Lista de Poemas
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Carine
A morte
Sons encantadores eu ouço
De leve a me surpreender sua voz me afaga
De belas palavras a lindos toques
recordados
Saudade, que falta me faz
Três anos já faz e eu por dentro morro pela
ausência
E o abraço que eu ainda espero?
Cadê minha vida? Vejo apenas você
Minha doce ilusão de realidade
Minha doce vida em morte
Como te quero e espero
Cadê você? Cegaram-me
Sinto as lagrimas e não posso para-lás
Oh, querido sangue que de dor escorre do
coração
Mataram-me. E você nem sequer apareceu para
me salvar
Cadê você que há muito a morte o levou
Cadê o amor que nos salvaria
Minha saudade é agora um abraço divino
Nunca te vi tão lindo
Deslumbrante
Abraço-te forte abraça-me ainda mais
Correndo em nuvens
Voando entre estrelas
Imortais nós
Que lindo poder ver-te novamente
Serenamente de perto
Mais e mais penso, quero
Cadê você? Devolveram-me a visão
Posso ver nossas fotos
As mais belas lembranças de amor
Ah, amor, por quê?
Havia de ser você?
Por que eu, eu que queria tanto você e não
ter-te em braços?
Oh, Deus, por que o amaste e o levaste de
mim pra tão perto de ti?
Encontro-me nos melhores lugares de nossas
vidas
Recordando-me daqueles todos momentos
juntos
Por que foram tão rápidos? São tão
silenciosos e tristes, pois, você não está aqui
A lua vem a mim
Posso vê-la do alto da ponte. Aquela ponte
que costumávamos sentar
A água entra em minha garganta, congela
meus sentidos, enfia-se em meus ouvidos
Já não vejo nada.
Antes que possa abrir meus olhos posso
sentir aquela mão que me abraçava nas noites
Sinto e como amo esse afago, só nós sabemos
Posso amar-te enlouquecidamente novamente
Posso ter-te os dias todos, estamos na
eternidade.
Paulo César Coelho
POEMA DE A -Z
Abracei a vida com carinho
Busquei com ela me encontrar
Cortei excessos, provei
De quase tudo um pouquinho
Esperei com calma o tempo passar...
Fugi dos pessimistas e das maledicências
Ganhei a vida na labuta intensa
Horas de trabalho que só me fizeram bem!
Inspirei-me na chuva, no sol e nos ventos
Juntei maravilhas em pensamentos
Kellis inesquecíveis, ousadas Fernandas
Lindas Clarices, busquei em mitos
Muitas outras (Marias da Penha, Dorothys Stang)
No tempo, usei o relógio da magia a admirar o
Orvalho deitar-se com a Lua. Lembrei-me das
Perguntas que um dia fiz e segui pela vida
Questionando algumas...
Rasguei as mágoas, doei coisas que não usava mais!
Senti a calma e as belezas dos passarinhos
Tatuei na alma a imagem dos meus filhos
Untei meu corpo com os óleos da liberdade
Viajei em cometas conheci planetas, estrelas
Xangri-Lás. Puxei do fundo da alma uma lembrança boa
Zdvir Coelho, meu querido pai!
Emílio
Amores
abre a tua emoção, não sejas mesquinho,
mostra e ama com todo o teu coração,
não tem perdão um amor pequenino.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração"
Renata Bomfim
Vampiro vegano
quem sabe assim
vendo algum livro.
Mas imagino uma
entidade diferente:
com sangue quente,
roupas brancas,
resplandescentes,
olhar de cigano.
Amigo das pessoas,
Não cospe na cruz,
Aprecia alho.
Um vampiro vegano!
Ele será o terror dos feirantes e,
na calada da noite,
invadirá quitandas e hortifrutis
em busca de clorofila.
Preferirá os orgânicos
e os sem conservantes.
Sugalos-á com prazer e
sem compaixão,
até que restem somente as fibras.
Esta dieta será o segredo
de seu poder e eternidade.
Nada será mais assutador
e nem mais bizarro
que um vampiro sarado e
com baixo colesteról.
Mário Massari
Borboletas no aquário III
Visitava os alicerces do passado
Quando fez o que, há tempos, cogitava:
- Mirou o ponto luminoso no teto de tudo
- Guardou os álbuns de todas as renúncias
Na gaveta do armário
- Fez par com a vida, num beijo inusitado
- E, finalmente, convicto, quebrou o aquário.
Borboletas no aquário
Lançamento: dia 07 de setembro
9ª Feira do Livro de Sertãozinho/SP
Manito O Nato
Re-lembranças
Impressas na soleira da saudade
Permito-me, enfeitando a realidade,
De lembranças, estóicas, porem minhas.
Transmudar letra a letra em novas linhas,
Suprimindo as intrigas e a maldade,
O nó da nostalgia o peito invade,
Cingindo cepo a cepo antigas vinhas.
Vagando por memórias do passado,
Dissímiles, reencontro lado a lado,
O bem e o mal, num embate tão antigo.
Destarte, em findas telas presencio,
No ocaso o lusco fusco já tardio,
Colhendo o sol que ainda esta comigo.
cristina
Marionetas da vida
bonecos amordaçados, movidos pela cobardia.
Enlameados por preconceitos, numa estrada só com ida.
Somos bonecos com alma,
com amores
com ilusões
com dores
e com paixões.
Somos bonecos com alma,
movidos pela apatia,
com um grito que sempre se cala,
vivemos em nostalgia.
Somos bonecos de lama,
perdidos no dia-a- dia,
em nós se extinguiu a chama,
em nós se ausentou a magia.
Somos o que se espera de nós,
não aquilo que queremos ser.
Somos um rio sem uma foz.
Somos apenas uma sombra do nosso mais intimo querer.
Somos tristes bonecos revoltados,
presos pelas amarras que criámos.
Sonhamos futuros há muito ambicionados,
mas cobardemente não realizados.
Somos marionetas da vida.
Seres com almas ilusoriamente vazias,
mas onde se ocultam sufocadas,
as mais belas melodias.
Não quero calar as minhas dores.
Não quero afogar os meus amores.
Não quero ser uma despretensiosa marioneta.
Não quero ser uma mera boneca.
Quero ser uma borboleta.
Quero ser livre, gritar, amar, sofrer.
Não quero ser uma marioneta.
Quero voar e nunca esquecer,
que quero somente viver....
joao euzebio
AO TEU LADO
SINTO QUE A LUA VEM MAIS CEDO
COM MEDO DE QUE MEUS OLHOS
BRILHEM MAIS DO QUE ELA POSSA BRILHAR
QUANDO ESTOU AO TEU LADO
SINTO QUE O VENTO NA FAZ BARULHO
SÓ PARA ESCUTAR
QUANDO EU FALO EM MURMÚRIO
QUE QUERO TE AMAR
QUANDO ESTOU AO TEU LADO
O MAR NA SE AGITA
AS ESTRELAS FICAM AFLITO
POIS SABEM QUE PARA ELAS
NINGUÉM VAI OLHAR
QUANDO ESTOU AO TEU LADO
A SAUDADE NA VEM
AS LEMBRANÇAS PASSAM LONGE
POIS SABEM QUE EM MEU PEITO SE
ESCONDEM
UM GRANDE AMOR PARA LHE DAR
QUANDO ESTOU AO SEU LADO
ATÉ OS ANJOS PAIRAM
E FLUTUAM POR SOBRE NÓS
POIS SABEM QUE A SÓS
IREMOS NOS AMAR.
ninguém
Escrevi
Para me salvar do tédio
Foi para o céu de minha inconciência
Acabei perdido em um poema,
Poema que nada diz, vazio, vácuo
Longe de Camões, longe de qualquer poeta...
Em meu estado de transe
Me vejo completo,
Em meu mundo sou mais que Camões.
Mais em nosso mundo:
Sou mais um louco poeta...
Marco Aurelio Tisi
ESTADO DE ESPIRITO
ESTADO DE
ESPIRITO
Como uma boa
conversa, seja ela
falada ou
escrita, faz bem para
o Estado de
Espirito.
Estado de
Espirito, Disposição Emocional,
o bom
entendimento que acalma a alma,
tranquiliza
o coração e estabiliza a
emoção.
Emoção da
boa convivência, para melhorar
a vivencia,
do dia dia junto, do dia dia distante
para não
ficar alarmante.
Conversa,
falada ou escrita, dita bem dita,
bem
entendida e definida, clara e aberta
honesta e
singela, real e concreta,
mas que seja
dita.
Dizer,
argumentar, discutir, se entender
se
respeitar, clarear o pensar, desanuviar
a tensão,
acalmar, serenar a emoção.
Emoção que
é forte, é rebelde e irriquieta,
e pra ficar
quieta e calma, serena e amena
o dom da
palavra há que se exercitar.
O que mais
preso, é tua conversa,
me atormenta
teu silencio, mas eu o respeito,
do meu
jeito, que pode te aborrecer, mas
se se
conversa há que te convencer,
que o meu
Estado de Espirito, nele esta
inserido a
minha maior Disposição Emocional
que é o meu
grande Amor por você que não
há igual.
M.A.Tisi
cristina
África
queimada
desolada
recôndito da minha alma
Ó Terra perdida
fugida
mas, tantas vezes conquistada
Ó Terra maldita
nua
insípida
manchada e desejada
Ó Terra magoada
desalmada
traída
e mal tratada
Ó Terra com que me confundo
das tuas entranhas
parida
já não sei
se sou um ser profundo
ou
um ser sem conteúdo
cristina
Janela aberta
e tu, como brisa do entardecer,
entraste de mansinho sem te dares a conhecer.
Tua alma talhada no mais precioso diamante
resistente, iluminada e sempre desafiante.
Teu coração esculpido no mais delicado cristal,
terno, doce, para sempre imortal.
Teus olhos cansados de uma vida ver
sorriem matreiros sem nada perder.
Da tua boca pequena e delicadamente traçada,
brotam histórias de uma vida encantada,
que distraem a minha alma jovem, mas já cansada,
Sei que existes para me alegrar.
mesmo quando sei que um dia vais me deixar
Percorrestes todos os cantos do meu ser,
Enfeitiçando-me com a tua força de viver.
Contigo aprendi as virtudes que muitos pensam ter.
Contigo finalmente entendi o que significa a verdadeira nobreza do ser
Hoje choro lágrimas de pesar
Hoje já cá não estás para me encantar
Mindinha Cadão
Orgasmos da Alma
poemas de amor em surdina
a côr laranja das mangas
o sumo de fruta madura
o sol que te doura a pele
a sombra de árvores frondosas
o mar salgado que envolve
acordes de uma guitarra
o riso feliz de criança
a satisfação do amante
uma vitória suada
o desafio
um elogio
o cheiro dos livros novos
afiar lápis de cores
escrever em papel branco
correr de braços abertos
rodopiar numa dança
deitar em lencois lavados
o cheiro da terra molhada
o fogo quando crepita
o nascimento dáum filho
a velocidade do vento
os olhos as mãos
o banho quente merecido
as bisnagas dos pintores
uma tela inacabada
o cheiro da hortelã
um sorriso ou uma lágrima
o sono pela manhã...
Emílio
Palavras
palavras soltas tropeçam, vão e voltam
num rodopiar.
Sobrepoem-se umas às outras
num fervilhar,
querendo mostrar qualidades.
São altas, redondas, magras
curtas, simples,
outras aparecem para complicar.
Parem lá minhas meninas
diz mente a organizar.
Entendam-se minhas queridas
ordena coração a namorar.
Coladas e caladas em sintonia
Constroem assim uma poesia.
Emílio Casanova, "Ninguém Compra"
Emílio
Ofício do Verso
Estranho perturbante mesmo, desafiador...
Que me fez pegar num livrinho estreito
de cento e trinta e seis páginas,
relato de uma lição de J.L.Borges sobre esse ofício do verso,
para ocupar meu tempo da barca entre a Ilha da poesia e a Praça XV ?
Saber que temos a mesma idade eu, que agora o leio,
ele que nesse tempo o escreveu.
Como ele eu acredito...poesia é paixão...poesia é prazer...
como eu penso que a minha vida hoje é poesia...
ele escreve a vida é feita de poesia...
E como ele, sei que a poesia salta sobre nós no instante...a qualquer instante.
Que bom Jorge Luís Borges ter-te encontrado numa esquina do tempo
enquanto fazia a travessia lendo tua lição inglesa do verso à poesia...
Coincidência Jorge ? Não !
Já te conhecia.
Emílio Casanova
Manito O Nato
Nas asas da surreal-idade
Lancei-me fora ao vento
Tendo a esquerda o silencio
E à direita mortas verdades...
N'alma lembranças acesas
No olhar o sonho celeste...
Levo no coração agreste
Rumorejante vozerio
À frente, em brilho noturno
Única silenciosa e bela
Reinando sobre o vazio
Sorri-me a estrela-dalva
Emoldurada pela janela
Ao meu convite e da mata
Que do véu negro ela encanta
Ajoelhada diante dela
A noite fica parada...
E o silencio a cantar se levanta
No coaxar, nos silvos e nos pios,
Soltando-se em risos cálidos;
Tudo petrifica o momento
Escondido na vésper azulada...
E eu sem pensamento
Adormeço em sua luz... ao relento.
da cunha manuel
Vácuo
A noite demora a percorrer as pedras
que riem dos afectos e dos olhos
e não se pode confiar no vento
A manhã a gritar por socorro
nos montes desertos
As mãos encobrem a demora
crispadas no longe que fala
do mar e das ondas
Antes tudo a prendia ao amanhã
que se escondeu nas sombras
e fez rabiscos na tarde que prende
o hoje desmaiado na areia
que ninguém pode salvar
Foi ontem outra vez manhã
e a tarde não te deixou prender
ao azul misturado com vento
Não me ouves?
Eu disse que podia agarrar-te com a tarde
mas a noite demorou a percorrer as pedras.
Luís F. Simões
Canto Com CorPo
não me traz o brilho anunciado
hoje os pássaros que silvam
não me calam o silêncio...
afasto-me
nos segundos em que repouso
num corpo inundado de insónias
estranho à lucidez
devoro o imaginário
desço ao limite da imensidão
no vagar que se desmorona
batem-me à porta dizendo:
tinha um corpo
que evocava instante a instante
a beleza incerta por desvendar
tinha um corpo
que se derretia
no enorme engano que é o teu desejo
frenético
tracei um caminho ocasional
no qual prossigo por dentro
hoje
pernoito comigo mesmo
num contínuo alucinar murmurante
hoje
sempre que posso saio
para ter o prazer de voltar
porque hoje, tenho um corpo
cuja forma é disforme
por entre nocturnos dispersos,
tenho um corpo
um precipício
uma euforia imensurável
um vocabulário por descodificar
Adalto José Sousa
RESOLUÇÃO!
VOCÊ NÃO ME OUVE...
TALVEZ SEJA
POR CHAMÁ-LA BAIXINHO,
MURMURANDO SEU NOME
COM EXTREMO CARINHO...
TALVEZ SEJA
ESSE MEU TERRÍVEL HÁBITO
DE NÃO GRITAR,
NÃO IMPOR,
NEM EXIGIR...
TALVEZ SEJA...
MAS VOU MUDAR:
VOU CLAMAR,
VOU ME ENCHER DE CORAGEM,
VOU ME EXALTAR,
VOU BRADAR O SEU NOME,
BUSCAR FORÇAS
NO MEU PEITO,
E,SE NÃO HOUVER JEITO,
SE VOCÊ NÃO VOLTAR,
SE NÃO FOR ESSA A SOLUÇÃO,
VOU SEGUIR MEU CAMINHO,
DEFINITIVAMENTE SOZINHO...
Cristina Miranda
Borboleta
por dentro...
onde me aconteces.
Antecipo tudo o que vou sentir
cada vez que te penso,
como se fizesse um rol
do que devo guardar,
por me ser tão raro
o horizonte do teu rosto,
o reflexo no meu.
Apetece-me entrar pela janela do teu corpo.
Apetece-me parar em cada um dos teus lugares.
Apetece-me até que te demores
para que me apeteça ainda mais dizer-te
como me apetece tanto
a pressa que tenho de ti.
ronaldo fontoura
TAÇAS
Sacias, com as taças de teus seios,
O amor que não é deste planeta:
É das nebulosas de outros universos,
É de estrelas de outras galáxias.
Fala uma língua que enlouqueceu
Intérpretes condenados às fogueiras.
Hoje, florestas noturnas exalam
Teus aromas que são só meus.
As sombras da lua revelam
Contornos de faces ocultas,
Nas embaçadas vidraças.
Desenhos de cipós e tramas,
Soterrando tuas mãos de seda,
Em muralhas construídas
Com as rochas de nossos vulcões.
Alexandre Rama
DESTRUIDORES DE SONHOS
coisas que toca, mas só as coisas que lhe convém, pois se necessário for, destroem tudo, passam por cima de tudo e todos, só para ter o gosto de dizerem – não na frente de todos é claro – pois tem um lado social a zelar, mas escondido, camuflado... “Eu disse que não daria certo! Se tivesse me ouvido.” Mas no fundo eles alimentaram um desejo mórbido de satisfação pela queda do
outro.
Mas destruidores de sonhos tem um ponto cego a ser combatido, algo que o enfraquece e os destrói que é a confiança... E é essa a palavra que deixa e coloca medo nos destruidores de sonhos, pois a única coisa que os destruidores de sonhos não são é confiantes em si mesmo. Eles são limitadíssimos em acreditar, justamente porque acreditar tem um significado de construção/esperança e como eles são desenvolvidos para destruir são desprovidos dessa palavra e sentimento. Mas você pode se perguntar em um dado momento se esses destruidores de sonhos podem adquirir à habilidade de acreditar?! Talvez sim, talvez não. Mas só sei que devemos tomar cuido, pois, deixamos essas coisas entrarem a qualquer instante em nossos sonhos e com a alegria do momento eles se camuflam, passam e se alojam, esperando o momento de falharmos e, assim, ruir com os nossos sonhos.
São assim que agem os destruidores de sonhos.
O POETA DE MEIA-TIGELA
CAMICASE
é que estou em combate também contra
mim. Se trago a ofensa já na ponta
da língua é que conheço os desaforos
tantas vezes cravados em meu corpo.
Se tenho engatilhada a arma que aponta
tonta para inimigos cuja conta
perdi é que também caio em desgosto
comigo. Se desdenho do ser ou
não-ser das coisas tanto se dá por-
que não concebo meu próprio sentido.
Se do mundo aparento gostar pou-
co jamais requestando seu favor
é que não finjo. Vou: limpo, despido.
o2-o3.11.99
Glória Salles
Minha insanidade…
A sensação é que todos dormem menos eu.
Entretanto, aprecio a noite, horas únicas.
E peregrino por este mundo inventado, só meu...
Não são raras às vezes em que me arrasto.
Descortinando meus anseios mais febris.
Feito ostra, dentro da solidão, me basto.
E consigo me ver, nestes personagens sutis.
Os mistérios e receios que aqui habitam.
Mostram-me dúbia, num momento, recatada.
Porem os vários personagens se revezam.
Fazendo vir à tona, a fêmea despudorada...
Pelo inabitado de mim, essa vagueia nua.
E mergulha no sonho, de sem pudores, ser tua...
Glória Salles
18 junho 2010
01h23min
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