zita viegas

zita viegas

n. 0000-00-00, Açores

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Corre o rio



Corre o rio.
Sem correr.
Corre.
As águas que o colhem. 
Perguntam?
Por que corres rio?
O rio entusiasmado, responde:
por ter água em mim,
por as margens me talharem
com canto e com os murmúrios dos eixos.
Correndo para ti, para o regaço do mar.
Numa onda que vagueia,
com o peito no prepúcio.
No altar, em pleno mar.
Nascido no seixo.
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Poemas

11

O modo de estar dispensa a palavra



Crescem folhas nos dedos.

Viçosos abrem-se como ramos.

Os olhos.

São os dos pássaros.

Ensinam a viver o tempo.

O rosto cresce na montanha.

Nos labirintos d´água.

Todas as árvores trazem

a tempestade dos sonhos.

No corpo.

Somente o mar invade a respiração.

Para o fruto crescer no interior.

Sem o som da palavra.
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