Soneto à consciência

Passei do sorrir à tristeza,
uma ponte a um rio me guiou
Profunda e notória vileza
meu reflexo, turvo, mostrou.

Sabido o olhar pesaroso
já que a mente meu erro moveu
Contido perdão mentiroso,
larvar-me jamais concedeu.

Na corrente entrego impureza,
e permito deitar-me a pensar,
de vazio coração a certeza.

De poder a meu mundo voltar,
pela ponte que traz a ciência
de que ainda me posso julgar.
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