À Manuella
Lucas de Medeiros Hipolito
Eu vi uma rosa soltar perfumes no mar…
Flutua a tábua nas águas cintilantes,
Frente a ponta das falésias… e amar! -
O oceano dos teus olhos brilhantes.
Eu vi n’outro dia, nas manhãs da praia,
Luzindo sutileza nas ondas muito bela,
Uma mulher que na cidade se espraia
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
E que na noite quando visitei tua casa,
Estava confuso aqui dentro, não sei...
Mas eu quis tanto um beijo teu na sala
Subir as escadas, deitar na cama, talvez...
E amar-te por noites, luzais cadente!
Suspirar os astros! Viver da grã estrela,
E beijar-te até que estejas dormente
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
Pelas prosas nas bordas da madrugada
Eu vi horizontes, a imensa simplicidade
Com o Nauê - luz crescente - Alvorada
E como tu és natureza, mãe de verdade.
Então dormes tão idílica, meu bem
Pois amanhã nasce uma manhã bela,
E sois outra que em outras não têm
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
Pois escuta, querida, tu fostes intensa
Que n'aquela manhã... na tarde chuvosa,
Uma mulher entreabriu-se imensa
E senti, dentro d'ela, o quão és formosa.
Vivi, oh céus, paixão!... e quero falar;
'Entreguei-me nos abraços d'aquela!
Mas eu não sinto merecer ou navegar
Em vagantes sorrisos, linda Manuella."
Eu sonhei por noites os beijos teus
Que viver contigo parece uma fantasia,
E que o tempo saltou as regras de Deus
Fora de mim, exuberante nostalgia.
Teus cabelos dão vontades de tocar
Sentir teus lábios, esta boca singela,
Tomar o teu amor, levar-te para o mar
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
E queria tanto contigo uma noite dormir
Ver a via láctea mais uma vez em teu lar,
Deitar na prancha, entre oceanos sumir
E brindar mais um vinho, depois te beijar.
Viver os sonhos de uma inteira vida contigo
Viajar entre os tempos de uma estrela,
E vim conhecer outro mundo aqui comigo
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
Só digo: ‘Adeus! Eu preciso embora ir’
Que decidir não é uma boa hora…
Só peço-te perdão, por tão rápido partir
Pois ela me chama, a luz de minha aurora.
Perdão!… por bagunçar aí dentro em ti
Tu fostes meu amor, minh’amada bela,
Tu fostes paixão! Mulher que fundo senti
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
Flutua a tábua nas águas cintilantes,
Frente a ponta das falésias… e amar! -
O oceano dos teus olhos brilhantes.
Eu vi n’outro dia, nas manhãs da praia,
Luzindo sutileza nas ondas muito bela,
Uma mulher que na cidade se espraia
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
E que na noite quando visitei tua casa,
Estava confuso aqui dentro, não sei...
Mas eu quis tanto um beijo teu na sala
Subir as escadas, deitar na cama, talvez...
E amar-te por noites, luzais cadente!
Suspirar os astros! Viver da grã estrela,
E beijar-te até que estejas dormente
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
Pelas prosas nas bordas da madrugada
Eu vi horizontes, a imensa simplicidade
Com o Nauê - luz crescente - Alvorada
E como tu és natureza, mãe de verdade.
Então dormes tão idílica, meu bem
Pois amanhã nasce uma manhã bela,
E sois outra que em outras não têm
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
Pois escuta, querida, tu fostes intensa
Que n'aquela manhã... na tarde chuvosa,
Uma mulher entreabriu-se imensa
E senti, dentro d'ela, o quão és formosa.
Vivi, oh céus, paixão!... e quero falar;
'Entreguei-me nos abraços d'aquela!
Mas eu não sinto merecer ou navegar
Em vagantes sorrisos, linda Manuella."
Eu sonhei por noites os beijos teus
Que viver contigo parece uma fantasia,
E que o tempo saltou as regras de Deus
Fora de mim, exuberante nostalgia.
Teus cabelos dão vontades de tocar
Sentir teus lábios, esta boca singela,
Tomar o teu amor, levar-te para o mar
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
E queria tanto contigo uma noite dormir
Ver a via láctea mais uma vez em teu lar,
Deitar na prancha, entre oceanos sumir
E brindar mais um vinho, depois te beijar.
Viver os sonhos de uma inteira vida contigo
Viajar entre os tempos de uma estrela,
E vim conhecer outro mundo aqui comigo
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
Só digo: ‘Adeus! Eu preciso embora ir’
Que decidir não é uma boa hora…
Só peço-te perdão, por tão rápido partir
Pois ela me chama, a luz de minha aurora.
Perdão!… por bagunçar aí dentro em ti
Tu fostes meu amor, minh’amada bela,
Tu fostes paixão! Mulher que fundo senti
Em sorrisos vagantes, linda Manuella.
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