Lista de Poemas
Resgate
É fator extenuante
o sobrar no mundo.
Ao prezar por virtudes,
que outrora sublimaram
e são etéreas,
de ausente solidez
e beleza imaterial.
E por vê-las distante
me torno infecundo,
sem reciprocidades,
que já se atomizaram
em suas pétreas
ações de morbidez
do ativo viver sensual.
E me olho dentro, minguante
querendo o profundo.
Pois sai, vício que iludes!
Por que já me limaram
as castas ideias.
Mas quem belo é uma vez
lembra da imagem virtual.
o sobrar no mundo.
Ao prezar por virtudes,
que outrora sublimaram
e são etéreas,
de ausente solidez
e beleza imaterial.
E por vê-las distante
me torno infecundo,
sem reciprocidades,
que já se atomizaram
em suas pétreas
ações de morbidez
do ativo viver sensual.
E me olho dentro, minguante
querendo o profundo.
Pois sai, vício que iludes!
Por que já me limaram
as castas ideias.
Mas quem belo é uma vez
lembra da imagem virtual.
👁️ 20
Hóspede
No reflexo do espelho eu vejo,
as paredes salmão pintadas,
junto às flores azuis caladas,
para não as focar atenção.
Ao fundo modestos já posam:
imóveis, armário e criado
um velho, sem cor, deformado,
mas de orgulho e reputação.
Ao canto se escondem as fotos
que em cada moldura abarca
outro quarto, que lembra e marca
memória, passado e razão.
Nas estantes, livros parados
de vida e um amor amarelo,
de capas em tom caramelo,
na mais doce harmonia estão.
À frente, sofre em quietude
a cadeira que sento, quebrada
carente de um braço, amputada;
procura em meu corpo adesão.
Mas o centro é turvo, burlado
anônimo, falso ou anfíbio,
sem tons, esperança ou fascínio
Substância, assim solidão.
as paredes salmão pintadas,
junto às flores azuis caladas,
para não as focar atenção.
Ao fundo modestos já posam:
imóveis, armário e criado
um velho, sem cor, deformado,
mas de orgulho e reputação.
Ao canto se escondem as fotos
que em cada moldura abarca
outro quarto, que lembra e marca
memória, passado e razão.
Nas estantes, livros parados
de vida e um amor amarelo,
de capas em tom caramelo,
na mais doce harmonia estão.
À frente, sofre em quietude
a cadeira que sento, quebrada
carente de um braço, amputada;
procura em meu corpo adesão.
Mas o centro é turvo, burlado
anônimo, falso ou anfíbio,
sem tons, esperança ou fascínio
Substância, assim solidão.
👁️ 112
Soneto à consciência
Passei do sorrir à tristeza,
uma ponte a um rio me guiou
Profunda e notória vileza
meu reflexo, turvo, mostrou.
Sabido o olhar pesaroso
já que a mente meu erro moveu
Contido perdão mentiroso,
larvar-me jamais concedeu.
Na corrente entrego impureza,
e permito deitar-me a pensar,
de vazio coração a certeza.
De poder a meu mundo voltar,
pela ponte que traz a ciência
de que ainda me posso julgar.
uma ponte a um rio me guiou
Profunda e notória vileza
meu reflexo, turvo, mostrou.
Sabido o olhar pesaroso
já que a mente meu erro moveu
Contido perdão mentiroso,
larvar-me jamais concedeu.
Na corrente entrego impureza,
e permito deitar-me a pensar,
de vazio coração a certeza.
De poder a meu mundo voltar,
pela ponte que traz a ciência
de que ainda me posso julgar.
👁️ 49
Legado
Quando o luto cobre a noite
e os olhos veem o véu que veste
o céu. Despreza o cadáver
De nada valeu a vida vã,
exauriu o bem viver.
Quando o tudo, nobre açoite,
o julga em tribunal celeste
o réu. Dispensa correr.
Memória se vende ao amanhã,
e resta após morrer.
Quando o choro, pobre morte!,
mergulha em água morna o teste
de reconciliar o que fora,
tal dualidade de virtudes
em combate a falhas atitudes.
Quando o nada forma a ponte,
entre o que era e o que jaz,
dá a paz
que passaste, do futuro, o fardo
à eterna tutelaria do legado.
e os olhos veem o véu que veste
o céu. Despreza o cadáver
De nada valeu a vida vã,
exauriu o bem viver.
Quando o tudo, nobre açoite,
o julga em tribunal celeste
o réu. Dispensa correr.
Memória se vende ao amanhã,
e resta após morrer.
Quando o choro, pobre morte!,
mergulha em água morna o teste
de reconciliar o que fora,
tal dualidade de virtudes
em combate a falhas atitudes.
Quando o nada forma a ponte,
entre o que era e o que jaz,
dá a paz
que passaste, do futuro, o fardo
à eterna tutelaria do legado.
👁️ 49
Comentários (1)
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joaoeuzebio
2020-08-24
BELAS PALAVRAS BELO POEMA É COMO VIAJAR DENTRO DA ALMA
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