Escritas

Lista de Poemas

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A Areia e a Pedrada

Areia rosa

Virei à água em suas mãos

Parei e a desejei...

O tempo corre dentro da ampulheta

A água da torneira não volta mais

A areia rosa presa no vidro

Parei e a desejei...

Seu corpo,meus olhos percorrem;

Por enquanto prefiro ficar assim

Olhando a areia rosa da ampulheta

A mercê das suas indecisões

Virei à água em suas canções

E as pedras?

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Entre tapas e beijos

I
Teus olhos batem nos meus
Imagino tê-la em meus braços
Caminhar até o paraíso
Me prender em teus laços
Unir com amor e carinhos
Os segredos e elos.
II
Tenho medo do futuro
Pode ser que não vivamos bem
Mas entre os momentos felizes
Pode ocorrer brigas também
Eu a tratando com desaforos
E ela me tratando com desdém.
III
Para o presente o futuro é sempre futuro
Para o futuro, o presente é sempre passado
Seu jeito de “criança inocente”
Me deixaram transtornados
O meu desejo é muito forte
Tudo, porque estou apaixonado.
IV
O namoro começou
O noivado logo veio
O casamento então chegou
Sem o mínimo de rodeio
Mais o ciúme nos levou
A um grande rodeio.
V
Onde em alguns momentos
Entre beijos e carinhos
Falava docemente
Bem pertinho dos meus ouvidos.
Espero nunca esquecer,
O sabor dos teus beijinhos.
VI
Em outros momentos
Totalmente diferentes
Era áspide de tal modo
Que sentia meu coração furado por alfinetes
E fiquei a perguntar
Por que não é paciente?
VII
Como resposta me veio a igualdade
Não sou, nem fui diferente
Tratei-a com carinhos
Com um amor que igual ninguém sente
Por está bela e magnífica mulher
Que invadiu a minha mente.
VIII
Também fui grosseiro,
Dizendo barbaridades
Chamei-a de cadela smilinguida
Mulher sem qualidades
Pensando apenas em si
E nas suas vaidades
IX
Para nada disso ela deu importância
E me encheu de beijinhos
Abrandou meu coração
E falou com sussurros e cheirinhos
“vamos hoje fazer amor
Com todos os gostos e carinhos”
X
Brigamos mais uma vez
E chegamos a separação
Foi duro e muito difícil
Suportar a solidão
De viver aqui sozinho
Longe daquela que me deu a mão.
XI
Certo tempo se passou
E daquela relação nasceu
O fruto do nosso amor
A coisa mais linda que Deus nos deu
Foi ai que percebi o valor
Do mais simples beijo que ela me deu.


XII
O perdão quem pediu fui eu
Para minha felicidade ela aceitou
Que bom é saber
Que ao normal tudo voltou
Eu, ela e nosso filho
Que do nosso amor ela gerou.

Tchoroco Záfenat
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Despojando-se

Alguns poemas devem ser jogados fora,
Visto que,
Não trazem informações precisas...
Minha avó sempre falou
Que se faz necessário arremessar
Pelos buracos das janelas
Algumas coisas
A fim de que possam
Advir as novas.

Comungando essa ideologia,
Eu despojei-me de muitas coisas:
Joguei fora minha primeira bolsa escolar
Que custara os olhos da cara de minha pobre avó
E de que eu gostara tanto;
Desgarrei-me de amizades pérfidas,
Uma vez que é melhor andar só
Que mal acompanhado,
Dizia o velho.
Outrossim, desfiz-me das coisas que me deixavam
Presas ao passado, pois um dia percebi
Que havia repetido sem saber o dia anterior,
E isso atiçou deveras a minha ira;
E ainda, por fim, joguei fora meu grande amor,
Pois descobri que nem era tão grande assim
Como eu acreditava,
Porque desceu pelo ralo e foi-se embora
Junto com as águas e as horas que se passaram...
Passaram... passaram...passaram...
E se foram embora.

Mas nem tudo foi inútil
No final das contas
Descobri que há coisas pequenas
Que não me despojei,
E nem me despojaram,
E que me valerá a eternidade e o cosmo
E o fim do mundo.
Amém!
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Algures

Sinto-me ainda dançando
No breu da escadaria;
E aquelas vozes que soam
Ao longe, como que vem
Para me espantar,
São vozes de gente infame
E que não tem o que fazer,
Que vive bisbilhotando
A vida alheia,
E esquece a sua,
E esquece que vive,
E que pensa que é Deus.

Mas vejo-te ainda, amor,
Toda faceira e nua
Como pétalas no sol das onze e meia;

E se passares outra vez por mim,
Verás que em ti serei sol
Tão quente que te transpassarei
A alma, em chama candente, eternal.

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Descoberta

Muitas vozes o narravam, nem tantas o entendiam ou explicavam. Mito julgava ser, ignorando o que estava prestes a acontecer. Descobri o amor, descobri sua essência e frutos do seu real valor. Possuidor de uma capacidade, tipo de divindade, para dar vida, para que esta seja sentida, para que seja vivida... Sentimentos calorosos... Orgulhos que se sentem. É do serviço de gala aprimorado com a classe do bem estar que os atendem. Realidade alternativa. Pulsação saudavelmente hiperactiva. Escalando nuvens e pulando entre estrelas, rapidamente, constantemente percorro o céu, e com naturalidade impressionante uma aura de imortalidade está presente. Esforço algum se revela exigente. E os gritos?Não são dor, nem estou doente... É prazer dum coração com paixão. Descobri o amor e dou lhe valor, não pagando de maneira alguma a valorização que ele me dá, que me dás...
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Dormitando

Tenho pena de minha calejada irmã,
Mas não posso dar jeito
Pois a natureza a fez assim:
De alma acanhada e rude
E de mãos embranquecidas e frouxas
Que nem folha seca ao vento...

Será que um dia ela descansará
Em paz? Ou se ainda,
Ela ressuscitará outra vez
Com aspecto mais descente de uma flor?
Com seriedade eu não sei...
Nada que ultrapassa essa vida
Foi me dado a conhecer;
Que pena eu ser
Tão limitado humanamente.

Rezemos, roguemos à Virgem Maria
Para que interceda por ela no céu,
E assim, minha irmã transcenda esta vida...
Ah! Se eu também tivesse
A mesma sorte que ela
Hoje eu dormiria em paz.
Que nem Maria, que dormitou...

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Gás Irritante

Eita catinga desgraçada!
Esse além de podre ta morto e não sabe.
Vai danado, comece carne de urubu,
Ou repolho azedo do ano passado?
Nesse elevador só sai vivo se estiver com o nariz entupido
ou vier doutro planeta.
Esse é um gás infernal
Não é natural
Dar raiva, náusea, dor de cabeça e muito mais.
Tudo muito imoral
Tem gás com perfil.
O tímido é caladinho e perigoso
Na suspeita deixa uns mil
O escandaloso, grita, esperneia
Preocupado fica uns mil
E muitas vezes é cão que ladra mais não morde
Gás obscuro que vagueia pelo ar
Polui o ambiente
Penetra nas narinas
E nos deixa um pesar
De cheirar aquele gás que não saiu do meu sentar.


Tchoroco Záfenat
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Homem

Nas montanhas que subimos e nos vales que percorremos
Estão os campos de cultivo e os frutos que colhemos.
Nos amores que nos decidam e nas dores que nos recordem
Estão as possíveis certezas nesta vida de ser homem.

Homem...

Ser Homem não tem manual
Nem bússola ou GPS
É breve toque, doce sal
Que ora aquece, ora arrefece.

A vida é tudo acaso, tudo sorte,
Que em contradições desagua
Inevitavelmente na morte...

Saber viver de mudança
Sem preconceito formado
Dá-nos ânimo - mais, esperança
Nesse além anunciado.

É que sabes?

Só o ânimo, calmo e forte,
Dá alegria e conduz
Molda o acaso, muda a sorte
Transforma as sombras em luz.
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O mundo

O mundo pode ser melhor
O mundo pode ser
O mundo pode
O mundo
O


Josimar Alves
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Tempo

Já não vejo mais como antes,
Agora as coisas tem menos nitidez e mais contrastes.
Minhas falas,
Enriqueceram,
Agora com os melhores verbos,
Conjugando da melhor forma,
Com adjetivo, pronomes, artigos e muito mais.

Quem diria,
Quem diria mesmo,
Que em um sorriso eu mostraria tudo isso na maior simplicidade,
Ao contrário do cabelo,
Chega diretamente sem pedi licença,
Se pinta de branco
E fica como um artista querendo se exibir,
E todos ao seu redor
Vê-lo de uma forma diferente dos últimos cinco janeiros.

Tchoroco Záfenat
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Me queres

Se me queres,
Como queres?
É de querer como me queres?
Ou me queres só por querer?

Me queres a sorrir,
Feliz tu me queres,
Amando tu me queres
Sou amado por querer-me.

Do contrário,
Sofreria por te querer
Meu bem querer.
Porém,
Sei que me queres
Pois,
É meu o teu querer
Te quero como me queres

No luar me queres
Entre o coberto me queres
Com beijos e carinhos
Me queres,me queres, me queres.


Na saúde me queres
Me queres na doença
Na vida me queres
Até que a morte nos separe
Tchoroco Záfenat
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AMOR AS ROSAS

As rosas murcharam pela falta
Dos teus beijos, pétalas soltas
Palavras lavadas levadas de ausência tua
Lágrimas cegas de tanto desejo
Que escorregam pela face da falta
Do teu beijo, entre a felicidade
Aninhadas na espera do encantado
Encantamento na foz do rio de um longo beijo
Poema feito dos teus lábios para lamber
Todas as palavras que as rosas sentem
Desnudar os pedaços sentidos, onde a tua boca
É um barco que navega nos meus seios
E a tua língua um rio que corre na minha
Branca pele entre a cama já feita de rosas
Num lençol de pétalas de tantas cores
Perfumadas de ti em mim
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Indefesos

Até quando crianças, mulheres e idosos serão vilipendiados?
Até quando os algozes ficarão impunes?
Até quando haverá brechas nas leis para deixar livres os assassinos facínoras?
Até quando existirão advogados para defender monstros atrozes?
Até quando pagaremos por prisões abruptas?
Até quando clamaremos por segurança?
Até quando o sangue dos inocentes será derramado?
Até quando ?
by Josimar Alves, publicado em 22/06/2011 no blog: http://josimaralves.blog.uol.com.br/
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Laços

Laços se formaram contra mim,
Laços foram lançados sobre mim,
Laços tentaram me prender,
Apenas esqueceram que a luz vence as trevas!
Sempre!!!
by Josimar Alves. Publicado em 13/09/2011 no http://josimaralves.blog.uol.com.br/
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2

Ciclo vitalício

Que me invada um dia,
A depressão
De ser depressivo;
A alegria
De ser alegre;
A tristeza
De ser triste;
O medo
De ser medroso;
O desânimo
De ser desanimado;
A ira
De ser irado;
A inveja
De ser invejoso;
A ansiedade
De ser ansioso;
O amor
De ser amado;
O estresse
De ser estressado;
O ciúme
De ser ciumento;
A vergonha
De ser vergonhoso;
A loucura
De ser louco, louco, louco...

Eu quero mesmo
É que me acometa um dia
Uma ação viva.

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8

Sei lá

Sei lá...
A gente pensa...
Parece que o sentido das coisas ficam com não sei o que...
O gosto, o rosto, desejo se esvai...
A mágoa brota e a decepção marca terreno...
E então sei lá...
Oásis e abismo se coadunam...
O mundo se torna um frenesi...
A luz ainda não se apagou...
Sei lá, não sei, sei lá...
by Josimar Alves, publicado em 06/08/2011 no
blog: http://josimaralves.blog.uol.com.br/


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1

Céfas

Pedro é pedra e pedra é rocha,
Rocha é firme e firme é Pedro
Que é pedreiro de pedra firme
E que nem é Paulo, nem João:
João é emoção, Paulo é tendeiro,
Mas tenda é tendão, e de Pedro.
E Pedro é Papa e Papa é pedrinha,
E pedrinha é Bento,
Que é cordão umbilical de pedreira.

E pedra é pé de romeiro apaixonado
Peregrinando rumo a Roma
Ah! Roma tu sim fostes a cidade
Eleita para derramar-se em tuas ruas
O sangue dos mártires eternais...
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Re-lances

Teus olhos nos meus
Meus olhos nos teus
Uma loucura,
Uma sensação indescritível.
A corpo a tremer,
O coração a bater
O sangue a ferver nas veias
Os nervos a flor da pele.

Entre o teu e o meu olhar
Vejo o mundo passar
Os anjos a cantar
Canções infalíveis de amor
Vejo também estrelas coroando o céu
A noiva de prata e o astro rei a se beijar
E uma fonte energética cosmolar
A nos rodear.

Em re-lances,
Meu olhar em tua boca
Teu olhar em minha boca
Faz nascer-nos uma vontade louca
De beijar-nos na boca
Em seguida fazer cantar o “ roxinol “
Inspirado nesse beijar teu e meu.

Já o cosmo de nossos corpos
Em metamorfose uni nossos desejos.
E nas plumas celestiais
Nossos corpos entrelaçados
Sob as mais altas dimensões amorosas.

Pouco a pouco
Mão na mão
Aterrisamo-nos na terra
Beijinhos e palavras
Despedimos um do outro
Já na saudade e na espera,
De mais uma vez, ver-nos.

Tchoroco Záfenat
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De onde a música?




Havia sorriso e luz

nas tardes brancas de outono

em que os meninos soltos

olvidando quaisquer conselhos

burlavam a vigilância das horas.



O mundo não era ainda

esse labirinto de espantos

e acrobatas por instinto

saltávamos o muro do encanto.



Hoje há essa encruzilhada

cravada no peito da noite

de onde virá a música

soando feito pranto?



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1

IGUALDADE





De gênero não é,

Mas é de barro,

É do sopro,

E é do pai.

Cada um com as suas
digitais.

Identidade é para todos.

É para todos. Uma profissão.

E todos com direito ao pão.

Cada um escolhe

Ideais e sonhos

Direitos e deveres

Versos e reversos

Nada importa quando há
importância

O que realmente importa

Nem tem importância

Mas todos se importam.

De gênero
não é,

Mas é de gosto ou desgosto,

É do bem querer ou não
querer,

E é do pai ou da mãe.

Cada um com as suas
digitais.

Brincadeira é para todos.

É para todos. Inocência e
saliência.

E todos com direito ao
perdão.

Cada um escolhe,

Ser e não ser,

Metal ou bolero,

Lua e sol.

Nada se diz quando há
importância

Nem o silêncio é o que
realmente importa

Ser igual é ser diferente

Isso sim é o que importa.

De gênero não é.

Cada um com as suas
digitais.

Cada um escolhe.

Nada realmente importa
quando nem há importância.





Tchoroco Záfenat

Floresta - Barra de São Miguel/PB 09/07/2013

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Nunca mais

Nunca mais pronuncie nunca;
Nunca mais diga que não terá outra pessoa;
Nunca mais fale que não é interessante;
Nunca mais pense que você não é feliz;
Nunca mais abandone seus desejos;
Nunca mais escreva sua velhice;
Nunca mais converse sobre dificuldades;
Nunca mais dialogue com o nada;
Nunca mais toque na raiva;
Nunca mais prove do medo;
Nunca mais arranje falsos amigos;
Nunca mais improvise no amor.
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Abstrato

Meus olhos brilham ao ouvir,

Meu coração lati aos cantos

Meus olhos brilham ao ouvir

Minha boca sempre te olhando.



Fico no tempo

Admirando os momentos,

Em que pego de repente,

Minha boca a te mirar.



Meus olhos escuta

O meu nariz falar,

Que meus ouvidos sentem,

Minha pele a te cheirar.



Meus sentidos sentem

Ciúmes um do outro

Quando estou do teu lado.



Pois é um te ouvindo,

Um a te sentir,

Um a te cheirar,

Um outro a te falar,

E a boca que não para de te olhar.



Nem pétalas ou cereja

Nem água fresca ou melodias

E nem mesmo ainda uma linda paisagem!

Fará meu coração abrandar o que sinto por te.



Só Deus compreende

Junto a Jesus

O que aqui no peito,

Nem a natureza traduz.



É forte demais para um homem,

Complicado de se entender,

E simples demais para “Deus”

Tamanha força deste abstrato

Que ele nos deu.

Tchoroco Záfenat

11/04/03- Campina Grande-PB
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Pássaro

Na palma da tua mão

posto em pássaro, pousa o presente

olha bem este ser delicado

pronto, contente

Na palma da tua mão

pousa um pássaro,

olha bem este ser acanhado

de coração pequeno

batendo frenético, acelerado

Na palma da tua mão,

pousa delicado, um ser vivo

posto em pássaro

olha bem este ser afortunado

Na palma da mão

bate feroz, um ser, em coração

uma figura de pássaro,

olha pra ele, assim, pousado

Na palma da tua mão

olha, sou eu a ave

meu coração acelerado bate

me solta ou me prende

assim, pousada,

no teu presente.

Maíra Franco – 27 de dezembro de 2009

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LUTO

Perder alguém de quem gostamos
Ou amamos, é duro
Toda a perda faz-nos refletir e pensar
Porquê?
A pior fase é a do luto, não é fácil
A dor é imensa e as lágrimas
Muitas vezes caem pelo rosto
É bom chorar, o pior é quando não
Temos tempo para chorar
Devemos aproveitar cada momento
Ao lado das pessoas que amamos.!
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