosos?
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Nilza_Azzi

Nilza_Azzi

Correntes


A tua quietude é pausa,
camada aparente, é superfície
armadilha a atrair loucos e parvos

Nas profundezas das águas
revoluciona e não cessa
o movimento das ondas...

A voz calada alheia ao meu encanto
pressente as correntezas subterrâneas
por onde viajam todos os pensamentos
... e o mar se agita
o sal por fim afoga a minha sede

Longe de alcance vagam à deriva
os focos que me levam à voragem
então confesso
estranha e companheira
possuir esse tesouro será sempre
minha quimera

Nilza Azzi 
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