Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
Jorge Santos (namastibet)
Li berdade ...

Liberdade ...
Lê verdade , depois "vota" ...
Me convenço que sou livre,
Pois voto, sei ler quase tudo,
Vejo mal ao perto,
Li berdade em algum lugar
do "Shopping Center",
De seguida m'iludem
Não sei ao certo se
Com a mentira ou com
O erro grosso e descreio
Que sou livre tendo
Realmente acesso vetado
Às Egrégoras e Concílios,
Apenas vejo vulgares montras
Sendo eu de baixa estatura,
Pouco largo de pensamento,
Receio - minha escura rua, a pele,
Vejo mal ao perto,
Li berdade em lugar de amor,
Não sei onde ao certo,
Se convencem que sei
Ler o que escrevem, mal escrito,
Mas corro risco de ser preso,
Por delito de opinião,
Quando copio o que leio ou tento,
No muro dos menos loucos,
Pois leio de perto e mal
E nada ao longe vejo,
Que esteja certo,
Nem ontem li berdade,
Me gritava de cimo do muro,
Outro mais louco que eu...
Tsé-Tung / Lenin / Brecht/
Mein Kampf ! Pol Pot ...
Jorge Santos (05/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
283
2
1
natalia nuno
palavras perdidas...
Perdem-se as palavras, sem objectivo
Como folhas caídas em dia de vento
Perdem-se timídas, sem lenitivo
E ficam perdidas na vida sem tento
È às vezes, não chegam para dizermos
Da imensidão do nosso querer
Outras saem da boca sem querermos
E dizem o que nos vai na alma, sem temer.
Difícil é encontrar as palavras certas
Para exaltar adormecidos sentimentos
Perdem-se em silêncios, em linhas desertas,
Desvanecem, entristecem de tantos lamentos.
São elas beleza, quem escreve não sonha, nem sabe!?
Acha sempre a última mais bela que a primeira!?
Quando esta é como o botão que se abre
Que o Sol sorrindo leva na dianteira.
Tanta palavra perdida e o poeta ao lado!?
Perdido também ele na sua canseira!?
Nem sabe se lembre... ou esqueça o passado.
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=101138 © Luso-Poemas
Como folhas caídas em dia de vento
Perdem-se timídas, sem lenitivo
E ficam perdidas na vida sem tento
È às vezes, não chegam para dizermos
Da imensidão do nosso querer
Outras saem da boca sem querermos
E dizem o que nos vai na alma, sem temer.
Difícil é encontrar as palavras certas
Para exaltar adormecidos sentimentos
Perdem-se em silêncios, em linhas desertas,
Desvanecem, entristecem de tantos lamentos.
São elas beleza, quem escreve não sonha, nem sabe!?
Acha sempre a última mais bela que a primeira!?
Quando esta é como o botão que se abre
Que o Sol sorrindo leva na dianteira.
Tanta palavra perdida e o poeta ao lado!?
Perdido também ele na sua canseira!?
Nem sabe se lembre... ou esqueça o passado.
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=101138 © Luso-Poemas
371
2
Nilza_Azzi
No salgado desses verdes
Entre abismos de pureza, o mar esconde
um tesouro, no resguardo das crateras,
desde o tempo das palavras das quimeras,
que, ai de mim, se aproximaram não sei donde...
Gentis heróis, bravos homens de outras eras:
estendei além de mim as flores, ponde
as coroas estreladas sobre a fronde
e tomai parcas e moiras por sinceras!
No salgado desses verdes celebrai
o que a vida ainda permite – um sonho efêmero!
D’além-mar, onde esse engenho gera o sal,
entre as ondas de um liame, não banal,
ó senhores, que comandam grau e gênero,
recolhei, desse legado, os cabedais!
Nilza Azzi
972
2
2
Jorge Santos (namastibet)
Escolho ...

Escolho
Fugir da translação do trapezóide q'gira
Para um universo paralelo, imaterial
Antes que aos domingos me culpem
Da desgraça humana e da oca terra,
Mais funda que o ser de sombra sou,
Sou um ser de vidro verde fosco, roxo
Nem a respiração na cara uso, o oposto
É um acto de humildade de que fujo
Deste pra esse outro mundo, doutor
No repúdio e nas estacas dizendo frouxo
Pois não muito a pleura do rosto deixa e dá
Que a sensação de algo mais que de mim
Sou, cópia de "Orc" imundo, "Ogre" russo,
Óscar do indulto a mim próprio, o insulto
Me delicia como numa contrição curva e fujo
Da exterioridade absoluta como o Cristo
Sumido da Cripta cova depois do sétimo dia
Ao lusco-fusco, íntimo da dor, a sova uma
Carícia mórbida e o sorriso um falso esgar
Que usa ao Sábado na cara e no Carnaval
Se deita fora, oxalá o crepúsculo dos deuses
Não seja adiado e eu não tenha privilégio
De escolha por via de ter um resfolgar
Divergente do resto dos rostos criados
Do barro e na boca torta donde me vem
Impuro, poluto o ar ... a mão e a terceira
Falange completa o eixo, pai, filho e espírito-
-Santo, ámen ...
Jorge Santos (05/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
332
2
1
Himeros
O Beijo
Beijo o teu pé e a tua mão
Beijo-te a boca e o coração,
Tomo o teu cheiro, lambo-te a pele
Sorvo o teu corpo, favo de mel...
A ti me dou, contigo grito,
Voamos os dois ao infinito,
Depois regresso, caio em mim
Somos um só, foi sempre assim...
Mas de manhã, sem o achar
Procuro teu corpo ao acordar,
Sinto que sim, que tu fugiste.
Fico sem fala, mas tudo em vão,
Foi só um sonho
Eis a questão...
Himeros
1 371
2
Himeros
Eu endoideço
Eu, endoidecido pela impressionante beleza do teu corpo, deliciando meus lábios no polegar do teu pé direito, que, de quando em vez entrava na profundeza da minha boca, o que, ainda que momentaneamente, me levava a imaginar-me num mundo irreal, onde só a beleza e o amor tinham guarida.
Tu arfavas e davas largas ao teu prazer, de quando em vez os nossos olhos encontravam-se, e nos teus eu via o sorriso da tua gratidão.
Tu arfavas e davas largas ao teu prazer, de quando em vez os nossos olhos encontravam-se, e nos teus eu via o sorriso da tua gratidão.
Mudei de pé, e contentei o polegar do pé esquerdo para que não ficasses zangado. O êxtase repetiu-se...
Cuidadosamente te distendi as pernas, que sobre os lençóis de linho, eu quiz que ficassem entreabertas.
O teu sexo, belo como se de obra de arte se tratasse, estava agora ante os meus olhos de espanto, esperando o beijo desejado.
Mas eu queria saborear aquele momento muito à minha maneira, e nos teus joelhos eu depositei beijos quentes, mordisquei-te um atrás do outro, e empreendi o caminho que traçara na minha mente.
Eu havia ficado fascinado com a beleza interior das tuas pernas quando as tiveras naquele ângulo de 90 graus. Como me podia esquecer.
Empreendi o percurso beijando cada uma delas centímetro a centímetro daquela pele macia. Parei ao chegar às tuas virilhas, abri-te mais as pernas, tu não resististe.
Deliciei-me lambendo, em movimentos muito lentos, cada uma das tuas virilhas, tu contorcias-te, tu imploravas que parasse, que não aguentavas aquele delicioso prazer.
Em tuas palavras de paixão me dizias, vou ser tua, não resisto, é muito, muito bom, para meu amor...
Levantei a cabeça, olhei-te nos olhos, e soerguendo o meu corpo, fui depositar um beijo profundo na tua boca... .
Com todo o meu amor
Himeros
1 196
2
3
natalia nuno
o acordar do tempo...
passam andorinhas
voam rasteiro em bando
chega a mim a saudade
a infância vou recordando,
corre o rio de mansinho
cantando com simplicidade
a música que é gemido
e o soluçar me entra no ouvido.
a terra molhada
brilha com o orvalho da madrugada,
as flores abrem viçosas
e as laranjeiras espalham
o odor...generosas.
como é bom correr pelo carreiro
estreitinho,
o tempo acorda-me
e me traz o passado,
assalta-me o vento pelo caminho,
a velha árvore me olha
bordadeira de saudade,
canta a cotovia
com seu piar de tenor,
esqueço a dor...
fios de tempo, fios de amor
sobram ainda em demasia.
o sonho é de esperança!
o vento varre a solidão
em alvoroço as asas da criança
planando com mansidão...
natalia nuno
rosafogo
voam rasteiro em bando
chega a mim a saudade
a infância vou recordando,
corre o rio de mansinho
cantando com simplicidade
a música que é gemido
e o soluçar me entra no ouvido.
a terra molhada
brilha com o orvalho da madrugada,
as flores abrem viçosas
e as laranjeiras espalham
o odor...generosas.
como é bom correr pelo carreiro
estreitinho,
o tempo acorda-me
e me traz o passado,
assalta-me o vento pelo caminho,
a velha árvore me olha
bordadeira de saudade,
canta a cotovia
com seu piar de tenor,
esqueço a dor...
fios de tempo, fios de amor
sobram ainda em demasia.
o sonho é de esperança!
o vento varre a solidão
em alvoroço as asas da criança
planando com mansidão...
natalia nuno
rosafogo
283
2
1
sinkommon
Superstição
A minha resposta cega no final dum caminho
longo e ostentoso e asas de um véu aquoso.
No fim, um ponto sem penas, nem carinho
uma ave aveludada, depenada e desgraçada.
Graças divinas de olhos, suaves lamparinas
de onde escorre óleo de palavras por papel.
Papel que não tens nessa peça que escreveste.
Rabiscos autorizados pelas deusas felinas.
Ronronam de leve a se esticar e a enrolar
um fio de novelo grosseiro e embaraçado,
como o carmim da tua cara quente e clara,
em luz tornada, voltas a rir e a cantar.
Canta uma moda, uma qualquer, não sei.
Nem tu, nem ninguém, não sabemos nada.
Nadamos por aqui e por ali em limos
e limamos arestas para agradar ao rei.
A coroa não é nossa, nem o será.
Cera escorre-nos pelos dedos trémulos.
Terminados e assustados e medrosos.
O medo que nos nasce nos ouvidos.
E se a superstição queimares,
o melhor e que com mais dor puderes,
esperando por sortes melhores,
nasce-te alento pare te deitares.
Escrito a 24/06/2018
longo e ostentoso e asas de um véu aquoso.
No fim, um ponto sem penas, nem carinho
uma ave aveludada, depenada e desgraçada.
Graças divinas de olhos, suaves lamparinas
de onde escorre óleo de palavras por papel.
Papel que não tens nessa peça que escreveste.
Rabiscos autorizados pelas deusas felinas.
Ronronam de leve a se esticar e a enrolar
um fio de novelo grosseiro e embaraçado,
como o carmim da tua cara quente e clara,
em luz tornada, voltas a rir e a cantar.
Canta uma moda, uma qualquer, não sei.
Nem tu, nem ninguém, não sabemos nada.
Nadamos por aqui e por ali em limos
e limamos arestas para agradar ao rei.
A coroa não é nossa, nem o será.
Cera escorre-nos pelos dedos trémulos.
Terminados e assustados e medrosos.
O medo que nos nasce nos ouvidos.
E se a superstição queimares,
o melhor e que com mais dor puderes,
esperando por sortes melhores,
nasce-te alento pare te deitares.
Escrito a 24/06/2018
498
2
Luciana Souza
Vale a Pena
Noites difíceis
Dias piores
Eis a arte de torturar
Coisas estranhas fazemos
Porque temos medo
Do amor não bastar
Mas chega o momento
De nos enfrentar
De encararmos a morte
Para não vivermos sem notar
Que a vida é curta
E vale a pena amar
529
2
sinkommon
Ver sem ver
No mesmo lugar, sem se encontrar.
Sem se conhecer, para quê ver?
Ruídos altos e desconexos, sem
ritmo, pauta ou rima.
Desdém?
Oh, não, assim não, por quem?
Emoção exclusiva para porcos.
Pelintras petulantes e
peganhentos.
De vozes roncantes
e ideais, sempre ocos e iguais.
Aqui é fascínio puro e ligeiro.
Porque lá estão, no recinto.
Porque pisam a mesma brita.
Porque na multidão labirinto,
se se cruzassem não se viam,
naquela poeirenta área restrita.
Escrito a 23/06/2018
Sem se conhecer, para quê ver?
Ruídos altos e desconexos, sem
ritmo, pauta ou rima.
Desdém?
Oh, não, assim não, por quem?
Emoção exclusiva para porcos.
Pelintras petulantes e
peganhentos.
De vozes roncantes
e ideais, sempre ocos e iguais.
Aqui é fascínio puro e ligeiro.
Porque lá estão, no recinto.
Porque pisam a mesma brita.
Porque na multidão labirinto,
se se cruzassem não se viam,
naquela poeirenta área restrita.
Escrito a 23/06/2018
503
2
Jorge Santos (namastibet)
V de Vitória - Revolução -

Trabalho digno ou V de Vitória Revolução
Julgo que não sou potente
Quanto um rinoceronte,
Nem inocente é esta voz,
-Motor de explosão-aparento
Reacção em cadeia. Basta!
Sejai pirotécnicos, pavios
E não estrelas d'Hollywood
Decadentes, gastas, mortas.
Napoleão tinha um sonho,
Que não era um sonho,
Na verdade a mão nem era ao peito
Mas na glande e na barriga grande,
Não pode ser inocente a arte de
Quem sofre, nem impotente o lorpa,
Gamela-pote de merda-mixórdia,
Boca pode ser cão d'espingarda,
Não sou escasso quanto o bisonte,
Nem Geronimo acreditava,
Haver prado pra toda a gente,
Sou potente e é de pólvora
Que vos falo tb. (boa gente qb),
Sejamos, sejai pirotécnicos, gatilhos
Da morte, Revolução é forja,
Ferro e fogo é o mote, o aguilhão.
Nem mansa é a arte desta glote,
Não pode, nem podem dar-me voz
De prisão, gado gordo é gado morto,
Cavalo bravo é golpe, é galope,
É bairro de pobre, é Maio onde vivo,
Primeiro eu digo -Viva o trabalho
Depois grito - Viva o trabalho
Digno, derrota não dá escola,
Nem pensão é esmola de preto,
Cinco dedos tem uma mão,
Dois juntos -V de Vitória, acção
É pão ...
Jorge Santos (05/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
331
2
2
Jorge Santos (namastibet)
Conduz-me a razão.

Conduz-me a razão
E a razão me desvia
por múltiplos motivos,
Por fora eu sou todo eu,
Por dentro, debato-me
Entre a variante forma
De mim mesmo, funda
E abismo, tão falsa
É a vulgar crença
Que o universo gira
Num disco plano
E com que objectivo,
Mas dentro de mim,
Em ângulo aberto,
Eu fechado; um pobre orgulho
Me conduz, cadinho
Do sentir inferior,
Mitigo inconsciente
Um outro mundo,
Escapo aos sentidos,
Como caroço de cereja,
Na glote duma velha,
Necessito acreditar,
E parte nenhuma do corpo
Me provoca isso,
Crio razões tal como o Hebreu
Do crucifixo,
Estimo o que não conheço.
Pelo que tenho visto.
Conduz-me à razão,
Morrem no meu peito opiniões,
Assim é o vício do sacrifício
E a comunhão com os fantasmas,
Dos místicos.
Jorge Santos (05/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
372
2
1
Antonio Danilo Herculles
Não se vive Demasiadamente
Nem as estrelas podem brilhar em demasia,
Pois perderão o sentido do brilho.
Nem as sereias podem cantarolar em demasia,
Pois perderão o sentido do encanto.
Perderão = ao outro perderá.
Logo, não se vive demasiadamente,
pois, tanto você perderá o sentido
Como o outro perderá o sentido de você.
Pois perderão o sentido do brilho.
Nem as sereias podem cantarolar em demasia,
Pois perderão o sentido do encanto.
Perderão = ao outro perderá.
Logo, não se vive demasiadamente,
pois, tanto você perderá o sentido
Como o outro perderá o sentido de você.
772
2
vanusa_percilio
Meu EU
Ela é linda, poderosa
E sabe ser gostosa
É gentil, meiga
Amorosa e carinhosa.
Ela estuda ela trabalha
Ela é professora
Engana-se, quem pensou
Que ela ia limitar-se a uma vassoura.
Ela é paz ela é um furacão
Quem a conhece sabe
Que ela é cheia de boa
Intenção.
Ela é amizade ela é amor
Com ela não tem falsidade
O que ela sente é amor
De verdade.
Ela tem fé, muita fé no nosso senhor
Porq ela sabe que Deus é
Amor.
E sabe ser gostosa
É gentil, meiga
Amorosa e carinhosa.
Ela estuda ela trabalha
Ela é professora
Engana-se, quem pensou
Que ela ia limitar-se a uma vassoura.
Ela é paz ela é um furacão
Quem a conhece sabe
Que ela é cheia de boa
Intenção.
Ela é amizade ela é amor
Com ela não tem falsidade
O que ela sente é amor
De verdade.
Ela tem fé, muita fé no nosso senhor
Porq ela sabe que Deus é
Amor.
1 827
2
sinkommon
Estagnação
Queria agora estar
num comboio, vagão
para qualquer lugar.
As janelas sem vidros
no frio do Inverno
os pés as mãos
doridos.
Gelo, do vento,
das janelas,
do vagão,
escancarado e escuro,
na noite.
Para qualquer lugar.
Mas aqui vais ficar.
Escrito a 08/01/2018
num comboio, vagão
para qualquer lugar.
As janelas sem vidros
no frio do Inverno
os pés as mãos
doridos.
Gelo, do vento,
das janelas,
do vagão,
escancarado e escuro,
na noite.
Para qualquer lugar.
Mas aqui vais ficar.
Escrito a 08/01/2018
496
2
Himeros
Dono do teu prazer
Em cada dia que passa mais me surpreendes...
Gosto de ti assim, mulher verdadeira, capaz do sim e do não...
Adoro que me queiras homem, dono do teu prazer,
esse que só imagino, e que espero merecer.
se mo queres ofertar, homem só teu eu serei,
vivê-lo contigo quero, dono de mim te saberei..
Húmida em cada dia te deixo, de manhã, logo cedinho,
percorro teu corpo inteiro, teu odor me enebria
trocamos nossas salivas, em nossas bocas famintas
bebo teu leite de gozo que brota do teu reguinho.
Himeros
Gosto de ti assim, mulher verdadeira, capaz do sim e do não...
Adoro que me queiras homem, dono do teu prazer,
esse que só imagino, e que espero merecer.
se mo queres ofertar, homem só teu eu serei,
vivê-lo contigo quero, dono de mim te saberei..
Húmida em cada dia te deixo, de manhã, logo cedinho,
percorro teu corpo inteiro, teu odor me enebria
trocamos nossas salivas, em nossas bocas famintas
bebo teu leite de gozo que brota do teu reguinho.
Himeros
1 347
2
1
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Abra a janela
Abra a janela,
Veja o mundo invisível,
Rodeado de medo e caos,
Sorrisos mudos de contrastes,
Precipício de almas fúnebres,
Beijando a vida em borrões.
Abra a janela,
Há muito além das nuvens,
Jardins floridos em desertos,
Aridez de belas flores,
Travestidas de anjo da morte,
Na loucura de um pensar.
Abra a janela,
Ouçam os ventos,
Os poetas cantam,
Imitando a brisa leve,
Plagiando a tempestade,
Feito artesãos da vida,
Versando o imperceptível.
Abra a janela,
Sempre que precisar,
Siga o olhar,
Não se perca na cegueira,
Desejos surgem e se vão,
Igual o dia e a noite,
Surpresas da vida,
Elos inexplicáveis.
Veja o mundo invisível,
Rodeado de medo e caos,
Sorrisos mudos de contrastes,
Precipício de almas fúnebres,
Beijando a vida em borrões.
Abra a janela,
Há muito além das nuvens,
Jardins floridos em desertos,
Aridez de belas flores,
Travestidas de anjo da morte,
Na loucura de um pensar.
Abra a janela,
Ouçam os ventos,
Os poetas cantam,
Imitando a brisa leve,
Plagiando a tempestade,
Feito artesãos da vida,
Versando o imperceptível.
Abra a janela,
Sempre que precisar,
Siga o olhar,
Não se perca na cegueira,
Desejos surgem e se vão,
Igual o dia e a noite,
Surpresas da vida,
Elos inexplicáveis.
1 155
2
Antonio Aury
Premisssa
Os traços belos e harmoniosos
da face de Larissa
São cores vibrantes
que só existem no Céu
Ao retirar do seu lindo rosto
o sacrossanto veu
Mostra-se a força e a gostosura
de forma angelical
Seus lábios proferem sons tão doces como o mel
E o seu recato é um achado de beleza e sorte
odores e feitiço natural
Sua alma tão meiga é pura juventude
provoca nos seres a inquietude
Transformante ternura sem igual!
da face de Larissa
São cores vibrantes
que só existem no Céu
Ao retirar do seu lindo rosto
o sacrossanto veu
Mostra-se a força e a gostosura
de forma angelical
Seus lábios proferem sons tão doces como o mel
E o seu recato é um achado de beleza e sorte
odores e feitiço natural
Sua alma tão meiga é pura juventude
provoca nos seres a inquietude
Transformante ternura sem igual!
568
2
sinkommon
Mas ainda tenho
Vi um sonho colorido pequenino.
Urgente, sentido, e franzino.
Músicas em miniatura.
Danças sem sincronia.
Sem preparação como nascem os sonhos
rebentos de energia e alegria.
(Vi amor.)
Vi um entusiasmo que hoje mos torna
medonhos
porque debaixo dos pés
quais
percevejos peçonhentos,
fedorentos,
as fés que pudesse ter tido
todas, todas
idas.
Esmagadas como percevejos
feitas frutas espremidas
num sumo supressor que bebi
e decerto não morri.
Tudo no passado ido,
quebrado o cadeado
e o literal coração
despedaçado.
(Perdi amor.)
Ah, mas tantos anos depois,
quando no pensamento soube
que tinha de o consertar,
mesmo que sem alento,
já ido o sonho,
já depois de se apagar,
consertei.
(Esse não recuperei.)
Mas vi hoje, o mesmo sonho.
Vi o mesmo sentimento,
como que num espelho,
aquele meu rebento.
Vi-o colorido, vi o alento,
vi o passado, vi o brilho
ido
tão longe
quase esquecido.
(Mas ainda tenho.)
Escrito a 29/06/2018
Urgente, sentido, e franzino.
Músicas em miniatura.
Danças sem sincronia.
Sem preparação como nascem os sonhos
rebentos de energia e alegria.
(Vi amor.)
Vi um entusiasmo que hoje mos torna
medonhos
porque debaixo dos pés
quais
percevejos peçonhentos,
fedorentos,
as fés que pudesse ter tido
todas, todas
idas.
Esmagadas como percevejos
feitas frutas espremidas
num sumo supressor que bebi
e decerto não morri.
Tudo no passado ido,
quebrado o cadeado
e o literal coração
despedaçado.
(Perdi amor.)
Ah, mas tantos anos depois,
quando no pensamento soube
que tinha de o consertar,
mesmo que sem alento,
já ido o sonho,
já depois de se apagar,
consertei.
(Esse não recuperei.)
Mas vi hoje, o mesmo sonho.
Vi o mesmo sentimento,
como que num espelho,
aquele meu rebento.
Vi-o colorido, vi o alento,
vi o passado, vi o brilho
ido
tão longe
quase esquecido.
(Mas ainda tenho.)
Escrito a 29/06/2018
586
2
Himeros
Refleções
"A morte"
Morrem os poetas, morrem os doutores
Morrem os profetas e os ditadores.
Morre o homem velho, morrem os bébés;
Morreu Jesus Cristo, morreu Maomé.
Morreu o grande Ghandi, morre o Dalailama,
Morrem os políticos, morrem os sacanas.
Morrem os homens bons, morrem os prepotentes,
Morrem os "chicos espertos" e os inteligentes.
Morre a malta toda, morre toda a gente.
Morrem os heróis, morrem os cobardes,
Morrem os comedidos, morrem os alarves.
Foi-se o PESSOA, foi-se o CAMÕES,
Morre-se devagar e em turbilhões.
Morre quem amamos, e quem odiamos,
Morre o nosso pai, morre a nossa mãe,
Morrem os nossos filhos, - ãe, ãe, ãe, ....
Morrem as donzelas, morrem os meninos,
Que mão invisível puxa os cordelinhos?!....
Morrem os culpados, morrem os inocentes,
Morre a malta toda, ninguém é diferente.
Não dá para entender porque nasce a gente!...
Himeros
1 345
2
sinkommon
Conta-Gotas
Se me acusas,
de coisas,
coisas que eu
NãO FIZ,
ninguém diz
que não és tu
quem as faz.
Porque és tu.
és tu.
és tu.
Sempre,
SEMPRE,
foste tu.
O ataque palavroso
que me atiras a mim,
achando que o que fazes,
nunca fizeste.
Que me atinges
Agora.
Agora que abri a boca.
Que não me quero mais,
CALAR.
Não consegues.
Se antes não aceitava,
se repudiava,
agora abomino.
Não tolero.
NãO TOLERO.
Escrito a 07/07/2017
576
2
Cedric Constance
QUERO SONHAR
Vez em quando me visita em sonhos
Revivendo em mim o passado..
Foram momentos tão amorosos
Que desejei nunca ter acabado.
Fecho os olhos e tento dormir
Para contigo de novo sonhar...
E sonhando posso te ver sorrir
Mas o pesadelo vem ao acordar...
Quisera eu não mais despertar,
Pois quando o sol aparecer
Ao meu lado você não vai estar,
E só, verei outro amanhecer...
- Cedric Constance
Revivendo em mim o passado..
Foram momentos tão amorosos
Que desejei nunca ter acabado.
Fecho os olhos e tento dormir
Para contigo de novo sonhar...
E sonhando posso te ver sorrir
Mas o pesadelo vem ao acordar...
Quisera eu não mais despertar,
Pois quando o sol aparecer
Ao meu lado você não vai estar,
E só, verei outro amanhecer...
- Cedric Constance
1 492
2
vanusa_percilio
sonho de Criança
Permita que o vento envolva seu corpo, depois volte trazendo seu cheiro, que a pureza da alma permita esse encontro em outra dimensão, quando esse encontro acontecer, que o amor possa nos envolver trazendo da imaginação à realidade, onde podemos ser o que queremos ser. Com você viver todos os momentos mágicos que o amor possa oferecer, entender que a soma é melhor que a subtração quando se trata de sentimentos é dividir somente as alegrias que se multiplicam com tempo. E quando o tempo passar por nós que nos traga risos de amor, que nos revigore para vivermos a plenitude de um amor verdadeiro, a cada manhã, nascer uma esperança de ser feliz, andando contigo sinto cada dia mais próximo da realidade, quando amor atinge à alma é porque foi enviado de um coração, tudo fica palpável, tudo fica possível, realiza desejos, vontades e esperanças, por gerações a minha alma procurou a sua, hoje tenho a permissão de realizar seu sonho de criança.
Negro Vatto/Vanusa Percilio
Negro Vatto/Vanusa Percilio
1 208
2
Himeros
SATISFAÇÃO
O segredo da satisfação está nos limites que cada um impõe a si próprio. O suficiente deveria satisfazer-nos..., A carência e o excesso, em regra, conduzem à insatisfação, logo, em nada contribuem para a felicidade...
Himeros
1 339
2
Português
English
Español