Cabana junto à praia
Tsunamidesaudade63
A primavera estava a chegar,
saí como sempre,
nuvens desapareceram, o sol iniciava a raiar,
o caminho era longo, entre casas e prédios,
já longe da cidade, continuava o caminho pra felicidade.
Já longe do passar dos carros, eléctricos e autocarros,
entrei num caminho de terra batida,
caminhei a passo largo naquela pequena descida.
Entre arvoredes passava o rio de águas calmas,
como a pureza da mais pura alma,
andei ao longo do rio, subi a colina,
ao longe se avistava o mar.
Era ali que estava a cabana juntinho à praia,
nela entrei, o pó tirei, roupas mudei,
passei loiças por água, peguei na poltrona,
coloquei-a no hall de entrada, sentei-me e esperei.
A tarde estava já alta,
as gaivotas iniciavam a entoar as mais lindas melodias de amor.
A noite se esperava quente,
puxei por um cigarro acendi,
ao longe vi uma mulher com seu vestido vermelho,
como as rosas que comprei,
onde espalhei inúmeras pétalas pelo chão,
onde ela e eu nos deitamos,
entre as caricias mais apaixonadas,
beijamo-nos, fizemos amor até de madrugada,
onde nossos corpos enrolados,
entre gemidos e suores de prazer,
a paixão entrou em erupção,
desejei e fui desejado,
esse foi nosso maior pecado,
ela era mulher comprometida,
e eu também era um homem casado...
Luzern, 15-01-2015, João Neves.
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