Lista de Poemas
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fernanda_xerez
DEUS É CONTIGO!

Tive um sonho lindo e abençoado,
____ eu orava por ti;
Mais um fronte esta semana,
____ segue confiante;;
Então, sê forte e corajoso,
____ nada temas;
Agindo Deus, quem impedirá?
____ cada batalha vencida;
Devemos louvar e glorificar a Deus,
____ não desanimes;
Em Jesus somos mais que vencedores,
____ Deus é forte e poderoso;
E, amorosamente, cuida dos seus,
____ não cesso de orar;
Enfrenta, com galhardia, mais esta batalha,
____ Deus é contigo!
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2
Frederico de Castro
Alma exilada

No topo do mundo aprisionei a brisa
Matutina dentro de um incabível silêncio
Desalinhando os lençóis do tempo melodiosamente
Requintado...apaixonadamente sublimado
Entreabrem-se famintos os desejos mais demolidores
Plantando um estéril gomo de luz amarrotado e redentor
Entre as brumas de uma solitária madrugada nascendo acolhedora
Neste momento tão patriótico, absoluto...delator
Viajando pelo cosmos de todas as existências adentro o
Universo quântico dos meus silêncios predominantes
Esvaindo-se no exorbitante eco genitor e estonteante onde
Por fim alimento o pecúlio de desejos orbitando-te assim tão ofegante
Ficou como fado toda esta nostalgia vibrante porque
Assim acato os beijos castos que reivindico nesta transfusão
De alegria expectante e minuciosa drenando cada citação
Que escrevinho nestes versos incandescentes balindo em reclusão
A noite nos seus espasmos ternos e soturnos agoniza agora
Ante uma madrugada serena exalando esparsos perfumes
Que vagueiam pelo degredo de minh'alma exilada...deflorada
Modulando a orquestra de tantas paixões inquietantes e revigoradas
Por fim retive este pluvioso tempo que chuvisca em torrenciais
Lamentos escorados à beira do simiesco sonho escançado, exíguo
Bebericado com fervor quase mendicante e acirrado saudando a
Roçagante madrugada que expira delapidada, resfolgando...consolidada
Frederico de Castro
1 564
2
1
ania_lepp
Despetalar...(soneto)
Se o tempo não fosse meu próprio algoz,
Se não seguisse esse infeliz roteiro
De seguir em frente, inclemente, atroz,
Despetalando em mim, o que fora inteiro...
Não fosse o tempo, esse louco vendaval
Que tudo leva, deixando só o declínio
Dos sonhos , hoje amarga dor, abissal,
Há muito, guardados, em secreto escrínio...
Se fosse o tempo, brisa, não temporal,
Só áureos ventos em tranquilas veredas
Que afagasse como plumas e sedas...
Não haveria esse medo descomunal
O que está por vir, não me afligiria mais
Esse despetalar, não sentiria, jamais...
(ania)
(Ouvindo Sad And Lonely Blues)
https://www.youtube.com/watch?v=RN6JZPul7Zw
Se não seguisse esse infeliz roteiro
De seguir em frente, inclemente, atroz,
Despetalando em mim, o que fora inteiro...
Não fosse o tempo, esse louco vendaval
Que tudo leva, deixando só o declínio
Dos sonhos , hoje amarga dor, abissal,
Há muito, guardados, em secreto escrínio...
Se fosse o tempo, brisa, não temporal,
Só áureos ventos em tranquilas veredas
Que afagasse como plumas e sedas...
Não haveria esse medo descomunal
O que está por vir, não me afligiria mais
Esse despetalar, não sentiria, jamais...
(ania)
(Ouvindo Sad And Lonely Blues)
https://www.youtube.com/watch?v=RN6JZPul7Zw
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2
3
ania_lepp
Eu e o espelho...(soneto)
Ao me ver no espelho refletida,
Não encontro minha face de outrora,
Só mostra essa tristeza bandida,
E um cansaço que nos olhos, aflora...
Não vejo mais sentido na vida
Hoje, só solidão em mim, ancora
Pela ação do tempo, fui agredida,
Sigo sem rumo, só, estrada afora...
Eu não fui sempre assim, até sorria
Fazia versos, esbanjava alegria
Não tinha medo de no espelho olhar...
Hoje, tão triste, não sinto a magia
Nem o mesmo o encanto que antes sentia
Ao no espelho, minha face, mirar...
(ania)
Não encontro minha face de outrora,
Só mostra essa tristeza bandida,
E um cansaço que nos olhos, aflora...
Não vejo mais sentido na vida
Hoje, só solidão em mim, ancora
Pela ação do tempo, fui agredida,
Sigo sem rumo, só, estrada afora...
Eu não fui sempre assim, até sorria
Fazia versos, esbanjava alegria
Não tinha medo de no espelho olhar...
Hoje, tão triste, não sinto a magia
Nem o mesmo o encanto que antes sentia
Ao no espelho, minha face, mirar...
(ania)
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Frederico de Castro
Quando tu não estás...

Esqueci toda a razão dos mistérios do tempo
Quando decorei a alma com infinitos prazeres
Engordando o volume da minha solidão
Subi ao firmamento dos teus céus fraternais
Desci pelas montanhas do teu ventre feito socalco
Do silêncio crepitando num frémito desejo excepcional
Vivo da saudade que se regenera minuto a minuto comprimindo
Abruptamente nossos sonhos num dócil arpejo que orquestro ao
Raiar de mais um dia saudando a luz grácil e integral
Deixei os páteos da solidão entreabertos à memória que cintila em
Cada via láctea desta rima sem qualquer escapatória agasalhando todo
O clamor de tantas, muitas lusíadas palavras sempre conciliatórias
Entre os quadris na noite some o tempo repleto de gemidos tão propiciatórios,
Polindo os cantos à solidão vestida de tristeza pranto e comoção, consumindo
Toda a luz obcecada pelo topless da madrugada chegando indisciplinada e atrevida
É tempo de mastigar devagarinho cada estrofe onde se avoluma
Com perícia este impregnante lirismo que clono no altar das minhas aflições
Intrínseco momento engravidando aquele despencado sorriso de ternas afeições
A palpitar ficou depois a esperança ardendo em preces de perseverança
Crença em que finalmente padeço mais satisfeito, pois a fé agora ruge
E urge residindo lá no cume de todas as bem-aventuranças
E enquanto escuto o silêncio do espirito brando e gentil subo até ao
Último degrau deste exilio sempre abençoado e altruísta encerrando de vez
O órfão sonho que sedentário retoco florindo eternamente mais totalitário
Frederico de Castro
1 702
2
beneditocglimadonquixotepant
IMAGINAÇÃO
Ás vezes a imaginação
Leva o sonhador a viajar
Pelo universo
Adverso do existir
E nas ruas vazias do seu sofrimento
Vai desenhando o desejo
De ser mais feliz
Gravando no espaço do pensamento
A melodia
A incerteza
A verdade
E o pesadelo de acordar.
A vida se desfaz
O passado é revirado
O futuro um ponto incerto
Todavia a imaginação
Faz com que o Poeta acorde feliz.
Leva o sonhador a viajar
Pelo universo
Adverso do existir
E nas ruas vazias do seu sofrimento
Vai desenhando o desejo
De ser mais feliz
Gravando no espaço do pensamento
A melodia
A incerteza
A verdade
E o pesadelo de acordar.
A vida se desfaz
O passado é revirado
O futuro um ponto incerto
Todavia a imaginação
Faz com que o Poeta acorde feliz.
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fernanda_xerez
ANJO DA NOITE

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2
ania_lepp
Se pudesse partir...(soneto)
Se pudesse partir, seria agora,
nessas horas mortas e infelizes
em que a mágoa meu peito devora,
esculpindo rastros e cicatrizes...
Se pudesse, partiria nessa hora
em que a lua nas nuvens se esconde
e o mar em sussurros me responde,
horas mortas...hora de ir embora...
Se pudesse, sem despedidas iria,
sem pesar, sem aflição, só sumiria
sem te levar no meu pensamento...
E nessa hora, aos céus, eu pediria
prá te esquecer...com fervor, rogaria
ao cruzar a derradeira e última porta...
(ania)
(Ouvindo Requiem For A Dream - Kate Chruscicka)
https://www.youtube.com/watch?v=i90OgYzB21g
nessas horas mortas e infelizes
em que a mágoa meu peito devora,
esculpindo rastros e cicatrizes...
Se pudesse, partiria nessa hora
em que a lua nas nuvens se esconde
e o mar em sussurros me responde,
horas mortas...hora de ir embora...
Se pudesse, sem despedidas iria,
sem pesar, sem aflição, só sumiria
sem te levar no meu pensamento...
E nessa hora, aos céus, eu pediria
prá te esquecer...com fervor, rogaria
ao cruzar a derradeira e última porta...
(ania)
(Ouvindo Requiem For A Dream - Kate Chruscicka)
https://www.youtube.com/watch?v=i90OgYzB21g
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1
Mateus
Conjunções
É, esse é o problema do eu te amo, ele sempre vem acompanhado de um mas, ou de um porém.
É difícil eu me acalmar agora,
Por que é tão difícil alguém me amar sem ir embora?
É, esse é o problema de um novo começo,
Ele sempre vem acompanhado de um fim.
É difícil eu não chorar agora.
Por que é tão difícil alguém me amar sem ir embora?
É, esse é o problema do fim, ele sempre chega.
E junto do eu te amo, o ele trás um no entanto.
É, esse é o problema de quem diz que nunca vai embora, elas sempre vão.
O tempo é inimigo do amor,
pois esse sempre o leva embora
É difícil eu me acalmar agora,
Por que é tão difícil alguém me amar sem ir embora?
É, esse é o problema de um novo começo,
Ele sempre vem acompanhado de um fim.
É difícil eu não chorar agora.
Por que é tão difícil alguém me amar sem ir embora?
É, esse é o problema do fim, ele sempre chega.
E junto do eu te amo, o ele trás um no entanto.
É, esse é o problema de quem diz que nunca vai embora, elas sempre vão.
O tempo é inimigo do amor,
pois esse sempre o leva embora
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2
2
Mtlago
O calor que nos aquece
Mãe!
é a prece mais bonita
Que a boca pode dizer
Mãe!
é o amor que nos aquece
Antes de nos conhecer
é a prece mais bonita
Que a boca pode dizer
Mãe!
é o amor que nos aquece
Antes de nos conhecer
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Frederico de Castro
Por este Outono passageiro...

Enfrentei milhentas paragens por esse mundo
Sorvi do tempo cada lembrança capitulando
Deixei o silêncio sem rédeas...cabriolando
Até que lá do alto do trapézio da minha solidão
Se dissipe o Outono passageiro...feliz cantarolando
Pousou a luz mansamente no peitoril da noite
Despindo cada olhar recíproco embebedando o
Cliché de saudades...matriz dos meus estampados sonhos
Inalando todos os perfumes que de ti instilo tão repimpados
Embebedou-se a noitinha num estilhaço de luz elegante
Emancipou-se logrando destes beijos uma vénia de desejos
Trajando meu casto silêncio tão mutilado...tão usurpado
Deixemos que o estafeta do amor entregue seu testemunho àqueles
Entes apaixonados, respirando um tenro e subtil momento de prazer
Agora e sempre mais e mais abnegado
Frederico de Castro
1 686
2
1
ania_lepp
Na face, o disfarce...(soneto)
Nem sei mais se é ou não fingimento
esse meu jeito de que tudo está bem,
esse disfarce no rosto de desdém,
ou se é a morte dos meus sentimentos...
Já nem sei mais desse meu abstraimento,
dessas máscaras e farsas que vão além,
lançando esse marasmo em detrimento
dos sonhos que em mim, eram acalento...
Sonhos tantos, ternurento aconchego
que me enlaçavam, envolviam em magia,
trazendo para o meu mundo a alegria...
Hoje fantasias mortas, só, eu navego,
na face, o disfarce da real acinesia,
no coração, o funeral do que era poesia...
(ania)
esse meu jeito de que tudo está bem,
esse disfarce no rosto de desdém,
ou se é a morte dos meus sentimentos...
Já nem sei mais desse meu abstraimento,
dessas máscaras e farsas que vão além,
lançando esse marasmo em detrimento
dos sonhos que em mim, eram acalento...
Sonhos tantos, ternurento aconchego
que me enlaçavam, envolviam em magia,
trazendo para o meu mundo a alegria...
Hoje fantasias mortas, só, eu navego,
na face, o disfarce da real acinesia,
no coração, o funeral do que era poesia...
(ania)
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2
ania_lepp
Tu estás em mim...
Tu estás em mim,
como o sol nos dias mais brilhantes,
como os pássaros no céu azul,
como as flores na primavera,
como as águas nas fontes murmurantes...
Tu estás em mim,
como a lua na noite dos enamorados,
como as estrelas no firmamento,
como a brisa na tarde dourada,
como a magia nos sonhos dos apaixonados...
Tu estás em mim,
como a penumbra no meu quarto instalada,
como a rima nos versos do poeta,
como a música na alma do cantor,
como o perfume na flor mais delicada...
Tu estás em mim
para sempre
no meu coração,
tatuado...
(ania)
(Ouvindo Secret Love)
https://www.youtube.com/watch?v=VF4cVKdgBV4
como o sol nos dias mais brilhantes,
como os pássaros no céu azul,
como as flores na primavera,
como as águas nas fontes murmurantes...
Tu estás em mim,
como a lua na noite dos enamorados,
como as estrelas no firmamento,
como a brisa na tarde dourada,
como a magia nos sonhos dos apaixonados...
Tu estás em mim,
como a penumbra no meu quarto instalada,
como a rima nos versos do poeta,
como a música na alma do cantor,
como o perfume na flor mais delicada...
Tu estás em mim
para sempre
no meu coração,
tatuado...
(ania)
(Ouvindo Secret Love)
https://www.youtube.com/watch?v=VF4cVKdgBV4
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1
Moacir Luís Araldi
Rotina
Sonho se escreve desejo
Desejo se escreve vontade
Angústia se escreve nó
Esperanças se escreve pó
Ânsia se escreve chocolate
Certezas se escreve talvez
Verdades se escreve dureza
Ternura se escreve amor.
Medo se escreve insegurança
Solidão se escreve tristeza
Estou bem se escreve - deixa prá lá.
Infância se escreve distante
Criança se escreve doçura
Conta nova se escreve dívida
Busca se escreve tentativa.
Natureza se escreve em extinção
Eterno se escreve "até onde der"
Sólido se escreve derrama
Poesia se escreve...
Em versos.
Desejo se escreve vontade
Angústia se escreve nó
Esperanças se escreve pó
Ânsia se escreve chocolate
Certezas se escreve talvez
Verdades se escreve dureza
Ternura se escreve amor.
Medo se escreve insegurança
Solidão se escreve tristeza
Estou bem se escreve - deixa prá lá.
Infância se escreve distante
Criança se escreve doçura
Conta nova se escreve dívida
Busca se escreve tentativa.
Natureza se escreve em extinção
Eterno se escreve "até onde der"
Sólido se escreve derrama
Poesia se escreve...
Em versos.
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2
ania_lepp
Ausência...
...e o tempo se esvai
como areia ao vento,
como espumas no mar...
...e as lágrimas escorrem
pela face marcada
pelo desamor...
...e a distância do teu olhar
anoitece saudades,
parindo solidão e dor...
...e a tua ausência
é presença constante em mim...
(ania)
(Ouvindo Loneliness - Only Piano)
https://www.youtube.com/watch?v=vohFxJ982Ic
como areia ao vento,
como espumas no mar...
...e as lágrimas escorrem
pela face marcada
pelo desamor...
...e a distância do teu olhar
anoitece saudades,
parindo solidão e dor...
...e a tua ausência
é presença constante em mim...
(ania)
(Ouvindo Loneliness - Only Piano)
https://www.youtube.com/watch?v=vohFxJ982Ic
553
2
1
um-poeta-qualquer
Girassol Mortificado
Nos dias radiantes,
o astro rei tu refletias.
Até mesmo nas manhãs mais excruciantes,
de melancolia não padecias.
Brilhavas livremente,
sem que a teu brilho pudessem impedir.
De cor viva eras tu,
tão viva que os fazia sorrir.
Até que então veio a tormenta,
e de cor escura
o teu céu cobriu.
Logo, começaste a ficar gélido, pálido;
e então... finalmente...
tornaras-te mortificado.
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
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2
sanjamacedonia
ojos con un color de café
Una nube cayó en el viñedo
un hombre se habló a sí mismo
las colinas olían a fuego,
y los habitantes de la aldea vecina
Nos robaron nuestro sol.
Había cuatro tazas delante de mí
todo lo que he estado vaciando,
demasiado por un día
demasiado poco para una persona,
por lo tanto tengo ojos con un color de café.
un hombre se habló a sí mismo
las colinas olían a fuego,
y los habitantes de la aldea vecina
Nos robaron nuestro sol.
Había cuatro tazas delante de mí
todo lo que he estado vaciando,
demasiado por un día
demasiado poco para una persona,
por lo tanto tengo ojos con un color de café.
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2
1
pauloafonsobarros_57
Ainda sou...
Hoje, lentamente, ao buscar entender
que acordava para mais um dia,
primeiro tentei saber se apenas sonhava ou,
se fato,
ainda existia,
ainda existia,
demorados segundos de torpor,
em suspensão,
entre ter sido e ainda ser,
entre ter sido e ainda ser,
percebo que sou,
logo agora que já concebia sido ser,
amanhã,
se outro dia,
se outro dia,
vida nova se faça,
com tudo aquilo de que preciso,
com tudo aquilo de que preciso,
pouco,
e com mansidão...
e com mansidão...
282
2
1
Maria Antonieta Matos
SORRISOS DÃO-SE…!
Oh! Ninguém compra um sorriso...!
Dá-se livre e espontânea vontade,
Com a emoção que o instante invade,
Espraia o olhar enérgico, tão vivo...!
Ah! Quão meu peito gritava de alegria,
Se esse sorriso rasgado um dia viesse,
Embora sabendo que isso, não quisesse,
Confortava o espírito que avesso morria.
Esse sorriso, que é deleite, que enfeitiça,
Que entoa a paz no mais triste coração,
E irradia o sol no rosto, que outro, cobiça.
Sonho dos mágicos, abertos sorrisos,
A fortuna da vida, que se tem à mão,
Sorrisos dão-se...! Sempre que precisos!
Maria Antonieta Matos, 10-10-2017
Dá-se livre e espontânea vontade,
Com a emoção que o instante invade,
Espraia o olhar enérgico, tão vivo...!
Ah! Quão meu peito gritava de alegria,
Se esse sorriso rasgado um dia viesse,
Embora sabendo que isso, não quisesse,
Confortava o espírito que avesso morria.
Esse sorriso, que é deleite, que enfeitiça,
Que entoa a paz no mais triste coração,
E irradia o sol no rosto, que outro, cobiça.
Sonho dos mágicos, abertos sorrisos,
A fortuna da vida, que se tem à mão,
Sorrisos dão-se...! Sempre que precisos!
Maria Antonieta Matos, 10-10-2017
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2
1
ania_lepp
Saudade...(soneto)
O sol, na morna tarde, vai se pondo,
Aos poucos, no horizonte, sumindo,
A noite chega, vai se impondo,
Esconde o dia, com seu manto, cobrindo...
A lua aponta, sua beleza, expondo,
As estrelas, aos poucos, vem surgindo,
Tagarelas, vão no céu, se dispondo,
E os pirilampos, acordam, luzindo...
Pela janela, assisto, solitária,
A melancolia chega e me abraça,
O pranto assoma, o olhar, embaça...
A vida é assim, nem sempre solidária,
Não apaga a dor que o peito, amordaça
Nem a saudade que ainda, faz pirraça...
(ania)
Aos poucos, no horizonte, sumindo,
A noite chega, vai se impondo,
Esconde o dia, com seu manto, cobrindo...
A lua aponta, sua beleza, expondo,
As estrelas, aos poucos, vem surgindo,
Tagarelas, vão no céu, se dispondo,
E os pirilampos, acordam, luzindo...
Pela janela, assisto, solitária,
A melancolia chega e me abraça,
O pranto assoma, o olhar, embaça...
A vida é assim, nem sempre solidária,
Não apaga a dor que o peito, amordaça
Nem a saudade que ainda, faz pirraça...
(ania)
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2
ania_lepp
Sem alarde...(soneto)
Passos quietos, sem alarde, sigo
pelo caminho, aturdida sem norte,
fragilizada, já não sou tão forte
hoje, cansada, em busca de um abrigo...
Não sei prá onde vou, nem se consigo
chegar até onde a saudade não aporte
qualquer canto, um lugar que me conforte
onde eu fique em paz, de bem comigo...
Um lugar onde eu possa chorar calada
tentando esconder, disfarçar a dor
o sofrimento camuflar...não me expor...
Passos quietos, a esmo, pela estrada
coração e alma doridos, em torpor
buscando, de um abraço amigo, o calor...
(ania)
(Ouvindo Heidi Elva - The Heart Is A Lonely Hunter)
https://youtu.be/tYjKKPZ81kc
pelo caminho, aturdida sem norte,
fragilizada, já não sou tão forte
hoje, cansada, em busca de um abrigo...
Não sei prá onde vou, nem se consigo
chegar até onde a saudade não aporte
qualquer canto, um lugar que me conforte
onde eu fique em paz, de bem comigo...
Um lugar onde eu possa chorar calada
tentando esconder, disfarçar a dor
o sofrimento camuflar...não me expor...
Passos quietos, a esmo, pela estrada
coração e alma doridos, em torpor
buscando, de um abraço amigo, o calor...
(ania)
(Ouvindo Heidi Elva - The Heart Is A Lonely Hunter)
https://youtu.be/tYjKKPZ81kc
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2
ania_lepp
Pedra e flor...
...e quando eu, prá ti, quis ser flor,
exalando sorrisos e aromas
nas lânguidas tardes primaveris,
me acenaste partida,
te fizeste caminho sem fim...
...e eu, em solidões e cansaços,
me fiz pedra ao longo da estrada
só prá ti ver passar...
Pedra, quando eu só queria ser flor,
e em amor florir,
e em amor te envolver,
e de amor me entregar...
(ania)
(Ouvindo Speak To Me - Amy Lee)
https://www.youtube.com/watch?v=QpWoxV5ERaQ)
exalando sorrisos e aromas
nas lânguidas tardes primaveris,
me acenaste partida,
te fizeste caminho sem fim...
...e eu, em solidões e cansaços,
me fiz pedra ao longo da estrada
só prá ti ver passar...
Pedra, quando eu só queria ser flor,
e em amor florir,
e em amor te envolver,
e de amor me entregar...
(ania)
(Ouvindo Speak To Me - Amy Lee)
https://www.youtube.com/watch?v=QpWoxV5ERaQ)
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beneditocglimadonquixotepant
SOU DON QUIXOTE PANTANEIRO
Sou Don Quixote Pantaneiro
Correndo atras dos Moinhos de Vento
Despejando os meus Sonhos na Taça da Ilusão
E acordando na Boca da Aurora
Enquanto
O verdejante cenário
Se encaracola no riso do jacaré de Papo Amarelo
Que se espreguiça
No colo da praia
Mãe carinhosa
Guardiã da bela manhã.
Sou Don Quixote Pantaneiro!
Correndo atras dos Moinhos de Vento
Despejando os meus Sonhos na Taça da Ilusão
E acordando na Boca da Aurora
Enquanto
O verdejante cenário
Se encaracola no riso do jacaré de Papo Amarelo
Que se espreguiça
No colo da praia
Mãe carinhosa
Guardiã da bela manhã.
Sou Don Quixote Pantaneiro!
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Mercia Pessôa
Aos olhos de Teresa
Meus olhos se enchem de lágrimas
Tudo se turva em recusas escuras
Mário de Andrade
Em verdade
Tu nada disseste. Apenas
Adeus, numa atonia sem Deus. Em silêncio
Saías, depois de beijos de lua cheia. Quando
Era dia e quase tudo precipitava-se pela monotonia
Do adeus, tão desprovido de paisagem
Ele tende a ser ardente, mas está fadado a ser breve
E logo eu, que jamais concebera uma alegoria
Assim, já numa urgência de mim
Por três vezes, adeus respondi
619
2
1
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