Lista de Poemas
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ana rafael
Procuro
Esta sede insaciável
De te ver de te ter
Procuro-te
Onde o meu coração
Te busca
Onde os meus olhos
Te sentem
Mas apenas
A tua ausência
Me persegue
Sinto-te e
Por isso
Procuro-te
Vem meu amor
Vem saciar
Esta sede insaciável
De ti…
Adilson Adão
Modestia (João Vitor)
Para todos admirarem meu dialogo fecundo!
Pois desconheço tantas coisas do mundo,
Mas conheço a beleza e simpatia
E estas podem trazer muitos amigos e alegria
(falo pela minha experiência).
Alguns me exaltam e outros me maldizem,
Mas todos querem ser como eu,
Mesmo os que assim não condizem.
Não vou mentir,
Não sou o homem mais inteligente que existe,
Porém reconheço
Que muito mereço
Por ser de tal apreço
As pessoas que conheço,
Pois quem me conhece sente algo profundo...
Algo que vai além da magia da amizade...
É a verdadeira felicidade!
Por isso digo com tamanha segurança,
Sem perder a lealdade
Ou a noção da realidade
Quem ainda não me conhece,
Não conhece também a felicidade.
Cinthia Cristina Doula
Amo
E não amo pouco
E não amo às vezes
Amo no superlativo
Na ausência, na falta e na saudade
Amo até o não querer-me
Amo o tempo que te leva
O espaço que nos separa
O medo que te abraça
Amo a espera e a esperança
O teu calar e o teu não ver
O teu verde olhar
Amo ver de longe
Sem tocar, abraçar ou beijar
Ah! Como eu te amo
Fernando Maia
Nem você
nem sempre ser sincero e falar sobre tudo é o ideal as vezes é melhor mentir e ser julgado como tal nem todos gostão de encarar a verdade é mais facil ignorar os fatos e imprimir uma nova face à realidade nem eu fui capaz embora valesse a pena afogar-me nessa luta voraz eu desisti mesmo não fracassando assim mesmo perdi nem sequer aquele que atende por discimulado carrega um fardo mais pesado que o do homem veridico o dificil para mim é admitir que no final mais favoravel é mentir
Iatamyra Rocha
Cachoeiras
Tentando segurar o vento
Simples medo que ele me arraste para fora de mim
Como se eu não fosse um fragmento do tempo
E ele não me levasse no fim.
Flertando com o ocaso
Mas com medo de entregar
Ignorando o acaso
E o vento que me leva a algum lugar.
Sou uma simples poeira
De estrelas ou de luar
Uma alma de cachoeira
Que corre em direção ao mar.
As vezes me surpreendo
Sorrindo um sorriso duro
Sofrendo e nascendo
Em direção ao vento puro.
®IatamyraRocha
Blog Efêmero
http://iatamyra.blogspot.com/
Blog Prisma
http://iatamyrarocha.blogspot.com/
Blog Palavras ao Vento
http://iatamyra.wordpress.com/
Hemili Scarpinatte
Sem você
eu não consigo.
Ficar sem ti é um perigo
Levo teu olhar comigo
E você,
Me leva contigo.
Queiroz Filho
Tua Alma
Por mais que a certeza me torture,
E contristada a minha voz arqueje;
E que o teu beijo vago inda deseje;
E, eu, o teu mistério não mensure;
E aos teus formosos pés, ai rasteje;
E a inexprimível dor aqui perdure;
E o teu silêncio insano me censure;
E uma outra boca em Paz te beije;
Não chego a desvendar, ó, criatura!
Para deitar, enfim, noutros regaços,
Se isso foi um sonho ou só loucura.
Nem vejo do Passado os estilhaços,
Só sei que nessas trilhas de amargura,
Tua alma é a sombra de meus passos...
( Queiroz
Filho ) 30/5/2010
Fernando Oliveira Granja
Sorrisos
Sorrisos
Sorrisos são como borboletas suspensas no ar,
Atrai-nos o olhar e sorrimos...
São seres ligeiros e brilhantes na cor,
Muitas delas vivem só um dia ,
Não chegam a amadurecer ,
Nascem com o dia e acabam o circulo antes de anoitecer
Não me importava de lhes seguir o exemplo,
Cada dia nova vida
Não haver tempo para ver os defeitos,
Viver com eles sem me importar com a exactidão
Viver o voo.
F. Granja
Lilly Araujo
Navio
Eu sou navio,
e você é água por onde tenho percorrido.
Mergulho em tuas águas profundas
sem saber como voltar.
Eu sou navio,
em tua dimensão fui navegando e sendo navegada.
Fui amada, desejada, desnudada.
Vida minha, vida minha desventurada!
Porque eu sou navio perdido
e sem querer me achar,
Trafegando por entre as pedras do teu leito,
buscando abrigo em teu quente peito.
Eu sou navio, você é mar traiçoeiro
e lançou-me em tuas encostas rochosas,
sem saber, sem querer, sem poder, e querendo,
fui de encontro ao inevitável.
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Eu era navio.
Despedacei-me em você.
Agora sou náufrago, sem porto, sem cais,
pedaços de mim que já não são nada mais.
O sol escaldante me queima agora a
pele porcelana, e as marcas ficarão
para sempre no corpo e na alma.
Porque eu era navio... Hoje sou dúvidas.
- Alma naufragada.
© Por Lilly Araújo-14/06/2006-Direitos Autorais Reservados.
Fernando Teófilo
Trova 1
Sou trovador das alcovas
e, como bom trovador,
dentre beijos faço trovas,
dentre trovas faço amor...
ana rafael
Se eu fosse
Se eu fosse luar
beijava-te
Se eu fosse mar embalava-te
Se eu fosse vento abraçava-te
Mas…
Se eu fosse eu amar-te-ia
Loucamente até ao infinito
Não até que o Amor durasse
Mas até que ele jamais acabasse
Raimundo de Moraes
ELEGÍACA
A palavra é a minha quarta dimensão.
Clarice Lispector
Segui os passos
da menina de Tchetchelnik.
Dez luas passaram flechadas por Sagitário
maçãs no claro ofertam-se de tanta maturação:
ensanguentadas, reluzem. Balançam lustres
em din-dlens de poeira suja.
Aqui
a Praça Maciel Pinheiro
circunda o Tempo.
O casarão 387
é agora insípido e laranja
(mas vi entre uma e outra janela
a menina sorrir para mundos distantes).
Longe
as esquinas de Nápoles Berna Torquay Washington.
(As esquinas do mundo são iguais
quando punge à solidão
a lembrança de tudo que fomos).
Corro pelos caminhos de mais um solstício
a cidade ergue-se em dóricas faiscantes
escaravelhos brotam da terra
e no rosto eslavo
pupilas pulsam quasars.
É por ti:
elevo-me à tua memória.
Candelabros iluminando a noite
o Kaddish arrebanhando os perdidos como nós
- percorro os caminhos da mulher Tchetchelnik.
O olhar oblíquo.
A boca rubra.
A safira no dedo.
A Estrela de Mil Pontas
rompendo gargantas. É Palavra.
Aponta Sagitário mais uma seta em riste.
Agora, sabeis: no coração selvagemente livre.
Salve 9 de dezembro.
Prêmio Nacional Canon de Poesia 2010
Prêmio Mostre seu Talento 2006 - Chesf/ Sindicato dos Bancários de Pernambuco
Luis Rodrigues
Estou farto
desta ausência entre lençóis
do sono que há
no pesadelo que me sou
não levo veias nem vinho nem deus
só as unhas dentro dos bolsos
e o lugar do salgueiro
Ser mais terra que nunca
pedra de calçada com pés por cima
ter um buraco na sola
e haver mijo no chão
tenho nojo das manhãs
húmidas e solenes
Quando da noite me faço homem
a manhã da noite se faz dia
e eu não caibo nos restos
da noite que sobrou
Parto
e não há aqueduto que eleve
as águas que correm baixinho
como se fora choro de erva.
Marc Santini
Poemalegrinho
morena cheirosa,
cheia de dengo,
favo de mel.
Tô voltando
pra encher o meu pote,
te apresento meu dote
pra te conquistar.
Sei, que não é fácil
te olhar sem pecar,
desejar o teu tudo,
me aquietar.
Então, te peço querida
vem ser minha amiga,
e mais que isso também.
Pois você, como eu,
sabe disso
do amor rebuliço dentro de nós.
E eu pra findar esse lote
te abraço bem forte
e te beijo outra vez.
Te quero e espero
gritando teu nome
e sempre te amando:
Vem!
Paulo Jorge
Dualidade
O "Eu" brilha mais que o "Ser",
Porque o "Eu" é Livre,
E o "Ser" amordaçado,
O "Ser" é Mundo,
O "Eu" Infinito.
Lx, 19-7-2000
Carla Furtado Ribeiro
AO REDOR DE MIM
Desse corpo etéreo, silente
E dessa ausência
Do Ser que a Si próprio renuncia
E em vagas se requebra em ondas
Trazendo o mar as conchas com que sonda
O caminhar dos passos nas praias vazias
João Felinto Neto
Sepultamento
Os meus olhos pregados
no infinito
como os pregos nas tábuas
cravejados,
e de pontas viradas,
redobrados,
sustentados e fixos
numa curva.
No aconchego da madeira macia,
minhas costas
nos ossos da bacia
consolam meu corpo
tão curvado.
Pelo tempo que tenho acumulado,
a ferrugem do mundo
me comeu,
e a tampa que pregam
me prendeu
para sempre num rito consumado.
Por debaixo da terra
condenado
a ser parte da mesma
e não ser eu.
Fernando Maia
Ocasião
mas foi entre uma janela, um corredor e uma escada
que avistei casualmente minha outra suposta alma
no cabelo trança, no corpo sardas dentro de um vestido azul
tão bonita que para certos trouxas, quase imaculada
com olhar periférico para pessoas apaixonadas
não era difícil deixar-se levar por sua filosofia barata
de havia um sentido para cada acaso
e que existião mais respostas na terra do que em todo espaço
mesmo resistindo
toda minha razão imergia por completo
na fábula sentimental que ela criara
capturado através de métodos
do qual um homem não pode fugir
naquele dia me tornava mais um
vulnerável aos caprichos de uma mulher
e imune aos enganos do amor
Marcos Gonzaga
Alma que late
acontece
além
do
meu quintal
quadrado de
concreto
algumas plantas
e uma
alma que late.
Mas sei que
aqui
bem aqui
latejam
tempo e espaço
indivisos
além
da
permanência.
Carla Furtado Ribeiro
HOMEM PROSAICO
O perfume cristal do teu pescoço gazela
O cálice tempo que a tua força sustenta
Por sobre a mesa
A face branca do teu rosto luar
O vibrar filigrana do teu olhar crepúsculo
A gravata atadura que o teu colarinho prende
Sobre a camisa
O movimento distinto dos teus ossos alabastro
A cadência musical da tua respiração pássaro
Os botões de punho ouro com que distingues a
Tua prosaica existência
O domesticado ondulante do teu cabelo mar
A ajeitada selva da tua barba amazónia
O after - shave subjecticida – auto - repelente com que abafas
A tua identidade
O sonho defraudado da tua juventude bandeira
A lágrima chuva dos teus olhos céu
O coração puído que te recorda a distância
De ti próprio
olharomar
olhos de azeitona
Olhos de azeitona,
inquietantes
quem te olha não mais esquece
esse sorriso
deslumbrante
esse fogo que nos aquece
Esmeraldas caindo
sobre os teus cabelos negros
em caracóis cintilantes
como estrelas fugindo
de galáxias distantes
E nesses teus cabelos negros
ondulantes
esmeraldas de luz reluzem intensamente
são cabelos negros
cintilantes
Combinam com os teus olhos
cor de azeitona,
deslumbrantes
sfsousa
Marc Santini
No Silêncio 3
namorados
Petrópolis...
Cidade de Pedro,
cidade de nós...que não atamos
Desatamos
antes de atar.
Mas,
descobrimos
que hoje, lá...
é onde se guarda
segredos...
nossos segredos...
histórias,
a vida daqueles
e a vida de nós.
A nossa vida
que marcou um encontro por lá.
Cidade de Pedro...
cidade de pedra...
nos ensinou muita coisa,
descobrimos que ali
nos jardins do palácio,
nos átrios da catedral,
na casa de Santos Dumont,
pelas ruas da cidade,
em compania de esquilos e sabiás
beijos...
muitos beijos...
nossos beijos...
se misturaram aos cartões postais da cidade.
Coisa que ninguém tem
a não ser, nós mesmos
atados naquele dia...
quisera eu pra sempre. (31/03/09)
Maria josé
A ÁRVORE
Os pensamentos não param de surgir
memorias de um passado recente
que a acompanham agora
lembranças... momentos vividos a dois
todos os sítios por onde passa
lhe fazem lembrar uma ou outra situação
partilhada lado a lado com seu amor
vivências que jamais quer apagar
caminha por entre as árvores
de um grande jardim
na procura da sua árvore...
...a deles
que encontra sem esforço
porque a conhece bem
a árvore que lhe guarda os segredos
a mesma que deu abrigo
à sua historia de amor
que viu nascer sentimentos
testemunhou beijos e abraços
que ofereceu o seu tronco
para servir de encosto
a dois corpos apaixonados
é ali que mata as saudades
que deixa lágrimas e sorrisos
misturados nas folhas secas
que se vão soltando
e passam pelo seu rosto
como carícias...
...beijos da natureza
aconchega-se naquele tronco
que agora conforta o seu corpo
fechado em forma de concha
e sente-se protegida
quase feliz...
M.J
Carlos Ambrosio
Para ti
Como o maior ou mais um
De braços quentes para te abraçar
Ou ombros largos para teu choro guardar
Posso ser o segurança que te guarda
Ou o anjo que te afaga
Nas horas mais escuras da noite
Posso ser o sonho real no amanhecer cálido
Ou o pesadelo de não existir
Posso ser tudo que quiser
Basta você pedir
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