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Himeros
Versejador
Eu sei que não sou poeta
Mas gosto de versejar,
Gosto de arrumar palavras
E assim o tempo passar...
Sou como tu, natureza
No teu constante fluir,
Somos o tudo e o nada
Ontem, hoje, e o que há-de vir...
Nesta, ou noutra qualquer,
Somos forma intemporal,
Agora somos assim
Amanhã seremos tal....
Um tal que não entendemos
Nem sabemos explicar,
Somos sujeito e verbo
Somos amor e amar...
Hoje seremos só sonho
Mas sempre especulação,
Nós somos só natureza
Em constante evolução...
Somos barro, somos artista,
Somos tela, tinta e pintor
Somos poeta e palavra
Somos alegria e dor...
Não somos princípio nem fim
Nem tão pouco solução,
Não nascemos, não morremos
Somos arte em confusão.
Não sou poeta bem sei,
Poeta não escreve assim,
Sou simples versejador
Muito pior que ruim...
Himeros
Himeros
1 224
2
sinkommon
Consenso(no)
Chega o sono falso.
Suspenso, é um balão.
Desliza, cobra, sorri,
pelo preto corrimão.
Abre-me as hastes,
flores flamejantes,
que brilhem ao sol
como elefantes.
Se vou e não fico,
não quero, é aqui.
E não sabes se vi
o lance levante.
Nas escadas da loucura
olhamos à frente e, e...
E quê?
Eu porque não olhei não vi,
a fogueira azul escura.
Se a vontade me chegasse,
se a vontade me levasse.
Ah, a cobra murmura,
no fundo
da escada escura.
Escrito a 20/06/2018
Suspenso, é um balão.
Desliza, cobra, sorri,
pelo preto corrimão.
Abre-me as hastes,
flores flamejantes,
que brilhem ao sol
como elefantes.
Se vou e não fico,
não quero, é aqui.
E não sabes se vi
o lance levante.
Nas escadas da loucura
olhamos à frente e, e...
E quê?
Eu porque não olhei não vi,
a fogueira azul escura.
Se a vontade me chegasse,
se a vontade me levasse.
Ah, a cobra murmura,
no fundo
da escada escura.
Escrito a 20/06/2018
612
2
kika_r
Será amor?
Será amor?
Pessoas sofrem por amorO amor que nada faz
Em que num momento sentes calor
E noutro tanto faz
Vida sem amor
Vida sem paixao
Se é para viver assim
Preparem o meu caixão
Dizem que o amor e cego
E se calhar ate tem razao
Algumas por culpa do ego
Outras por culpa do coração
Eu bem podia tentar,tentar controlar
Mas ja nao havia nada a fazer
E com esse teu olhar
Nao me consegui conter
Mas conter para quê
Se e o que sinto
Mas ainda nao percebo o porquê
Deste labirinto
Labirinto este que é o amor
Umas vezes com tanta cor
Outras incolor
Que mais parece um favor
E por isso nao me queria apaixonar
Mas aparececeste tu para me torturar
Ja nao sei o que fazer
Ja nao sei o que pensar
Sera amor?ou ira passar
162
2
sinkommon
O que restará
Língua empapada de sangue.
Pedaços de limos pestilentos,
esquecidos nos ouvidos
sonolentos.
Imagens usadas como balas,
uma baleia rodopia,
num deserto encharcado,
em carne esquecida nas valas.
Se dela escorrem os sangues,
de vozes silenciadas,
apagadas e agora exangues,
dela correm também
palavras de afecto
tão puro, tão discreto.
Oprimido por ladaínhas
odiosas como espinhas
dos sonhos o mais desperto.
Resiste,
resiste ainda.
Resiste ainda o amor.
Resiste ainda o amor.
Escrito a 23/10/2017
Pedaços de limos pestilentos,
esquecidos nos ouvidos
sonolentos.
Imagens usadas como balas,
uma baleia rodopia,
num deserto encharcado,
em carne esquecida nas valas.
Se dela escorrem os sangues,
de vozes silenciadas,
apagadas e agora exangues,
dela correm também
palavras de afecto
tão puro, tão discreto.
Oprimido por ladaínhas
odiosas como espinhas
dos sonhos o mais desperto.
Resiste,
resiste ainda.
Resiste ainda o amor.
Resiste ainda o amor.
Escrito a 23/10/2017
605
2
alice24
Apenas palavras.
As palavras apenas veem a minha mente.
Não sei explicar o que escrevo, mas posso dizer que escrevo o que sei.
Não escrevo mentiras para satisfazer as pessoas.
Escrevo para tirar o que sinto do peito.
Se as pessoas gostam?
Não sei
se se reconhecem em algo que escrevo, tenho pena delas.
Devem ser mais confusas do que imaginam.
-Alice-
320
2
sinkommon
Mãos
Esfacela-me as faces, devagar.
Pétalas de mãos macias de magnólias,
purpúreas e pálidas de cheiro aleivoso.
Alto está o céu áspero e estrondoso.
Árvores abrem-se. Breves. Em tremores.
As cicatrizes cinzentas, os tambores,
rufando sem alento porque as mãos
são purpúreas e pálidas e pontes.
Voz vaga e longe daqui
e nas faces que esfacelaste,
porque de raiva assim to pedi,
os teus dedos meus usaste.
É longe, o mar é vasto.
As águas movem-se e vão.
Deixam-nos, sem dó, a léguas.
E não há perdão.
Escrito a 21/06/2018
Pétalas de mãos macias de magnólias,
purpúreas e pálidas de cheiro aleivoso.
Alto está o céu áspero e estrondoso.
Árvores abrem-se. Breves. Em tremores.
As cicatrizes cinzentas, os tambores,
rufando sem alento porque as mãos
são purpúreas e pálidas e pontes.
Voz vaga e longe daqui
e nas faces que esfacelaste,
porque de raiva assim to pedi,
os teus dedos meus usaste.
É longe, o mar é vasto.
As águas movem-se e vão.
Deixam-nos, sem dó, a léguas.
E não há perdão.
Escrito a 21/06/2018
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2
Jorge Santos (namastibet)
Je ne dis rien, tu m'écoutes

Somente à poesia é que se aplica
A convenção mnemónica de amar sem volta.
Como qualquer fenómeno meteorológico,
Pra ser compreendido, há que ser estudado,
"Je ne dis rien, tu m'écoutes" é o axioma
De ser poeta e eu não consigo alterá-lo,
Mas isso não me explica, nada se explica
Sem ser tocado, somente me reconheces,
Eu não creio em nada, qualquer coisa amo,
Um relógio é uma mesa, igual a beleza
Dos ramos de uma mesma giesta, tudo
Será esquecido ou apenas eu record'o passado,
Pra ser compreendido há que ser estudado,
Ramos buscam ramos, que seja eu esgalhos
D'abeto gigante, nada indica que sim, nada se
Deve achar, a dúvida é em si mesmo um fim,
Somente à poesia é que se aplica, ao agnostico
O tampo da mesa e ao agiota o tempo
Que se retira a quem se for, mesmo a mim...
Sou conduzido por acidente a um sonho
Sem cura, culpa da memória que divide
Os erros entre mim e eu infiel, infiéis os líricos,
É a maneira de dizerem o que pensam,
Sem largarem das mãos o céu, só meu,
Sou eu ..."Je ne dis rien, tu m'écoutes"
Jorge Santos (05/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
353
2
pauloferraz
Por Falar em Amor
Queria te dizer coisas banais,
Tudo aquilo que dizem para as belas mulheres.
Queria te ouvir me dizer frases garbosas,
Tudo aquilo que dizem para os artistas de novelas.
Todos os caprichos que as estrelas têm nos lábios,
Tantas loucuras e fantasias
Todas são tão vazias.
Você nada me disse,
Você não era simplesmente mulher...
Era uma forma de expressão do próprio amor,
Era a complexidade linda de uma flor.
Você era a arte pacífica da natureza
Se refugiando no acalanto íntimo do seu vazio,
Diante da selva atemorizante dos homens,
Numa fuga incompreensível buscando sufocar a agonia.
A agonia da sensibilidade do seu puro coração.
Você era a filosofia da paz, a lógica da solidão.
A estranha sensação de estar presa em sua própria liberdade.
E por isso...
Nada me disse...
Eu não pude te dizer,
Nem com as palavras mais dramáticas,
Nem com o silêncio mais agudo,
nem com o beijo mais amável,
Nem com o olhar mais profundo,
Eu não pude te dizer...
Talvez na lua ou no céu estrelado,
Ou mesmo nos teus doces sonhos,
Você ouça uma vóz lúcida e grave como um trovão,
Algo assim extremamente misterioso,
Como são os mistérios perdidos do coração.
Talvez no crepúsculo de uma longa tarde,
Ou na calma silenciosa da manhã,
Você ouça eu te dizer.
Ou ainda em qualquer lugar que ouvir falar de amor,
Você ouça eu te dizer...
Tudo aquilo que dizem para as belas mulheres.
Queria te ouvir me dizer frases garbosas,
Tudo aquilo que dizem para os artistas de novelas.
Todos os caprichos que as estrelas têm nos lábios,
Tantas loucuras e fantasias
Todas são tão vazias.
Você nada me disse,
Você não era simplesmente mulher...
Era uma forma de expressão do próprio amor,
Era a complexidade linda de uma flor.
Você era a arte pacífica da natureza
Se refugiando no acalanto íntimo do seu vazio,
Diante da selva atemorizante dos homens,
Numa fuga incompreensível buscando sufocar a agonia.
A agonia da sensibilidade do seu puro coração.
Você era a filosofia da paz, a lógica da solidão.
A estranha sensação de estar presa em sua própria liberdade.
E por isso...
Nada me disse...
Eu não pude te dizer,
Nem com as palavras mais dramáticas,
Nem com o silêncio mais agudo,
nem com o beijo mais amável,
Nem com o olhar mais profundo,
Eu não pude te dizer...
Talvez na lua ou no céu estrelado,
Ou mesmo nos teus doces sonhos,
Você ouça uma vóz lúcida e grave como um trovão,
Algo assim extremamente misterioso,
Como são os mistérios perdidos do coração.
Talvez no crepúsculo de uma longa tarde,
Ou na calma silenciosa da manhã,
Você ouça eu te dizer.
Ou ainda em qualquer lugar que ouvir falar de amor,
Você ouça eu te dizer...
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natalia nuno
pensamento...
"nada é para sempre, mas a gente pode fingir que não sabe disso".............................................................................
assim, desta maneira simples, como se transformássemos a verdade em mentira, ignorando, como se fôssemos crianças correndo em alvoroço sobre dias iluminados recordando a vida em seu ar distante, ou como se hoje fosse o primeiro dia que nos levará à felicidade dos tempos...
natalia nuno
assim, desta maneira simples, como se transformássemos a verdade em mentira, ignorando, como se fôssemos crianças correndo em alvoroço sobre dias iluminados recordando a vida em seu ar distante, ou como se hoje fosse o primeiro dia que nos levará à felicidade dos tempos...
natalia nuno
310
2
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sinkommon
O que pode ser poesia
Se não são de amor,
de paixão e afeição,
de se perder, ardor,
de se dissolver, não,
de se entregar, dor,
de dor de amar em vão...
então,
então não é poesia?
Se cai em abismos
pastosos e sem,
sem sentidos
nem aforismos.
Sem ouvidos,
nem olhos.
Sem bocas
nem inimigos.
Com tocas,
com umbigos
onde não,
onde não liga
um mamífero
bipede que,
que te pede que,
que o abraces,
que o acaricies
e o leves ao mais,
ao mais alto dos,
dos sonhos
então,
então não é poesia?
Se de toques e carícias,
perdidos os sentidos,
de doces e breves malícias,
os dedos ainda tidos,
como que estando,
estando na pele,
e o ritmo acelerando...
E depois um frio
porque se apaga.
A vela come o pavio
e tudo apaga e vai,
e vai sem desaparecer.
Deixa só nas mãos,
nas mãos a vontade,
a saudade,
os dedos para escrever
então,
então é, é poesia?
Mas e se, e se, e se...
e se nos peitos
não acelerados
pelos efeitos,
desses toques e bafejos,
doces, divinos,
mas acelerados
pela ausência,
vazios, perdidos,
desvairados.
Nesses também pulsa
uma febre,
febre incandescente
vulcões explodindo sós!
Sós, sem som, sem sentido.
E esses dedos, esses dedos
buscam,
buscam e buscam
e buscam e buscam!
Nos estilhaços,
pedaços,
pedaços desconexos que juntar
malformados, sempre,
sempre, malformados.
Flores não saudosas
com hastes e dentaduras
esgaçando sorrisos
coloridos
de verdes de esmeraldas
de olhos
e azuis de cerúleo céu
de cabelos
e ao vento, nas espaldas
folhosas
um cinzento, brilhante véu.
Não pode?
Não pode?
Não pode essa também?
Não pode essa também ser?
Não pode essa também ser poesia?
Escrito a 26/06/2018
de paixão e afeição,
de se perder, ardor,
de se dissolver, não,
de se entregar, dor,
de dor de amar em vão...
então,
então não é poesia?
Se cai em abismos
pastosos e sem,
sem sentidos
nem aforismos.
Sem ouvidos,
nem olhos.
Sem bocas
nem inimigos.
Com tocas,
com umbigos
onde não,
onde não liga
um mamífero
bipede que,
que te pede que,
que o abraces,
que o acaricies
e o leves ao mais,
ao mais alto dos,
dos sonhos
então,
então não é poesia?
Se de toques e carícias,
perdidos os sentidos,
de doces e breves malícias,
os dedos ainda tidos,
como que estando,
estando na pele,
e o ritmo acelerando...
E depois um frio
porque se apaga.
A vela come o pavio
e tudo apaga e vai,
e vai sem desaparecer.
Deixa só nas mãos,
nas mãos a vontade,
a saudade,
os dedos para escrever
então,
então é, é poesia?
Mas e se, e se, e se...
e se nos peitos
não acelerados
pelos efeitos,
desses toques e bafejos,
doces, divinos,
mas acelerados
pela ausência,
vazios, perdidos,
desvairados.
Nesses também pulsa
uma febre,
febre incandescente
vulcões explodindo sós!
Sós, sem som, sem sentido.
E esses dedos, esses dedos
buscam,
buscam e buscam
e buscam e buscam!
Nos estilhaços,
pedaços,
pedaços desconexos que juntar
malformados, sempre,
sempre, malformados.
Flores não saudosas
com hastes e dentaduras
esgaçando sorrisos
coloridos
de verdes de esmeraldas
de olhos
e azuis de cerúleo céu
de cabelos
e ao vento, nas espaldas
folhosas
um cinzento, brilhante véu.
Não pode?
Não pode?
Não pode essa também?
Não pode essa também ser?
Não pode essa também ser poesia?
Escrito a 26/06/2018
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2
natalia nuno
quero estreitar-te...
Nos meus braços, quero estreitar-te
Quero persistir nesta loucura
Nunca será demais amar-te
Ter-te cativo nesta ventura.
Aperto-te contra o seio
Não digas nada!
Aperta.-me sem receio.
Antes que chegue a madrugada.
Deixa-me suplicar-te com ardor
Uma carícia ardente
Sobrevivo sem o teu amor
Quero prazer, corre, é urgente!
Quero-te profundamente
O amor nunca foi embora
É água fresca... ainda agora.
A vida é um temporal
Só as palavras me confortam
Deixa-me amar-te,
ainda que pra meu mal.
Estas saudades que me cortam
Num suplício atroz
O tempo tudo tornou frio em nós.
Na minha face estragos a olho nu
Vacilo, tombo p'lo chão
Deixa-me amar-te
Entregar-te meu coração.
Por onde andas tu?
O tempo levou do peito a alegria
Deixou-me em triste inverno
noite fria.
Ingrato amor a quem me dei tanto
Vê as lágrimas choradas!
Em meus olhos sente o pranto
Em águas diluviais paradas.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=193518 © Luso-Poemas
Quero persistir nesta loucura
Nunca será demais amar-te
Ter-te cativo nesta ventura.
Aperto-te contra o seio
Não digas nada!
Aperta.-me sem receio.
Antes que chegue a madrugada.
Deixa-me suplicar-te com ardor
Uma carícia ardente
Sobrevivo sem o teu amor
Quero prazer, corre, é urgente!
Quero-te profundamente
O amor nunca foi embora
É água fresca... ainda agora.
A vida é um temporal
Só as palavras me confortam
Deixa-me amar-te,
ainda que pra meu mal.
Estas saudades que me cortam
Num suplício atroz
O tempo tudo tornou frio em nós.
Na minha face estragos a olho nu
Vacilo, tombo p'lo chão
Deixa-me amar-te
Entregar-te meu coração.
Por onde andas tu?
O tempo levou do peito a alegria
Deixou-me em triste inverno
noite fria.
Ingrato amor a quem me dei tanto
Vê as lágrimas choradas!
Em meus olhos sente o pranto
Em águas diluviais paradas.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=193518 © Luso-Poemas
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2
1
vanusa_percilio
Força do Amar
Com você eu sigo
Vou até mais além
É por você que tanto quero bem
Ensina-me, dias após dias
O que é amor
Nos seus braços, encontrei a paz
Que tem a força capaz
De arrancar qualquer dor
Aprendi a magia do amar
Sem você perderia a graça
Até no meu respirar
Meu peito enche de alegria
Quando em ti, miro o olhar
Eu agradeço por permiti
E contigo dividi
O prazer de amar
Vanusa Percílio
Vou até mais além
É por você que tanto quero bem
Ensina-me, dias após dias
O que é amor
Nos seus braços, encontrei a paz
Que tem a força capaz
De arrancar qualquer dor
Aprendi a magia do amar
Sem você perderia a graça
Até no meu respirar
Meu peito enche de alegria
Quando em ti, miro o olhar
Eu agradeço por permiti
E contigo dividi
O prazer de amar
Vanusa Percílio
1 856
2
Himeros
OS TEUS SEIOS
Não são grandes nem pequenos
Fazem eles minha afeição
Seus biquinhos arrocheados
São divina tentação.
Eu bem que os queria beijar
Para meu gaudio e prazer
Eu bem gostava que fossem
Minha razão de viver.
Pla nesga daquela vidraça
Da janela que aberta deixas
Em cada noite eu os miro
No instante em que te deitas.
De assim ser culpa não tenho
És beleza, sublimação
Caminho para a loucura
É mal sem solução....
Himeros
Himeros
1 150
2
1
natalia nuno
trovas...quem mais jura mais mente
vermelho é o azevinho
ao pé da fonte água pura
não retrocedo caminho
levo a vida com bravura
não calo o pensamento
falo de quem muito amei
é grande este sentimento
o amor que te entreguei.
não me trates com desdém
que meu amor já perdeste
era teu... de mais ninguém
e foi pouco o que me deste!
agora que me não queres
não voltes à minha estrada
amor de esmola se queres
não te posso dar mais nada!
enquanto a ti estive presa
era amor... era paixão...
agora trago a certeza
quero de volta o coração.
esquece lá a tua jura...
quem mais jura mais mente
basta a saudade que tortura
meu coração doidamente...
natalia nuno
rosafogo
quadras de 2001
ao pé da fonte água pura
não retrocedo caminho
levo a vida com bravura
não calo o pensamento
falo de quem muito amei
é grande este sentimento
o amor que te entreguei.
não me trates com desdém
que meu amor já perdeste
era teu... de mais ninguém
e foi pouco o que me deste!
agora que me não queres
não voltes à minha estrada
amor de esmola se queres
não te posso dar mais nada!
enquanto a ti estive presa
era amor... era paixão...
agora trago a certeza
quero de volta o coração.
esquece lá a tua jura...
quem mais jura mais mente
basta a saudade que tortura
meu coração doidamente...
natalia nuno
rosafogo
quadras de 2001
265
2
Cedric Constance
CHOREI POR VOCÊ
Hoje o pensamento voou,
E cismou de pousar em ti.
O tempo apenas mostrou,
Que ainda não te esqueci.
Parece que nada mudou,
Pois você continua presente.
Não aceitei que tudo acabou,
Meu coração ainda te sente.
Como dói sua indiferença,
Nunca mais falou comigo.
Eu ainda vivo sua presença,
Como se estivesse aí contigo.
Chorei mil lágrimas de saudade,
E mesmo assim não é suficiente.
Derramarei uma tempestade,
A cada dia que estás ausente.
- Cedric Constance
E cismou de pousar em ti.
O tempo apenas mostrou,
Que ainda não te esqueci.
Parece que nada mudou,
Pois você continua presente.
Não aceitei que tudo acabou,
Meu coração ainda te sente.
Como dói sua indiferença,
Nunca mais falou comigo.
Eu ainda vivo sua presença,
Como se estivesse aí contigo.
Chorei mil lágrimas de saudade,
E mesmo assim não é suficiente.
Derramarei uma tempestade,
A cada dia que estás ausente.
- Cedric Constance
1 157
2
1
natalia nuno
amor é...
Amor é pássaro leve
fugitivo
Que canta numa acácia florida
Pássaro que não se quer cativo
Voa...voa num vôo obsessivo.
O amor é estrela perdida
no firmamento
É lua amarela, solitária e oca
Água fresca na boca
Nevoeiro onde se abriga o relento
O amor é um mundo despovoado
Doce batalha de paixão
Ave que não esquece caminho andado
Amor é seiva, floração.
Alquimia que nos deixa a levitar
Luz que não se deixa aprisionar.
natalia nuno
fugitivo
Que canta numa acácia florida
Pássaro que não se quer cativo
Voa...voa num vôo obsessivo.
O amor é estrela perdida
no firmamento
É lua amarela, solitária e oca
Água fresca na boca
Nevoeiro onde se abriga o relento
O amor é um mundo despovoado
Doce batalha de paixão
Ave que não esquece caminho andado
Amor é seiva, floração.
Alquimia que nos deixa a levitar
Luz que não se deixa aprisionar.
natalia nuno
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2
2
natalia nuno
pensamento...
confundida às vezes me afasto de mim e choro, mas logo depois o sonho me move e apaga qualquer vestígio de turbulência...
nataliarosafogo
https://pensador.uol.com.br/colecao/nataliarosafogo1943/6/
nataliarosafogo
https://pensador.uol.com.br/colecao/nataliarosafogo1943/6/
327
2
fernanda_xerez
A MINHA ALMA
- a minha alma esvoaça:
alça voos
(voo)
sobrevoo,
feito garça;
- a minha alma despedaça:
de pensar,
de falar,
de calar...
foge de mim;
- a minha alma esgarça:
se esfiapa,
se encolhe,
se recolhe,
sem graça;
- a minha alma abraça:
sonha,
festeja,
e beija
(risonha);
- A minha alma alumia:
faz poesia
é transcendentral
alto astral
(imortal)
- a minha alma entrelaça:
carinho e
amor,
(cheiro)
de flor.
alça voos
(voo)
sobrevoo,
feito garça;
- a minha alma despedaça:
de pensar,
de falar,
de calar...
foge de mim;
- a minha alma esgarça:
se esfiapa,
se encolhe,
se recolhe,
sem graça;
- a minha alma abraça:
sonha,
festeja,
e beija
(risonha);
- A minha alma alumia:
faz poesia
é transcendentral
alto astral
(imortal)
- a minha alma entrelaça:
carinho e
amor,
(cheiro)
de flor.
2 030
2
Luciana Souza
Muda
Se vem de fora ou de dentro
não sei
Apenas anseio
e sei que é pro meu bem
Se é de casa ou de vida
ou se é o destino que impõe
Oh dança fatídica
em ritmo de lamentações
Se é chegada ou partida
Oh vida bandida
Por que nos dá e nos tira
Nessa roda que gira
e gira, e gira
Mas não a tema
pois é só na ciranda que ela vem
E pode trazer riso e prosa
e pranto também
Surpresas e glória
e até o amor de alguém
Se é de dentro ou de fora
não se preocupe
que um dia ela vem
679
2
1
Heinrick
Eu?
Me pergunte o que sou: O que sei responderei.
Me pergunte o que quero: O que não tenho responderei.
Me pergunte onde vou: Onde ainda não fui responderei.
Me pergunte porque morrer por isso: Por que estou vivo comprovarei.
922
2
paulogoncalves
Paisagens em Amor
As caminhadas do viver o momento
Em realidade, misericórdia e amor
Estio e o bem do surgir fugir
Pela presença firme e contentamento
E razão esperança que vê casamento
Já as auroras firme de um fragor
Logo disse forma radiante ela tem fervor
Por poesia a alegria tem majestade e firmamento
Só Deus salva e nenhum agora
Se for por amor, vendo a areia
Já viver e o trovador e aurora
Por poente e lírio de uma sereia
Que ler por pensar o poema é flora
Por um poeta... E disse na veia.
- GONÇALVES, Paulo
Em realidade, misericórdia e amor
Estio e o bem do surgir fugir
Pela presença firme e contentamento
E razão esperança que vê casamento
Já as auroras firme de um fragor
Logo disse forma radiante ela tem fervor
Por poesia a alegria tem majestade e firmamento
Só Deus salva e nenhum agora
Se for por amor, vendo a areia
Já viver e o trovador e aurora
Por poente e lírio de uma sereia
Que ler por pensar o poema é flora
Por um poeta... E disse na veia.
- GONÇALVES, Paulo
98
2
Raquel Ordones
...
Quanto mais 'te tenho ao meu lado' mais me encanto com a criança que existe em ti...
Uma criança que estava ali olhando a fresta do portão...
Sem poder ir à rua...
Corra por minhas avenidas, trilhas, alamedas, praças, becos, vielas e crie teu caminho.
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
Uma criança que estava ali olhando a fresta do portão...
Sem poder ir à rua...
Corra por minhas avenidas, trilhas, alamedas, praças, becos, vielas e crie teu caminho.
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
989
2
Neto Ribeiro
Não será o nosso fim!
Pareceu ser mais uma noite de outono
Eu não esperava que a novidade fosse chegar
Você me disse que o seu limite havia chegado
E que agora eu tinha que continuar a passos só
Um pano branco cobriu os meus olhos
A mente, desligou. Os membros? Travaram.
Quando os meus olhos reluziram a realidade, tudo desabou.
Uma enxurrada de lembranças me afogou.
Eu não aceitei.
Onde estava o culpado por minha desgraça?
Os planos foram se desfazendo como uma agenda lotada ateada as chamas.
Eu gritei e a mim acabei culpando.
Quando as lágrimas pareceram secar você me apareceu.
Eu não percebi que o seu coração sofria tanto assim.
Eu berrei por um abraço, mas você me disse que era preciso ser assim.
Inconformado, eu disse que a sua nova realidade não devia começar sem mim.
Como falsos na realidade nós nos camuflamos.
A fraqueza estava escancarada, as feridas expostas.
Fingir sermos de ferro foi o nosso refúgio.
Mas no final a alma sentiu.
Você me via a sorrir, mas foi à noite que me viu chorar.
Refugiando-se de você no escuro do crepúsculo eu desabei.
As lágrimas da solidão você não presenciou.
Pois esse fardo a você eu não entreguei.
Você não me deixou, não desapareceu.
O amor continuou o mesmo e a saudade só aumentou.
O corpo e a alma imploraram por um momento de descanso.
E juntos eles pisotearam os nossos corações.
Eu senti aquela dor me abater.
Eu senti o meu coração gritar e a minha mente guerrilhar.
O fino fio de prata que tanto nos segurou foi rompido.
Com as duas pontas, sozinho, escondido, eu tentei uni-las.
Eu estava no fundo de um oceano frio.
Eu não mais conseguia chama-lo.
Desesperadamente eu continuei a mergulhar, afundar.
Se fosse para ser assim lá no fundo eu queria ficar.
No escuro eu devia me afugentar.
O seu amor ainda era meu, mas o seu corpo não deixou eu me aproximar.
Para longe eu corri, desgovernado e armado.
Estava tão frio, sabia?
Você foi desaparecendo, e cedendo a realidade.
A minha voz não mais tinha poder.
Eu olhei para trás e lá as nossas boas lembranças estava.
A frente, não havia nada para continuar.
Os meus passos haviam de ser dados, mesmo que por um momento.
Eu senti frio, sabia?
Eu fiquei com medo e os olhos banhados.
“Sem você” já estava se tornando uma realidade que me cercava.
A você eu ousei dizer que ainda poderia amar.
O nosso amor foi puro e verdadeiro.
Novos planos foram expostos.
Mas, nas cinzas da minha antiga agenda o seu nome perdurou.
Daqui em diante lá vou eu.
E de todas as minhas metas a ser alcançada,
Ter você continua como prioridade.
E as chamas do seu coração eu irei resgatar.
- Neto Ribeiro
- Neto Ribeiro
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natalia nuno
silhueta esguia...memórias de mim...pequena prosa escrita faz tempo...
hoje envolvida pela brisa do mar e o grito das gaivotas, despertam em mim gratas recordações da praia da minha infãncia a Nazaré, tudo o que possuía nessa altura era poder desfrutar de quinze dias de férias que a mãe tinha geralmente em Agosto, esforçava-me por aguentar a camioneta que nos levava até lá mas sempre ficava com o estômago dando voltas, passava todo o dia na praia de manhã à noitinha, vejo-me ainda criança silhueta esguia, olhos verde alga, cabelo aos caracóis, rosto magro, pernalta como ave da planície, dessa idade restam algumas fotografias a preto e branco, já desmaiadas mas onde eu imagino o infinito mar à minha frente a perder de vista, azul e verde esmeralda. As vozes das mulheres da praia elevavam-se em oração quando o mar embravecia e os homens andavam na faina, os verões por norma eram bem soalheiros e as pessoas aglomeravam-se na areia junto às barracas de lona a conversar umas com as outras sobre as suas vidas e também porque não sobre a vida dos outros, eu deixava-me ficar de lado na esperança de arranjar amizade com alguma criança para poder partilhar a minha alegria, as brincadeiras e repartir afectos. Na pacatez da aldeia, aí sim, tinha as amigas de sempre com quem contava, pois na aldeia não há estratos sociais, todos estamos no mesmo patamar, daí que a amizade e a partilha sejam um bem comum, ali não há ilhas humanas somos demasiado unidos. Não tinha consciência de mais mundos, o meu era aquele, onde existia um rio com margens frondosas e açudes cantantes, uma praça aos meus olhos de criança enorme, um adro onde adorava jogar à malha, uma igreja onde gostava de ir à oração das seis e duas ou três mercearias onde gastava os tostões em chocolates envolvidos em pratas coloridas. Os meus bisavós já tinham nascido na aldeia, meus avós, meu pai e eu também tivemos esse privilégio... orgulhosamente, aprendi muito com eles, era frágil como um ramo de salgueiro, mas forte de raiz e sentimentos, apesar de nesse tempo os afectos serem comedidos, sentia-me menina mimada... a mãe comprou-me um vestido branco com bolinhas rosa-pálido, e um laço para colocar no cabelo também ele rosa...como me lembro bem! Ai a força que a saudade tem...
natalia nuno
do meu blog http://fiodamemoria.blogspot.pt/
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