Escritas

Lista de Poemas

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rhayan80

rhayan80

Distante de você

Distante de você

Você é como uma luz
Que na minha vida é permanente
Clareando meus pensamentos
Você não sai da minha mente

Nós estamos distantes
Mas nem por isso eu desisto
Porque você é meu amor
E é em você que eu insisto

Eu não era assim
Nem fofo e nem carinhoso
Foi depois que te conheci
Que me tornei atencioso

Vc já me conhece bastante
Só não me viu de pertinho
Comigo ou sem migo
Você sempre será meu bebezinho

Sempre que te olho
Fico pensando e refletindo
Será que tô errado
Em continuar me insistindo

Mas eu penso mais um pouco
E sei que você precisa
De alguém que dê valor
Que faça bem pra tua vida

Eu entendo sua insegurança
Eu tbm sou inseguro
Mas eu não vou desistir
De te encontrar no futuro

Um abraço com você
Por enquanto é imaginário
Mas mesmo assim eu te desejo
Um feliz aniversário!!
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fernandogbr

fernandogbr

CALIFÓRNIA (BORN TO DIE)


sei que queres o dinheiro
queres o poder, e também a glória. 
sempre de volta ao trabalho na cafeteria,
jovem e apaixonado.

é um fato que vou sim lhe amar
mesmo não sendo mais jovem e lindo.
pois todas as estrelas brilham por você,
(meu amor)
e tudo que fazes me encanta.

com penas nas suas mãos,
caindo na minha poesia barata.
até o fim dos tempos
sei que és completamente meu.

escolhi gastar as 24 horas dos meus dias
só pra te admirar.
e sei que perderia a mim,
quanto perdesse você.

tu me tirou do preto,
e me pintou de um lindo azul.
posso perseguir quantos arco-íris quiser;
pois tu me tornou livre de verdade.

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Ricardo Santos de Souza

Ricardo Santos de Souza

Soldado leal

⁠Discretamente amadureci, sem pedir socorro ou da sinais, apenas confiei nos meus instintos e separei o trigo do joio,
Tomei decisões, endurece contra o que me fazia mal e perdoei o que se tornou ausente,
Juntei alguns pedaços de sentimentos e eles formaram uma imagem cheia de ângulos e possibilidades,
Nada é por acaso, o caos vêm para ensinar aqueles que possuem olhares atentos para aprender,
Nenhum acontecimento pode crescer como fonte de consumo negativo do coração, quebre barreiras, espante os medos, aprenda com os erros, se esforce para encontrar saídas, acredite na sua própria força, seja sempre um soldado leal ao seu coração.
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silvano75

silvano75

Uma crônica

uma crônica 

Sou estranho...não suporto clichês e mídias cabrestantes...
Todos em minha volta dançam no compasso do teatro que a mídia impôs a ideia de vida ‘normal’.
Gostar de determinado tipo de música, programa de televisão...
Falar palavras certas para momentos certos, endeusar uns, ignorar outros.
Dizer que uma rapariga da novela é linda, se é feia...um ator é um ‘monstro’ ou um jogador é fenômeno...
Não gosto de clichês...não gosto de seguir gostos...
Não gosto de ser ‘normal’ dentro da normalidade imposta e creditada ao meu círculo social.
Sou pobre, devo ser então esdrúxulo, falar alto e ter pés sujos.
Moro na periferia, devo então gostar de promiscuidade e novelas...
Da mesma forma, se morasse na restinga que antes era um pântano e que chamam hoje de barra da tijuca deveria ter um gosto mais refinado, ouvir Ella Fitzgerald, Nina Simone, discutir Sartre ou Foucault....
Os que moram na periferia aderiram a seu papel...realmente ouvem alto suas ‘musicas’, berram em seus cultos, ficam nas calçadas observando transeuntes.
As mulheres usam lenços ou grampos na cabeça, são chorosas e alcoviteiras, amam a desgraça, mas fingem se condoer e em geral se consideram mártires.
Os homens são estranhos, querem mostrar masculinidade como em uma savana, são vaidosos com suas bíblias ou se fingem corajosos em brigas.
Os emergentes por sua vez não se intimidam em arrotar preciosismo e cupidez, algo bem típico da elite caucasiana...as mulheres usam echarpe e botas no inverno, além de pintarem o cabelo com gostos duvidosos. São elétricas e verborrágicas...
Os homens com nádegas protuberantes, possuem glutonaria e luxúria dignas de Bosco,mas mantém um ar de distância e falsa dignidade.
Os jovens são a pior parte...sem possuir identidade e originalidade são cansativos, presunçosos e previsíveis....
Assim o são os homens e mulheres de meu tempo que como observado pelo hábil leitor...
Foram empacotados por mim em clichês que eu próprio impus aos componentes da chamada sociedade carioca
Cansado de clichês…cansado de clichês bairristas, municipalistas, regionalistas e nacionalistas.Cansado de clichês raciais e sociais, dos currais culturais e de colmeias da chamada moda.
Cansado da mídia roteirista, cansado do face, das redes e selfies, cansado desse grande teatro de cômicos bufões e dessa miríade teatral que se chama, natureza humana…, mas...
Natureza humana...algo tão surpreendente quanto singular.
Sua singularidade está em sua incerteza. Incerteza de surgir, de transmitir, de encantar e de horrorizar. Como pode de algo assim surgir um Rubens ou um Pablo Neruda?
Os genes que abrigam um Milton, (mineiro ou inglês), são os mesmos que estão em Chico Picadinho?
Natureza humana é algo tão singular e surpreendente que...
Entre os moradores da periferia se encontrem presunçosos e  arrogantes,
E entre os abastados da elite surjam piedosos e elegantes.
Talvez, eu...pardo, pobre e não acadêmico...colado ao clichê de morador da periferia...
Encante alguém com minhas memorias...e minhas ironias...

 les temps nous dira

Autor: daniel silvano
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anderson_pereira

anderson_pereira

Café

Cafeína, teofilina ou paraxantina

De que é feito? Pouco importa, diria

Mas a sua mágica composição

É o que me faz manter vivo todos os dias

 

De manhã, vejo umas lindas meninas passarem

Os ventos atritarem,  e o sol? A iluminar meu recanto

Os cafés já traduzem os poemas e o que acontecerá no fim do dia

Já de noite, o brilho do luar, a foto da amada e algumas cartas perdidas

 

Ela foi-se embora e levou consigo

Meus cafés, meus sentimentos e meu seguro abrigo

Só sobrou um cafezinho final da chaleira

E é com ele que a cada dia eu vivo e sobrevivo.
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rianribeiro

rianribeiro

Lamento de Adão

I

Por que não fizeste de mim ribeiros, nascentes de olhos sangrentos e vermelhos?
Por que fizeste de meu corpo cansaço, por que fizeste de mim o primeiro?

Por que não fizeste margens dos meus braços e barragens deste sangue corrompido e fraco? Por que fizeste de minha alma solidão, por que fizeste de mim fracasso?

II

Se me amavas, tão somente, então, por que roubaste as forças de minhas mãos, por que me condenastes ao temeroso inferno para apodrecer meu coração?

Se me amavas com amor tão terno, por que me destes ao sofrimento eterno, por que lanças-te-me o espírito aos aromas e delírios do inferno?

III

Por que fizeste Sodomoa dos meus filhos? Por que me amando, dizeste: és martírio? Por que me deste desejos que consomem, por que me deste a vida por vãos lírios?

Por que fizeste de mim tão miseravelmente homem, cego pobre e nu? Por que destes por alimento as feras o meu abdômen? Por que fui eu e não foi tu!


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César Augusto

César Augusto

pais & PAIS

Pai, para uns é só pensão
Outros nem fazem questão
Uns se preciso for doam seu coração
Outros assumem um lugar, que às vezes
Se quer, tem nome na certidão.

Pai é quem cria, independente de sexo,
Orientação ou relação sanguínea.

Pai é quem educa, escuta e se preocupa.

Pai às vezes pode até não entender,
Mas deve acolher, receber e tentar compreender.

Pai é aquele que faz de seu colo um abrigo
E um porto seguro.
Pai é aquele que ama seu filho,
Acima de tudo.

Pai pode chorar e se irritar,
Só não pode esquecer de amar.
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JOAO VITOR LIMA ROCHA

JOAO VITOR LIMA ROCHA

MELODIA DO CORAÇÃO


 Quando surge um problema
 Abro as partituras do peito 
 Com lágrimas sobre o instrumento
 Choro no violão

 Quando há buracos no caminho
 Acendo a luz que existe em mim
 Choro lágrimas de acordes para lavar a alma

 E se as rosas murcharem 
 Os jardins perdem o encanto
 A musica explode no meu peito
 Eu grito o mais alto que posso 
 Fazendo a melodia do coração

  Se a vela apagar
  Estarei com o instrumento
  As partituras explodindo no peito
  A musica da tristeza e da solidão
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paola_

paola_

arapuca

E a palavra intuição surgiu 
Li que ela não falha 
Não sei se tenho isso aí 
Percebo certas coisas (acho)
Mas depois penso:
É loucura, 
É paranóia!
Um círculo vicioso 
Que me apóia  
E sempre me atrapalha
Quando penso que é mais uma falha
Isso me entristece 
Mais uma boa semente apodrece 
E nada floresce
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JOAO VITOR LIMA ROCHA

JOAO VITOR LIMA ROCHA

Pequeno guerreiro


 Humano, desumano
 Baqueta, bateria
 Eu falhei, fracassei
 Poesia, poesia
 
 Vício, maldito vício
 Abandono, começo de novo
 Recaí, sim recaí
 Mas não vou desistir
 Ah, não vou
 Porque sou um pequeno guerreiro 

 Você homem, compreende
 Escravo do desejo carnal
 A  mensagem que estou passando
 Peço-te, não te entregue a este mal
 Valorize a tua fonte de vida
 Sexo é só um dos milhares de prazer
 Que Deus criou milímetricamente neste mundo
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ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

AMO-TE TÃO SÉRIO

Ao raiar o dia quero correr para os teus braços
Não perder nenhum instante
Porque o tempo não compensa o que foi perdido
Dizer que te amo com muita comoção 
Este sentimento que me embriaga
Tão sério dizê-lo a ti
Prometê-lo não somente hoje
Mas enquanto brilhar em mim o sol
Enquanto houver luz nos meus olhos
Porquanto a ti pertence o meu querer
E é tão gratificante tê-la em mim
Guardada no profundo do meu ser
Protegida na morada do meu coração.

Erimar Lopes.

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Alba Caldas

Alba Caldas

Cansaço do pensamento

Ser irracional nem sempre é ser, às vezes é estar.
Quando mesmo de olhos abertos,
a mente vageia e vem a preguiça de pensar.

No impulso, outra face a mostrar,
o que guardamos bem lá no fundo
a alma já não pode mais ficar.

E decide o monstro soltar,
dar férias ao pensamento.
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fernandogbr

fernandogbr

0042 (da vida, da verdade e do universo)

nos teus olhos me perco.
uma imensidão de galáxias,
planetas, constelações.
assisto o infinito se desenrolar,
em cada cacho de seus cabelos

nós dois temos toda 
essa eletricidade anormal;
habita comigo outra dimensão,
outro plano gravitacional.

viaja comigo no espaçotempo,
mapeia comigo as estrelas.
tu que tem na tua pele
o brilho de todas elas.

teu toque é meu big bang,
explosão sem igual.
o nascimento de tudo,
evento primordial.

no foguete que tu desejar;
nosso paraíso (interestelar).
a realidade nunca foi problema,
ela não vem pra nos assustar.

(des) constrói o mundo comigo;
eu e você, sem se importar com mais nada.
e sempre que precisar,
me faça de abrigo;
e se o oxigênio faltar,
e se o último segundo chegar,
será seu meu último suspiro;
querido.




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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

tenho sede de ti


Tenho sede de ti,
tenho sede de teus beijos,
tu que existes em mim,
e de ti tenho deseijos...

Tu que um dia foste minha princesa
tu fostes meu tudo, meu bem,
eras a mais bela duquesa,
e eu era o teu Refém...

Luzern, 01.08.2014, Joao Neves
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Vilma Oliveira

Vilma Oliveira

AGONIAS D'ALMA

Irei te decantar em prantos e versos
Que essa inspiração puder me dar...
Em vasos de cristais quero te amar
Em rosas de florais todo universo!

Irei te decantar sonhos em plumas
Canções a versejar belos poemas
A declarar-te assim o meu dilema
Nas ondas do mar cheio d’espumas!

Se essas rosas falassem o que eu penso,
Poderiam perfumar esse amor intenso...
Que vivo a recolher na triste poesia;

Se tu soubesses o quanto te desejo!
Muito mais que o sabor desse teu beijo
A me tocar por dentro essa agonia!

 

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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

O abismo

Numa decadência sem fim.
não paro de cair.
tudo é escuro por aqui,
não consigo ver nem ouvir.
o silêncio me assusta.
as noites são longas e escuras,
durante o dia o sol já não brilha,
cai abundantemente uma chuva que perdura,
são trovoadas, são relâmpagos,
o céu está a cair sobre minha cabeça,
sobre o meu mundo e nada há que o impeça,
não há mais amor nem carinho,
neste mundo cheio de pressa,
não há compreensão nunca vi nada assim,
este abismo é um abismo sem fim...

Luzerna, 10-04-2014 Tsunamidesaudade63, Joao Neves.
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Lucas de Medeiros Hipolito

Lucas de Medeiros Hipolito

À Donna

Desde os beijos da tarde na praia,
Quando presos estávamos n'esta Baía,
Foi de lá que senti onde a lua estava...
E de lá que meu fogo acendia e saía!

Agradeço aos suspiros colossais,
Agradeço aos abraços com tanta vida!
Agradeço... e sinto que quero mais.
Agradeço muito!... mas que tu decida.

Este tempo foi rugido para nós!
Qu'entre duas luas cheias gozamos,
E para os céus amamos a sós!...
Mar que transpareceu - Nadamos.

As longas noites, numa casa branca...
Assistíamos e ríamos constante!
E as vezes a chuva canta na varanda...
Soprando uma brisa ressonante.

Estes olhos teus... um sorriso cintilante!
Um à brilhar a via láctea! outr'os oceanos!
E que meus poros arrepiam! É gigante!..
A dor que em mim… só me restam prantos…

Fúnebre e egocêntrico um mundo este!...
Vejo defronte meus olhos que aqui tenho...
O sorriso qu'eu tinha e que tu me ‘deste,
Suicidou-se pela tristeza d’onde venho.

. . . Atravessarei planetas! o infinito por ti,
Quando o tempo sente seu último agora,
Quando a humanidade ruge o fim!
Vou longe por ti… até as bordas d’Aurora…

Mas estarei em meu passo delicado.
Um caminho cheio de luz és o meu desejo,
Enquanto estou a ver as estrelas deitado,
E lembrar a Lua luzente, e aquele teu beijo

Fostes uma paixão que ainda sinto!…
Fostes desejos que ainda desejo,
Fostes a mulher que eu ainda brindo,
Fostes a história que vi e ainda vejo.

Nos fins do Norte, entre fins do Sul,
O meu pranto escorre uma imensidão!…
Até os céus, amplo, gigante e azul,
Vindo da terra, do fundo - escuridão

Mas que o mundo de nós não colapse!
Que eu direi, entre murmúrios, um dizer;
- “Oh versos depressivos! Se afaste!”
Eu fui engolido… não sinto mais prazer…

Tento buscar os sentidos dos escritos,
Que, só sinto a minh’alma triste,
Rugindo o desespero!… ouço mil gritos.
O que há comigo?… me feriste?

Já estou no fim da sublime orquestra.
Já disse como amo-te… Oh Deus, adeus!
’Starei na escuridão do teatro d’opera
E chorar est’amor entre os sorrisos meus

Bebo a melancolia d’minhas lágrimas,
E viverei a fantasia - qu’és felicidade!
Minha alma só viveu paixões trágicas
E é morta aos poucos… pela saudade.

Sinto que vou-me embora… estou pra ir!
Os horizontes querem que eu vá… eu vou.
Eu nasci e vivi pra te amar e sempre sorrir!…
Mas não… aqui ficarei… tu já me deixou…

É uma dor que transcende os teus sussurros,
Que fico a escutar em meus sonhos…
É saudade qu’escorre em ruído d’murmúrios,
Que desce pelos meus poros tristonhos.

Adeus!… aos horizontes, á minh’amada. . .
Eu não tenho mais vida, mais amores, mais estrelas.
Eu vivo sonhos, oceanos… as maravilhas imperfeitas…
Adeus!… aos céus altos, á noite calada. . .
Nós bebemos o vinho na tenda e suprimos dor!
… Pois, acabou… tu fostes embora, eu vivi amor…
Adeus!… ao anjo qu’encontrei n’esta estrada
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Matheus Dantas

Matheus Dantas

A ARTE DE OMITIR-SE

Conscientemente, o ato de se exonerar
Sempre sobrevirá de um estado que convém ao esgotamento. 
E somente o exílio, pode ser o refúgio para que esse revés possa ter uma ação retroativa 
Dando alguns instantes de calmaria em meio ao mal que lhe é provocado.

Por isto, é necessário ser franco 
Quando testemunhamos a execução dessa real situação, ante aos nossos olhos
Numa conformidade de fluidez.
E pode ser que esta casualidade, seja a única oportunidade de nos encontrarmos 
Entre tantos ideais colocados num requinte de consolo.

Possuímos um elo que é inquebrável,
Fazendo uma conexão com o que temos a pensar, sentir e observar 
Visto que é algo deslumbrante descobrir essas características, 
No entanto, quando isso se decai acerca da solidão, tomamos um choque deveras considerável 
Tendo alguns resquícios de dramaticidade no primeiro momento.

Desse modo, é preciso que essa sensação seja experimentada
Pois, é o contato mais íntimo no qual é atribuído as conceituais inverdades 
Apresentadas em raciocínios que culpa-nos de um estágio de introversão,
No intuito, de agravar uma ocorrência de recesso à frente de contratempos hiperbólicos
Entre uma alma aflita e a sua comoção arrebatadora.

E quando isso vier a ocorrer,
Será transcrito recomeços nobres, da qual trouxe frutos resilientes num contexto de perdição
Retirada da conveniência solitária de percepções singelas,
Encobertas por camadas de ódio e fel em circunstâncias de desesperança.

Em síntese este é o desfecho que deveríamos compreender,
Só que o tempo nos ensina, que é oportuno esse conhecimento ser usufruído gradualmente.
Afinal, nascemos e morreremos sós não é mesmo? 
E a condição irrefutável dessa pergunta, me traz a mente que fazemos isso todos os dias 
Uma vez que sobreviemos de uma constante mudança solene,
Através dos impasses que criamos.

São Paulo - SP
27/05/2020.



 

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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

A cidade onde moro


São lindos os dias de sol,
aqui nesta minha cidade,
vejo o lago, observo ao longe o farol,
no céu vejo o nascer da claridade...
Escrevo o que me vai na alma,
deito tudo ca para fora,
hoje a manhã está calma,
aqui estou a observar desde o raiar da aurora...

Luzern,28.07.2020, Joao Neves
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Darlan de Matos Cunha

Darlan de Matos Cunha

Falso


Eis em ponto morto o que estava acelerado, 
síntese não sei o que é, mas já sabemos
das rachaduras, das trincas e manchas 
nas paredes e nos altares, tudo
parecia nos trilhos, fingindo-se felizes
todos, mas em ponto morto tudo está, 
a casa é quase que só baratas e formigas
sob o jugo da procura, o pavor nas vitrinas
na noite de luzes artificiais, sim, eis em ré
a velha estrutura de moer carnes e mentes, 
uma ópera dos mortos
vai coroando os dias dos semivivos
reagindo como um zero por trás da máscara.

 

*: Òpera dos Mortos é alusão ao livro de Autran Dourado (1926-2012, MG)

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rianribeiro

rianribeiro

Pílula poética

Desabrocha ávida as tentações mais selvagens, semeando um broto cansado de uma paixão envelhecida, na chuva breve e solitária de nossas vidas.
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CORASSIS

CORASSIS

Pescadores






Qual será a apoteose do meu caminho?
Entre santos e alegres não me reconheço
E na perfeita linha do trem que me alinho
E no meu destino, a cigana diz que pereço


Pescadores famintos sem peixes para pescar
No rio, próximo ao esperado belo paraíso
Venderam este rio,Oh próximo da seca chegar
A fome não é rara, maltrata e adoece o juízo

Épocas e mais tempos no mundo eis a questão
Mas viver eternamente feliz, é hilário
A espada corta de ambos os lados em ação!

Deus misericordioso clemente da eternidade!
A culpa é sempre da injustiça, e do imperfeito salário
Também erro! perdão, perdão-mil vez mil piedade
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paola_

paola_

fenecimento

Sempre que tenho alguma crise
E alguém presencia
Passa um período de dias
A pessoa simplesmente some
Isso mesmo, some…
Devo ser medonha
Bizarra
A parte mais triste
É acreditar: ‘ — dessa vez será diferente…’
Nunca é
E tudo bem
Nunca pertenci a lugar algum
Não me encaixo
Se tento
Me desfaço
Se sou eu mesma
Sou deixada pra trás
Tratada como um tanto faz
Vivo em constante dèja-vu
Conhecer
Simpatizar
Relacionar
Perdurar (mero engano)
Afastar
Faltar
Vivo num roteiro
Na primeira vez
Senti uma dor dilacerante
Parecia que estava sendo cortada
Cada lembrança
Era um golpe
Incapacitante
Hoje, bem, hoje tô anestesiada
Vazia
Não tenho lágrimas
Os remédios não me deixam falhar
Sofro sem sentir
Há tempos cansei de existir
Volta e meia sempre voltam aqueles pensamentos
Partir seria a solução ou a desolação?
 
 
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joaoeuzebio

joaoeuzebio

FOLHAS DE OUTONO

ME DEITO

SOBRE A REDE

TENHO SEDE

DOS LÁBIOS TEUS

MEUS OLHOS

SE PERDEM

DENTRO DE UM

HORIZONTE

SEM FIM

VOEI MESMO

ASSIM

SOBRE O ENCANTO

DESTAS LEMBRANÇAS

SÃO FOLHAS

CAINDO

SUMINDO

POR SOBRE O

MAR ABERTO

SEI QUE NÃO ESTA

POR PERTO

SÓ DENTRO

DE MINHA

IMAGINAÇÃO

QUE VAI ALÉM

DESTE CÉU AZUL

SEI QUE AINDA ME

QUER

MAS NOSSOS CAMINHOS

NÃO SE ENCONTRAM MAIS

EXISTE UMA ENCRUZILHADA

UMA BIFURCAÇÃO

ENTÃO APELO

PROS MEUS SENTIMENTOS

MAS SÓ O VENTO

PASSA

MURMURANDO

EM MEUS OUVIDOS

SEI QUE NÃO FAZ

SENTIDO

DEBRUÇAR NA JANELA

E VER

ESTAS FOLHAS DE OUTONO

 

COLORINDO

ESTES MEUS SONHOS

QUE AOS POUCOS VÃO

SE... DESFOLHANDO.
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