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Breno Pantoja

Breno Pantoja

Mente Brilhante

Rua de terra, casa de madeira,

Uma mente brilhante,

O mundo é nosso.

 

Nossa mente é arte,

Melhorar o mundo faz parte

Conquistei a faculdade,

Agora é melhorar o projeto e seguir a próxima fase.

 

Não sou nível hard

Mas vou em busca do conhecimento,

Para mudar a vida e a sociedade,

No coletivo, almejar evolução de nossa comunidade.

 

Objetivos não despedaçados,

Sonhos Concretizados,

Um pensamento ilimitado,

Caminho em busca do meu momento emancipado.

 


Breno Pantoja.

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ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

QUERO AMAR COMO NUNCA MAIS PODERIA

Quero amar
Como nunca mais poderia
Quero por inteiro me entregar
Longânimo e paciente acolheria 
Como todo amor primeiro
Esquecer o que é material
Pensar em mim como derradeiro 
Amor de alma espiritual
Quero em mim ser criança
Imaculada sem ressentimento
Amar sem triste lembrança 
Feliz com bom pressentimento
Exercitar em meu coração
Os dons que levam à paz
Tê-los sempre à mão
E nunca olhar para trás.

19/12/2021 Erimar Lopes.

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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

O silêncio das tuas palavras


Agora posso te ouvir,
posso sentir o silêncio das tuas palavras,
posso recorrer o sabor dos teus beijos,
posso sonhar com os teus lábios,
Posso escutar a tua linda melodia,
mesmo estando longe de ti,
nem que isto seja simples nostalgia...
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Cabana junto à praia



A primavera estava a chegar,
saí como sempre,
nuvens desapareceram, o sol iniciava a raiar,
o caminho era longo, entre casas e prédios,
já longe da cidade, continuava o caminho pra felicidade.
Já longe do passar dos carros, eléctricos e autocarros,
entrei num caminho de terra batida,
caminhei a passo largo naquela pequena descida.
Entre arvoredes passava o rio de águas calmas,
como a pureza da mais pura alma,
andei ao longo do rio, subi a colina,
ao longe se avistava o mar.
Era ali que estava a cabana juntinho à praia,
nela entrei, o pó tirei, roupas mudei,
passei loiças por água, peguei na poltrona,
coloquei-a no hall de entrada, sentei-me e esperei.
A tarde estava já alta,
as gaivotas iniciavam a entoar as mais lindas melodias de amor.
A noite se esperava quente,
puxei por um cigarro acendi,
ao longe vi uma mulher com seu vestido vermelho,
como as rosas que comprei,
onde espalhei inúmeras pétalas pelo chão,
onde ela e eu nos deitamos,
entre as caricias mais apaixonadas,
beijamo-nos, fizemos amor até de madrugada,
onde nossos corpos enrolados,
entre gemidos e suores de prazer,
a paixão entrou em erupção,
desejei e fui desejado,
esse foi nosso maior pecado,
ela era mulher comprometida,
e eu também era um homem casado...

Luzern, 15-01-2015, João Neves.
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-XX Jaezes de vida e morte

Pelo maçante cansaço encerro minha oração a Gotardo,

restando-me esta consciência angustiante de minha vida infame.

Sou eu um dos muitos que tanto lembram-me dela,

um dos que, com o bem, jamais justificam o mal.

Com o bem, jamais justificam coisa alguma,

e nada sobra de arrimo à vileza que me encosta.

 

Acabo-me assim enquanto a fome nada faz em mim:

fazendo da carência uma loucura, e o que invento um passatempo.

E é tarde, pois esperei os artifícios desta Terra,

feliz no presente por acreditar estar feliz no futuro,

comovido com o passado por vê-lo mesmo com muros.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Carta de amor


O vento frio desta noite de inverno
faz-me lembrar de ti, princesa,
do teu amor e de toda sua grandeza
tua lembrança provoca-me uma saudade louca
então procuro ficar aqui tranquilo no meu cantinho
pra não pensar na tua ausência,
na esperança de que num logo estaremos juntos
a saudade faz o coração bater acelerado
quando se aproxima o momento de nos amarmos
Os ponteiros do relógio ficam lentos
e espero ansioso o momento de estar contigo
nem imaginas o quanto te quero e te desejo
Tu sabes que sou aquele que te que te ama
e que sofre com a tua falta.
Esta é a vida de quem está apaixonado
na ansia de podermos ficar juntos
é a prova de que somos almas gemeas
à procura um do outro,
na busca do prazer e da alegria de viver.

Luzerna, 28.10.2021, João Neves

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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Bailei no vazio

Me ensinaste a bailar no vazio,
sobre a terra e sobre o mar,
ensinei-te a desejar intensamente,
neste amor sabor ao vento.

Vejo no brilho das estrelas,
um alento, um olhar,
olho no horizonte ali está o mar,
onde o amor me levou a naufragar.

Fui um tal beija-flor?
que voou naquele jardim,
pousou na mais bonita flor
e lhe chamou de seu amor.

Quando tudo for espinhos,
atirem vocês a primeira flor,
sejam os primeiros a mostrar os caminhos,
caminho mais lindos, os caminhos do amor.

Luzern, 13-01-2020, João Neves
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laismenddesouza

laismenddesouza

Lembrete I

A poesia nasce como a flor que brota
Em meus sonhos te vejo meu anjo
O sol lá fora carrega minhas esperanças
De amar sem culpa
Nós dois num domingo qualquer
A poesia nasce como as estrelas
Me dando a chance de um novo verso
.
-  Laís Mendes
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Adeus Pai, Despedida em poema

"Obrigado Pai "Despedida em poema"
Acordei a pensar em você"


O sol hoje não terá a mesma consistência ,
o dia será escuro, triste e sem lazer,
lamento tanto a sua ausência, 
sinto falta de você pra me proteger;


Agora tenho medo do escuro,
pois escura a morte me parece ser,
queria tanto tê-lo aqui de volta,
mas nem tudo eu posso ter;


Tinha ainda tantos momentos para viver,
pena que Deus não lhe deu tempo, Pai,
enrolado em dores você sofria,
até que a morte o levou naquele dia;


Eu não estava ao seu lado,
quando essa maldita morte o foi buscar,
sei que você não morreu na solidão,
minha querida mãe e os anjos o souberam cuidar;


Sinto tanto não me ter despedido em vida,
e ter-lhe dito te amo Pai até ao fim,
agora me despeço de você em poema,
Querido Pai obrigado por ter cuidado de mim...


Luzerna, 04.12.2012, João Neves, tsunamidelagrimas63.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Sou um barco a deriva

Ai mulher,
acabaste com a minha vida,
me deixaste como um barco à deriva.
Sofri tanto com a tua partida,
sinto ainda a minha alma ferida,
não sei mais o que fazer ou dizer,
passo dias e noites a recordar,
recordo-me de ti, tanto, tanto,
que a minha face se inunda de pranto...

Luzerna, 08.12.2021, João Neves.
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-VIII Jaezes de vida e morte

Nesta terra que merca, generosamente, a inteligência dos homens que felizes desejam-se.

Com um golpe que dois coelhos mata, perde-se o que obriga a pensar e ganha o que faz-te querer comprar.

Quanto a vergonha, perde-se sem que saiba.

E diante do medo do que digo, acreditas eu roubar o que pouco foi te cedido.

 

Por ora, do que tens, pouco me instrui, e se em algo me fascina, basta-me lembrar do que fascinam me mais.

Nas dores vendidas, alguns felizes se tornam por deixarem de te-las, outros pelo ouro que tanto cortejam.

E aos que nem com olhos enxergam, que menos alegrias tenham então, pois a dor é oráculo para a real dimensão.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

A tarde escureceu

A tarde escureceu a galope,
o vento soprou muito forte,
e as nuvens chegaram,
todas elas vindas do norte,
e as estrelas me amarão, 
até ao dia da minha morte.
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Vasco Leal

Vasco Leal

República

A cada dia cresces mais,

porque o tempo passa a correr,

orgulhosos de ti estariam os teus pais,

exceto quando em tirania tiveste de viver.



Começaste reservada,

com muitas restrições,

mas desde o 25 de abril,

abriste a tua mentalidade,

passaste a ter para todos, vários corações.

 

Eras há pouco uma criança,

como outra qualquer,

e os ventos da mudança,

tornaram-te uma mulher.

 

O tempo passa a correr,

mas isso eu já sei,

vou ver-te crescer,

e o resto logo verei.

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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-I Jaezes de vida e morte

Falho por ingrato ser, certo por orgulho ter,

e se honra alguma resta, que eu não a perca por você.

Todavia, por amor, à prova me poria,

pois são as contradições e as questões que sustentam meus gritos

que faz-me soar convicto.

 

Honra mantida para ser perdida.

A minha salta, do peito e da alma,

querendo largar-me nesta vida abalada.

É cobiça por calor mundano.

 

E se és tu quem queimas, morro eu então congelado, eternamente apaziguado.

Pobre carcaça que, por paixão, foi traída neste fim, e até ao fim foi leal a mim.

Matar-me-ia se algo assim a fizesse passar, pois sei que de fato faço.

Contradigo-me querendo viver por você, e querendo pela arte morrer.

E são estas as besteiras que estendem meu tempo,

fazendo de mim um maribundo sem vencimento.

 

Assim vivo inapto ao que apta tanto vives, amando presentes sem futuros e, Deus, como podes ser feliz?

Quero escrevendo estar como se aqui algo pudesses notar.

Faria de mim todas as vítimas de teus futuros.

Que haja então, um dia, misericórdia que me livra de, nisto, tanto ver coisas,

coisas que servem de pólvora à honra que me fora outrora.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Beija flor

Será que fui um beija-flor?
voei naquele jardim, pousei em ti,
pousei na mais bonita flor
e chamei-te meu amor...
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saulobarreto

saulobarreto

Finados

É dia de finados...

Mais um dia de finados...

E nesse dia onde estou? 

Eu estou aqui...

Eternamente...

Visitando a mim mesmo.

 

São Luís/MA, 2 de novembro de 2017
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Filipe Malaia

Filipe Malaia

Cegueira

Um dia olhando o mundo, cego me senti
Não porque vagos meus olhos se tornassem 
Foi como se ao sol as pálpebras fechassem
E cuidando ser noite, sem querer, adormeci

E na negra escuridão, como se a velassem
Das longínquas estrelas, cadentes, vi
Pelo fim da luz do mundo em que vivi 
Lágrimas caírem, como se chorassem

Porém, quando desperto, tornei desse sono
E ao lúgubre infinito quis pintar cor 
Lívido amanheci nesse abandono

Pois neste universo dolente, de fel e dor
Se em verso me couber tão triste outono 
Poeta só serei, deveras, se acaso for!
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-V Jaezes de vida e morte

Entre estas quatro paredes, a presença da enfermidade, estes asseados lençóis frequentemente trocados, as respirações alheias que tanto incomodam-me, aquele vão sem porta que, de dia, nos dá vista do mosaico. Por lá, sem avisos, entram fogos em vidros, carregados por senhoras e senhoritas que me confundem por serem iguais. 

Pergunto-me como é sê-las, como seria não morrer, lembrar de nós, perder o sono por nós, perder a noite pelo pouco que somos. O que passaríamos a ser com seus atos se não as mesmas pestes que nos trariam de volta ao coma? Ainda assim, recebo esperança de onde, aparentemente, elas estão. Esperança forçada, esperança que nunca tive, esperança que, sem questionar, engulo, pois peito algum tenho para seus corações rasgar ao ver-me finar. Ser recebido, durante a noite, por algo que não se mostra muito além de luz, e age como o mais iluminado dos anjos, é o que faz o fogo perder seu lugar. 

Amigo meu, como pode contentar-se de satisfação por mulheres que, apesar de dedicarem a noite a ti, não são suas? Esquece-se da racionalidade, pois teu sonho está na posse dos homens que as têm, que podem espera-las, sem medo algum por agora estarem aqui, diante de ti. 

Até poderia eu fazer deste um momento de minha história, tornar isto um teatro que me instiga memórias, contudo, sua companhia me incomoda. Oficializo o fogo como patrono desta vida e tende a repudiar-me, maldito moribundo. Se por algum amor alcançasse a irracionalidade, se poesias de ti transbordassem, se com tortuosos gestos alguma alma cativasse, se alguém por ti enfim se apaixonasse, não estaria tu nem um pouco perto de quem se apaixona. Lembre-se desta vida que o condena e ponha-se em tua cova. 

Presença inestética que moteja minha história, e faz deste meu mundo o pior que se paga para ver. Quem dera  poder eu levantar-me e sair por onde entrei. Nada mais coerente que minha ira diante do dinheiro com porcaria gasto, por um mentecapto que subiu ao palco. Penso que, no fim, apenas não quero ser eu estes quem saem. Nem sequer sei o que mereço para saber se mereço. As rédeas de meu destino foram tomadas, e punem-me sem que eu saiba por quais atos. Maldade esta que existe entre nós, vivos. Como encontrar misericórdia se não assim? Não espero cuidados quando morto, pois a essas mulheres desejo vida. Invejo os que aqui entregam-se a morte sem que um dia vão.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Bendita mulher

Lembras-te?
daquelas sete madrugadas?
Onde tu bendita mulher,
Foste amiga, amante e amada,
Noites rompidas até ao sol nascer,
Beijos, caricias, quimera e prazer,
Sete noites de paixão e loucura,
Minha amada, amante e mulher...

Luzerna, 20.11.2021, João Neves
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natalia nuno

natalia nuno

pensamento...

passam meus dias em suspenso, a memória estagnada, sinto que além do que sou e do que penso, que a vida parou, trago a alma angustiada...estou entre o ser e não ser nada!

natalia nuno
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isasoaresll

isasoaresll

eu amo você assim

Só queria dizer que tu me faz bem
eu sempre almejo tua companhia 
não só quando me convém

e eu te quero por perto
te quero coberto dos meus beijos
mesmo que no futuro seja incerto
e que nada de certo
eu te amo
apesar do mundo estar acabando
eu te amo
apesar do caos estar aumentando
eu te amo
e se você não me amar
eu vou entender
posso até sofrer 
mas vou entender e saber
apesar de tudo, eu amo você
eu gosto de você como marceline ama jujuba
como romeu amava julieta e como eu gosto de você
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Chuva triste

Olho pela janela
e vejo como a chuva cai.
cai leve, levemente,
pra depois cair intensamente,
onde os sons das gotas da chuva que caem 
entoam no telhado
e fazem a mais linda sinfonia,
batem e molham toda a vidraça,
esta divina chuva que o chão repassa.
Vejo também reflexos
das luzes da chuva no asfalto lavado,
fazem as minhas lembranças,
retornar ao passado da minha doce e feliz infância.
E aqui que saudade e a melancolia
entoam dentro de mim,
nesta manhã nostálgica e fria,
meu coração chora e a nostalgia persiste
ao ritmo desta chuva silenciosa e triste...

Luzern, 23.10.2020, João Neves
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saulobarreto

saulobarreto

VOU TER DE VIVER

Ainda que a vagina da minha mãe sangre 

eu terei de viver 

 

Ainda que me afogue na placenta e nasça prematuro 

eu terei de viver

 

Ainda que me sequestrem e vendam meus órgãos 

eu terei de viver 

 

Ainda que me usem como bode expiatório para crimes 

eu terei de viver 

 

Ainda que me condenem e tirem minha liberdade jogando me no calabouço 

eu terei de viver 

 

Ainda que veja minha mulher me traindo 

eu terei de viver 

 

Ainda que veja meus filhos morrendo 

eu terei de viver 

 

Ainda que eu perca meu emprego 

eu terei de viver 

 

Ainda que o Estado tome a minha casa 

eu terei de viver 

 

Ainda que eu more nas ruas como um mendigo embriagado 

eu terei de viver

 

Ainda que as metástases do câncer corroa minhas carcaças com sangue 

eu terei de viver 

 

Ainda que todos queiram que eu morra 

eu terei de viver 

 

Ainda que chegue aos céus ou ao inferno 

eu terei de viver 

 

viver viver viver para todo sempre...

somente sobreviver...

 

São Luís, 13/04/17
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Gustavo Matumoto

Gustavo Matumoto

Pássaros Ilusórios

Ao ver sobrevoarem,
sob minha janela persuasiva,
imagens de pássaros ilusórios,
que se perdem em suas próprias cores,
imagino a conciliação animal frente ao Universo,
que lhes impôs um destino egoísta,
contrário a argumentos insurgentes.
E só então reparo no enfrentamento humano
contra as leis cósmicas e invisíveis,
como pássaros que não se resignam a voar
e passam a indagar sobre suas asas.
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